Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

terça-feira, 25 de julho de 2017

Longinus reencarna como D.Pedro II





  1. LONGINUS REENCARNA COMO D. PEDRO II

Definitivamente proclamada a independência do Brasil, o guia espiritual do Brasil, Ismael, leva a Jesus o relato de todas as conquistas verificadas, solicitando o amparo do seu coração compassivo e misericordioso para a organização política e social do Brasil.
Corriam os primeiros messes de 1824, encontrando-se a emancipação do pais mais ou menos consolidada perante a metrópole portuguesa. Os estadistas topavam com dificuldades para a organização estatal da terra do Cruzeiro. A constituição, depois de calorosos debates e dos famosos incidentes dos Andradas, incidentes que haviam terminado com a dissolução da Assembleia Constituinte e com o exílio desses notáveis brasileiros, só fora aclamada e jurada, justamente naquela época , a 25 de março de 1824. Nesse dia, findava a mais difícil de todas as etapas da independência e o coração inquieto do primeiro imperador podia gabar-se de haver refletido, muitas vezes, naqueles dias turbulentos, os ditames dos emissários invisíveis, que revestiram as suas energias de novas claridades, para o formal desempenho da sua tarefa nos primeiros anos de liberdade da pátria.

Recebendo as confidencias de Ismael, que apelava para a sua misericórdia infinita, considerou o Senhor a necessidade de polarizar as atividades do Brasil num centro de exemplos e de virtudes, para modelo geral de todos. Assim, Jesus chamou Longinus à sua presença, e falou com bondade:
- Longinus, entre as nações do orbe terrestre, organizei o Brasil como coração do mundo. Minha assistência misericordiosa tem velado constantemente pelos seus destinos e, inspirado a Ismael e seus companheiros do Infinito, consegui evitar que a pilhagem das nações ricas e poderosas fragmentasse o seu vasto território, cuja configuração geográfica representa o órgão do sentimento no planeta, como um coração que deverá pulsar pela paz indestrutível e pela solidariedade coletiva e cuja evolução terá de dispensar, logicamente, a presença continua dos meus emissários para a solução dos seus problemas de ordem geral. Bem sabes que os povos tem a sua maioridade, como os indivíduos, e se bem não os percam de vista os gênios tutelares do mundo espiritual, faz-se mister se lhes outorgue toda a liberdade de ação, a fim de aferirmos o aproveitamento das lições que lhes foram prodigalizadas. Sente-se o teu coração com a necessária fortaleza para cumprir uma grande missão na Pátria do Evangelho?”
- Senhor – respondeu Longinus, num misto de expectativa angustiosa e de refletida esperança – bem conheceis o meu elevado propósito de aprender as vossas lições divinas e de servir à causa das vossas verdades sublimes, na face triste da Terra. Muitas existências de dor tenho voluntariamente experimentado, para gravar no íntimo do meu espírito a compreensão do vosso amor infinito, que não pude entender ao pé da cruz dos vossos martírios no Calvário, em razão dos espinhos da vaidade e da impenitência, que sufocam, naquele tempo, a minha alma. Assim, é com indizível alegria, Senhor, que receberei vossa incumbência para trabalhar na terra generosa, onde se encontra a árvore magnânima da vossa inesgotável misericórdia. Seja qual for o gênero de serviço que me forem confiados, acolherei as vossas determinações como um sagrado ministério.
- Pois bem – redarguiu Jesus com grande piedade – essa missão, se for bem cumprida por ti, constituirá a tua última romagem pelo planeta escuro da dor e do esquecimento. A tua tarefa será daquelas que requerem o máximo de renúncias e devotamentos. Serás imperador do Brasil, até que ele atinja a sua perfeita maioridade, como nação. Concentrarás o poder e a autoridade para beneficiar a todos os seus filhos. Não é preciso encarecer aos teus olhos a delicadeza e sublimidade desse mandato, porque os reis terrestres, quando bem compenetrados das suas elevadas obrigações diante das leis divinas, sentem nas suas efêmeras um peso maior que o das algemas dos forçados. A autoridade, como a riqueza, é um patrimônio terrível para os espíritos dos seus grandes deveres. Dos teus esforços se exigirá de meio século de lutas e dedicações permanentes. Inspirarei as tuas atividades; mas, considera sempre a responsabilidade que permanecerá nas tuas mãos. Ampara os fracos e os desvalidos, corrige as leis despóticas e inaugura um novo período de progresso moral para o povo das terras do Cruzeiro. Institui, por toda parte do continente, o regime do respeito e da paz, e lembra-te da prudência e da fraternidade que deverá manter o país nas suas relações com as nacionalidades vizinhas. Nas lutas internacionais, guarda a tua espada na bainha e espera o pronunciamento da minha justiça, que surgirá sempre, no momento oportuno. Fisicamente consideradas, todas as nações constituem o patrimônio comum da humanidade e, se algum dia for o Brasil menosprezado, saberei providenciar para que sejam devidamente restabelecidos os princípios da justiça e da fraternidade universal. Procura aliviar os padecimentos daqueles que sofrem nos martírios do cativeiro, cuja abolição se verificará nos últimos tempos do teu reinado. Tuas lides terminarão ao fim deste século, e não deves esperar a gratidão dos teus contemporâneos; ao fim delas, serás alijado da tua posição por aqueles mesmos a quem proporcionares os elementos de cultura e liberdade. As mãos aduladoras, que buscarem a proteção das tuas, voltarão aos teus palácios transitórios, para assinar o decreto da tua expulsão do solo abençoado, onde semearás o respeito e a honra, o amor e o dever, com lágrimas redentoras dos teus sacrifícios. Contudo, amparar-te-ei o coração nos angustiosos transes do teu último resgate, no planeta das sombras. Nos dias da amargura final, minha luz descerá sobre os teus cabelos brancos, santificando a tua morte. Conserva as tuas esperanças na minha misericórdia, porque se observares as minhas recomendações, não cairá uma gota de sangue no instante amargo em que experimentares o teu coração igualmente trespassado pelo gládio da ingratidão. A posteridade, porém, saberá descobrir as marcas dos teus passos na Terra, para se firmar no roteiro da paz e da missão evangélica do Brasil.

Longinus recebeu com humildade a designação de Jesus, implorando o socorro de suas inspirações divinas para a grande tarefa do trono.
Ele nasceria no ramo enfermo da família dos Braganças; mas, todas as enfermidades tem na alma as suas raízes profundas.
Foi assim que Longinus preparou a sua volta à Terra, depois de outras existências tecidas de abnegações edificantes em favor da humanidade, e, no dia 2 de dezembro de 1825, no Rio de janeiro, nascia de Dona Leopoldina, esposa de D. Pedro, aquele que seria no Brasil o grande imperador e que, na expressão dos seus próprios adversários, seria “o maior de todos os republicanos de sua pátria.”
No fim da sua vida, D. Pedro II, que já houvera perdido a esposa, que estava abandonado, esquecido, num modesto quarto de hotel, longe da pátria e dos amigos protegidos pelo boníssimo monarca. Mas tudo isso não conseguia “turva-lhe a majestática serenidade de ânimo” e apenas levou-o a mandar buscar do Brasil um caixotinho de terra, talvez da mesma terra da sua vivenda em Petrópolis; só a uns dois ou três amigos íntimos revelou o motivo daquela encomenda, que era: repousar a cabeça depois de morto! Sendo este o conteúdo do seu belíssimo e perfeito soneto: Terra do Brasil.

Depois, alquebrado pela moléstia e pela velhice, expulso da pátria como um réprobo, privado de tudo quanto amava, no modestíssimo Hotel Bedford, à rua de l’Arcade, 17, em paris, faleceu o ex-imperador do Brasil a 5 de dezembro de 1891. Suas derradeiras palavras foram estas: “Nunca me esqueci do Brasil. Morro pensando nele. Deus o proteja.”
Fonte: Livro – Brasil, Coração do Mundo – Pátria do Evangelho. Pelo espírito Humberto de Campos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro – Chico Xavier D. Pedro II e o Brasil. De Walter José Faé

domingo, 18 de junho de 2017

Umbanda e Samaritanos





Umbanda e Samaritanos

Espíritos que se denominam Índios, Caboclos,
Pretos Velhos podem trabalhar como Samaritanos?

Em primeiro lugar vamos lembrar que a Doutrina Espírita é Pluri-espírita, admite-se todos os tipos de espíritos e para trabalhostodos aqueles espíritos que estejam comprometidos com o bem e com a luz.

O Espiritismo não utiliza a separação dos espíritos por nomes que os identificam pela cor ou pelo grau evolutivo, mas dentro da Doutrina Umbandista os espíritos são divididos (organizados), em falanges, seja falange de índios, falanges de ex-escravos, falanges de guardiões, Africanos, etc.

Todos são bem vindos nas reuniões, desde que estejam comprometidos com o bem, se o irmão desejar se denominar de Caboclo Tupi, ele assim poderá ser chamado, sendo que os participantes das reuniões não devem tomar a liberdade para tratar-se com o guia como igual, levando a eles assuntos de interesses materiais (falar de relacionamentos, empregos, etc)
Vamos nos recordar que falamos dos espíritos socorristas de maneira geral, os denominados “Samaritanos” que, com certeza,se quiserem, podem se plasmar como índios ou como qualquer forma que acharem necessário ou conveniente.

Os trabalhadores denominados exus, podem também se manifestar, só que, nos trabalhos do Espiritismo eles devem se identificar com seus nomes sem utilizar apelidos como é bastante comum vê-los se denominando. Temos relatos que, no mundo espiritual eles necessitam dessa maneira para a defesa ou mesmo para transitarem por planos inferiores a serviço dos espíritos superiores.

Veremos um trecho do livro Aruanda, psicografado pelo médium Robson Pinheiro através de Ângelo Inácio: "Há muitos espíritos que na terra tiveram experiências na carreira militar ou em algum outra função que lhes propiciasse o desenvolvimento de certas qualidades necessárias a um guardião.

