Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Se está doente....




“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.”
(TIAGO, cap. 5, v. 15.)

Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.
Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.
O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é fonte criadora.
A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.
De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?
De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.
Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de conseqüências imprevisíveis.
O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.
E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?
Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?
Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.
Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.
Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.
Foge à brutalidade.
Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.
Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.
Não manches teu caminho.
Serve sempre.
Trabalha na extensão do bem.

Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.

EMMANUEL



sábado, 17 de dezembro de 2011

Oração a mim mesma ...









Oração a Mim Mesma !!

Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que, prepotentemente, penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.
Saber realizar
os sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve
e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância
que se mostra
nas pequenas manifestações
da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas
minhas grandezas
e o quanto é valiosa
minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar
e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.
Que eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.
Amém.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Deus





Deus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar, quando todos se afastam.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade: É quando estamos com fome, só temos uma bolacha e repartimos.

Carinho: É quando não encontramos nenhuma palavra para expressar o que sentimos e falamos com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todos os outros da mesma maneira.

Doutrinação: É quando conversamos com Deus, colocando o coração em cada palavra.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar á nossa frente e estando apressados não reclamamos.

Evangelho: É o  Livro Sagrado que só se lê bem com o coração.

Filhos: É quando Deus entrega uma jóia na nossa mão e recomenda cuidá-la.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando empurramos a linha do afecto para bem distante.

Inveja: É quando ainda não descobrimos que podemos ser mais e melhor do que o outro.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Lealdade: É quando preferimos morrer, que trair a quem amamos.

Mágoa: É um espinho que colocamos no coração e nos esquecemos de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os grãos maduros, queimamos tudo num só dia.

Orgulho: É quando somos apenas uma formiga e queremos convencer os outros de que somos um elefante.

Paz: É o prémio de quem cumpre honestamente o dever.

Perdão: É uma alegria que sentimos e que pensávamos que jamais a teria.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados reconhecemos quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando perdemos a capacidade de ver em cores.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da 
paz.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.


Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e pedimos um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando abdicamos da nossa essência por outra, geralmente pior.



Beneficência e paciência

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Beneficência, sim, para com todos:
Prato dividido.
Veste aos nus.
Remédio aos doentes.
Asilo aos que vagueiam sem teto.
Proteção à criança desamparada.
Proteção ao ancião em desvalimento.
Socorro às viúvas.
Refúgio aos indigentes.
Consolo aos tristes.
Esperança aos que choram.
Entretanto, é preciso entender a 
bondade noutros setores:
compreensão em família.
Trabalho sem queixa.
Cooperação sem atrito.
Pagamento sem choro.
Atenção a quem fale, ainda mesmo 
sem qualquer propósito edificante.
Respeito aos problemas dos outros.
Serenidade nas horas difíceis.
Silêncio ás provocações.
Tolerância para com as idéias alheias.
Gentileza na rua.
A beneficência pode efetuar prodígios, 
levantando a generosidade e conquistando 
a gratidão: contudo, em nome da caridade, 
toda beneficência, para completar-se, 
não pode viver sem a paciência.
***Emmanuel***



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Na hora da Caridade

Não te furtarás ao serviço de emenda e nem 
recusarás as constrangedoras obrigações de 
restaurara realidade, mas unge o coração de 
brandura para corrigir abençoando e orientar construindo!... A dificuldade do próximo 
é intimação à beneficência, no entanto, 
assim como é preciso condimentar de amor
O pão que se dá para que ele não amargue a 
boca que o recebe, é indispensável também 
temperar De misericórdia o ensino que se 
ministra que se ministra para que a palavra 
esclarecedora não perturbe o ouvido que o 
recolhe. Na hora da caridade, não reflitas 
apenas no necessitados devem fazer!... 
Considera igualmente aquilo que lhes não foi 
possível fazer ainda!...
Coteja as tuas oportunidades com as deles. 
Quantos atravessaram a infância sem a refeição 
de horário e quantos se desenvolveram, 
carregando moléstias ocultas! 
Quantos suspiram em vão pela riqueza do 
alfabeto, Desde cedo escravizados a tarefas 
de sacrifícios e quantos outros cresceram 
em antros de sombra, sob hipnoses da 
viciação e do crime!...Quantos desejaram 
ser bons e foram arrastados à delinqüência 
no instantes justo em que o anseio de retidão 
lhes aflora na consciência e quantos foram 
de chofre nos processos obsessivos que os 
impeliram a resvaladouros fatais!...
Soma as tuas facilidades, revisa as bênçãos 
que usufruis, Enumera as vantagens os 
tesouros de afeto que te coroamos dias e 
socorre aos companheiros desfalecentes da 
Estrada, buscando soergue-los ao teu nível 
de entendimento e conforto.
Na hora da caridade, emudece as humanas 
contradições e auxilia sempre,mas sempre 
clareando a razão com a luz do amor fraterno,
ainda mesmo quando a verdade te exija duros 
encargos, semelhantes às dolorosas 
tarefas da cirurgia.

***Emmanuel***













quinta-feira, 8 de dezembro de 2011






Tudo é Relativo


Meus irmãos, qual é o proveito se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?"
Tiago, 2:14

