Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Se está doente....




“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.”
(TIAGO, cap. 5, v. 15.)

Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.
Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.
O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é fonte criadora.
A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.
De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?
De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.
Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de conseqüências imprevisíveis.
O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.
E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?
Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?
Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.
Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.
Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.
Foge à brutalidade.
Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.
Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.
Não manches teu caminho.
Serve sempre.
Trabalha na extensão do bem.

Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.

EMMANUEL



sábado, 17 de dezembro de 2011

Oração a mim mesma ...









Oração a Mim Mesma !!

Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que, prepotentemente, penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.
Saber realizar
os sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve
e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância
que se mostra
nas pequenas manifestações
da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas
minhas grandezas
e o quanto é valiosa
minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar
e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.
Que eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.
Amém.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Deus





Deus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar, quando todos se afastam.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade: É quando estamos com fome, só temos uma bolacha e repartimos.

Carinho: É quando não encontramos nenhuma palavra para expressar o que sentimos e falamos com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todos os outros da mesma maneira.

Doutrinação: É quando conversamos com Deus, colocando o coração em cada palavra.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar á nossa frente e estando apressados não reclamamos.

Evangelho: É o  Livro Sagrado que só se lê bem com o coração.

Filhos: É quando Deus entrega uma jóia na nossa mão e recomenda cuidá-la.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando empurramos a linha do afecto para bem distante.

Inveja: É quando ainda não descobrimos que podemos ser mais e melhor do que o outro.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Lealdade: É quando preferimos morrer, que trair a quem amamos.

Mágoa: É um espinho que colocamos no coração e nos esquecemos de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os grãos maduros, queimamos tudo num só dia.

Orgulho: É quando somos apenas uma formiga e queremos convencer os outros de que somos um elefante.

Paz: É o prémio de quem cumpre honestamente o dever.

Perdão: É uma alegria que sentimos e que pensávamos que jamais a teria.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados reconhecemos quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando perdemos a capacidade de ver em cores.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da 
paz.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.


Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e pedimos um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando abdicamos da nossa essência por outra, geralmente pior.



Beneficência e paciência

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Beneficência, sim, para com todos:
Prato dividido.
Veste aos nus.
Remédio aos doentes.
Asilo aos que vagueiam sem teto.
Proteção à criança desamparada.
Proteção ao ancião em desvalimento.
Socorro às viúvas.
Refúgio aos indigentes.
Consolo aos tristes.
Esperança aos que choram.
Entretanto, é preciso entender a 
bondade noutros setores:
compreensão em família.
Trabalho sem queixa.
Cooperação sem atrito.
Pagamento sem choro.
Atenção a quem fale, ainda mesmo 
sem qualquer propósito edificante.
Respeito aos problemas dos outros.
Serenidade nas horas difíceis.
Silêncio ás provocações.
Tolerância para com as idéias alheias.
Gentileza na rua.
A beneficência pode efetuar prodígios, 
levantando a generosidade e conquistando 
a gratidão: contudo, em nome da caridade, 
toda beneficência, para completar-se, 
não pode viver sem a paciência.
***Emmanuel***



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Na hora da Caridade

Não te furtarás ao serviço de emenda e nem 
recusarás as constrangedoras obrigações de 
restaurara realidade, mas unge o coração de 
brandura para corrigir abençoando e orientar construindo!... A dificuldade do próximo 
é intimação à beneficência, no entanto, 
assim como é preciso condimentar de amor
O pão que se dá para que ele não amargue a 
boca que o recebe, é indispensável também 
temperar De misericórdia o ensino que se 
ministra que se ministra para que a palavra 
esclarecedora não perturbe o ouvido que o 
recolhe. Na hora da caridade, não reflitas 
apenas no necessitados devem fazer!... 
Considera igualmente aquilo que lhes não foi 
possível fazer ainda!...
Coteja as tuas oportunidades com as deles. 
Quantos atravessaram a infância sem a refeição 
de horário e quantos se desenvolveram, 
carregando moléstias ocultas! 
Quantos suspiram em vão pela riqueza do 
alfabeto, Desde cedo escravizados a tarefas 
de sacrifícios e quantos outros cresceram 
em antros de sombra, sob hipnoses da 
viciação e do crime!...Quantos desejaram 
ser bons e foram arrastados à delinqüência 
no instantes justo em que o anseio de retidão 
lhes aflora na consciência e quantos foram 
de chofre nos processos obsessivos que os 
impeliram a resvaladouros fatais!...
Soma as tuas facilidades, revisa as bênçãos 
que usufruis, Enumera as vantagens os 
tesouros de afeto que te coroamos dias e 
socorre aos companheiros desfalecentes da 
Estrada, buscando soergue-los ao teu nível 
de entendimento e conforto.
Na hora da caridade, emudece as humanas 
contradições e auxilia sempre,mas sempre 
clareando a razão com a luz do amor fraterno,
ainda mesmo quando a verdade te exija duros 
encargos, semelhantes às dolorosas 
tarefas da cirurgia.