Do outro lado, serão aproveitados como tal. Oferece-se ao espírito a oportunidade de continuar, no mundo extrafísico, trabalhando naquilo que sabe e, desse modo, aperfeiçoar seu conhecimento e ganhar mais experiência." Sendo assim, esses são espíritos que tiveram experiência militar (na maioria dos casos) e que hoje continuam a trabalhar em prol da evolução.

O Espírito pode se plasmar da maneira que mais gostar, dependendo de sua capacidade. Emmanuel por exemplo se plasmava com vestes romanas, a querida mentora de Divaldo, Joanna de Ângelis se plasma com as vestes de freira. E assim os espíritos se utilizam de suas formas para a evolução e o progresso do nosso planeta. Aqui vai uma história que tenho certeza que irão gostar:

Certa vez, um homem foi a procura da cura de sua filha e buscou um núcleo de umbanda. Chegando lá, o homem que tinha posses e dinheiro foi atendido por um médium de cor negra que estava atendendo sobre influência de um espíritos denominando-se Preto Velho. O humilde espírito falou que a doença de sua filha era reação de vidas passadas e que ele deveria aceitar isso como uma oportunidade de evolução tanto para ele quanto para o espírito de sua filha.

O Homem não querendo acreditar no que aquela entidade havia lhe dito ele saiu inconformado criticando: Como pode! um analfabeto, burro, pobre, de pés no chão falando assim comigo!Como pode ter se recusado a curar minha filha! Sua insatisfação com a resposta foi tanta que procurou o médium mais famoso do Brasil – Chico Xavier. Lá encontrou filas intermináveis para poder ao menos dar um abraço no humilde Chico.

Chegando ao aconchego da reunião Espírita um espírito se manifestou através de outro médium que estava na mesa junto ao grupo. O Homem foi falar com o espírito e o espírito já veio com resposta: Porque você vem me procurar mais uma vez? Sem entender nada o homem falou: mas como, eu nunca te procurei! E o espírito não demorou muito e continuou:

você não se lembra de quando foi procurar uma resposta para a doença da sua filha lá naquele centro de umbanda com aquele homenzinho humilde? Eu estou aqui novamente. O homem ficou abismado, enquanto isso, Chico Xavier que ouvia a tudo somente balançava a cabeça confirmando o que o espírito estava falando.

E no término da reunião, Chico transmitiu uma linda mensagem e falou o nome do espírito que havia lhe passado tal mensagem;“A mensagem foi dada pelo irmão Pai João que é um amigo da casa e um espírito de muita luz que trabalha de forma humilde de um preto velho”.

É bom lembrar algumas frases: “Toda forma de servir é uma bênção. O bem que fizeres em algum lugar, será teu advogado em toda parte”. Lembremos também que, os espíritos que se apresentam na Umbanda como pretos velhos ou caboclos são amigos nossos que também se apresentam em reuniões mediúnicas dentro de centros espíritas.

Respeitemos a todos os nossos irmãos que trabalham na Umbanda, que eles recebam muita luz, e que os espíritos que se apresentam na umbanda que nos iluminem juntamente a todos os trabalhadores, samaritanos e médicos espirituais.

Temas abordados sob a ótica espírita respeitando todas as filosofias e crenças, sem o intuito de confundir a cabeça daqueles que estão começando no espiritismo.

Grupo de estudo amigos de Chico Xavier
Fonte: Casa Espírita Paz e Luz Francisco de Assis

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Moléstia da Alma











Não podemos simplesmente anular o passado, mais podemos reformulá-lo e redirecioná-lo para a luz.

Sei que a fogueira da aflição queima junto a seu peito e você sente estranha aura ao redor de sua mente. Enquanto você não assumir a responsabilidade por tudo o que lhe está acontecendo, não encontrará a verdadeira cura para sua alma. Não se deve criar um mundo de explicações falsas, culpando os espíritos pela infelicidade e desarmonia vivenciadas. Isso é distorcer o real sentido dos acontecimentos, sob pena de nada aprender sobre si mesmo. Aceitar a total responsabilidade por sua vida é a forma mais fácil de resolver essas dificuldades íntimas, mas certamente é uma tarefa que não se realiza da noite para o dia. A auto-responsabilidade e o significado verdadeiro das coisas submetem-se mutuamente; são itens existenciais inseparáveis.

Obsessão é a moléstia da alma. Quando você compreender a simultaneidade que existe entre as influências espirituais negativas e seus atos e pensamentos íntimos, mais rapidamente dissolverá o elo existente entre eles. A lei da compensação se perpetua até que o homem tenha resolvido suas ações equivocadas e se engajado no legitimo fluxo das leis universais. Para cada conduta ou atitude errada a natureza solicita uma contra-ação que a equilibre.

Na vida estamos tecendo uma malha existencial. A cada nova situação se interligam os fios que começamos a utilizar nas experiências anteriores. Não podemos simplesmente anular o passado, mais podemos reformulá-lo e redirecioná-lo para a luz.

O percurso de um novo dia é, inevitavelmente, influenciado pelas experiências e ações dos dias precedentes.

A aflição para você tem sabor de eternidade, mas em breve, poderá desaparecer. Basta procurar nos princípios espíritas os apontamentos lógicos e a exata orientação de que necessita para se libertar do desequilíbrio mental/emocional – causa primaria de sua obsessão. As reuniões mediúnicas auxiliarão em muito a higienizar e restaurar a atmosfera fluídica de sua aura, contaminada por energias deletérias ali armazenadas. Provavelmente, serão afastadas as entidades que atuam no seu dia-a-dia; abandonando suas limitações, elas ou outras companhias desagradáveis poderão retornar.

Sua mente guarda, zelosamente, fatos, informações idéia e conceitos. Sua memória é o registro fiel de tudo quanto ocorreu com você através dos tempos, tanto no corpo físico como fora dele. Você cria a própria realidade com sua mente. Na verdade, você “veste” as emoções e os pensamentos dos espíritos e coopera na assimilação das sensações aflitivas lançadas sobre seu corpo astral. Você é um canal de expressão, e em sua intimidade, estão todas as matrizes de seus desarranjos. Suas emoções são semelhantes as fases da lua: ora “crescente”, ora “minguante”. Não se esqueça também de que você é o único responsável pelas forças negativas que sugam suas energias e tentam dominar sua casa mental. Não existe fatalidade em sua vida, apenas atração e repulsão, conforme afinidade.

Na esfera física como na espiritual só se percebe a age como um espaço delimitado, quer dizer, cada pessoa atua segundo seu grau de consciência ou em consonância à sua faixa vibratória.

Na esquina da vida, você é pedinte que suplica a esmola da paz. Mas lembre-se igualmente uma usina de forças, recebendo, doando, e assimilando o magnetismo de outros seres, encarnados ou não.

Os espíritos desequilibrados que estão a seu redor apenas exploram suas fraquezas. Buscam pontos vulneráveis, envolvendo-o negativamente em seu baixo padrão vibracional. Portanto, ninguém tem o poder de transformar sua mente, a não ser que você ceda diante da perturbação. Quando você diz que é um ser humano bom, que nunca faz mal a ninguém, acredita estar vivendo um ato de injustiça. Porventura, já se perguntou: faço mal a mim mesmo?

Será que respeito meus direitos pessoais? Considero minhas necessidades tão importantes quanto as dos outros? Para você se livrar das agressões dessas entidades, procure encontrar a área da sua vida que esta mais insegura e fragilizada. Reforce-a inicie um trabalho interior.

Desfaça a necessidade de querer dos outros o que deve providenciar por si mesmo. Isso o aproximará da libertação. Pouco a pouco, a aflição que lhe atormenta os sentidos esvairá, e experimentará uma força nova que brotará do seu interior, equilibrando seus sentimentos descompensados.

Lourdes Catherine – do Livro: Conviver e Melhorar – Francisco do Espírito Santo Neto

terça-feira, 30 de maio de 2017

Conduta Mediúnica






Existem muitos médiuns que acham que é só dentro do Centro Espírita que eles exercem a sua mediunidade. Grande engano, meus Irmãos! Somos médiuns durante as 24 horas do dia.

Os Espíritos sofredores são muitos. Somos assediados a todo momento por eles: em casa, no trabalho, na rua, em todos os lugares. Muitas vezes, com uma simples oração, mentalmente poderemos aliviar-lhes o coração. O médium é um farol no escuro do oceano, e é por essa luz, que muitas vezes, os sofredores são atraídos. Daí a importância do medianeiro estar sempre atento e vigilante. É fundamental lembrar-se do “orai e vigiai” que Jesus tanto nos ensinou.

O Plano Maior, em certos casos, autoriza as Entidades que foram doutrinadas durante os trabalhos mediúnicos na Centro Espírita, a acompanharem os médiuns e, ficarem com eles por um determinado tempo, para observarem e verificarem se tudo aquilo que falam dentro do Centro, eles realmente praticam no seu dia a dia?

Portanto, é muito importante que busquemos, a todo instante, o nosso aprimoramento moral e o nosso estudo constante.

Aquele que não deseja educar-se, não serve para servir. E a Doutrina Espírita é bem clara nesse aspecto: “Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento e instruí-vos, eis o segundo”.

E, aqui, meus queridos Irmãos eu apresento um trabalho, no qual meu maior mérito é a sua organização, de onde extraí textos de livros dos mais diversos autores, com a intenção de incentivar os Espiritas-Cristãos a continuarem a estudar a mediunidade, para que possamos melhor servir ao Plano Espiritual.

Conquistando a mansuetude

Se estamos reencarnados no planeta Terra, é porque ainda temos muitos débitos, muitas correções a serem feitas em nosso interior e com as pessoas que nos rodeiam.

Para isto, há necessidade de muito esforço próprio e a vontade consciente para o crescimento espiritual.