A linguagem empregada para iniciados é bem diferente da que é empregada a profanos. Tiago fala, neste texto, para irmãos dotados de conhecimentos espirituais bastante acentuados, em se referindo à doutrina do Cristo.
O pregador do Evangelho, o escritor espiritualista, o anunciador das verdades espirituais, que usa de variados meios para isso, e deve, pelo menos, entrar na grande escola da exemplificação daquilo que expõe para os outros, senão incorrerá no velho erro: “Faça o que ensino e não faça o que faço.”
A fé desses espíritos deve estar vinculada a obras, para que não seja morta. No entanto, ante os irmãos que se iniciam na escola espiritual, não podemos exigir deles a mesma coisa que a um velho lidador com os ensinamentos do Evangelho que tem obrigação de conhecer e viver. Da mesma forma, não podemos esperar de uma criança os conhecimentos de um adulto, o discernimento de um velho, a sabedoria de um sábio ou a vida de um santo. Todo conhecimento é relativo ao tamanho espiritual de cada um; mesmo entre os sábios, há uns que sobressaem mais que os outros.
Para quem está começando na fé, a vida não exige que ele imediatamente tenha obras; deve se firmar na fé da maneira que achar conveniente, e deixar que o tempo trabalhe nele, mas nunca deixando de alimentá-la com os recursos que possui, pois essa fé, igual a todas as outras coisas, vai crescendo, vai se expandindo, e algum dia tornar-se-á grande e verdadeira, igual à dos anjos e poderá, com as bênçãos de Deus, transportar as montanhas das imperfeições, se existirem ainda no seu coração.
Tudo no mundo exterior e interior, para se expressar como realidade e com superioridade, teve antes seu início, como um “quase nada”, na vida, e foi com o tempo, com o esforço, e ajuda de Deus, que se tornou elevado, perfeito e puro, que se transmutou em verdade.
Que se dê início às boas qualidades no coração, alimentando-as como puder, e esforçando-se constantemente, que, amanhã, os esforços serão recompensados com a vitória do bem.
A relatividade é uma lei de Deus em todos os campos do saber. Somente o Criador de todas as coisas é absoluto em todos os sentidos. Todos nós adquirimos mais ou menos virtudes; nunca as conhecemos em sua totalidade, nem as vivemos na sua plenitude, porquanto todos nós somos aprendizes eternos, sempre carecendo de novos conhecimentos. Um homem caridoso ao ser comparado a um anjo, pode se dizer que ainda tem grandes coisas do malfeitor; uma mãe, com toda sua ternura para com seus filhos, com o amor mais puro pode dispor em favor dos seus rebentos, ante os espíritos puros, carrega consigo muito egoísmo, demasiadas exigências, que desnaturam o amor verdadeiro. Por aí se vê a relatividade desse sentimento, e os demais não podem deixar de obedecer às mesmas leis.
A fé sem obras é morta, assinala o apóstolo Tiago, mas essa fé, para atingir as obras, necessário se faz que a cultivemos no calor do coração, como se estivesse mesmo morta, para depois viver eternamente na sua plenitude.
Os rudimentos da fé, como de todas as virtudes, não podem ser desprezados, senão, nunca mais adquirimos os definitivos. Também poderíamos, no fulgor filosófico, declarar que uma árvore que não desse madeira para as construções, que não fornecesse os elementos necessários para medicamentos, ou frutos, seria inválida, senão morta; todavia, a tenra plantinha, se bem cuidada, poderá ser verdadeira árvore, no futuro, ofertando todas essas qualidades exigidas e muito mais, dependendo do nosso interesse em ajudá-la a crescer.
Assim também é o ser humano, em todas as suas faculdades: na fé, no amor e na sabedoria, essas qualidades verdadeiras, não se expressam de uma vez com um passe de mágica: dependem de tempo e maturidade, necessitando do esforço próprio e do ambiente para crescerem e prosperarem. E para que isso aconteça, é indispensável a tolerância dos que já adquiriram as virtudes evangélicas, a compreensão dos homens de fé, o incentivo dos espíritos que já entenderam o amor e a amizade permanente dos seres, que já conquistaram a verdadeira sabedoria, sem o que, atrofiaremos nos caminhos, bem antes de dar nascimento ao bem mai puro em nós, e eis que se assim acontecesse, seria falta de caridade, de amor e de sabedoria daqueles que estivessem representando o Evangelho na Terra, na expressão luminosa da exemplificação.
A fé sem obras não tem sentido para os iniciados nas verdades eternas; no entanto, a fé cega representa o germe da fé verdadeira, que mais tarde terá poder de transportar, não somente montanhas, como oferecer-nos-á meios de salvarmos a nós mesmos.
Não desprezemos nada que tenha os rudimentos do bem; procuremos cultivá-los, que o futuro há de nos premiar. Não nos esqueçamos de que Tiago falava para os iniciados na verdade da fé:
Meus irmãos, qual é o proveito se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé irá salvá-lo?

Miramez
Por João Nunes Maia
Livro: O Mestre dos Mestres

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Mediunidade













A mediunidade, extraídas as superstições dos vãos e retiradas as informações do sincretismo religioso negativo, é faculdade paranormal com que te provê a Divindade para a conquista de inexcedíveis valores.

Não tergiverses quanto ao aprimorá-la.

Medita:

. os pais são médiuns da vida;
. o operário é o médium da obra que executa;
. o oleiro é médium da forma;
. o agricultor é médium da abundância do solo;
. o escriba é médium das letras;
. o orador edificante é médium das alocuções formosas...

Mediunidade espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir.


(Extraído do Livro Oferenda, de de Joanna de Ângelis & Divaldo P.Franco)


Ser Médium


Livro: Seara dos Médiuns
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier



Questão Nº 223 - § 10 "O Livro dos Médiuns"

Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição de absoluta expectativa, copiando a inércia dos manequins.

Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade doméstica.

* * * * *

Vejamos a lógica do cotidiano.

Um diretor de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia humana, a fim de receber-lhe a cooperação; mas solicita seja ele uma criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de escrita.

Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para aceitar-lhe o concurso; no entanto, contará seja ele pessoa operosa e sensata, com a precisa dedicação aos doentes.

O proprietário de um ônibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em sua oficina; mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o volante, mas que o ajude também a conservar o carro.

O farmacêutico, a seu turno, não se utilizará da atenção de um motorista, em sua casa, mas procurará um colaborador que não apenas saiba vender remédios, mas que o ajude também a aviar as receitas.

Cada trabalhador permanece em sua própria tarefa, embora a interdependência seja o regime da vida apontado a todos.

> * * * * *

Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual. E ser ajudante em determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando a cabeça dos responsáveis.

Se não podes compreender isso, observa o avião, por mais simples seja ele. Tudo é amparo inteligente e ação maquinal no comboio aéreo. Torres de observação esclarecem-lhe a rota e vigorosos motores garantem-lhe a marcha.

Mas tudo pode falhar, se falharem o entendimento e a disciplina no aviador que está dentro dele.


Médium e Doutrina

Livro: No Portal da Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Imperioso separar o médium da Doutrina Espírita, como não se deve confundir a ciência com o cientista.

A ciência é um tesouro intangível de conhecimento superior.

O cientista é o veículo que a expressa.

A ciência, como patrimônio espiritual, jamais se deteriora, mas, o cientista na condição de instrumento humano pode falhar, conquanto, muitas vezes, se recupere.

Comparemos, ainda, a Nova Revelação e a peça medianímica à usina e à lâmpada.

A lâmpada, em muitas circunstâncias, experimenta o colapso dos próprios implementos, deixando-nos na sombra, entretanto, a usina permanece incólume, pronta ao fornecimento da energia necessária à sustentação da luz em lâmpadas outras que se lhe ajustem às correntes de força.

Ainda na condição de lâmpada, o médium está sujeito à interpretação individual de que se faça objeto, assim como a luz da lâmpada obedece à coloração que seja própria.

A usina está construída sobre princípios matematicamente exatos, contudo, as lâmpadas diferenciadas entre si, consumindo, às vezes, quotas iguais de força, emitirão luz verde, azul, vermelha ou amarela, segundo os materiais que lhes filtrem os raios.

Razoável, assim, que se nos compete gratidão e respeito para com o cérebro mediúnico de que nos servimos, isso não é razão para que nos eximamos do dever de estudar os princípios doutrinários para discernir com eficiência.

Ainda aqui, é justo considerar que é imprescindível ajudar as lâmpadas para que as lâmpadas nos ajudem. Cada uma delas, ante a usina, se caracteriza por determinado potencial e solicita apoio na voltagem certa com o amparo de recursos essenciais.

Ninguém exija do médium prodígios que o médium não pode dar. E quando o médium sirva nobremente à verdade, que se lhe evite o clima de idolatria e bajulação.

Onde seja preciso elogiar a honestidade para que a honestidade funcione, a perturbação está prestes a sobrevir.



