Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sábado, 8 de dezembro de 2012

Evitando Obsessões



Obsessão são sombras das quais podemos nos esquivar para viver melhor ..

Veja três apontamentos de Andre Luiz sobre o tema ( Pratique e Seja Feliz ) 



EVITANDO OBSESSÕES

Não deixe de sonhar, mas enfrente as suas realidades no cotidiano.
Reduza suas queixas ao mínimo, quando não possa dominá-las de todo.
Fale tranqüilizando a quem ouve.
Deixe que os outros vivam a existência deles, tanto quanto você deseja viver a existência que Deus lhe deu.
Não descreia do poder do trabalho. 
Nunca admita que o bem possa ser praticado sem dificuldade.
Cultive a perseverança, na direção do melhor, jamais a teimosia em pontos de vista.
Aceite suas desilusões com realismo, extraindo delas o valor da experiência, sem perder tempo com lamentações improdutivas.
Convença-se de que você somente solucionará os seus problemas se não fugir deles. 
Recorde que decepções, embaraços, desenganos e provações são marcos no caminho de todos e que, por isso mesmo, para evitar o próprio enfaixamento na obsessão o que importa não é o sofrimento que nos visite e sim a nossa reação pessoal diante dele.



DECÁLOGO DA DESOBSESSÃO

Não permita que ressentimento ou azedume lhe penetrem o coração. 
Abençoe quantos lhe censuram a estrada sem criticar a ninguém. 
Jamais obrigue essa ou aquela pessoa a lhe partilhar os pontos de vista. 
Habitue-se a esperar pela realização dos seus ideais, trabalhando e construindo para o bem de todos. 
Abstenha-se de sobrecarregar os seus problemas com o peso inútil da ansiedade. 
Cesse todas as queixas ou procure reduzi-las ao mínimo. 
Louve, - mas louve com sinceridade, - o merecimento dos outros. 
Conserve o otimismo e o desprendimento da posse. 
Nunca se sinta incapaz de estudar e de aprender, sejam quais forem as circunstâncias. 
Esqueçamo-nos para servir.




PESSOA MENOS SUJEITA A OBSESSÃO

A pessoa menos obsedável:

Não espera milagres de felicidade, inacessíveis aos outros, mas se regozija pelo fato de viver com a possibilidade de trabalhar.
Ama sem exigências, aceitando as criaturas queridas como são, sem pedir-lhes certificados de grandeza.
Suporta dificuldades e provações, percebendo-lhes o valor.
Não adota cinismo e nem preconceito em seus padrões de vivência, conservando o equilíbrio nas atitudes e decisões, dentro do qual sabe ser útil, com tranqüilidade de consciência.
Estuda para discernir e não age impulsivamente, subordinando emoções ao critério do raciocínio.
É firme sem fanatismo e flexível sem covardia.
Acolhe as críticas, buscando aproveitá-las.
Não interfere nos negócios alheios, centralizando o próprio interesse no exercício das obrigações que a vida lhe assinalou.
Aprende a entesourar valiosas experiências, à custa dos próprios erros.
Não cultiva hipersensibilidade neurótica e, em conseqüência, se desliga com a maior facilidade de quaisquer influências perturbadoras, entrando, de maneira espontânea, no grande entendimento dos seres e das cousas, dentro do qual se faz tolerante e compassiva, afetuosa e desinteressada de recompensas para melhor compreender ávida e desfrutar-lhe os infinitos bens.

(André Luiz, do livro "Paz e Renovação", Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Manifestações Espiritas (Curas Espirituais)




Curas Espirituais



Einstein: A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso, passará pela vida sem ver nada. Os repórteres da TV Globo ouviram médicos reconhecendo curas que não conseguem explicar, e físicos admitindo a existência de energias ainda desconhecidas. O padre, o pastor e o médium: veja como a fé pode ajudar a Medicina.

Capítulo 1. Médium desde a infância Ao primeiro olhar, a sala de espera é de um ambulatório. Os doentes chegam, relatam seus problemas e aguardam a ajuda dos médicos, como em qualquer hospital. O que não é comum naquele local é a Medicina. Casa do Caminho, Juiz de Fora, sul de Minas. (...) O instrumento para tantos poderes seria dona Isabel Salomão (*). (texto completo no endereço acima) (*) Veja a Sra. Isabel Salomão no programa da Ana Maria Braga: ESPIRITISMO - MAIS VOCE - SENSITIVOS MEDIUM E MEDIUNIDADE

PARTE 1 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=JGmEgF6e58M 
PARTE 2 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=1Bvdz5-XYYI 
PARTE 3 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=FayjPglEU4M 
PARTE 4 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=6Mpc-mn0BGk 

Capítulo 2. Saúde para corpo e mente Médicos que trabalham em um instituto de pesquisas em São Paulo dizem que o tratamento espiritual ajuda no tratamento clínico. O instituto, comandado pelo psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, é uma clínica de saúde mental que não cuida apenas do corpo e da mente - cuida da alma também. (texto completo no endereço acima)

 Capítulo 3. Terapias de regressão Viagens a um passado que transcenderia ao nosso corpo físico. Teria a nossa memória um arquivo secreto de momentos que não experimentamos nesta vida? O homem carrega com ele lembranças de vidas passadas? Especialistas em terapias que utilizam a técnica da regressão estão tentando desvendar esse mistério. (texto completo no endereço acima)