Quanto mais vamos subindo nesta escalada de aprimoramento moral, parece que “provas” são colocadas em nosso caminho para ver se realmente aprendemos a lição. Muitas vezes somos “tentados” para ver se queremos realmente seguir esta vereda.

Nascemos em família, onde muitas vezes, temos problemas de relacionamento com determinadas pessoas; em nosso ambiente de trabalho, há um clima de competição com a pura intenção de aumentar a produção da empresa; na rua, estamos sujeitos aos imprevistos do transito tumultuado e violento; e muitas vezes, nós entramos em sintonia com essas vibrações e ficamos totalmente desequilibrados, tendo, a partir daí, um comportamento nada condizente com tudo aquilo que estudamos, e que foi pregado pelo Cristo.

Geralmente reclamamos que as pessoas não nos entendem por mais benfeitorias que lhes fazemos, contudo, Deus as colocou em nosso caminho para que possamos aceitá-las e aprender a arte do convívio em harmonia, não criticando, não culpando, não revidando, incentivando, perdoando, e resignando, para que sejamos humildes e Caridosos.

Quando alguém lhe desferir alguma injúria, uma ofensa ou um ato de desamor, ore por ela, e a imagine envolta em luz, intuindo-a à prática de atos de Amor e Solidariedade. Daí veremos, através desta prática constante, que uma Paz interior irá brotar dentro de nós. Sentiremo-nos mais leves e conquistando a nossa mansuetude.”

O médium deve sempre perdoar

A mediunidade tem muitas glórias a oferecer, mas não as glórias do mundo terreno.

O íntimo contentamento que provém dela é o de podermos ser caridosos sem ostentação e vislumbres.

Adverte-nos o bom senso de que o silencio é o melhor ambiente para o esquecimento do mal.

O médium que for vítima da maledicência não deve remoer ressentimentos, para não entrar na faixa do perseguidor.

Quando oprimido e perseguido, deve procurar no Evangelho os bons exemplos:Quando alguém bater em tua face, oferece-lhe também a outra.

Quando o médium for ferido em sua sensibilidade, deve preparar-se novamente para outras etapas, pois quando estas vierem, já estará firme para o esquecimento de todas as ofensas. Eis aí o perdão que liberta todas as tentações que têm origem nas sombras.

Não devemos perder a fé, porque a confiança nos poderes de Deus nos torna maiores diante de todas as investidas do mal e nos fortalece para que consigamos livrarmo-nos das emboscadas dos adversários da Luz.

Nas edificações espirituais ligadas a área mediúnica, alguns requisitos são exigidos:

— disciplina e confiança em Deus;

— constância na execução das tarefas;

— aquisição contínua de novos conhecimentos.

— Esforço demanda tempo, realização não se improvisa.

— O obreiro da mediunidade não deve almejar realização superiores de um dia para outro, nem fenômenos que vislumbram e encantam.

— É fundamental educar a alma, corrigir a mente, para que o coração se esclareça.

Passividade na obra: DIVERSIDADE DE CARISMAS

Herminio C. Miranda nos relata que existem Centros Espíritas que impõem um rígido padrão de comportamento mediúnico, e muitas vezes, “regras” inibidoras: o médium tem que ficar imóvel, olhos fechados, mãos juntas e abandonadas sobre a mesa, manter o tom de voz sereno (sem elevação, nenhuma forma de movimentação do corpo, dos membros e da cabeça.

Hermínio Miranda acha que deve haver uma certa naturalidade e espontaneidade na manifestação, afinal, o médium não é nenhum robô, que filtra sentimentos e emoções da Entidade comunicante.

E nos relata ainda: E, permitindo que o Espírito manifestante pudesse expressar-se convenientemente, dizer enfim ao que veio e expor sua situação a fim de que pudesse ser atendido ou, pelo menos, compreendido nos seus propósitos.

Se ele vem indignado por alguma razão e isto é quase que a norma em trabalhos dessa natureza - como obrigá-lo a falar serenamente, com voz educada, em tom frio e controlado?

Somos nós, encarnados, capazes de tal proeza?

Não elevamos a voz e mudamos o tom nos momentos de irritação e paciência?

Como exigir procedimento diferente do manifestante e do médium?

Afinal de contas, se a manifestação ficar contida na rigidez de tais parâmetros, acaba inibida e se torna inexpressiva, quando não inautêntica de tão deformada. Em tais situações é como se o médium ficasse na posição de mero assistente de uma cena de exaltação e a descrevesse friamente, em voz monótona e emocionalmente distante dos problemas que lhe são trazidos.

É preciso considerar, no entanto, que ali está uma pessoa angustiada por pressões intimas das mais graves e aflitivas, muitas vezes em real estado de desespero, que vem em busca de socorro para seus problemas, ainda que não o admita conscientemente.

Não é uma vaga e despersonalizada Entidade, urna abstração mas um Espírito que se manifesta. É um Ser humano vivo, sofrido, desarvorado, que está precisando falar com alguém que o ouça, que sinta seu problema pessoal, que o ajude a sair da crise, por alguns momentos, o abrigo de um coração fraterno, O médium frio e com todos os freios aplicados, tal manifestação não consegue transmitir a angústia que vai naquela alma.

É um bloco de gelo através do qual não circulam as emoções do manifestante, a pungência de seu apelo, a ânsia que ele experimenta em busca de amor e compreensão. Nenhum problema é maior, - naquele instante, para o manifestante do que o seu, nenhuma dor mais aguda do que a sua.

A manifestação deve realmente ser disciplinada sem grandes ruídos, sem palavras descontroladas e de baixo calão, mas deve, além de tudo, ser feita com naturalidade e espontaneidade, dando oportunidade para a Entidade manifestar o seu lado psicológico e emocional.

Teoria e prática

“Tanto os livros da Codificação Espírita, como os demais autores responsáveis, insistem em algumas constantes que não podem ser desatendidas, sem grave prejuízo para o trabalho mediúnico que se programa: a primeira delas é o estudo teórico constante das questões pertinentes, em paralelo, com experimentação.

Em seu livro “The Univerty of Spiritualism”, Harry Boddington, é incisivo neste ponto ao escrever: “Tais considerações demonstram a insensatez de tentar, primeiro, desenvolver a mediunidade e, depois estudar o ABC do assunto (-) -

A recusa do estudo prévio do assunto nasce da tola noção de que a mente muito cultivada é um empecilho à manifestação dos Espíritos Essa gente diz candidamente que jamais lê coisa alguma. É esta teimosa ignorância que mantém o baixo conceito do Espiritismo”.

Ressaltando que o livro se destina ao contexto espiritualista inglês e tem mais de 100 anos de publicação é preciso admitir que ele não deixa de ter fortes razões para assim enfatizar este aspecto. Mesmo porque, como assinala mais adiante, o trato com os Espíritos demonstra precisamente o contrário do que pensam os despreparados manipuladores da mediunidade: quanto melhor o cérebro, melhor o instrumento mediúnico.

Isto porque os Espíritos manifestantes trabalham de preferência com o material armazenado no inconsciente do médium, ou seja, com os recursos que ele possui e que coloca à disposição do manifestante. Quanto melhor a qualidade e a variedade dos conhecimentos do médium, mais fácil e de melhor nível serão as comunicações.

O que leva a complicação e até obsessões graves é entregar-se cegamente à experimentação sem apoio, sem orientações e sem estudo.

Muitos afirmam, orgulhosamente, que não precisam estudar porque aprendem com os próprios Espíritos. Não é bem assim. Sem dúvida, o prolongado e disciplinado intercâmbio com os Espíritos de mais elevada condição evolutiva, como no caso do nosso querido Chico Xavier, contribui de maneira ponderável para o aprimoramento moral e intelectual do médium responsável mas são os Espíritos os primeiros e mais insistentes em recomendar ao médium que leia, estude, observe, medite, pergunte a quem saiba, permaneça vigilante e ore com frequência para manter o que amigos nossos costumam chamar de teto espiritual.“

Disciplina e responsabilidade

O principal obstáculo na fase inicial do treinamento está na ânsia prematura de obter mensagens reveladoras antes de um claro entendimento do processo e de suas dificuldades. Há tarefas no aprendizado que competem nitidamente ao médium realizar e ele não deve sobrecarregar os Espíritos manifestantes, seus Mentores ou Guias com obrigações e esforços de sua responsabilidade pessoal; mesmo porque em geral os primeiros Espíritos que se aproximam de um médium iniciante são os de mais baixa condição, como assinalou os textos confiáveis de Kardec e de seus continuadores.

O médium é que terá de esforçar-se por adotar uma disciplina pessoal que possibilite a aproximação de seus amigos espirituais. (...)

A tarefa do médium é explorar o universo do pensamento. O médium precisa manter desobstruídos os canais psíquicos por onde circulam suas ideias para que por esses mesmos canais e com esse mesmo material psíquico, utilizando-se de sua energia mediúnica, possam os Espíritos igualmente fazer circular suas idéias.

Mediunidade é pois uma transfusão de pensamentos, mesmo quando se trata de energia destinada à produção de efeitos de vez que é o pensamento e a vontade dos Espíritos que as direcionam.

Por outro lado, o médium é um Ser que franqueou o acesso da sua intimidade aos seres invisíveis desencarnados. Se ele adota atitudes de descaso, indiferença e preguiça, estará chamando para sua convivência Espíritos semelhantes.

A mediunidade é um instrumento de trabalho, não para uso e gozo pessoal, mas para servir. (...)

A mediunidade é uma responsabilidade, um compromisso, uma tarefa a realizar. Longe de ser um ônus insuportável, é um privilégio concedido para servir ao próximo e, consequentemente, importante fator de aceleramento do nosso próprio ritmo evolutivo.
• • •
O médium precisa aprender também a dominar seus impulsos emocionais, a fim de que a mensagem que passa por ele, vinda de alguém no Plano Espiritual e destinada a alguém no plano da matéria, não se contamine com as suas próprias paixões e desacertos íntimos.