***Emmanuel***













quinta-feira, 8 de dezembro de 2011






Tudo é Relativo


Meus irmãos, qual é o proveito se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?"
Tiago, 2:14

A linguagem empregada para iniciados é bem diferente da que é empregada a profanos. Tiago fala, neste texto, para irmãos dotados de conhecimentos espirituais bastante acentuados, em se referindo à doutrina do Cristo.
O pregador do Evangelho, o escritor espiritualista, o anunciador das verdades espirituais, que usa de variados meios para isso, e deve, pelo menos, entrar na grande escola da exemplificação daquilo que expõe para os outros, senão incorrerá no velho erro: “Faça o que ensino e não faça o que faço.”
A fé desses espíritos deve estar vinculada a obras, para que não seja morta. No entanto, ante os irmãos que se iniciam na escola espiritual, não podemos exigir deles a mesma coisa que a um velho lidador com os ensinamentos do Evangelho que tem obrigação de conhecer e viver. Da mesma forma, não podemos esperar de uma criança os conhecimentos de um adulto, o discernimento de um velho, a sabedoria de um sábio ou a vida de um santo. Todo conhecimento é relativo ao tamanho espiritual de cada um; mesmo entre os sábios, há uns que sobressaem mais que os outros.
Para quem está começando na fé, a vida não exige que ele imediatamente tenha obras; deve se firmar na fé da maneira que achar conveniente, e deixar que o tempo trabalhe nele, mas nunca deixando de alimentá-la com os recursos que possui, pois essa fé, igual a todas as outras coisas, vai crescendo, vai se expandindo, e algum dia tornar-se-á grande e verdadeira, igual à dos anjos e poderá, com as bênçãos de Deus, transportar as montanhas das imperfeições, se existirem ainda no seu coração.
Tudo no mundo exterior e interior, para se expressar como realidade e com superioridade, teve antes seu início, como um “quase nada”, na vida, e foi com o tempo, com o esforço, e ajuda de Deus, que se tornou elevado, perfeito e puro, que se transmutou em verdade.
Que se dê início às boas qualidades no coração, alimentando-as como puder, e esforçando-se constantemente, que, amanhã, os esforços serão recompensados com a vitória do bem.
A relatividade é uma lei de Deus em todos os campos do saber. Somente o Criador de todas as coisas é absoluto em todos os sentidos. Todos nós adquirimos mais ou menos virtudes; nunca as conhecemos em sua totalidade, nem as vivemos na sua plenitude, porquanto todos nós somos aprendizes eternos, sempre carecendo de novos conhecimentos. Um homem caridoso ao ser comparado a um anjo, pode se dizer que ainda tem grandes coisas do malfeitor; uma mãe, com toda sua ternura para com seus filhos, com o amor mais puro pode dispor em favor dos seus rebentos, ante os espíritos puros, carrega consigo muito egoísmo, demasiadas exigências, que desnaturam o amor verdadeiro. Por aí se vê a relatividade desse sentimento, e os demais não podem deixar de obedecer às mesmas leis.
A fé sem obras é morta, assinala o apóstolo Tiago, mas essa fé, para atingir as obras, necessário se faz que a cultivemos no calor do coração, como se estivesse mesmo morta, para depois viver eternamente na sua plenitude.
Os rudimentos da fé, como de todas as virtudes, não podem ser desprezados, senão, nunca mais adquirimos os definitivos. Também poderíamos, no fulgor filosófico, declarar que uma árvore que não desse madeira para as construções, que não fornecesse os elementos necessários para medicamentos, ou frutos, seria inválida, senão morta; todavia, a tenra plantinha, se bem cuidada, poderá ser verdadeira árvore, no futuro, ofertando todas essas qualidades exigidas e muito mais, dependendo do nosso interesse em ajudá-la a crescer.
Assim também é o ser humano, em todas as suas faculdades: na fé, no amor e na sabedoria, essas qualidades verdadeiras, não se expressam de uma vez com um passe de mágica: dependem de tempo e maturidade, necessitando do esforço próprio e do ambiente para crescerem e prosperarem. E para que isso aconteça, é indispensável a tolerância dos que já adquiriram as virtudes evangélicas, a compreensão dos homens de fé, o incentivo dos espíritos que já entenderam o amor e a amizade permanente dos seres, que já conquistaram a verdadeira sabedoria, sem o que, atrofiaremos nos caminhos, bem antes de dar nascimento ao bem mai puro em nós, e eis que se assim acontecesse, seria falta de caridade, de amor e de sabedoria daqueles que estivessem representando o Evangelho na Terra, na expressão luminosa da exemplificação.
A fé sem obras não tem sentido para os iniciados nas verdades eternas; no entanto, a fé cega representa o germe da fé verdadeira, que mais tarde terá poder de transportar, não somente montanhas, como oferecer-nos-á meios de salvarmos a nós mesmos.
Não desprezemos nada que tenha os rudimentos do bem; procuremos cultivá-los, que o futuro há de nos premiar. Não nos esqueçamos de que Tiago falava para os iniciados na verdade da fé:
Meus irmãos, qual é o proveito se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé irá salvá-lo?