 Capítulo 4. Desafio à Ciência Para homens acostumados a verdades cientificas, não é fácil. Como acreditar em fenômenos que a medicina não explica? Doutor Roque Savioli é um cardiologista que acredita em milagres. Diretor do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), ele diz que a fé o transformou em um médico melhor. "No momento que eu tive um encontro com Deus, modifiquei a minha vida. Aí eu tive que encarar o doente como corpo e espírito", conta o médico. (texto completo no endereço acima) 

Capítulo 5. Invasão de personalidade Em uma casa de aparência humilde, na orla marítima de Salvador, mora uma mulher considerada um fenômeno. Telma Brito Melo teria o poder de ler pensamentos. Mais do que isso: ela seria capaz de entrar nos arquivos da nossa memória e, em segundos, revelar experiências que já vivemos, segredos que nunca revelamos. (texto completo no endereço acima) 

Capítulo 6. Cérebro em transe A equipe do Globo Repórter acompanhou o trabalho de dois especialistas: o psiquiatra Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, e o neurologista Sebastião Alvernaz, da Escola Paulista de Medicina. Eles estudam as reações de um cérebro em transe. O aparelho de eletroencefalograma, de última geração, faz o mapeamento cerebral. (texto completo no endereço acima) 

Capítulo 7. Ciência estuda fenômenos O estudo dos fenômenos era restrito às religiões. Hoje, começa a despertar interesse de algumas áreas da Ciência. O Hospital das Clínicas de São Paulo criou um núcleo de estudos para tentar comprovar a interferência espiritual no nosso corpo. (texto completo no endereço acima)
Capítulo 8. Segredos do cérebro O grande desafio dos pesquisadores é descobrir se os espíritos se comunicam com o homem. O doutor Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, acredita que a Ciência avança na busca desta explicação. Ele estudou em detalhes a glândula pineal do ser humano. (texto completo no endereço acima)

 Capítulo 9. Fé e Medicina Os passes, a música, a fé e os medicamentos reforçam os efeitos da psicoterapia. Até a médica que dirige o departamento de psiquiatria do hospital se surpreende com os bons resultados dos tratamentos. "A espiritualidade se liga à questão do amor.

 Informações: Comunidade Espírita Casa do Caminho - 34-3662-5409 - Rua do Rio Grande do Sul 618 - Araxá MG. Federação Espírita de São Paulo -11-3115-5544 - Rua Maria Paula 140, Bela Vista, CEP: 01319-000, São Paulo-SP - www.feesp.com.br. Sérgio Felipe de Oliveira (psiquiatra, pesquisador sobre espiritualidade) pinealmind@uol.com.br. Instituto de Saúde Mental de São Paulo - 11-3277-9549. Dr. Roque Marcos Savioli (cardiologista, clínico geral) -





sábado, 3 de novembro de 2012

Parábola: Pedagogia de Jesus




Parábola: Pedagogia de Jesus







1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é verificar o alcance doutrinal das parábolas de Jesus, entendidas como um método de transmitir os seus ensinos. Analisaremos o seu conceito, a inserção no Evangelho, a pedagogia do Mestre e o alcance que se pode obter nos dias que correm.

2. CONCEITO

Parábola - do gr. parabole significa narrativa curta, não raro identificada com o apólogo e a fábula, em razão da moral, explícita ou implícita, que encerra e da sua estrutura diamétrica. Distingue-se das outras duas formas literárias pelo fato de ser protagonizada por seres humanos. Vizinha da alegoria, a parábola comunica uma lição ética por vias indiretas ou simbólicas: numa prosa altamente metafórica e hermética, veicula um saber apenas acessível aos iniciados. (Moisés, 1979)

Sinteticamente: narração alegórica na qual o conjunto dos elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.

Pedagogia – Esta palavra é relativamente recente e só apareceu de forma corrente, na segunda metade do séc. XIX, pelo menos nas línguas romanas. Etimologicamente, significa ação sobre as crianças. Define-se comociência e arte da educação.

3. PARÁBOLA EVANGÉLICA

3.1. A MISSÃO DE JESUS

Moisés trouxe a 1.ª revelação; Jesus a segunda. A primeira revelação dá relevância ao olho por olho e dente por dente; a segunda fala do amor incondicional, estendendo-o até ao amor ao inimigo.

"Jesus não veio destruir a lei, quer dizer, a lei de Deus; ele veio cumpri-la, quer dizer, desenvolvê-la, dar-lhe seu verdadeiro sentido, e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens; por isso, se encontra nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constituem a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ao contrário, ele as modificou profundamente, seja no fundo, seja na forma; combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não poderia fazê-las sofrer uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: "Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo". E dizendo: está aí toda a lei e os profetas. (Kardec, 1984, p. 35)

3.2. MOMENTO DA PREGAÇÃO DE JESUS

Contava Jesus trinta anos quando começou a pregar a "Boa Nova". Compreende a sua vida pública um pouco mais de três anos (27 a 30 da era cristã). Utilizou-se, na sua pregação, o apelo combinado à razão e ao sentimento, por meio de parábolas ilustrativas das verdades morais.

As duas regiões de sua pregação:

1) Galiléia (Nazaré) - as cercanias do lago de Genesaré e as cidades por ele banhadas, e principalmente Cafarnaum, centro a atividade messiânica de Jesus;

2) Jerusalém - que visitou durante quatro vezes durante o seu apostolado e sempre por ocasião da Páscoa.

Na Galiléia, percorrendo os campos, as aldeias e as cidades, Jesus anunciava às turbas que o seguem o Reino de Deus; é aí, também, que recruta os seus doze apóstolos e os prepara para serem as suas testemunhas. Ao mesmo tempo, vai realizando milagres.