Ele terá de ser como o lápis bem apontado, com o grafite na consistência própria, na cor certa, ou o aparelho de som dotado de dispositivos de alta fidelidade para que a boa gravação não seja reproduzida com distorções, zumbidos e estáticas que a tornem irreconhecível.

Deve se esforçar para que a mesma qualidade de som existente na gravação-fonte seja a que se reproduz nos alto-falantes, com toda a fidelidade e autenticidade possíveis. (...)

Na mediunidade, não há disputa de campeonatos nem medalhas de ouro ao vencedor, porque não há vencedores, no sentido de que um médium possa suplantar outros.

Na mediunidade, ganha aquele que serve na obscuridade, modestamente, com devotamento e honestidade. Quando ouço falar que alguém é um “grande médium”, fico logo de pé no freio. Existem grandes médiuns?

Mediunidade é grandeza?

Muita gente avalia os médiuns pelos fenômenos espetaculares que podem produzir ou pela ampla variedade de faculdades que exibem. Quanto a mim, não é isso que busco num médium. Ele, ou ela, pode até de dispor de ampla faixa de sensibilidades - que isto não é defeito mas prefiro aquele que, embora dotado de faculdades várias, dedica-se modestamente a uma ou duas, para exercer bem e com dedicação. (...)

Como instrumento de comunicação o médium tanto pode veicular mensagens aceitáveis e autênticas, como inaceitáveis e falsas, dependendo das condições que oferece. Não deve ser endeusado, no primeiro caso, nem crucificado no segundo. Seria o mesmo que destruir o telefone porque acabamos de receber, por ele, uma notícia falsa, ou elogiá-lo porque acaba de nos trazer uma alegria.

Ao mesmo tempo, não há como perder de vista o fato de que o médium é um Ser humano, que pode falhar por ser endeusado, e pode embotar-se ou perder-se quando, em vez de socorrido, for arrasado porque a sua comunicação é considerado inaceitável.

A posição do médium A mediunidade é dom generalizado em todas as criaturas a espera de educação e disciplina. Sem certas regras orientadas pelo Cristo, ela é apenas um instrumento de satisfação pessoal ou meio de vida na pauta dos negócios...

A posição do sensitivo ante sua mediunidade é que sua língua deve perder a força de ferir, suas mãos a força de revidar e suas idéias a força de contrariar as Leis de Deus. Todos os médiuns são testados por meios variados. Por onde que não se espera é que o inimigo chega.

O defeito que insistimos em apontar nos outros é o que temos com mais saliência. Se tiveres que chorar por alguém que errou, chora por ti mesmo. Se tiveres que alterar a voz com irmãos que julgaste incursos em erro, altera a voz contigo mesmo.

Se tiveres de anunciar alguma virtude que não possuis, fala das qualidades dos companheiros e dos esforços que eles fazem para melhorar. A posição do médium no lugar em que for chamado a trabalhar é a de servir de instrumento para o bem em todas as direções da vida...

Quando vamos trabalhar na caridade, recebemos de Deus uma cota de luz divina, mas não podemos esquecer que tal cota é para ser doada, e se ela transforma fielmente no que nós desejamos que ela seja, torna-se uma carta com endereço certo. Eis a posição do médium diante da consciência.

Educação Mediúnica


— Médium algum se perderá nas vielas do desequilíbrio se estabelecer para si mesmo um programa de renovação. Exercício e renúncia. Muita paciência ante as incompreensões que lhe surgem no caminho. Capacidade de perdoar, por maior que seja a ofensa.

— O jugo é suave e o fardo é leve para o companheiro da mediunidade que se apoie no estudo, no trabalho, na oração constante, na humildade.

— Médiuns sérios atraem Espíritos sérios; médiuns levianos atraem Espíritos levianos. O medianeiro que se não ajusta aos princípios morais pode ser vitimado pela ação do mundo espiritual inferior.

— A falta de estudo, evangélico e doutrinário constitui sério escolho na prática da mediunidade. O médium deve ler, estudar, refletir, assimilar e viver as edificantes lições do Evangelho e do Espiritismo, a fim de que possa oferecer aos Espíritos comunicantes os elementos necessários a uma proveitosa comunicação. O médium estudioso, além disso, é instrumento dócil, maleável, acessível. Tem sempre uma boa roupagem para vestir a idéias a ele transmitidas. O que não estuda, nem se renova, cria dificuldades à transmissão da mensagem, favorecendo a desconexão.

— A educação mediúnica, por sinônimo de desenvolvimento mediúnico, deve ser iniciada no devido tempo, na época apropriada, isto é, ao se verificar a espontânea eclosão da faculdade. Não devemos “querer” o desenvolvimento mediúnico, mas “amparar” a faculdade que surge, pelo estudo e pelo trabalho, pela oração e pela prática do bem. Forçar a eclosão da mediunidade, ou o seu desenvolvimento, significa abrir as portas do animismo, com sérios inconvenientes para o equilíbrio, a segurança e a produtividade do medianeiro. A educação mediúnica deve ser, em qualquer circunstância, espontânea, natural, suave, sem qualquer tipo de violência externa e interna.

— Educação mediúnica pede tempo e trabalho, estudo e abnegação. Não acontece de um dia para outro. Médium inquieto, apressado em transmitir boas comunicações antes do necessário preparo, é candidato em potencial ao desequilíbrio.

— O médium disciplinado obterá ótimos frutos em sua tarefa, levando em consideração o seguinte:

* lugar e hora certos para o trabalho;

* assiduidade e pontualidade;

* respeito à codificação e apreço aos Instrutores Espirituais. O médium prudente analisa, examina sugestões dos companheiros encarnados, aceitando-as se justas e sensatas O médium vaidoso comporta-se como dono da verdade. É sistematicamente refratário a advertência e conselhos. A discrição é fator básico para o êxito fluídico conhecer problemas pela mediunidade ou por relatos íntimos e revelá-los, é falta de caridade.

— A ausência de trabalho é grave escolho da mediunidade, isso porque a ferramenta mediúnica exige utilização constante, ação contínua, não somente pela necessidade de aprimoramento das antenas psíquicas, como também pelo imperativo da conquista do sentimento do amor.

O trabalho assegura a assistência superior, protege o médium contra o assédio e o domínio de Entidades menos felizes, constroem preciosas amizades nos planos físicos e subjetivos. Harmonia fluídica, amor e confiança, destreza psíquica e apuro vibracional representam o somatório da atividade mediúnica exercida da disciplina do trabalho.

O hábito da prece O hábito da prece mantém o médium em estado de vigilância, imprescindível ao bom êxito de sua tarefa. Através da oração isolamo-nos das influências negativas, sintonizando-nos com as forças espirituais que iluminam. A prece não nos isenta das provas, mas dá-nos forças para suportá-las.

Nos momentos de dificuldade e sacrifício, vamos lembrar de orar para Nosso Pai. A oração é um santo remédio para os nossos males. Não é só nas horas de aflição é que devemos recorrer a esse recurso maravilhoso. Ela deve ser feita todos os dias. Pela manhã, agradecendo pelo descanso de nosso corpo físico, e pedir proteção para mais um dia de trabalho aqui na Terra. Ao anoitecer, antes de dormir, agradecendo pelo dia que tivemos, e pedindo para que nosso Espírito possa estar com nossos Amigos Espirituais, buscando novos esclarecimentos para nosso aprimoramento espiritual.

Lamentamos que muitas pessoas Só recorrem à oração para pedir a conquista de bens materiais. Conquistas essas que são perecíveis com o tempo. Devemos pedir sim, uma boa saúde para o nosso corpo físico, para que possamos ter a força e a energia necessária para cumprir com grande sucesso o que nos foi planejado pelo Plano Espiritual.

Devemos pedir a proteção os bons conselhos e a inspiração de nossos Guias Protetores para a resolução de nossos problemas em que, por ventura, estejamos atravessando. Mas, devemos orar não só para pedir, mas também para agradecer pelas nossas conquistas do dia a dia e pelas dádivas recebidas.

Podemos orar para emitir vibrações positivas para daqueles entes queridos que estejam doentes ou em dificuldades. Devemos orar, também, e isto mostra a nossa grandeza e elevação de nossa alma, para os nossos inimigos e por todos aqueles que nos desejam o mal.

Vamos perdoar-lhes cada ato infeliz e impensado que tenha sido desferido contra nós. Vamos mostrar-lhes o nosso carinho, o nosso Amor, a nossa tolerância e pedir à Deus para que façam rever seus gestos, suas posturas. E que as Entidades Benevolentes possam iluminá-los para a prática de atos mais elevados. Lembrem-se: a oração é uma benção Divina. Podemos recorrer a todos os instantes.

A oração é um ato de Amor, um elo de ligação entre o Plano Espiritual e o Terreno. Para orar, não há necessidade de palavras decoradas ditas sem nenhum sentimento. Mais valem dez palavras expressas com amor e devoção...

Muitos falam que não sabem rezar. Basta humildemente, com suas próprias palavras, com uma devoção muito grande, acreditando naquilo que está sendo pedido, ser concretizado.

Vamos lembrar o que o Nosso Mestre Jesus nos disse:

“Pedi e se vos dará”.
Acima de tudo, devemos orar com muita fé!

“Informação”: Revista Espírita Mensal - Ano XXXIII N° 387 Dezembro 2008. Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” - Correspondência: Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

sábado, 15 de abril de 2017

Ser Médium é BOM ou RUIM?