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Médiuns em Desfile

Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco


Transitam com a mente atormentada, envergando roupagens distintas ou não, guardando na alma o estrugir de forças que os desconectam interiormente.

Passam em ruidosa diligência ao prazer, fugindo de si mesmos, sob o vergastar da indescritível agonia de que se gostariam de libertar...

Correm, promovendo um movimento insano que os agita, em aturdimento, entre exclamações inditosas, perdidos na multidão, porém sequiosos de amizade, mergulhados nos abismos das dores que os estiolam...

Seguem buscando "coisa nenhuma", sofrendo a inveja dos trêfegos, porque se alçaram aos postos de alto coturno, todavia se encontram perturbados sem um momento de equilíbrio, em face dos desajustes que experimentaram.

Lutam pela conquista de valores expressivos, e ao tê-los afogam-se nas drogas e nos prazeres selvagens, afligidos por dramas de difícil solução...

Voejam de lugar em lugar, provocando ciúmes, despertando cobiça e sentem-se inditosos...

Difíceis de enumerados os padecimentos morais e físicos dos que se engalfinham nas jornadas da loucura, mediante as fugas espetaculares à responsabilidade, sob a injunção da mediunidade perturbada.

Portadores de faculdades que exigem atenção e impõem cuidados, esses sofredores entregam-se levianamente às evasões malsãs, procurando interromper o fluxo psíquico de intercâmbio que lhes brota de dentro, em momentosas comunicações espirituais obsessivas...

Detestam o dever e gostariam de receber respostas excelentes do Mundo Espiritual com que, dizem, se fariam ideal instrumento da vida.

Querem a paz, mas não cessam de fomentar conflitos.

Promovem as satisfações do instinto e anelam por galgar as altas esferas da emoção...

Nada oferecendo a benefício próprio, requerem valores que não merecem.

A mediunidade é uma ponte colocada entre duas posições vibratórias, produzindo fácil intercâmbio.

Preservá-la a qualquer custo, enquanto luz a oportunidade, é relevante e inadiável dever.

O correto exercício da mediunidade dar-te-á inefáveis alegrias na Terra e após deixares a roupagem carnal.

Não te constitui uma escara ulcerada a drenar misérias morais.

Não excogites, receoso, quantos testemunhos e labores te competem investir, a fim de lograres resultados felizes.

Todo ministério impõe contributo específico.

Cada dever resulta em direitos quanto o fruto descende da flor que se fana.

A mediunidade, extraídas as superstições dos vãos e retiradas as informações do sincretismo religioso negativo, é faculdade paranormal com que te provê a Divindade para a conquista de inexcedíveis valores.

Não tergiverses quanto ao aprimorá-la.

Medita:

. os pais são médiuns da vida;
. o operário é o médium da obra que executa;
. o oleiro é médium da forma;
. o agricultor é médium da abundância do solo;
. o escriba é médium das letras;
. o orador edificante é médium das alocuções formosas...

Mediunidade espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir.







A Mediunidade

terça-feira, 29 de novembro de 2011















Reforma íntima
&
A Moral


A moral é um conjunto de regras de convívio que possui dois aspectos: o íntimo do individuo e o seu modo de agir. A expressão advém do termo em latim morescujo significado se faz incompleto, visto que a palavra grega êthos significa o sentimento interno e externo, ou seja, pensamento íntimo e conduta. Outra palavra grega ethica que condiz com a acepção atual da palavra ética condizem atos, costumes e regras sociais de um determinado grupo. A junção imperfeita dos termos gera atuais conflitos de entendimento de tais expressões que necessitavam aqui serem explicitadas.
Os ensinamentos de Jesus atestam a necessidade da adequação do sentimento íntimo do homem com o sentimento divino, nisto se resume a reforma moral, visto que o espírito fora feito simples e ignorante e seu aperfeiçoamento decorre do sentido da vida, qual seja o aprimoramento do ser. Por que o Criador em sua magnitude e misericórdia quer que suas criaturas conheçam as etapas da vida e dêem valor a cada uma delas rumo a certeza da perfeição.
Segundo esclarece o Espírito de Verdade em resposta a pergunta de nº621 , encontrada no Livro dos Espíritos, o conhecimento humano da lei divina decorre da própria consciência. Portanto o despertar de consciência é conhecimento e aplicação da lei divina na vida íntima do individuo. Como bem esclarece o espirito Lancellin em sua obra Cirurgia Moral psicografada pelo médium João Nunes Maia:
”Se podes coordenar as tuas idéias, que o faças com harmonia. Se é do teu agrado disciplinar a tua fala, começa logo. Se podes dar cadência aos teus passos, que o faças também. Se podes vestir decentemente não deves esquecer-te de fazê-lo. Os outros caminhos norteados para a perfeição vão surgindo no páreo dos teus esforços e na busca, eles surgirão mais depressa, para que possas sentir a luz do discernimento com maior rapidez.
Trabalha com interesse de servir bem, que o teu trabalho se transformará em alegria. Dispensa os adjetivos que não correspondam às qualidades enobrecidas do Evangelho e avança para os qualificativos que honram toda a policromia enriquecida pelo Amor nas variadas estações dos sentimentos. Confirma tua passagem, por onde passares, com a clareza e a perfeição do que deves fazer, que o Belo sempre honra o seu genitor. Em tudo o que fizeres, lembra-te de fazê-lo bem. Não te esqueças jamais o talhe da perfeição, que ela devolverá a glória para o próprio artista.”
Muitos seres têm consciência da lei divina, mas insistem em permanecer acorrentados as vicissitudes humanas, esse status é meramente temporário, visto que a eternidade é muito longa para alguns anos ou séculos de ócio, deste modo o bem é inevitável a qualquer criatura e o seu tempo de burilamento depende do livre arbítrio individual.
Por fim, a reforma íntima se resume a adequação do sentimento do homem com Deus, algo que deve ser efetuado todos os dias por meio de reflexões de conduta do mundo interno e externo e analise crítica dos seus defeitos, qualidades e avanços para que cada um a seu tempo alcance a linha de chegada que é a perfeição.




O que é Reforma Íntima? Ela deve ser compreendida como a chave mestra para o sucesso de sua melhora interior e, conseqüentemente, da sua felicidade exterior.
• Para que serve? Renovar as esperanças interiores tendo por meta o fortalecimento da fé, a solidificação do amor, a incessante busca do perdão, o cultivo dos sentimentos positivos e a finalização no aperfeiçoamento do ser.
• O que fazer? Realizar atos isolados, no dia-a-dia levando-nos a melhorar as nossas atitudes, alterando para melhor a nossa conduta aproximando-a tanto quanto possível do ideal cristão.
• Por onde começar? Pela auto crítica.
• Como fazer a reforma íntima? Bem .....

domingo, 27 de novembro de 2011







O Poder da Fé ...