Em Jerusalém, continuamente perseguido pela hostilidade dos fariseus (seita muito considerada e muito influente, que constituía a casta douta e ortodoxa do judaísmo), ataca a hipocrisia deles e esquiva-se às suas ciladas. Como prova de sua missão divina, apresenta-lhes a cura de um cego de nascença e a ressurreição de Lázaro. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

3.3. IMAGEM E DOUTRINA

A imagem e a doutrina são dois elementos materiais da parábola a que o termo de comparação dá a forma específica.

A imagem inspira-se nas tarefas cotidianas, nas ocupações mais humilde que valoriza, e nos costumes dos homens, que aponta como exemplos bons ou maus. Por vezes paradoxal como no caso dos operários da vinha, iguais no prêmio e desiguais no trabalho. Mas sempre dinâmica: a semente nasce, a rede lança-se ao mar, o rico banqueteia-se, a dracma procura-se, o inimigo vinga-se, as crianças brincam, os imprudentes dormem etc.

A par deste quadro tão animado, a página doutrinal, cujo tema é quase sempre o reino de Deus, em que enfatiza as contrariedades, o progresso, as atividades do rei, os direitos e deveres dos súditos em retalhos de poesia e doutrina, ligados entre si pela ponte que é o termo de comparação umas vezes rico de pormenores, como na Parábola do Semeador e do Trigo e do Joio, outras reduzidas a uma sentença ou rubrica a jeito de introdução ou de cláusula. (Enciclopédia luso Brasileira de Cultura)

4. PORQUE JESUS FALAVA POR PARÁBOLAS

4.1. O TEXTO EVANGÉLICO

“Seus discípulos, se aproximando, disseram-lhe: por que lhes falais por parábolas? E, lhes respondendo, disse: porque, para vós outros, vos foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus; mas, para eles, não foi dado. Eu lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem, e escutando não ouvem nem compreendem. E a profecia de Isaías se cumprirá neles quando disse: vós escutareis com vossos ouvidos e não ouvireis; olhareis com vossos olhos e não vereis. Porque o coração deste povo está entorpecido e seus ouvidos tornaram-se surdos, e eles fecharam seus olhos de medo que seus olhos não vejam, que seus ouvidos não ouçam, que seu coração não compreenda, e que, estando convertidos, eu não os curasse”. (São Mateus, cap. XIII, v. de 10 a 15) (Kardec, 1984, p.283)

4.2. CONHECIMENTO IMPLÍCITO DAS PARÁBOLAS

As parábolas revestem-se de conhecimento exotérico e de conhecimento esotérico. O conhecimento exotéricorefere-se à exposição que Jesus fazia publicamente, enquanto o conhecimento esotérico, refere-se às explicações que Jesus dava aos apóstolos, em particular. Observe que, mesmo entres esses, não disse tudo.

4.3. O ENSINO POR MEIO DE PARÁBOLAS

Foi para evitar as ciladas dos adversários e prevenir as interpretações errôneas do auditório que Jesus recorreu ao ensino por meio da Parábola, que se destinava a despertar a curiosidade dos ouvintes e o desejo de ulterior explicação que os discípulos e os bem intencionados pediam.

5. O ALCANCE PEDAGÓGICO DAS PARÁBOLAS

5.1. A PEDAGOGIA DA PARÁBOLA

A pedagogia, como vimos, está ligada à educação. Jesus foi um educador por excelência que soube se valer dos métodos de ensino utilizados em sua época, ou seja, das parábolas. A parábola, na realidade, é uma história contada por Jesus para ilustrar o seu ensinamento. No fundo da palavra grega parabole há a idéia de comparação, enigma, curiosidade. Mas não está nisso o essencial para explicar o gênero parabólico: é preciso entender a parábola como sendo a apresentação de símbolos, isto é, imagens tomadas das realidades terrestres para serem sinal das realidades reveladas por Deus. Elas precisam de uma explicação mais profunda. Foi essa explicação inicial que Jesus começou e deixou para os seus seguidores darem continuidade mais tarde. (LEON-DUFOUR, 1972)

5.1. A BOA NOVA E A EDUCAÇÃO

Comparemos, para efeito de explicitação do alcance pedagógico das parábolas de Jesus, o processo de educação existente antes e depois da vinda de Jesus.

a) Antes da vinda de Jesus
O cativeiro consagrado por lei era o flagelo comum;
A mulher, aviltada em quase todas as regiões, recebia tratamento inferior ao que se dispensava aos cavalos;
Os pais podiam vender os filhos;
Os vencidos eram cegados e aproveitados em serviços domésticos;
As crianças fracas eram punidas com morte;
Os enfermos eram sentenciados ao abandono.

b) depois da vinda de Jesus
Condenado ao suplício da cruz, sem reclamar, e rogando perdão celeste para aqueles que o vergastavam e feriam, instila no ânimo dos seguidores novas disposições espirituais;
Iluminados pela Divina influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes;
Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados;
Instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular;
Pouco a pouco, altera-se a paisagem social, no curso dos séculos. (Xavier, 1980, cap. 21)

6. PARÁBOLA NA ATUALIDADE

Parábola assemelha-se a uma noz que se deve quebrar o casco para ver o que tem dentro. Isto quer dizer que há sempre uma nova abordagem a cada vez que olhamos a mesma parábola. Seria ampliar o conhecimento, ver com outros olhos a mesma realidade.