André Luiz acompanhou o missionário Alexandre para observar algumas demonstrações de desenvolvimento mediúnico em um Centro Espírita.
Instantes depois, os primeiros encarnados deram entrada no recinto. André observava a conversa, onde três deles mostravam desânimo, pois tentavam à algum tempo desenvolver a mediunidade sem resultado algum.
Foi iniciada a sessão de desenvolvimento, onde 18 pessoas mantinham-se em expectativa.
Alexandre explica a André Luiz que tal desenvolvimento requer: disciplina, educação, esforço e perseverança. Então, passaram a observar 3 pessoas: O primeiro foi um rapaz que queria psicografar. Então, Alexandre pede para André Luiz observar o aparelho genital do rapaz, e explicou que ali havia bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferiores. Sem contar o contato com entidades grosseiras, que se afinavam com as predileções dele.
Passaram, então, a observar o segundo, um senhor de bigode, que demonstrava dificuldade para sustentar o pensamento com relativa calma. Foi concluído que este deveria usar alcoólicos em quantidade regular. O aparelho gastrintestinal encontrava-se totalmente ensopado em aguardente, e invadia os escaninhos do estômago, e começava a afetar o esôfago e a influenciar o bolo fecal. O fígado estava enorme, o baço apresentava anomalias estranhas . . . Então, Alexandre esclareceu dizendo que, André Luiz estava examinando as anormalidades menores.
Depois, passaram a observar a terceira, uma senhora idosa, que era candidata ao desenvolvimento da mediunidade de incorporação. Viu-se então, uma fraquíssima luz que emanava de sua organização mental. O estômago estava dilatado horrivelmente e os intestinos pareciam sofrer estranhas alterações. O fígado estava aumentado. O aparelho digestivo estava cheio de pastas de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa. Enfim, ali estava uma pobre senhora desviada nos excessos de alimentação.
Alexandre concluiu:
– O Espiritismo cristão é a revivescência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo, e a mediunidade constitui um de seus fundamentos vivos. A mediunidade, porém, não é exclusiva dos chamados “médiuns”. Todas as criaturas a possuem, porquanto significa percepção espiritual, que deve ser incentivada em nós mesmos. Não bastará, entretanto, perceber. É imprescindível santificar essa faculdade, convertendo-a no ministério ativo do bem.
A maioria dos candidatos ao desenvolvimento dessa natureza, contudo, não se dispõe aos serviços preliminares de limpeza do vaso receptivo. Dividem, inexoravelmente, a matéria e o espírito, localizando-os em campos opostos, quando nós, estudantes da Verdade, ainda não conseguimos identificar rigorosamente as fronteiras entre uma e outro, integrados na certeza de que toda a organização universal se baseia em vibrações puras. Inegavelmente, meu amigo André, não desejamos transformar o mundo em cemitério de tristeza e desolação. Atender a santificada missão do sexo, no seu plano respeitável, usar um aperitivo comum, fazer a boa refeição, de modo algum significa desvios espirituais; no entanto, os excessos representam desperdícios lamentáveis de força, os quais retêm a alma nos círculos inferiores. Ora, para os que se trancafiam nos cárceres de sombra, não é fácil desenvolver percepções avançadas. Não se pode cogitar de mediunidade construtiva, sem o equilíbrio construtivo dos aprendizes, na sublime ciência do bem-viver.

Do Livro: Missionários da Luz, capítulo 3
André Luiz (Espírito), psicografia de Francisco Cândido Xavier (médium)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Vibrações de Preto Velho



Vibrações de Preto Velho


Quando falamos em Preto Velho, nos vem à mente quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade.


Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potencias européias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda de trabalho.


Nesse mercado, os traficantes negreiros costumavam se utilizar de maneiras diversas para conseguir arrebanhar sua “mercadoria”: chegavam surpreendendo a todos na tribo, separavam, é claro, sempre os mais jovens e fortes. Costumavam buscar os negros nas regiões Oeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por outras mercadorias, como espelhos, facas e bebidas, os que eram cativos oriundos de tribos vencidas em guerra e trazendo como escravos os que eram vencidos.


No Brasil, em principio os escravos negros chegaram pelo Nordeste; mais tarde, também pelo Rio de Janeiro. Os primeiros a chegarem foram os Bantos, Cabindos, Sudaneses, Iorubas, Minas e Malés.


Para a África, o trafico negreiro custou caro: em quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 MILHÕES de pessoas, basicamente a parte mais selecionada da população.


Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas de açúcar da colônia. O trabalho era tão árduo, que um negro escravo no Brasil não chegava a durar dez anos.


Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não serem trapos para se vestir e pão para comer, quando não eram terrivelmente açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando feitores, capitães-do-mato e senhores de engenho.


O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto a reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para extravasar e aliviar a dor da escravidão.


Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento diferenciado e exerciam tarefas como reprodutores, caldeireiros ou carpinteiros. Também trabalhavam na Casa Grande, eram os chamados “escravos domésticos”. Outros, ainda, conquistavam a alforria através de seus senhores ou das leis (Sexagenário, Ventre Livre e Lei Áurea). Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados, tornando-se referencia para mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.


ATUAÇÃO DOS PRETOS VELHOS




Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar.


Um Preto Velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e humilhações sofridas no passado. Pretos Velhos ajudam a todos, independente de cor, sexo ou religião.


Em sua totalidade, não se pode afirmar que as entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos Velhos escravos. Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de Pretos Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de apresentação.(grifo nosso)


Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos Velhos não Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma conseqüência da missão que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são.


MENSAGENS DE PRETO VELHO



A principal cararacterística de um Preto Velho é a de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.


A figura de um Preto Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.


Certas pessoa costumam procurar um Preto Velho apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber lapidar o que há de bom em cada um de nós.


Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus” (Pai Cipriano)


APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE


O termo “Velho, Vovô e Vovó, são usados para mostrar sua experiência, pois, quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos passar e historias para nos contar através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto Velho é sempre o conselho.


Suas vestes são bem simples e não necessitam de muitos apetrechos para trabalhar, apenas da concentração e atenção de seu médium durante a consulta. Costumam usar cachimbo, lenços, toalhas e algumas vezes fumo de corda ou cigarro de palha.


Sua incorporação não necessita de dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas, fazendo com que o médium incline o corpo para frente, sempre com os pés bem fixos no chão. Andam apenas para as saudações ao Atabaque, Conga e Babalorixá. Atendem sentados praticando sua caridade. Raras às vezes alguns mantêm-se em pé.


Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples. A maneira carregada com que falam é para mostrar que são bastante antigos.


A Linha de Preto Velho possui suas características gerais, mas cada médium tem uma coroa diferente, determinando as diferenças entre os Pretos Velhos.


As diferenças ocorrem porque cada Preto Velho trabalha em nome de um Orixá, utilizando a essência de cada força da natureza em sua atividade. Essas diferenças são facilmente percebidas na forma de incorporação.


Retirado da Revista Espiritual de Umbanda (Edição Especial 1 Editora Escala)- Pesquisa e texto: Virgínia Rodrigues
Referencias Bibliográficas:
- Portal Guardiões da Luz

Em Defesa da Vida Eutanásia NÃO!

eutanasia





O QUE O ESPIRITISMO DIZ A RESPEITO DA EUTANÁSIA


O espiritismo tem opinião clara quanto à eutanásia. Vejamos o que nos esclarece o “Evangelho Segundo o Espiritismo”: 28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?
“Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?
Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.
O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro.” – S. Luís. (Paris, 1860.) Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V
Como vimos, é extremamente importante respeitar a vontade divina; É importante termos consciência de que a ciência não tem domínio absoluto sobre as previsões de recuperação ou não do doente. Além disso, todo o processo ao qual passamos durante o desenlace é fundamental e, às vezes, o último minuto é o que precisamos para despertarmos nossa consciência, momento esse que não existiria, no caso do abreviamento do momento do desencarne, ficando privados da oportunidade de entrar em uma condição melhor no plano espiritual.
Vejamos a explicação dos espíritos a respeito da decisão de abreviarmos nossa própria existência em situações de sofrimento, dada pelo “Evangelho Segundo o espiritismo” e o “Livro dos Espíritos”:
29. Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte?
“Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É ilusória a ideia de que sua morte servirá para alguma coisa; isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação.” – S. Luís. (Paris, 1860)
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V
953. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
“É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, mau grado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?”
a) – Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes.
“É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.”
b) – Quais, nesse caso, as consequências de tal ato?
“Uma expiação proporcionada, como sempre, à gravidade da falta, de acordo com as circunstâncias.”
Livro dos Espíritos, pergunta número 953
André Luiz, no livro “Obreiros da vida eterna” nos fornece um importante relato do que ocorre realmente com o corpo físico e espiritual em casos em que o momento da morte é abreviado propositadamente através de químicos:
“- Beneficiemos o moribundo, por sua vez, empregando medidas drásticas. O doutor pretende impor-lhe fatal analgésico. [instrutor Jerônimo]
Atendendo-lhe a ordem, segurei a fronte do agonizante, ao passo que ele lhe aplicava passes longitudinais, preparando o desenlace. Mas o teimoso amigo continuava reagindo.
– Não – exclamava, mentalmente -, não posso morrer! tenho medo! tenho medo!
O clínico, todavia, não se demorou muito, e como o enfermo lutava, desesperado, em oposição ao nosso auxílio, não nos foi possível aplicar-lhe golpe extremo. Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada “injeção compassiva”, ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador.
Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Inteiriçaram-se-lhes os membros, vagarosamente. Imobilizou-se a máscara facial. Fizeram-se vítreos os olhos móveis.
Cavalcante [recém-desencarnado em questão], para o espectador comum, estava morto. Não para nós, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsciência e incapaz de qualquer reação.
Sem perder a serenidade otimista, o orientador explicou-me:
– A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual. Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço. Provavelmente, só poderemos libertá-lo depois de decorridas mais de doze horas.
E, conforme a primeira suposição de Jerônimo, somente nos foi possível a libertação do recém-desencarnado quando já haviam transcorrido vinte horas, após serviço muito laborioso para nós. Ainda assim, Cavalcante não se retirou em condições favoráveis e animadoras. Apático, sonolento, desmemoriado, foi por nós conduzido ao asilo de Fabiano, demonstrando necessitar maiores cuidados.” Obreiros da vida eterna, André Luiz, capítulo Desprendimento difícil, páginas 360 a 362
Vemos relatado o momento difícil que Cavalcante passa, pela ignorância e desespero na hora da morte, não permitindo que os mentores espirituais atuassem em seu benefício fazendo o desenlace do corpo físico do corpo carnal e pela decisão do médico em “poupar-lhe do sofrimento”, aplicando-lhe anestésico que não só não ajudou no momento derradeiro como dificultou ainda mais a condição de Cavalcante, fazendo com que ele, apesar do trabalho árduo dos espíritos protetores, chegasse em situação difícil à pátria espiritual.
Para o materialista a eutanásia ou o suicídio, consiste em diminuir o sofrimento do moribundo ou de si mesmo. No entanto, o espiritismo nos permite uma visão mais ampla da morte, fazendo-nos entender que a consciência não se encerra no momento da falência do corpo físico.
Vejamos um trecho das reflexões de Allan Kardec sobre o suicídio, na pergunta de número 957 do Livro dos Espíritos
“Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?”
“A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de por termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas.”
O espiritismo nos descortina o plano espiritual, nos mostrando que devemos suportar com resignação e coragem os momentos difíceis que nós e nossa família e amigos passamos, nos lembrando sempre das palavras do Mestre: “Meu Pai, que seja feita a Vossa vontade, e não a minha.”