“O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética que rege as moléculas de que são formados os órgãos do nosso corpo”. “Ao invocar a fé, colocamos em movimento determinadas vibrações e alterações químicas em nosso cérebro enquanto pensamos. Essas vibrações vão percorrendo os caminhos dos neurônios, depois, de nosso corpo como um todo. Elas vibram em cada corrente química de nosso organismo e, à medida que a carga dos impulsos elétricos do pensamento é enviada, (neste caso, positiva, de vez que a fé é uma relação de intimidade com o Plano Espiritual) vai alterando a química e conseqüentemente nosso sistema imunológico, por isto é que a cura pode se estabelecer. Nesta hora uma energia maravilhosa desprende-se de nós e, como um imã, une-se ao Fluido Universal, que por graça de Deus está por toda parte, modificando-lhe adequadamente as qualidades dando-lhe o impulso irresistível na busca da cura.”

Bem por isso é que Jesus dizia àqueles a quem curava: “A tua fé te curou”, pois os fenômenos de cura considerados prodígios, na verdade eram apenas conseqüências de uma lei natural. Ensinava nesse momento aos que tinham “ouvidos de ouvir”, que a potência embutida em cada um de nós, pode acionar a cura ou nos desviar das dores que nós mesmos atraímos.

Quando falamos em fé, muitas vezes nos lembramos das doenças graves que nos atingem ou àqueles a quem amamos. Então perguntamos; porque o poder da fé de alguns pode ser tão abrangente a ponto de lhes ocasionar a cura?... E a resposta procurada, pesquisada, nos responde: A fé, quando ardente e sincera, pode operar maravilhas, remover montanhas, as Montanhas de Nossas Dificuldades, unicamente pela vontade do pensamento dirigido para o bem.

Quando Jesus disse que “a fé remove montanhas”, falava no sentido moral e não de uma montanha de pedra, que sabemos impossível remover. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências. O preconceito, o orgulho, os interesses materiais, a cegueira, são outras tantas montanhas que atravessam nossos caminhos, mas não nos iludamos, na grande maioria das vezes somos nós mesmos que as colocamos, e o que é pior, na falta de um culpado, culpamos a Deus!!

E quando, pelo medo de pecar, não O culpamos, nos sentimos desprotegidos, achamos que Deus não é assim tão amoroso e justo! Então dizemos, embutindo nossa decepção: Porque justo comigo? Ou Deus quis assim! Como se Deus pudesse querer que coisas ruins nos acontecessem! Não! Somos nós que atraímos a devolutiva do que fazemos, desejamos e até pensamos, pois que, sempre.

O resultado do que fazemos nos espera mais adiante.

Nem sempre queremos nos inteirar realmente e não buscamos esclarecimento para o entendimento das coisas espirituais porque, além de trabalhoso, aumentaria a responsabilidade de nossos atos... E ISTO, NÃO QUEREMOS!... É tão mais fácil e cômodo ter alguém, ainda que seja Deus, para responsabilizar pelos nossos problemas e até pelos nossos desatinos!

A fé raciocinada ilumina demais!... Não gostamos de encarar nossas falhas, muito menos de trabalhar com elas. Preferimos ficar no desconhecimento de nós mesmos, e não percebemos que a fé que sem raízes se faz fraca, sem o poder de “remover nossas montanhas”, de nos levar à compreensão da justiça de um Deus que não pune, mas que instituiu entre Suas leis, a justíssima “Lei do Retorno”, ou “Carma”, que significa “Ação e Reação”. Na verdade...

Somos nós mesmos que atraímos como devolutiva, a conseqüência inexorável daquilo que fazemos.

Na ignorância das Leis de Causa e Efeito, usamos de nosso livre arbítrio do jeito que queremos, o que vale dizer; do jeito que, certo ou errado, no momento nos seja mais prazeroso ou conveniente, sem pensar que há uma justiça no Universo que nos trará como retorno o resultado bom ou mau daquilo que fazemos! Não é Deus! Somos nós que colhemos o que quer que tenhamos plantado, porque não há conta de chegar nas Leis de Deus, ela é justa, inexorável, imutável e eterna, como tudo que Ele criou!

Se aceitarmos uma fé que nos é imposta, sob a qual não temos o direito de raciocinar, passamos a professar uma fé cega, que aceita sem controle o falso e o verdadeiro, mas que cedo ou tarde se choca com a verdade e a lógica, e que, se ainda não for fanática, vacila, não satisfaz, não acalma nossas inquietudes, não alivia nossas dificuldades. Por isso muitas vezes vivemos infelizes e sofredores, sem o conforto, sem o alívio daquela fé, que raciocinada e entendida, nos confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória, ou superação dos obstáculos das nossas Montanhas Pessoais!

No entanto, quando depositamos nossa confiança no Criador, nosso Espírito passa a estagiar em ondas magnéticas positivas, que por sua vez, como imã que todo pensamento é, atrai os Bons Espíritos, que então, por misericórdia de Deus, vêm em nosso auxílio, e, mesmo que não o percebamos, a ajuda estará se processando, ainda que em nosso imediatismo ignoremos que...

“Pedimos da maneira que queremos... recebemos da maneira que necessitamos!”

Por isto é que Jesus quando operava curas advertia: “Vá e não tornes a pecar”. Se não naquele tempo, hoje está muito claro!... Quando fazemos as coisas de maneira errada ficamos em desarmonia com as Leis de Deus embutida em nosso inconsciente. Inexoravelmente, por devolução natural, sofremos-lhe as conseqüências, que muitas vezes são doenças ou as grandes dificuldades! Noutras palavras, se não mudamos de atitude, se teimosamente não fazemos questão de melhorar nossos pensamentos e conduta, se pouco fazemos por nossa reforma interior, por ampliar nosso auto-respeito, nosso auto-amor, o respeito e o amor ao nosso próximo, a ajuda que recebemos dura pouco, e mais a frente os problemas voltarão...

Muito Maiores, e se quer teremos o direito de revolta, pois que tudo é uma questão de resultado. De outra forma, as “Montanhas” a que se referia Jesus, ao invés de serem removidas por nós mesmos quando buscamos nossa melhora espiritual, tornam-se cada vez mais nas Montanhas de Nossas Dores e Dificuldades...

A doutrina de Kardec nos oferece a chance do estudo que leva ao esclarecimento, mas o interesse, a vontade e a determinação... é de cada um!!



Amor e Sexo - Reforma Intima



Amor e sexo ( Reforma Intima )


O Espiritismo, ao estabelecer as leis da reencarnação e da evolução, o conceito de espírito como ser completo (as sensações são do espírito: desencarnado ele vive uma vida total, a tal ponto que, às vezes, nem se dá conta de estar no novo estado), altera o sentido consagrado de muitas das noções relativas ao homem e ao existir.

As noções de amor e sexo não lhe fazem exceção. Para que possamos abordá-las, portanto, necessário se faz explicar, inicialmente, quais as alterações de conceituação que se devem considerar.

A — Co-criação

À concepção de Deus criador, o Espiritismo acrescenta a noção de ser co-criador, isto é: a de ser agente, realizador, que atua no meio circundante, sob a égide das leis naturais — expressões da vontade de Deus — para criar formas de duração temporária e desenvolver qualidades para si próprio, que lhe determinam o progresso evolutivo.O ser adquire pensamento contínuo e livre arbítrio ao passar do estágio animal para o estágio hominal. Pela lei da ação e reação se lhe desenvolvem o sentimento e a razão; começa a distinguir as leis da vida e, sua marcha ascensional.