Vejamos, a título de exemplo, como o Espírito irmão X interpreta a Parábola dos Talentos.

A Parábola dos Talentos (Mateus, cap. 25, vv. 14 a 30) retrata a situação de um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou seus servos, e entregou-lhes os seus bens. Ao primeiro deu cinco talentos, ao segundo, dois e ao terceiro, um. Os dois primeiros negociaram os talentos recebidos e devolveram, respectivamente, dez e quatro talentos. O terceiro devolveu apenas o que havia recebido. Os que multiplicaram seus talentos ganharam novas intendências. Mas o que o guardou, até este o amo lhe tirou, dizendo: "Porque a todo o que já tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; e ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem".

O Espírito Irmão X, no livro Estante da Vida, psicografado por F. C. Xavier, interpreta a parábola nos seguintes termos: ao primeiro o senhor dera Dinheiro, Poder, Conforto, Habilidade e Prestígio; ao segundo, Inteligência e Autoridade; ao terceiro, o Conhecimento Espírita. O primeiro acrescenta Trabalho, Progresso, Amizade, Esperança e Gratidão; o segundo, Cultura e Experiência; o terceiro, devolve intacto. Em vista do ocorrido, o senhor ordena que se tire o Conhecimento Espírita desse último e o dê aos dois primeiros.

Metaforicamente considerada, essa parábola refere-se à responsabilidade na multiplicação dos bens recebidos. Se o Criador houve por bem ofertar-nos a luz do Conhecimento Espírita, não podemos ocultá-lo com receio de represálias e dissabores. Espargindo a luz da verdade vamos iluminar os detentores do Poder, do Dinheiro, da Inteligência etc. Com isso, ajudaremos a construir um mundo mais justo e mais fraterno.

7. CONCLUSÕES

Pelo exposto, devemos estar constantemente estudando e aprendendo. Além disso, não podemos guardar somente para nós; precisamos passá-lo aos outros. Todos somos irmãos na jornada rumo à salvação do Espírito imortal.

8. APÊNDICE: OUTRAS FIGURAS DE LINGUAGEM

Alegoria (do gr. allegorie, outro discurso) consiste num discurso que faz entender outro, numa linguagem que oculta outra. Pode-se considerar alegoria toda concretização por meio de imagens, figuras e pessoas, de idéias, qualidades ou entidades abstratas. Ex. Divina Comédia, o Mito da Caverna.

Fábula é uma narrativa curta não raro identificada com o apólogo e a parábola. Protagonizada por animais irracionais, cujo comportamento, preservando as características próprias, deixa transparecer uma alusão, via de regra satírica ou pedagógica, aos seres humanos.

Apólogo é uma narrativa curta não rara identificada com a fábula e a parábola. Contudo, há quem as distinga pelas personagens: o apólogo seria protagonizado por objetos inanimados (plantas, pedras, rios, relógios etc.), ao passo que a fábula conteria de preferência animais irracionais, e a parábola, seres humanos.

Metáfora é a mudança do sentido comum de uma palavra por um outro sentido possível que, a partir de uma comparação subentendida, tal palavra possa sugerir. Exemplo: qualificar de dilúvio a eloqüência de um orador.

9. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa, Verbo, s. d. p.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa/Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, s.d. p.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
LEON-DUFOUR, X. e OUTROS. Vocabulário de Teologia Bíblica. Rio de Janeiro, Vozes, 1972.
MOISÉS, M. Dicionário de Termos Literários. 5.ed., São Paulo, Cultrix, 1979.
XAVIER, F. C. Estante da Vida, pelo Espírito Irmão X. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1974.
XAVIER, F. C. Roteiro, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1980.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Em Torno da Felicidade







EM TORNO DA FELICIDADE


Em matéria de felicidade convém não esquecer que 
nos transformamos sempre naquele que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o 
melhor que tem, caminha mais facilmente para 
ser feliz como espera ser.
 A nossa felicidade
 será naturalmente proporcional em relação à 
felicidade que fizermos para os outros. 
A alegria do próximo começa 
muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e 
comunicar-se na vida externa, mas reside com 
endereço exato na consciência tranqüila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo 
determinados complexos de culpa, comece a desejar 
a própria libertação, abraçando no trabalho em 
favor dos semelhantes o processo de reparação 
desse ou daquele dano que você haja causado em 
prejuízo de alguém. Estude a si mesmo, 
observando que o auto-conhecimento traz 
humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado 
ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a 
felicidade está chamando o seu coração para 
vida nova. Quando o céu estiver em cinza, a 
derramar-se em chuva, medite na colheita 
farta que chegará do campo e na beleza 
das flores que surgirão no jardim.