Miramez
Por João Nunes Maia
Livro: O Mestre dos Mestres

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Mediunidade













A mediunidade, extraídas as superstições dos vãos e retiradas as informações do sincretismo religioso negativo, é faculdade paranormal com que te provê a Divindade para a conquista de inexcedíveis valores.

Não tergiverses quanto ao aprimorá-la.

Medita:

. os pais são médiuns da vida;
. o operário é o médium da obra que executa;
. o oleiro é médium da forma;
. o agricultor é médium da abundância do solo;
. o escriba é médium das letras;
. o orador edificante é médium das alocuções formosas...

Mediunidade espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir.


(Extraído do Livro Oferenda, de de Joanna de Ângelis & Divaldo P.Franco)


Ser Médium


Livro: Seara dos Médiuns
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier



Questão Nº 223 - § 10 "O Livro dos Médiuns"

Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição de absoluta expectativa, copiando a inércia dos manequins.

Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade doméstica.

* * * * *

Vejamos a lógica do cotidiano.

Um diretor de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia humana, a fim de receber-lhe a cooperação; mas solicita seja ele uma criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de escrita.

Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para aceitar-lhe o concurso; no entanto, contará seja ele pessoa operosa e sensata, com a precisa dedicação aos doentes.

O proprietário de um ônibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em sua oficina; mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o volante, mas que o ajude também a conservar o carro.

O farmacêutico, a seu turno, não se utilizará da atenção de um motorista, em sua casa, mas procurará um colaborador que não apenas saiba vender remédios, mas que o ajude também a aviar as receitas.

Cada trabalhador permanece em sua própria tarefa, embora a interdependência seja o regime da vida apontado a todos.

> * * * * *

Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual. E ser ajudante em determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando a cabeça dos responsáveis.

Se não podes compreender isso, observa o avião, por mais simples seja ele. Tudo é amparo inteligente e ação maquinal no comboio aéreo. Torres de observação esclarecem-lhe a rota e vigorosos motores garantem-lhe a marcha.

Mas tudo pode falhar, se falharem o entendimento e a disciplina no aviador que está dentro dele.


Médium e Doutrina

Livro: No Portal da Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Imperioso separar o médium da Doutrina Espírita, como não se deve confundir a ciência com o cientista.

A ciência é um tesouro intangível de conhecimento superior.

O cientista é o veículo que a expressa.

A ciência, como patrimônio espiritual, jamais se deteriora, mas, o cientista na condição de instrumento humano pode falhar, conquanto, muitas vezes, se recupere.

Comparemos, ainda, a Nova Revelação e a peça medianímica à usina e à lâmpada.