B — Energia e forças criadoras

O sentimento resulta de uma lenta e progressiva metamorfose dos instintos e a razão se desenvolve para o homem qual faculdade para, com base em tal transformação, nortear-lhe a ação. O sentimento determina os motivos de interesse do espírito a se projetarem quais quadros em sua mente e a estabelecerem, em seu derredor, campo de influências.

Pelo pensamento, o espírito permuta energia mental com outras mentes, em regime de sintonia, dela liberando forças que governam a formação das outras formas de energia para ele disponíveis (na alimentação, na respiração, etc.), através dos centros de forças. Os sentimentos e desejos ditam o tipo de energia e de forças que a mente emite em forma de pensamentos e que estabelecem influência sobre o corpo do espírito em seu derredor.

Pois bem! A fim de precisar a linguagem entenderemos, por amor, a totalidade dos sentimentos e desejos que estruturam o pensamento para a liberação de energia e de forças que guiam a ação na produção do bem e possibilitam a aquisição de qualidades, constituintes do crescimento do espírito. À energia e às forças fundamentadas no amor, denominaremos, respectivamente, energia criadora e forças criadoras.

A energia criadora, pelo coronário e pelo centro cerebral, é distribuída aos diversos centros de força: o laríngeo, o cardíaco... (podendo aqui serem denominadas energia laríngea, energia cardíaca, etc...) para reger, em cada um, complexo de funções distintas. Com base nisso, denominaremos de funções sexuais aquelas funções do espírito que regulam a permuta de energia criadora entre seres, quando se associam, em regime de afinidade, para produções em comum, que compreendem, no plano físico, as permutas para a procriação.

À totalidade das funções sexuais, no seu todo psicofísico, denominaremos sexo; e àquela particular energia criadora, destinada a reger o sexo ou as funções sexuais, denominaremos energia sexual. Com isso situamos as noções de energia e força criadora, amor, sexo e energia sexual, em planos bem distintos, com significados bem diferentes dos consagrados entre nós, para conceituá-los (e nisso reside o mais importante do novo significado) como manifestações relacionadas à mais íntima essência do nosso ser: características do espírito, que o corpo apenas materializa.

O sexo, portanto, surge para nós como uma noção que designa um conjunto de características do espírito que podemos também classificar em ativas, constituindo a masculinidade; e passivas, compondo a feminilidade. No consenso comum, masculinidade e feminilidade se referem a distinções de caráter morfológico, restritas ao plano físico; no Espiritismo elas se modificam e seu significado imbui-se de um contexto que transcende estas formas.

O impulso sexual passa também a adquirir concepção que transcende o significado comum: passa a ser entendido como aquela resposta relativa aos estímulos que estabelece a transmudação de energia criadora entre seres. Com estas noções podemos desde já afirmar:
1—O ser evolui e adquire as qualidades que determinam seu crescimento, quando a energia absorvida é regulada, nas suas transformações, pelas manifestações do amor.
2— O ser cria para si processos obsessivos e de regeneração, quando tais transformações são fundamentais em manifestações outras que não as do amor.

É pela permuta de energia criadora que os seres se desenvolvem e adquirem as qualidades de que necessitam, permuta esta que surge quando os seres se associam nas manifestações de afinidades e que já se nota nas atrações magnéticas, nas combinações químicas, nas organizações minerais e vegetais, nos animais com função prevalentemente orgânica.

Na fase humana o ser passa a viver mais no plano astral e as trocas de energia passam a efetuar-se cada vez mais via mental, num processo de transformação que denominaremos, com André Luiz, mentossíntese. Tal qual a energia elétrica fluente num circuito, em função de uma diferença de tensão entre seus terminais, aquece o forno que irá transformar farinha em pão, assim a energia sexual, fundamentada no amor, atua no espírito, desenvolvendo-lhe qualidades, proporcionando-lhe o crescimento.

Por isso dizemos que o Amor é alimento do espírito; por isso dizemos que Deus é Amor — porque nele está a fonte de toda possibilidade benéfica. Nos homens primitivos — menos evoluídos — a energia sexual tem função prevalentemente orgânica e sua veiculação está mais vinculada ao concurso dos sentidos. Nos mais evoluídos ela passa a ter função cada vez mais dirigida ao desenvolvimento do espírito; sua veiculação tende a efetuar-se cada vez mais nos processos da mentossíntese, com concurso sempre decrescente dos sentidos.
A marcha evolutiva do homem é também marcha para a conquista da mentossíntese, em cujas expressões o amor forja a grandeza do espírito. Assim, o amor:
— pelo ensino cria a confiança;
— pelo perdão favorece a amizade;
— pela tolerância estabelece a gratidão;
— pela caridade desperta o otimismo;
— pela humildade infunde estima;
— pela boa palavra desenvolve a fé;
— pela bondade apaga a cólera;
— pela imparcialidade revigora o senso de justiça;
— pela defesa dos fracos restitui a força do direito;
— pelo culto da maternidade exalta a beleza;
— pelo servir fundamenta a cooperação.

Num momento de desespero ou de desilusão, abatimento ou tristeza, são as expressões de amor que reconfortam, pelo aconchego de um carinho de mãe, pela expressão de uma palavra amiga, pela manifestação da compreensão alheia. Nada melhor para o reerguimento e restauração de forças do que o gesto amigo, a prova de confiança, a boa palavra, a infusão de otimismo.

Só o amor constrói, é alimentação espiritual. Seus veículos são o carinho, a confiança, a dedicação, o entendimento, a cooperação. Toda causa de alegria, superação de provas, auto­confiança, reside no amor que, como fonte detonadora de energia benéfica, nos permite adentrar pelas rotas do desenvolvimento, capacitar-nos às aquisições perenes, rumo aos cimos da espiritualidade.Amar é engrandecer-se.

C — O crescimento espiritual

As permutas de energia criadora no animal têm função prevalentemente orgânica. O homem primitivo, ainda animalizado, permanece no mesmo nível: é a partir do sexo, limitado à procriação, que inicia o crescimento espiritual, rumo a estágios em que o concurso dos sentidos far-se-á cada vez menos presente.

Da mesma maneira que a criança necessita do concurso dos sentidos para aprender a contar, antes de podê-lo fazer mentalmente, assim o homem se utiliza do sexo (na acepção comum do termo) para iniciar-se na subtracão à animalidade. No sexo (entendido agora na forma mais ampla) é que reside essa força que possibilita a ascensão humana — aquela força que, pela experiência, nos faz adquirir, como qualidades ativas: a energia, a fortaleza, o poder, a inteligência, a iniciativa, a sabedoria, etc... e como qualidades passivas: a ternura, a humildade, a delicadeza, a intuição, a dedicação, a afetuosidade... em reencarnações sucessivas, nas quais, periodicamente, vive experiências masculinas ou femininas.