_André Luiz_




O Tempo




Tempo




Todas as criaturas gozam o tempo, 
mas raras vezes aproveitam-no.
Corre a oportunidade espalhando bênçãos.
Arrasta-se o homem estragando dádivas 
recebidas. Cada dia é um país de vinte e 
quatro províncias. Cada hora é uma província 
de sessenta unidades.
O homem, contudo, é o semeador que não 
despertou ainda. Distraído cultivador, 
pergunta: “que farei?! E o tempo silencioso 
responde com ensejos benditos:
De servir, ganhando autoridade; 
de obedecer, conquistando o mundo;
de lutar escalando os céus.
O homem, todavia, voluntariamente cego, 
roga sempre mais tempo
para zombar da vida, porque se obedece, 
revolta-se, orgulhoso; se sofre, injuria e 
blasfema; se chamando as contas, 
lavra reclamações descabidas.
Cientistas fogem da verdadeira ciência.
Filósofos ausentam-se dos próprios ensinos.
Religiosos negam a religião.
Administradores retiram-se da 
responsabilidade.
Médicos subtraem-se à Medicina.
Literatos furtam-se à divina verdade.
Estadistas centralizam a dominação.
Servidores do povo buscam interesses 
privados. Lavradores abandonam a terra.
Trabalhadores escapam do serviço.
Gozadores temporários entronizam ilusões.
Ao invés de suar no trabalho, 
apanham borboletas da fantasia.
Desfrutam a existência, assassinando-a 
em si próprios.
Possuem os bens da Terra acabando 
possuídos. Reclamam liberdade, 
submetendo-se à escravidão.
Mas chega um dia, porque há sempre 
um dia mais claro 
que os outros, em que a morte surge 
reclamando trapos velhos...
O tempo recolhe, então, apressado, as 
oportunidades que pareciam sem fim... 
E o homem reconhece, tardiamente 
preocupado, que a Eternidade infinita 
pede conta do minuto



_André Luiz_

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Verdades da Profissão de Professor






Verdades da Profissão de Professor






Os professores assim como os pais além de educadores, são principalmente orientadores, eles não podem escolher pelo seu destino, mas podem orientar o melhor caminho... Assim sendo, não merecem um reconhecimento melhor?!




Reflitam!!

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores.

Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados... Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Paulo Freire







quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Suicídio e Loucura





Suicídio e Loucura


Esta melancolia sistemática, atormentadora, vem-se aprofundando no teu comportamento, de tal forma, que enveredas, sem dar-te conta, pelas vias torpes da depressão de grave trato.

Essa tristeza que agasalhas, prejudicial e renitente, coloca a máscara de dor na tua face, conduzindo-te, inadvertidamente, a uma neurose de lento curso com todos os seus efeitos danosos.

Aquela fixação, que te vai dominando as paisagens mentais, substitui, a pouco e pouco, a polivalência das idéias, alienando-te da sociedade onde te encontras...

A marca do sofrimento reflete-se no teu rosto, qual se fosse feita por garras devastadoras, que procedem, no entanto, do teu mundo íntimo, conspirando contra o teu progresso.

A impressão do desgosto passou a compartir com as tuas alegrias, diminuindo-as e empurrando-te sempre para os abismos da psicose maníaco-depressiva.

O cultivo dos pensamentos deprimentes gera, na tua conduta, a destruição dos ideais superiores, amargurando as horas que poderias fruir como estímulo para o prosseguimento da tua jornada.

REFLEXIONA com cuidado e desperta do letargo, da estagnação emocional a que te estás relegando.

Além da loucura decorrente dos problemas orgânicos e emocionais, existe a de natureza que agasalhas e que pode irromper em tragédia de um para outro momento.

Na área dos pensamentos depressivos a loucura se instala, preparando terreno para mais graves cometimentos infelizes, dentre os quais, se destaca o suicídio.

É suicida, não apenas quem assume uma atitude autodestrutiva, através de um só golpe de alta violência...

E também suicida aquele que se não renova para o bem, entregando-se aos excessos de qualquer natureza, exorbitando das suas possibilidades vitais.

Desse modo, a melancolia e seus sequazes são passos de alucinação para o irremediável comportamentosuicida.

És filho de Deus a serviço da vida.

Estás na Terra para crescer e progredir.

Tens compromisso com a Criação, contigo e com o teu próximo. Indispensável despertares para a responsabilidade e conscientizares-te do que podes fazer, para aceitar o que não podes alterar, modificar o que seja possível de transformado e dispor de sabedoria para distinguir uma de outra coisa...

Assume, contigo próprio, o elevado compromisso de amar-te e desenvolver as aptidões que te auxiliarão a conquistar o vir a ser.

Ama-te, porquanto esses clichês pessimistas são decorrência do descuido que te permites, do desamor a que te relegas.

Contempla o Sol e viaja com a claridade, não aceitando o convite das sombras da noite, que clarearás com as estrelas da tua religiosa.

Loucura e suicídio são termos da tragédia do cotidiano, que somente o amor, conforme o lecionou Jesus, conseguirá diluir, abrindo espaço para o êxito da Vida, a alegria de viver.




Joanna de Ângelis 

Indulgência Permanente




Indulgência Permanente


Escasseia, cada vez mais, no comportamento humano, a indulgência.
Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, o pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à margem.

Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pelo competição destrutiva.. .

Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância.

A indulgência para com as faltas alheias é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor.

A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar.

É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina alcance do sedento.

Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor.

A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.

Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios.

Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.

A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona.
Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse.

Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.

Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida.