Eutanásia Não

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura?
28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?
Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões? Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento. O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. – S. Luís. (Paris, 1860.)
(ESE Cap. V)
106 – A eutanásia é um bem, nos casos de moléstia incurável?
O homem não tem o direito de praticar a eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja. A agonia prolongada pode ter a finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal. Além do mais, os desígnios divinos são insondáveis e a ciência precária dos homens não se pode decidir nos problemas transcendentes das necessidades do Espírito.
(EMMANUEL – O Consolador)



Piedade assassina

A eutanásia é uma questão de lógica. Se partirmos da premissa que a morte é o fim, chegamos naturalmente à conclusão de que matar um doente incurável ou uma criança é um ato de piedade. Mas se partirmos da premissa de que a morte é apenas o fim de uma existência, nossa piedade será assassina. Uma premissa falsa nos leva a um raciocínio criminoso, para raciocinar de maneira certa precisamos dispor de dados certos sobre o problemas que enfrentamos. O materialismo só conhece o corpo e não leva em conta a existência da alma. Ignora por completo o sentido da vida. Seu raciocínio sobre a eutanásia se funda na ignorância.
O espiritualista sabe que a alma sobrevive ao corpo, mas nem todo espiritualista conhece o processo da vida. Seu raciocínio sobre a eutanásia pode levá-lo a um sofisma. Mas o espírita sabe que a vida é um processo de evolução e que cada existência corpórea é o resultado das fases anteriores desse processo. O espírita dispõe de dados seguros e precisos sobre o fenômeno biológico da morte. Esses dados, obtidos nas experiências científicas do Espiritismo, estão hoje sendo confirmados pelas pesquisas parapsicológicas e físicas sobre o transe da morte. Basta a descoberta do corpo bioplasmático pelos físicos e biólogos para advertir os espíritos sistemáticos de que podem estar enganados.
Os inquisidores medievais queimavam os supostos hereges em nome da caridade, para livrá-los do fogo eterno do inferno. Os materialistas atuais pretendem abreviar a morte em nome da piedade racional. Elas por elas, temos o dogmatismo da ignorância tripudiando sobre os direitos da vida. A mensagem de EMMANUEL é uma advertência da razão esclarecida e deve ser meditada em todos os termos. Não basta lê-la, é preciso estudá-la.
(Irmão Saulo)


Sofrimento e eutanásia

Quando te encontres diante de alguém que a morte parece nimbar de sombra, recorda que a vida prossegue, além da grande renovação.
Não te creias autorizado a desferir o golpe supremo naqueles que a agonia emudece, a pretexto de consolação e amor, porque muita vez, por trás dos olhos baços e das mãos desfalecentes que parecem deitar o último adeus, apenas repontam avisos a advertências para que o erro seja ajustado ou para que a senda se reajuste amanhã.
Ante o catre da enfermidade mais insidiosa e mais dura, brilha o socorro da Infinita Bondade facilitando, a quem deve, a conquista da quitação.
Por isso mesmo, nas próprias moléstias reconhecidamente obscuras para a diagnose terrestre, fulgem lições cujo termo é preciso esperar, a fim de que o homem lhes não perca a essência divina.
E tal acontece, porque o corpo carnal, ainda mesmo o mais mutilado e disforme, em todas as circunstâncias, é o sublime instrumento em que a alma é chamada a acender a flama de evolução.
É por esse motivo que no mundo encontramos, a cada passo, trajes físicos em figurino moral diverso.
Corpos – santuários.
Corpos – oficinas.
Corpos – bençãos.
Corpos – esconderijos.
Corpos – flagelos.
Corpos – ambulâncias.
Corpos – cárceres.
Corpos – expiações.
Em todos ele, contudo, palpita a concessão do Senhor, induzindo-os ao pagamento de velhas dívidas que a Eterna Justiça ainda não apagou.
Não desrespeites, assim, quem se imobiliza na cruz horizontal da doença prolongada e difícil, administrando-lhe o veneno da morte suave, porquanto, provavelmente, conhecerás também mais tarde o proveitoso decúbito indispensável à grande meditação.
E usando bondade parar os que atravessam semelhantes experiências, para que te não falte a bondade alheia no dia de tua experiência maior, lembra-te de que, valorizando a existência na Terra, o próprio Cristo arrancou Lázaro às trevas do sepulcro, para que o amigo dileto conseguisse dispor de mais tempo para completar o tempo necessário à própria sublimação.
(EMMANUEL – Religião dos Espíritos)

EM DEFESA DA VIDA
EUTANÁSIA – VII
MORTE COM DIGNIDADE

A eutanásia, ou a técnica da “morte fácil”, conforme elucida a sua etimologia, prossegue sendo grave compromisso moral, que o homem moderno insiste por legalizar (…)
Por mais preciso que se apresente o diagnóstico médico em relação às enfermidades, sempre se há de contar com a imprevisibilidade orgânica de cada paciente, segundo sua programação evolutiva.
(…) as resistências morais variam de criatura para criatura, não podendo, deste modo, um conceito de dor ter validade geral entre indivíduos infinitamente diferentes.
(…) a atitude de alguém que opta, em plena saúde, pela aceitação da eutanásia, (…) não pode ser considerada definitiva, porquanto, a cada instante, muda-se de emoção, altera-se a forma de encarar-se os fatos e de considerar-se os acontecimentos…
“Morrer com dignidade”, não pode ser a aplicação imoral da eutanásia, que degenera em homicídio, desde que a vida é patrimônio de Deus, que sabe quando e como alterar-lhe o curso, no corpo e fora dele.
(…) suicídio covarde (…) quando lhe cabe o dever de preservar o corpo, até que este cumpra a finalidade para a qual foi elaborado.
……………………………………………….
A tua será a morte que mais facilmente te propiciará a vida em abundância.
(…) lutando para preservar o corpo (…) os últimos instantes, na enfermidade, podem significar-te glória ou desdita no além-túmulo.
Sofrerás, apenas, o de que necessites, para seres livre.
Se buscas fugir à Lei, tombarás nas suas malhas, adiante, em situação mais penosa e circunstância mais-angustiante.
Nunca fugirás à consciência, nem te evadirás da vida.
Sem mais nenhuma apologia pelo sofrimento, eutanásia jamais!
Deus é Nosso Pai de Amor e, a benefício das Suas criaturas, permite que a ciência prolongue a vida; e, da mesma forma em que surgem os fomentadores do suicídio e do homicídio através da eutanásia, favorece a humanidade com os apóstolos do amor, que se fazem, na Medicina, os sacerdotes dignificadores da Vida.
(Do livro “Alegria de Viver”, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografado pelo médium Divaldo P. Franco)



EM DEFESA DA VIDA
EUTANÁSIA – V


Segundo um conceito generalizado, o homicídio eutanásico deve ser entendido como aquele que é praticado para abreviar piedosamente o irremediável sofrimento da vítima, e a pedido ou com o assentimento desta. A tese de BINDING e HOCHE, que patrocinavam a extensiva permissão da eutanásia, não teve ressonância alguma no direito positivo, representando apenas um culminante paradoxo de exasperado e cru materialismo. Segundo os citados autores alemães, deveria ser oficialmente reconhecido o direito de matar os indivíduos desprovidos de valor vital ou mental. Os enfermos incuráveis, de corpo ou de espírito, deveriam ser eliminados em nome da sociedade, para que esta se aliviasse de um peso morto. Seria o calculado sacrifício dos desgraçados em holocausto ao maior comodismo dos felizes. Seria o regime do egoísmo brutal da jungle transplantado para o seio da sociedade civilizada.
A licença para a eutanásia deve ser repelida, principalmente, em nome do direito. Mesmo admitindo-se que o assentimento da vítima pudesse anular a criminalidade do fato, não seria ele jamais o produto de uma vontade consciente ou de uma inteligência íntegra. De outro lado, reconhecer no intuito caritativo do matador um motivo de plena exculpação importaria, como acentuava CARRARA, na adoção de um precedente subversivo em matéria penal: aquele que, numa sexta-feira, furtasse a ração de carne do vizinho, poderia dizer, para garantir-se isenção de pena: “Assim procedi para impedir que o meu vizinho pecasse”; aquele outro que prevaricasse com a mulher do amigo que em vão deseja descendência, poderia alegar: “Meu intuito foi proporcionar-lhe o consolo de um filho…” E assim por diante.
Defender a eutanásia é, sem mais, nem menos, fazer a apologia de um crime. Não desmoralizemos a civilização contemporânea com o preconício do homicídio. Uma existência humana, embora irremissivelmente empolgada pela dor e socialmente inútil, é sagrada. A vida de cada homem, até o seu último momento, é contribuição para a harmonia suprema do Universo e nenhum artifício humano, por isso mesmo, deve truncá-la. Não nos acumpliciemos com a Morte.”
NELSON HUNGRIA
(Parte dos “Comentários do Código Penal – Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940” – Edição Forense)