Concomitantemente com a experiência, o sofrimento, o aprendizado, se lhe sublimam os anseios, se lhe enaltecem os objetivos. No terreno das manifestações afetivas, o desejo se lhe transforma em posse; a posse em simpatia e, em escala progressiva: em carinho, devotamento, renúncia, em que, cada vez mais, se desenvolve sua capacidade de amar, independentemente dos sentidos, até o sacrifício, o clímax do dar e do receber.

E nessa crescente capacidade de dar e consequente possibilidade de mais receber, consolidam-se suas conquistas, enobrecem-se seus predicados: a partir da assim chamada satisfação fugaz de amor, a tribo converte-se em família, a taba em lar, a força em direito, a floresta em lavoura, a barbárie em civilização, o grito em cântico, a alavanca em usina atômica, o homem em Cristo.

D — A utilização da energia sexual

A energia criadora, permutada pelo sexo, gera cargas magnéticas, que invadem todos os campas sensíveis da alma. Sua descarga indiscriminada conduz à exaustão e ao sofrimento; tal qual se dá com as nuvens inanimadas que, após terem-se revestido de cargas opostas, incapazes que são de controlar as manifestações oriundas de suas aproximações, entregam-se à descarga violenta de suas energias acumuladas e, na explosão do raio que se forma, com o relampaguear que ilumina apenas por um instante, só deixam atrás de si rastros de tristeza e desolação.

A energia criadora é força que alimenta e constrói o cérebro, clareia a mente, favorece a vida psíquica. Por isso precisa ser gasta, parte para a continuação da vida, parte para o engrandecimento de nós mesmos. Não pode ser retida; não se pode acumulá-la. Seria o mesmo que reter vapor em uma panela de pressão sem válvula de escape: causam-se os mais vastos e frequentes distúrbios nervosos, que conduzem ao ciúme, ao despeito, à rebelião, à loucura. Não se pode despendê-la nos abusos da prática sexual, porque se enfraquece o cérebro, afeta-se a memória, retarda-se o raciocínio, destroem-se elementos preciosos da vida psíquica, responsáveis pela ligação da terra com o plano superior.


Deter-se nas malhas do instinto, com desprezo dos demais departamentos de realização espiritual, é rumar para situações enfermiças, de retardamento e imbecilidade, pelo esgotamento das forças sexuais que alimentam as células cerebrais. Há que conduzi-las para todas as necessidades, pelo abandono da ociosidade, pelo trabalho em benefício do meio que nos circunda, para o desenvolvimento da mente, do psiquismo e da realidade espiritual. O bom uso purifica as emoções e os pensamentos.Nesse condicionamento à prática do bem, ao dar para obter, condiciona-se sua liberdade. No preceito de não fazer aos outros o que não se quer que os outros nos façam, está a impossibilidade de entregar-se à liberdade incondicionada, à permissividade total, em complacência irrestrita, num regime de relações inconscientes, para as permutas de energia sexual. Surge porém a necessidade de dobrar-se aos imperativos da responsabilidade, às exigências da disciplina, aos ditames da renúncia: não por normas rigoristas de virtudes artificiais; mas pelo esclarecimento, pela educação, pela compreensão do estágio de cada um, pela dilatação do entendimento, pelas melhores energias do cérebro, e com os melhores sentimentos do coração; entendendo que a incapacidade de disciplina e renúncia exige orientação, socorro para a sustentação, atitudes de médico e orientador, no socorro às necessidades, onde quer que a incapacidade se manifeste.


Rino Curti

terça-feira, 22 de novembro de 2011










ANIMISMO E ESPIRITISMO




Animismo vem do Latim (anima + ismo) é a teoria que considera a alma simultaneamente princípio de vida orgânica e psíquica. O que é próprio da alma.

O animismo em si divide-se em duas partes:

a)Fatos anímicos – aqueles em que o médium, sem nenhuma idéia preconcebida de mistificação, recolhe impressões do pretérito e as transmite, como se por ele um espírito estivesse comunicando. O médium não tem culpa do fato, culpa apenas por não estudar a mediundade.

b)Fatos espíritas ou mediúnicos – São aqueles em que o médium é, apenas, um veículo a receber e transmitir as idéias dos espíritos desencarnados ou até de encarnados.

Todo médium, sem exceção, possui animismo. Uns em maior grau, outros em menor grau. O que o médium precisa fazer é estudar, se aprimorar, ter vontade firme de só transmitir o pensamento dos espíritos, não os seus. A maioria consegue se libertar de grande parte de seu animismo. Mas se o médium é relapso, não estuda, não pratica seu ato com amor, é negligente – as coisas só tendem a complicar.

Mas o que é animismo na doutrina espírita? Animismo é o fenômeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos de onde recolhe as impressões de que se vê possuída. A cristalização da nossa mente, hoje em determinadas situações, pode motivar, no futuro, a manifestação de fenômenos anímicos, do mesmo modo que tal cristalização ou fixação, se realizada no passado, se exterioriza no presente.

A lei é sempre a mesma, agora e em qualquer tempo ou lugar.

Muitas vezes, portanto, aquilo que se assemelha a um transe mediúnico, com todas as aparências de que há a interferência de um Espírito, nada mais é do que o medium, naturalmente o médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos recolhidos do seu próprio mundo subconsciecial, fenômeno esse motivado pelo contato magnético, pela aproximação de entidades que lhe partilharam as remotas experiência. . O medium nessas condições deve ser tratado com a mesma atenção que ministramos aos sofredores que se comunicam. Por isso, a direção dos trabalhos mediúnicos pede, sem nenhuma dúvida, muito amor, compreensão e paciência – virtudes que, somadas são como resultado aquilo que os instrutores classificam como TATO FRATERNO, a fim de que não sejam prejudicados os que em tais condições se encontram. Se o dirigente de sessões mediúnicas não é portador de sincera bondade, acreditamos que pouco ou nenhum benefício receberá o médium no agrupamento.

Alguns fenômenos anímicos:



a)Fixação mental - Imaginemos agora uma criatura que busque um núcleo mediúnico onde apenas funcione o intelectualismo pretensioso, seguido de doutrinação periférica, sem o menor sentido de fraternidade – o médium gravará estas idéias e suas conclusões a esse respeito e numa mesa mediúnica poderá vir expô-la como se fosse um outro espírito e não o dele mesmo.



d)Auto sugestão – Alguma coisa impressionou o médium de uma maneira tão grande que assim que for aberto um trabalho mediúnico, um espírito vem falar de problemas relacionados a isto. Não é outro espírito a não ser o do médium que está ali extravasando seus sentimentos, sem o saber é claro.

b)Rememoração de fatos do passado - Aqui é o próprio médium que fez uma regressão de memória, sem saber, e, provavelmente acompanhado de um de seus algozes do passado, poderá falar fatos de outra vida, como se a estivesse vivendo novamente. Por ex: se a pessoa foi um padre, pode voltar a esta vida e falar a respeito da sua igreja, dos seus inimigos, falar mal do espiritismo, pois ele está vivendo a vida interior.

Na verdade a questão do animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para os espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o medium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencontrados em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado)e, portanto, anímicas.