Joanna de Ângelis 

Educação Mediúnica







Educação Mediúnica


O exercício da mediunidade impõe disciplina, equilíbrio, perseverança e sintonia.
A disciplina, moral e mental, criará hábitos salutares que atrairão os Espíritos Superiores interessados no intercâmbio entre as duas esferas da Vida, facilitando o ministério.
O equilíbrio, no comedimento das atitudes, durante a absorção dos fluidos e posterior comunhão psíquica com os desencarnados, auxiliará de forma eficaz na filtragem do pensamento e da exteriorização dele.
A perseverança no labor produzirá um clima de harmonia no próprio médium, que se credenciará ao serviço dobem junto aos Obreiros da Vida Mais Alta, objetivando os resultados felizes.
A sintonia decorrerá dos elementos referidos, porque se constitui do perfeito entrosamento entre o agente e o percipiente na tarefa relevante.
Transitória e fugaz, a mediunidade, para ser exercida, necessita da interferência dos Espíritos, sem o que afaculdade, em si mesma, se deteriora ou desaparece.
Quanto mais trabalhada, mais fáceis se fazem os registros, cujas informações procedem do além-túmulo.
As disposições morais do médium são de vital importância para os cometimentos a que ele se vincula, pelo impositivo da reencarnação.
Não apenas o anelar pelo bem, mas o executar das ações de enobrecimento.
Não apenas nos instantes ao mister dedicado, mas num comportamento natural de instrumento da Vida.
Sendo recurso valioso de quem se encontra no meio, na condição de instrumental, imprescindível a conscientização do intermediário em favor dos resultados felizes.
A educação do médium, coordenando atitudes, corrigindo falhas de qualquer natureza evitando estertores e distúrbios, equilibrando o pensamento e dirigindo-o é técnica que resultará eficaz para uma sintonia correta.
Nesse sentido, a evangelização espírita se impõe em caráter de urgência, evitando-se a vinculação com práticas e superstições perfeitamente dispensáveis.
São os requisitos morais que respondem pelos resultados favoráveis ou não, na tarefa mediúnica.
Jesus recomendou com sabedoria aos Sues discípulos, portadores da mediunidade:
- "Curai os enfermos, expulsai os demônios, daí de graça o que de graça recebestes" -, numa diretriz que não dá qualquer margem à evasão do dever tampouco à acomodação com o erro, à indolência ou à coleta de lucros materiais ou morais, como decorrência da prática mediúnica.
O galardão de quem serve é alegria de servir.
Doa as tuas horas disponíveis ao exercício da mediunidade nobre: fala, escreve, ensina, aplica passes, magnetiza a água pura, ora em favor do teu próximo, intervém com bondade e otimismo nas paisagens enfermas de quem te busca, ajuda, evangeliza os Espíritos com perturbação, sobretudo, vive a lição do bem, arrimado à caridade, pois médium sem caridade pode ser comparado a cadáver de boa aparência, no entanto, a caminho da degeneração.

Joanna de Ângelis 

Decisão de Ser Feliz






Decisão de Ser Feliz




Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.
É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo,
motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência,
que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.
Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te desconsoles, e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.
És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço
até o túmulo,e depois dele, como resultado dos teus atos...
Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.
É relevante que o teu comportamento produza um intercambio agradável, caricioso, com as demais pessoas.
No entanto, se não te prazer'>comprazer, transformar-se-á em tormento,
induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.
Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives.
É natural, portanto, que te plenificando, brindem-te com mais recursos
para a geração de alegrias em volta de ti.
Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até lograr sua meta, alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental
para a contínua busca.
Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.
Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr sua meta.
Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não-violência e da liberdade para o seu povo.
E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.
Todos quantos anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram
simpatia e animosidade no mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.
Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento,às lutas, às dificuldades que aparecem.
Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido.
Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.
Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.
A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora,
mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.
Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

Joanna de Ângelis



Coragem para Mudar






Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.

É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.

Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.

Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.

Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.

Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.

Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.

É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.

Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.

Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.

Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.

Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.

É muito fácil desistir do esforço nobre, prazer'>comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.

Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.

Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.

Convertamos sombras em luz.

Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.

Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.

Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.

Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.

O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranqüila.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.

Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.

Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.

Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.

A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.





Joanna Ângelis

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Convite ao desapego















O apego


O apego acontece quando pensamos encontrar um benefício em alguma coisa ou alguém. Se a origem de algo bom, algum bem-estar é identificada, nós tendemos a nos apegar e encontramos dificuldade em abrir disto. O problema se encontra quando acreditamos obter algum benefício, quando na verdade o contrário ocorre. Normalmente, isto se dá quando o benefício ocorre de forma aparente porque de fato, a longo prazo, estaremos colhendo um resultado negativo.


Com o sofrimento é assim, de imediato, quando algo nos acontece, logo somos cercados por amigos, parentes e pessoas queridas que nos enchem de atenção e carinho. Sem perceber, os momentos de atenção se tornam muito especiais e de forma inconsciente, dependendo do tamanho da carência de cada um, queremos que se tornem freqüentes. Como consegui-lo? Sofrendo novamente.


A percepção deste fato é muito sutil, é mesmo necessário uma alta dose de consciência para percebemos este mecanismo acontecendo. Muitas pessoas permanecem e quase que alimentam um determinado fato triste ou algo ruim por conta da necessidade de atenção.


Muitas vezes, podemos ver em conversas comuns uma certa disputa sobre quem sofre mais, quem tem o maior problema, quem possui a pior doença ou quem já viveu a maior dor. É como se o detentor do maior sofrimento fosse o vitorioso da questão, o que pode angariar a maior simpatia. Todos respeitam o sofredor, todos são solidário à ele, todos correm para ajudá-lo. É assim que aprendemos e é exatamente assim, que vivemos. Ansiosos pela simpatia do outro, pela atenção que podemos ter e até mesmo pela admiração que recebemos por nossas doses de sofrimento. Isto cria um apego difícil de ser abandonado. Em casos mais críticos este apego tende a tornar-se um vício, levando muitas pessoas a viverem em constante sofrimento.