EUTANÁSIA NÃO

Felizes da Terra! Quando passardes do pé dos leitos de quantos atravessam prolongada agonia, afastai do pensamento a ideia de lhes acelerardes a morte!…
Ladeando esses corpos amarrotados e por trás dessas bocas mudas, benfeitores do plano espiritual articulam providências, executam encargos nobilitantes, pronunciam orações ou estendem braços amigos!
Ignorais, por agora, o valor de alguns minutos de reconsideração para o viajor que aspira a examinar os caminhos percorridos, antes do regresso ao aconchego do lar.
Se não vos sentis capacitados a oferecer-lhes uma frase de consolação ou o socorro de uma prece, afastai-vos e deixai-os em paz!… As lágrimas que derramam são pérolas de esperança com que as luzes de outras auroras lhes rociam a face!… Esses gemidos que se arrastam do peito aos lábios, selhando soluços encarcerados no coração, quase sempre traduzem cânticos de alegria, à frente da imortalidade que lhes fulgura do além!…
Companheiros do mundo, que ainda trazeis a visão limitada aos arcabouços da carne, por amor aos vossos sentimentos mais caros, daí consolo silêncio, simpatia e veneração aos que se abeiram do túmulo! Eles não são as múmias torturadas que os vossos olhos contemplam, destinadas à lousa que a poeira carcome… São filhos do Céu, preparando o retorno à Pátria, prestes a transpor o rio da Verdade, a cujas margens, um dia, também vós chegareis!…
(Do livro “Sexo e Destino”, André Luiz, ed. FEB)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Como faço para não me aborrecer com as pessoas?





_"Mestre, queria lhe perguntar algo: como faço para não me aborrecer com as pessoas_?
_Algumas falam demais, outras são maldosas e invejosas_. _Algumas são indiferentes_. _Sinto ódio das que são mentirosas e sofro com as que caluniam_".
_"Viva como as flores", advertiu o mestre_. _"Mas como_? _Como é viver como as flores_?", _perguntou a jovem_.
_"Repare nestas flores" continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim_.
_"Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas_. _Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas_. _Não é sábio permitir que os erros e defeitos dos outros a impeçam de ser aquilo que Deus espera de você_".
_Precisamos entender que os defeitos deles, são deles e não seus_... _Se não são seus, não há razão para aborrecimentos_.
_Exercitar a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora_. _Isso é viver como as flores_.
_Você não precisa focar nos erros alheios, justificando assim sua insatisfação com a vida e as circunstâncias_.
_Tire a boa parte do adubo que chega até você_! _Seja uma flor cujo aroma é agradável aos que estão ao seu redor_. 
_Exale esse aroma_... 
_Não deixe que o seu foco esteja no adubo_...
🌻🌻
_Belíssima e sábia reflexão. Um exercício e desafio para todos nós_..

Maus Espíritos


MAUS ESPÍRITOS 

Explica Kardec que: "os maus espíritos não vão senão onde acham com o que satisfazerem a sua perversidade; para afastá-los, não basta pedir-lhes nem mesmo ordenar, é preciso despojar de nós o que os atrai. Os maus espíritos farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo; do mesmo modo que limpamos o corpo para evitar a bicheira, limpemos também a alma de suasimpurezas para evitar o ataque dos maus espíritos." Jesus quando expulsava o “demônio” aconselhava dizendo: “Vá, e não peques mais”; ou seja, “vá e não erre mais”, para não atrair novamente estes "demônios".
Há espíritos que nos perseguem para se vingar por algo que fizemos a ele no passado. Mas, os que nos perseguem sem ter este sentimento de vingança, apenas nos acompanham por afinidade de pensamento, gosto e modo de agir. Os maus espíritos apenas se aproveitam das nossas falhas morais para nos intuir a fazer algo não muito edificante. Enquanto que os bons espíritos se utilizam das nossas virtudes para nos intuir ao Bem. Mas lembremos que, a condição de "demônio" é transitória, passageira, porque Deus nos criou para a perfeição e lá chegaremos quer queiramos ou não, porque essa é a Sua vontade. O demônio de hoje será o anjo de amanhã, quando a vida lhe impuser penosas experiências de reajuste, através da reencarnação. Por isso, ORAI E VIGIAI. Oremos pedindo força para resistir às investidas desses espíritos e vigiemos nossos pensamentos, palavras e ações, são eles que os atrai.

Respeite a dor alheia





RESPEITE A DOR ALHEIA

Quando vejo pessoas comemorando a morte de alguém, fico querendo saber se elas são cristãs. Se a maioria é, me pergunto:
- O que ela aprendeu com o Cristo?
O ensinamento é para amarmos até nosso inimigo; para retribuirmos o mal com o bem; para perdoarmos os deslizes alheios setenta vezes sete vezes; é para nos colocarmos no lugar de quem sofre e fazer a ele o que gostaríamos que fizessem se estivéssemos no lugar dele; é para atirarmos pedra no pecador caso não tenhamos pecado, e a lista de ensinamentos é grande. Mas, que nos esquecemos de viver quando aparece a ocasião.
O que estamos fazendo dentro da nossa religião? Apenas cumprindo obrigação de frequentar? Questionemos nossas atitudes nas redes sociais, e em todos os lugares que frequentamos e nos perguntemos:
- O que estou fazendo, falando, comentando, compartilhando, postando, é cristão?
Alguém dirá:
- Mas fulano ou fulana fez isso ou aquilo. São pessoas más.
Emmanuel responderia o seguinte: "Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum: 'Que te importa a ti? Segue-me tu'."
Então, tem muita gente preocupada com o que os outros estão fazendo, sem se dar conta que há muita coisa a ser corrigida em si mesmo.
Se o outro não faz, faça você.
Se o outro está em erro, faça você o certo.
Preocupe-se com você.
Quem para no caminho para observar o erro alheio perde tempo na sua própria caminhada.
Pensemos sobre nossos atos. Está na hora de mudar para melhor. Brilhemos nossa luz... Coloquemos a candeia sobre o candeeiro... Sejamos o sal da Terra...

Proteção energética na reforma íntima







PROTEÇÃO ENERGÉTICA NA REFORMA ÍNTIMA


"Se tendes amor, possuís tudo o que há de desejável na Terra, possuís preciosíssima pérola, que nem os acontecimentos, nem as maldades dos que vos odeiem e persigam poderão arrebatar.
Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar [...]."
Um espírito protetor (Bordéus, 1861).
O Evangelho segundo o espiritismo, capítulo 8, item 19.

Quando uma casa vai ser reformada, procura-se tomar várias precauções para que a desordem temporária não afete a segurança e o bem-estar dos moradores e operários. A reforma íntima igualmente solicita prevenção e cuidados de todos nós para que os movimentos emocionais não fragilizem a nossa proteção energética e mental.

Muitos seguidores do espiritismo, ao assumirem cumplicidade com sua melhoria moral, expõem-se ao domínio da raiva dilacerante. Esses espíritos sentem raiva por serem quem são e fazem-se adversários de si próprios, entrando em conflitos e desgastando-se em profundas frustrações por não conquistarem suas intenções de progresso tanto quanto gostariam. Exigem de si mais do que aquilo que dão conta, criando um clima de terrorismo emocional.

Essa conduta favorece uma vulnerabilidade às influências tóxicas da vida, perturbando a vitalidade da aura e dos corpos espirituais sutis. Agir dessa maneira consigo mesmo é como fazer uma reforma na casa sem as precauções contra riscos de acidentes, descuidando de planejar e prevenir possíveis dissabores e acontecimentos infelizes.

O que torna uma estrutura energética e mental frágil e acessível às influências espirituais ou ambientais vem de dentro da própria pessoa, na forma inadequada com que ela se organiza internamente. O nosso maior inimigo, portanto, está em nossa própria vida interior, concretizando-se em nossas maneiras de lidar com o que acontece na vida psíquica e emocional. Dependendo da forma como encaramos os acontecimentos, fragilizamos nossa proteção energética e possibilitamos laços espirituais parasitários.

Entretanto, por uma questão cultural, muitos companheiros da doutrina, habituados a examinar a vida emocional sob a perspectiva das interferências espirituais, deslocam esse foco de ordem emocional para o terreno das obsessões, supondo-se vítimas de nocivas atuações de espíritos do mal. Essa forma de exame foi responsável por desenvolver em vários grupamentos doutrinários uma supervalorização da atuação dos obsessores e um ofuscamento do entendimento sobre os mecanismos dos sentimentos e pensamentos no comportamento humano. Os que "estão fora" só se tornam fatores agressores quando nós próprios descuidamos de nossa parte no processo de harmonia interior e proteção.

Uma reforma íntima à luz do amor não só orienta o rumo a seguir mas também deve determinar os cuidados necessários de defesa nessa grandiosa e lenta jornada transformadora.

Temos dentro de nós o mais poderoso escudo emocional de proteção e segurança pessoal, e ele se chama autoamor. Acolher amorosamente a nós mesmos é como tecer uma manta energética que nos assegura bem-estr, saúde, alegria e prosperidade e imuniza-nos contra as mais diversas formas de exploração de forças, favorecendo a ordem na vida interior durante o processo de aprimoramento.

Seria muito oportuno que as casas de espiritismo cristão se devotassem ao estudo sério das principais emoções gestoras de contaminações, explorações, invasões e ataques parasitários que formam os quadros de obsessão complexa e especializada para educar seus médiuns, trabalhadores e simpatizantes a entenderem que somos os únicos responsáveis por aquilo que nos acontece.