Quando Kardec pergunta como é que um espírito manifestante fala uma língua que não conheceu quando encarnado, Erasto e Timóteo declaram que o próprio Kardec respondeu à sua dúvida, ao afirmar, no início de sua pergunta, que “os espíritos só tem a linguagem do pensamento; não dispõem de linguagem articulada”. Exatamente por isso ou, seja, por não se comunicarem por meio de palavras, eles transmitem aos médiuns seus pensamentos e deixam a cargo do instrumento vesti-los, objtivamente, na língua própria do sensitivo.

Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se torna necessário ter na fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes.

Certamente ocorrem manifestações de animismo puro, ou seja, comunicações e fenômenos produzidos pelo espírito do médium (alma) sem nenhum componente espiritual estranho, sem a participação do outro espírito, encarnado ou desencarnado. Nem isso, porém, constitui motivo para condenação sumária aomedium e, sim objeto de exame e análise competente e serena com a finalidade de apurar o sentido do fenômeno, seu porque, suas causas e conseqüências.

O doutrinador deve cuidar dessas manifestações como se fosse a de um espírito qualquer. Deve dar o mesmo tipo de orientação, de amor, de carinho, de bondade. O doutrinador não tem certeza de que o fenômeno é anímico, mas se ele desconfia, ele pode levar ao espírito alguma coisa que ele mesmo possa ir desconfiando. Por exemplo: Se um espírito fala que viveu numa determinada época antiga, pode-se perguntar se ele gostava de fazer alguma coisa atual: computador, por exemplo.

Os fatos anímicos não podem ser condenados no espiritismo. Pelo contrário deve-se ser tratado como preparação para acontecer os fatos mediúnicos. Não há espírita que não tenha animismo. Animismo é a força do espírito encarnado. É o movimento que ele faz, é a vida que ele tem. É como um músico e o seu violino. O violino tem um som belíssimo, mas só se o músico o executar. Sozinho ele não produz o som, mas ele tem todos os argumentos para produzi-lo.

É preciso não confundir animismo com mistificação. Mistificação é a mentira que o médium faz por alguma razão. Este sim, precisa ser sanado, porque este é prejudicial. Mistificação: São os escolhos mais desagradáveis da prática espírita; mas há um meio de evita-los, o de não pedires ao espiritismo nada mais do que ele pode e deve dar-vos; seu objetivo é o aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que, não vos afasteis disso, jamais sereis enganados, pois não há duas maneiras de compreender a verdadeira moral, aquela de que todo homem de bom senso pode admitir; mesmo que o homem nada peça, nem que evoque, sofre mistificações, se aceitarem o que dizem os espíritos mistificadores. Se o homem recebesse com reserva e desconfiança tudo que se afasta do objetivo essencial do espiritismo, os espíritos levianos não o enganariam tão facilmente.

Mistificar: Quer dizer; enganar , trapacear, burlar, tapear, iludir, iniciar alguém nos mistérios de um culto, torna-lo iniciado, abusar da boa fé.

“Do que se conclui que só é mistificado aquele que merece”

sexta-feira, 18 de novembro de 2011




Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.

Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora

Soltar

Desprender-se

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira



Fernando Pessoa.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Passado/Culpa





 



"Todos trazemos na intimidade do próprio ser a nossa dor, a nossa aflição, a nossa prova ou o nosso problema..."








Reflexão em torno da Culpa:
CULPA,  CARIDADE  E  LIVRE  ARBÍTRIO
 Emmanuel

Francisco Cândido Xavier
A culpa é descida, mas a caridade é soerguimento.
Pelo erro no mal, enreda-se o homem no labirinto da dor.
Pelo esforço no bem, liberta-se para a vitória a que se destina.
Enganando-se nas teias da ilusão em que transita na Terra, arroja-se a alma a fundos despenhadeiros de sombras; todavia, descerrando os próprios olhos à verdade e buscando-a pelo plantio do amor, acende nova luz em si mesma, estruturando novos caminhos.
Subsiste a expiação, enquanto perdura o prejuízo às leis que nos regem e abrem-se vastos horizontes de paz ao Espírito que luta em si mesmo, tão logo se consagre ao trabalho do próprio aperfeiçoamento.
Recordemo-nos de que no estágio evolutivo em que nos achamos ninguém existe sem débitos a resgatar.
Todos temos peregrinado na senda escura do remorso, após haver desencadeado sobre nos mesmos à longa série de causas aflitivas a que, imprevidentes, nos imantamos.
Não passamos, por agora, de almas em reajuste, na oficina das provas, após o desastre de nossas deliberações infelizes.
A culpa, por enquanto, é fantasma interior que nos persegue em todos os ângulos do mundo, sob as mais variadas formas.
Da defecção diante do Cristo, todos partilhamos em nossas experiências, mas pela caridade bem vivida, que dá de si sem pensar em si, que se sacrifica e ampara, que tudo suporta, entende, auxilia e espera, poderemos lavar o tecido sutil de nossa alma, recuperando-nos as forças para aprendermos a servir sempre.
Para isso, porém, é preciso saibamos usar a vontade.
Somos senhores na resolução e escravos nas consequências.
Compreendamo-nos, mutuamente, e amemo-nos, mobilizando o nosso livre arbítrio na criação do futuro melhor.
Todos trazemos na intimidade do próprio ser a nossa dor, a nossa aflição, a nossa prova ou o nosso problema...
E estendendo braços fraternos, uns aos outros, perceberemos que só o amor bem dividido pode multiplicar a felicidade.
Não nos detenhamos na culpa.
Usemos a caridade recíproca, e, com a liberdade relativa de que dispomos ser-nos-á então possível edificar, com Jesus, o nosso iluminado Amanhã.



(Do livro "Nós", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)





Reflexão em torno do Suicídio: APONTAMENTOS DE AMIGO


 

"O tempo que faz a noite é o tempo que traz o dia..."






Reflexão em torno do Suicídio:
APONTAMENTOS DE AMIGO
André Luiz
Francisco Cândido Xavier