A cura


Se por um lado, o sofrimento traz atenção e carinho imediatos, por outro nos faz completamente infelizes. Pensamos, inconscientemente, encontrar um benefício e nos apegamos a ele, mas na verdade, o que temos é uma chaga que corrói até o limite do insuportável. Se não fosse pela beleza harmônica da Criação o ser humano não buscaria a cura para esta doença, mas a perfeição do Universo é tamanha que um dia cansados de sofrer nos perguntamos: o que está acontecendo comigo? E só então, iniciamos nossa busca para a felicidade.


No início, esta busca é muito árdua porque além da dificuldade em ver o que acontece, tendemos a criar resistência. E como o sofrimento é um apego/vício acabamos retornando à ele e vamos percorrendo este caminho até que tenhamos aprendido a não voltar mais.


Por mais incrível que pareça, o processo se torna difícil por conta de não sabermos viver de forma diferente, sem a mesma atenção de antes.


Não sabemos ser felizes, não estamos acostumados a isso. Não estamos acostumados a encarar pequenos problemas como coisas naturais. Não estamos acostumados a reconhecer o valor que temos em nós pelo que somos, aprendemos a depender do outro para nos valorizar.


Encontramos dificuldade em não fazer parte do grupo, podemos nos sentir excluídos deste mundo onde as disputas se dão por conta de quem sofre mais. Temos medo da falta de identificação e da rejeição. Temos medo de brilhar.



“Nosso maior medo não é o de sermos incapazes.
Nosso maior medo é descobrir que somos muito mais poderosos do que pensamos.
É nossa luz e não nossas trevas, aquilo que mais nos assusta.
Vivemos nos perguntando: quem sou eu, que me julgo tão insignificante, para aceitar o desafio de ser brilhante, sedutora, talentosa, fabulosa?
Na verdade, por que não?
Procurar ser medíocre não vai ajudar em nada o mundo ou os nossos filhos.
Não existe nenhum mérito em diminuir nossos talentos, apenas para que os outros não se sintam inseguros ao nosso lado.
Nascemos para manifestar a glória de Deus – que está em todos, e não apenas em alguns eleitos. Quando tentamos mostrar esta glória, inconscientemente damos permissão para que nossos amigos possam também manifestá-la.
Quanto mais livres formos, mais livres tornamos aqueles que nos cercam.”



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Deus Nunca Erra



Deus Nunca Erra



Deus sabe exatamente o que você pode e não pode suportar...

Reflitam!!

Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus.
Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.
Em todas as situações dizia:

- Meu Rei, não desanime, porque Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele nunca erra!

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei.
O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:

- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.

O servo respondeu:

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!!!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva.
Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício.
Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, observou furioso:

- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo. E o Rei foi libertado.

Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença.
Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu?

O servo sorriu e disse:

- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum.

Portanto, lembre-se sempre:

TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO. ELE NUNCA ERRA!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Formas de Caridade






Formas de Caridade




1. INTRODUÇÃO


A caridade é muito falada e discutida não só no meio espírita como também em todas as religiões. Procuramos anotar algumas formas materiais e espirituais de caridade. É possível, contudo, distinguir uma forma da outra? Onde está posta a verdadeira caridade?


2. CONCEITO
Formas. Aspectos de uma coisa abstrata; modos de apresentar um objeto.
Caridade. Amor a Deus e ao próximo é uma virtude que, com a justiça, regula o procedimento moral do homem para com os outros seres e, especialmente, para com os outros homens.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A palavra caridade é muito ventilada no meio religioso. O Espiritismo, no seu tríplice aspecto de ciência, filosofia e religião, não foge à regra. Convém, contudo, prestarmos atenção ao seu uso, para que não caia no lugar-comum como sói acontecer com o termo Evangelho que, de tanto ser usado, acabou perdendo o seu sentido original de boa nova trazida por Jesus Cristo. O Espiritismo, como libertador de consciências, traz-nos sempre novas interpretações de temas antigos e atuais. Isto é feito pela comunicação dos Espíritos superiores, que não medem esforços para descortinar novos horizontes aos habitantes deste planeta de provas e expiações. O incentivo à prática das virtudes evangélicas é para que os seres humanos se libertem do mal. Sem esses avisos salutares, a humanidade levaria muito mais tempo para conquistar novos postos de evolução moral e espiritual.

4. ASPECTOS GERAIS DA CARIDADE

4.1. A FAMÍLIA UNIVERSAL

De acordo com o cristianismo, Deus é o pai, o Criador do universo. Em seguida, temos Jesus como o filho predileto e irmão maior. Posteriormente, estão alinhados todos os outros seres humanos. Como cada um de nós faz parte desta família universal, amar a Deus não pode ser feito sem que amemos o nosso próximo. Observe que a definição de caridade diz exatamente isso, ou seja, "amar a Deus e ao próximo". Por essa razão, percebemos que somente fazendo bem ao próximo é que podemos dizer que amamos a Deus. Expressar simplesmente as palavras "eu amo a Deus" não necessariamente retrata o amor verdadeiro a Deus. É preciso ratificá-lo em pensamentos, palavras e atos.