A lâmpada, em muitas circunstâncias, experimenta o colapso dos próprios implementos, deixando-nos na sombra, entretanto, a usina permanece incólume, pronta ao fornecimento da energia necessária à sustentação da luz em lâmpadas outras que se lhe ajustem às correntes de força.

Ainda na condição de lâmpada, o médium está sujeito à interpretação individual de que se faça objeto, assim como a luz da lâmpada obedece à coloração que seja própria.

A usina está construída sobre princípios matematicamente exatos, contudo, as lâmpadas diferenciadas entre si, consumindo, às vezes, quotas iguais de força, emitirão luz verde, azul, vermelha ou amarela, segundo os materiais que lhes filtrem os raios.

Razoável, assim, que se nos compete gratidão e respeito para com o cérebro mediúnico de que nos servimos, isso não é razão para que nos eximamos do dever de estudar os princípios doutrinários para discernir com eficiência.

Ainda aqui, é justo considerar que é imprescindível ajudar as lâmpadas para que as lâmpadas nos ajudem. Cada uma delas, ante a usina, se caracteriza por determinado potencial e solicita apoio na voltagem certa com o amparo de recursos essenciais.

Ninguém exija do médium prodígios que o médium não pode dar. E quando o médium sirva nobremente à verdade, que se lhe evite o clima de idolatria e bajulação.

Onde seja preciso elogiar a honestidade para que a honestidade funcione, a perturbação está prestes a sobrevir.



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Médiuns em Desfile

Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco


Transitam com a mente atormentada, envergando roupagens distintas ou não, guardando na alma o estrugir de forças que os desconectam interiormente.

Passam em ruidosa diligência ao prazer, fugindo de si mesmos, sob o vergastar da indescritível agonia de que se gostariam de libertar...

Correm, promovendo um movimento insano que os agita, em aturdimento, entre exclamações inditosas, perdidos na multidão, porém sequiosos de amizade, mergulhados nos abismos das dores que os estiolam...

Seguem buscando "coisa nenhuma", sofrendo a inveja dos trêfegos, porque se alçaram aos postos de alto coturno, todavia se encontram perturbados sem um momento de equilíbrio, em face dos desajustes que experimentaram.

Lutam pela conquista de valores expressivos, e ao tê-los afogam-se nas drogas e nos prazeres selvagens, afligidos por dramas de difícil solução...

Voejam de lugar em lugar, provocando ciúmes, despertando cobiça e sentem-se inditosos...

Difíceis de enumerados os padecimentos morais e físicos dos que se engalfinham nas jornadas da loucura, mediante as fugas espetaculares à responsabilidade, sob a injunção da mediunidade perturbada.

Portadores de faculdades que exigem atenção e impõem cuidados, esses sofredores entregam-se levianamente às evasões malsãs, procurando interromper o fluxo psíquico de intercâmbio que lhes brota de dentro, em momentosas comunicações espirituais obsessivas...

Detestam o dever e gostariam de receber respostas excelentes do Mundo Espiritual com que, dizem, se fariam ideal instrumento da vida.

Querem a paz, mas não cessam de fomentar conflitos.

Promovem as satisfações do instinto e anelam por galgar as altas esferas da emoção...

Nada oferecendo a benefício próprio, requerem valores que não merecem.

A mediunidade é uma ponte colocada entre duas posições vibratórias, produzindo fácil intercâmbio.

Preservá-la a qualquer custo, enquanto luz a oportunidade, é relevante e inadiável dever.

O correto exercício da mediunidade dar-te-á inefáveis alegrias na Terra e após deixares a roupagem carnal.

Não te constitui uma escara ulcerada a drenar misérias morais.

Não excogites, receoso, quantos testemunhos e labores te competem investir, a fim de lograres resultados felizes.

Todo ministério impõe contributo específico.

Cada dever resulta em direitos quanto o fruto descende da flor que se fana.

A mediunidade, extraídas as superstições dos vãos e retiradas as informações do sincretismo religioso negativo, é faculdade paranormal com que te provê a Divindade para a conquista de inexcedíveis valores.

Não tergiverses quanto ao aprimorá-la.

Medita:

. os pais são médiuns da vida;
. o operário é o médium da obra que executa;
. o oleiro é médium da forma;
. o agricultor é médium da abundância do solo;
. o escriba é médium das letras;
. o orador edificante é médium das alocuções formosas...

Mediunidade espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir.







A Mediunidade

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