"Amigos:
Em seus dias cinzentos, lembrem aqueles irmãos que perambulam nas trevas.
Padecendo as pedras da estrada, recordem os que se encontram atados ao leito imóvel.
Sob o aguaceiro das provas, não se esqueçam dos que estão soterrados na lama das grandes culpas.
Diante da mesa pobre, reflitam nos companheiros sob o flagelo da fome.
Sofrendo a roupa escassa, contemplem as criaturas que a expiação veste de chagas.
Entre as alfinetadas dos dissabores, não olvidem os que tombam sob o punhal da grande miséria.
Não se aconselhem com a desesperação.
Não se acomodem com a rebeldia.
Esperar com paciência, ofertando ao caminho o melhor de nós, é o segredo do grande Triunfo.
O tempo que faz a noite é o tempo que traz o dia.
Para escalar a montanha salvadora, fitemos quem brilha à frente! ...
Para não cairmos, aniquilados pelo desânimo, na marcha de cada dia, reparemos quem chora na retaguarda! ...
A luta é um instrumento divino.
Não a menosprezem! ...
* * * ___ * * *
Com estas palavras, apresentamos a irmã Francisca Júlia da Silva, que, havendo atravessado aflitivas provações, à morte do corpo físico, atualmente se propõe trabalhar no combate ao suicídio.
Rogamos, assim, alguns minutos de silêncio, a fim de que ela possa transmitir sua mensagem." (André Luiz)
* * * ___ * * *
LUTAI!
Francisca Júlia da Silva
 Por mais vos fira o sonho, a rajada violenta
Do temporal de fel que enlouquece e vergasta,
Suportai, com denodo, a fúria iconoclasta
E o granizo cruel da lúrida tormenta.
Carreia a dor consigo a beleza opulenta
Da verdade suprema, eternamente casta;
Recebei-lhe o aguilhão que nos lacera e arrasta,
Ouvindo a voz da fé que vos guarda e apascenta.
De alma erguida ao Senhor varai a sombra fria! ...
Por mais horrenda noite, há sempre um novo dia,
Ao calor da esperança – a luz que nos enleva...
A aflição sem revolta é paz que nos redime.
Não olvideis na cruz redentora e sublime,
Que a fuga para a morte é um salto para a treva.

(Do livro "Vozes do Grande Além", pelo Espírito André Luiz, Francisco Cândido Xavier)
Mensagem adaptada no tamanho e na linguagem
(substituímos "vós" por "você" nas palavras de André Luiz) - Mensagem original no anexo

Realização:
Instituto André Luiz



Bezerra e André Luiz



 
EVANGELIZAR
Bezerra de Menezes




"Os tempos são chegados, os corações aflitos pedem amparo, os desesperados suplicam luz.  Há um grito que ressoa pelo infinito: Pai, socorre-nos!...
Evangelizem.. Evangelizemos! 



Ao término do século XX, o século chamado das luzes, estamos convocando os obreiros de boa vontade para a tarefa divina de evangelizar.
Evangelho é sol nas almas, é luz no caminho dos homens, é elo abençoado para união perfeita!
Evangelizemos nossos lares doando à nossa família a bênção de hospedarmos o Cristo de Deus em nossas casas.
A oração em conjunto torna o lar um santuário de amor onde os espíritos mais nobres procuram auxiliar mais e mais, dobrando os talentos de luz que ali são depositados.
Evangelizemos nossas crianças, espíritos forasteiros do infinito em busca de novas experiências, à procura da evolução espiritual.
Sabemos que a Terra é um formoso Educandário e o Mestre Divino, de sua cátedra de Amor, exemplifica pela assistência constante, o programa a ser tratado.
Evangelizemos nossos companheiros de trabalho, pelo exemplo na conduta nobre, pelo perdão constante.
Evangelizemo-nos, guardando nossas mentes e nossos corações na bênção dos ensinos sublimes.
Estamos na Terra mas alistamo-nos nas fileiras do Cristianismo para erguemos bem alto a bandeira de luz do Mestre Divino: "Amai-vos uns aos outros como vos tenho amado".
Evangelizemos.
Os tempos são chegados, os corações aflitos pedem amparo, os desesperados suplicam luz.
Há um grito que ressoa pelo infinito!
Pai, socorre-nos!
Filhos, somente através do Evangelho vivido à luz da Doutrina Espírita, encontrará o homem a paz, a serenidade e o caminho do amor nobre.
Conclamamos os corações de boa vontade:
Evangelizem;
Evangelizemos.
Acendamos a luz dos ensinos divinos para que a Terra se torne um sol radioso no infinito, conduzindo uma Família humana integrada nos princípios da vida em hosanas ao seu Criador.
Filhos, peçamos ao Pai inspiração e prossigamos para o alto porquanto somente Cristo com o Seu saber e o Seu coração de luz poderá iluminar nossos caminhos.
Bezerra
(Mensagem psicografada pela médium Maria Cecília Paiva na
Federação Espírita Pernambucana, em reunião pública do dia 18 de julho de 1979).




COM  JESUS
 André Luiz
A renúncia será um privilégio para você.
O sofrimento glorificará sua vida.
A prova dilatará seus poderes.
O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.
O sacrifício sublimará seus impulsos.
A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma.
A calúnia lhe honrará a tarefa.
A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos.
A angústia purificará suas esperanças.
O mal convocará seu espírito à prática do bem.
O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor.
A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado.
Do livro "Agenda Cristã", pelo Espírito André Luiz, Francisco C. Xavier)



INSTITUTO ANDRÉ LUIZ

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Água Fluída - Emmanuel


"Se desejas o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de teus problemas orgânicos ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia..."









Reflexão em torno dos benefícios da oração e da água fluidificada:

A  ÁGUA  FLUÍDA


Emmanuel


“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão”. Jesus (Mateus, 10:42)


Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum.
Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.
A água é dos corpos o mais simples e receptivo da terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.
A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias.
A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influência, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam.
A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui no imo d’alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres.
O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de todos os que lhe seguem a marcha.
Ninguém existe órfão de semelhante amparo. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.
Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças. Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de teus problemas orgânicos ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o liquido, com raios de amor, em forma de bênção, e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.

(Do livro "Segue-me!...", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)






SANTA ÁGUA


Benedito Rodrigues de Abreu*


Recordemos as virtudes de Santa Água!...
Água da chuva que fertiliza o solo,
Água do mar que gera a vida,
Água do rio que sustenta a cidade,
Água da fonte que mitiga a sede,
Água do orvalho que consola a secura,
Água da cachoeira que move a turbina,
Água do poço que alivia o deserto,
Água do banho que garante o equilíbrio,
Água do esgoto que assegura a higiene,
Água do lago que retrata as constelações,
Água que veicula o medicamento,
Água que é carícia, leite, seiva e pão, nutrindo o homem e a natureza,
Água do suor que alimenta o trabalho,
Água das lágrimas que é purificação e glória do espírito...
Santa Água é a filha mais dócil da matéria tangível,
Alongando os braços líquidos para afagar o mundo...
Água que lava,
Água que fecunda,
Água que estende o progresso,
Água que corre, simples, como sangue do Globo!...
Água que recolhe os eflúvios dos anjos
Em benefício das criaturas...
Se a dor vos bate à porta,
Se a aflição vos domina,
Trazei Santa Água ao vaso claro e limpo,
Orando junto dela...
E o rocio do Alto,
Em grânulos sutis,
Descerá das estrelas
A exaltar-lhe, sublime,
A beleza e a humildade...
E, sorvida por nós,
Santa Água conosco
Será saúde e paz,
Alegria e conforto,
Bálsamo milagroso
De bondade e esperança,
A impelir-nos à frente,
Na viagem divina
Da Terra para o Céu...

(Do livro "Instruções Psicofônicas", Benedito Rodrigues de Abreu, Francisco Cândido Xavier)

*Benedito Rodrigues de Abreu, poeta desencarnado no Estado de São Paulo. Comunicação dada em 3 de fevereiro de 1955, médium Francisco Cândido Xavier.



Fonte:Instituto André Luiz

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