Existem também diversas condutas na vida que são condições fecundas para instalação das vinculações espirituais, energéticas e mentais saudáveis e libertadoras.

No intuito de colaborar com essa iniciativa de gestar conteúdos reflexivos, façamos uma pequena lista de exercícios e aprendizados emocionais importantes na tarefa de melhoramento espiritual a fim de que evitemos tropeços, desgastes e desordens que possam nos deixar vulneráveis energética e mentalmente nos aprendizados da reforma íntima:

>> Evitar as expectativas muito elevadas. Elas costumam ser a causa principal da presença da mágoa, e uma pessoa magoada é forte candidata a ingerir os venenos da decepção, do ódio e da tristeza, estados íntimos favoráveis às agressões energéticas. Podemos esperar o melhor, mas com aceitação e perdão quando não conseguirmos atingir as metas que tanto almejamos.

>> Ter um olhar educativo para os conflitos. Necessitamos interpretar os conflitos como sintoma íntimo de que temos algo essencial a resolver pelo nosso bem. Estados de conflitos íntimos persistentes são geradores de angústia, a emoção que alerta para a existência da desorganização interna, que, por sua vez, é uma torneira totalmente aberta para a queda repentina de vitalidade. O conflito é a mola de propulsão para avançarmos na direção da nossa melhoria e amadurecimento.

>> Aceitar que ninguém consegue ter controle sobre tudo na vida. O esforço neurótico de controlar é um exaustor de energia da serenidade e um produtor de medos incontroláveis. A vida é um fluxo que nos convida a sincronizar nossa mente com o ritmo dos acontecimentos e da realidade.

>> Observar a irritação com um novo olhar. Quando a irritação surge na vida emocional, ela está emitindo um recado do coração que diz mais ou menos assim: "Você está ultrapassando seus limites, algo está em desacordo com suas necessidades. Observe, reflita e corrija o que está acontecendo." A irritação é um curto-circuito no sistema defensivo descompensando seu equilíbrio de forças na aura, e os caminhos energéticos da existência só serão abertos quando houver a substituição das frases indicadoras de ausência nos limites: "tenho que...", "deveria ter...", por essas outras formas libertadoras: "eu escolhi...", "eu necessito...", "eu quero...". A inconsciência de limites promove exaustão de energia vital, fundamental para o equilíbrio do sistema nervoso. Respeito aos limites é um processo de educação de nossas forças e habilidades que alinham nossa mente ao equilíbrio e à serenidade.

>> Evitar fixação prolongada nos aspectos sombrios. Ao destacarmos os aspectos desagradáveis que carregamos ou aqueles que fazem parte da personalidade das pessoas com quem convivemos, fortalecemos esses traços em nós ou passamos a carregar as mesmas dores e necessidades das pessoas que criticamos, instaurando-se o clima da descrença, do pessimismo e da animosidade. O exercício de olhar a vida de uma forma mais otimista e destacar o luminoso na vida e nas pessoas é uma atitude imunizadora em nosso favor, metabolizando fluidos elevados responsáveis pela serenidade na vida psíquica.

Esses cuidados, e muitos outros que poderemos movimentar na caminhada espiritual de crescimento, são atitudes de amor para conosco. São preventivos contra repercussões desfavoráveis de nossas necessidades morais.

Como assevera nossa referência de apoio: "Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar [...]". Esse lugar onde os vermes da maldade e a ferrugem da acomodação não podem atingir chama-se paz íntima, resultado inevitável de quem vibra nas faixas luminosas do autoamor.

Ermance Dufaux (Espírito)
Médium Wanderley Oliveira
Obra Emoções que Curam
Série Harmonia Interior



O Câncer na visão espirita







O CÂNCER NA VISÃO ESPÍRITA

Desde tempos imemoriáveis, a melhor medicina sempre foi a preventiva. O grande alquimista Paracelso insistia: "Não se deve tratar a doença; deve-se tratar a saúde". Podemos dizer que, o melhor meio para não se apanhar uma doença, consiste em se manter saudável. Ou seja, proteger o sistema imunológico, de forma a bloquear qualquer germe ou vírus que tentar invadir nosso organismo. Pode-se pensar que seja fácil atingir tal objetivo, através de uma boa dieta, escolhendo alimentos de baixo valor de colesterol, reduzindo o consumo de carne, abstendo-se de consumir açúcar, realizando exercícios físicos, enfim, submetendo-se a tudo aquilo que uma propaganda insistente nos propõe. Mas como explicar, nesse caso, o elevadíssimo número de pessoas que seguiram rigorosamente tais instruções, julgando estar assim protegidas contra os perigos das doenças para um dia, descobrir que seu organismo estava sendo minado pelo câncer? André Luiz conta, através da psicografia de Chico Xavier que um Espírito ao preparava-se para reencarnar, pediu para seu novo corpo físico uma úlcera que apareceria em sua madureza física e que não deveria encontrar cura até sua desencarnação, para que ele pudesse ressarcir um assassinato que cometeu ao esfaquear um homem (que estava na sua madureza física) na região do estômago. Como vemos, mesmo que este Espírito cuide de sua saúde durante toda sua juventude, não fugirá da úlcera “moral” que “ele pediu”. ENTÃO, CÂNCER É UMA ENFERMIDADE CÁRMICA? A experiência diz que sim. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações. O CÂNCER SERIA ENTÃO O RESULTADO DE UM COMPORTAMENTO DESAJUSTADO, EM VIDAS ANTERIORES? Nem sempre. A causa pode estar nesta existência. Um exemplo: as estatísticas demonstram grande incidência de câncer no pulmão, em pessoas que fumam. Há elementos cancerígenos nas substâncias que compõem o cigarro. Quem fuma, portanto, é sério candidato a esse mal. Será o seu carma. Há uma charge ilustrativa, em que um cigarro diz para o fumante: "Hoje você me acende. Amanhã eu o apagarei!" Certíssimo! ESTÁ DEMONSTRADO QUE OS FUMANTES PASSIVOS, PESSOAS QUE CONVIVEM COM FUMANTES, TAMBÉM PODEM TER CÂNCER. COMO EXPLICAR ESSA SITUAÇÃO? ENão há inocentes na Terra, um planeta de provas e expiações. O fumante passivo que venha a contrair câncer tem comprometimentos do passado que justificam seu problema. Aliás, o simples fato de aqui vivermos significa que merecemos (ou necessitamos) tudo o que aqui possa nos acontecer. Se não merecêssemos, estaríamos morando em mundos mais saudáveis. ISSO ISENTA DE RESPONSABILIDADE O FUMANTE QUE POLUI O AMBIENTE, SITUANDO-O COMO INSTRUMENTO DE RESGATE PARA ALGUÉM? Ao contrário, apenas o compromete mais. Deus não necessita do concurso humano para exercitar a justiça. Além de responder pelos desajustes que provoca em si mesmo, responderá por prejuízos causados ao meio ambiente e às pessoas. A MEDICINA VEM DESENVOLVENDO TÉCNICAS PARA A CURA DO CÂNCER. CONCEBE-SE QUE DENTRO DE ALGUMAS DÉCADAS SERÁ POSSÍVEL A CURA RADICAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES. COMO FICARÃO AQUELES QUE ESTÃO SE REAJUSTANDO PERANTE AS LEIS DIVINAS A PARTIR DE UM CARCIOMA? A medicina vem fazendo grandes progressos, mas está longe de erradicar a doença. Males são superados; outros surgem, nos domínios da sexualidade, a sífilis era um flagelo, decorrente da promiscuidade. Hoje é a AIDS. A dor, a grande mestra, que tem na enfermidade um de seus aguilhões, continuará a nos corrigir, até que aprendamos a respeitar as leis divinas. A PESSOA QUE SOFRE BASTANTE, VITIMADA POR UM CÂNCER, RESGATOU SEUS DÉBITOS, HABILITANDO-SE A UM FUTURO FELIZ NA ESPIRITUALIDADE? A doença elimina as sombras do passado, mas não ilumina o futuro. Este depende de nossas ações, da maneira como enfrentamos problemas e enfermidades. Quando o nosso comportamento diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro glorioso. COMO FUNCIONA ISSO? Se o paciente tem câncer, suas dores implicarão em sofrimento para a família. Tudo bem. Faz parte das experiências humanas. Mas, dependendo da maneira como enfrentar seu problema, poderá gerar aflições bem maiores para todos, o que acontece com o paciente revoltado, inconformado, agressivo. Se humilde e resignado, a família lidará melhor com a situação. Pacientes assim (resignados) estão "zerando o carma".

Observação de J. Raul Teixeira: A dor, a luta, o resgate, o acerto de contas também nos impõe aprendizados. Muitos entram no caminho das expiações e não consegue expiar. Não é o fato de estarmos sofrendo que diz que já resgatamos. O que diz se já resgatamos ou não é o modo como estamos sofrendo. Há criaturas que sofrem revoltadas, biliosas, de mal com Deus, aborrecidas com a vida e quem passa pelo seu caminho é alvo de seu fígado estragado. Lógico que esta pessoa não dará conta do processo expiatório.
Como está no livro “Transição Planetária”: “Antes, porém, de chegar esse momento (de transição), a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os CÂNCERES, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)

COMPILAÇÃO DE RUDYMARA

Disse padre Léo ao padre Fábio de Melo: "Meu filho, eu nunca pedi a Deus que me curasse do meu câncer, porque seria muito injusto eu plantar limão e querer colher outra coisa. Eu fumei a vida inteira. Então, eu peço a Ele que me ensine a morrer do jeito certo. Se eu não faço minha parte, eu me pergunto: será que é honesto eu pedir que Deus faça a parte Dele? Ele já fez a parte Dele nos dando a vida, precisamos fazer a nossa parte cuidando dela!"
.........GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

LinkWithin



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...