4.2. ORIGENS DA CARIDADE

As origens da caridade estão assentadas nos costumes e nos atos de Jesus Cristo. Antes de sua vinda, as mães vendiam os seus filhos, os velhos eram abandonados em praça pública, a mulher tratada como escrava. Com a sua presença, um novo clarão apareceu, pois os seus exemplos de obediência ao Pai mudaram a mentalidade da humanidade e fizeram com que cada pessoa pensasse em auxiliar o seu próximo, porque também poderia estar nesta situação num futuro próximo. "O Mestre não se limita a ensinar o bem. Desce ao convívio da multidão e materializa-o com o próprio esforço. Cura os doentes na via pública, sem cerimônia, e ajuda a milhares de ouvintes, amparando-os na solução dos mais complicados problemas de natureza moral, sem valer-se das etiquetas de culto externo". (Xavier, 1980, p. 72)


4.3. A CARIDADE COMPLEMENTA A JUSTIÇA

A caridade, embora possa ser estudada isoladamente, ela aparece ligada à justiça. E há necessidade de estarem juntas, porque a caridade complementa a justiça. Como se explica? A justiça é racional e fria; na caridade, há o exercício do sentimento do coração. Allan Kardec diz que "o amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, como irmãos"". (Kardec, 1995, pergunta 886)


5. A CARIDADE MATERIAL

5.1. ESMOLA

A esmola faz parte da tradição cristã. Vendo uma pessoa estendendo a sua mão, tiramos uma moeda do bolso e damos ao nosso próximo. Este dinheiro é útil porque pode aliviar a sua fome. Francisco de Vitória diz que "Quando alguém está morrendo de fome, a esmola física é superior à esmola espiritual". É preciso verificar, entretanto, se a doação do dinheiro não está queimando a mão de quem o recebe. Jacques Delille, por outro lado, lembra-nos de que "A caridade que se faz apenas por meio da esmola é um meio de conservar a miséria".


5.2. DOAÇÃO DE ROUPAS E ALIMENTOS

Os Centros Espíritas, de uma maneira geral, oferecem uma oportunidade de praticarmos a caridade material, pois têm um departamento, denominado de Assistência Social, que fornece roupas e alimentos aos mais necessitados. Para suprirmos o estoque, pegamos algumas peças de roupas que não usamos mais, compramos alguns quilos de alimentos e levamos ao Centro Espírita que freqüentamos. Neste quesito, cabe a lembrança de que "a mão esquerda não deve saber o que a direita fez".


5.3. DOAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS

Muitos chefes de família bancam a faculdade de um parente, de um vizinho. Esta bolsa de estudo tira o seu próximo da ociosidade e o prepara para uma profissão. É uma ação meritória. Contudo, para evitar a intromissão do orgulho e da presunção, reflitamos com Thomas A. Kempis: "Muitas vezes parece caridade o que não passa de amor-próprio, porque a inclinação da natureza, a vontade própria, a esperança da recompensa, o gosto da comodidade, rara vez nos abandonam. Quem possui caridade verdadeira e perfeita, em nada busca a si próprio, pelo contrário, o que deseja apenas é que Deus seja glorificado em todas as coisas".

6. CARIDADE ESPIRITUAL

6.1. DOAR TEMPO COM O ESQUECIMENTO DO EU

Doar dinheiro, roupas e alimentos não é tarefa complicada; basta que tenhamos de sobra. Geralmente, não representa sacrifício algum. Doar tempo em beneficio do próximo, com o esquecimento do eu já exige abnegação. Quantas não são as vezes que nos requisitam para uma atividade caritativa e alegamos que temos outra coisa para fazer? Quantas não são as vezes que nos escondemos com medo que descubram o nosso eu? "Amemo-nos uns aos outros e façamos a outrem o que quereríamos que nos fosse feito", eis o fundamento de toda a religião, de toda a moral.

6.2. SACRIFÍCIO TOTAL DA LIBERDADE HUMANA

A verdadeira caridade implica o sacrifício total da liberdade humana. Tal qual Jesus se sacrificou na cruz, o mesmo deveríamos fazer em nossos dias. É o sacrifício de uma indolência, de uma má recepção, de uma reprimenda. Há um grande mérito em saber calar para deixar falar um mais tolo; saber ser surdo quando uma palavra de zombaria escapa da boca escarnecedora; saber obedecer aos imperativos da vontade de Deus, quando nos obrigam a fazer algo despropositado.

6.3. CARIDADE DESCONHECIDA, UM EXEMPLO

O Espírito Néio Lúcio, no capitulo 20, de Jesus no Lar, dá-nos um exemplo vivo de como se pode fazer caridade sem ter dinheiro. Conta a história de um indivíduo, pai de família, que tencionava praticar caridade, mas não tinha dinheiro. Dava, contudo de si mesmo, quanto possível em boas palavras, gestos pessoais e estímulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade. Extinguia pensamentos inferiores, refreava a cólera, fazia silêncio diante de uma ofensa; chegava, inclusive, a retirar detritos e pedras das ruas que porventura oferecem perigo para os transeuntes. Temia o julgamento das autoridades celestes, mas quando desencarna é aureolado por brilhante diadema, que representava a guerra contra o mal em que se fizera valoroso empreiteiro.

7. CONCLUSÃO

Recordando os avisos espirituais, podemos dizer que a caridade se faz de diversas maneiras, ou seja, por pensamentos, palavras e atos. Saibamos, assim, pensar bem para que as nossas palavras sejam sãs, a fim de que possam ser transformadas em atos puros de bondade na sociedade.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA


KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.
XAVIER, F. C. Jesus no Lar, pelo Espírito Néio Lúcio. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1966.
XAVIER, F. C. Roteiro, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980.








Corpo Físico


O nosso corpo físico é a nossa morada. Ele precisa do nosso amor, 
do nosso respeito e dos nossos cuidados constantes. 
Sendo a morada da alma reflete o estado do espírito. 
Quando estamos bem, nosso corpo se mostra equilibrado e tranquilo, 
porém quando nosso espírito está em crise logo percebemos 
os reflexos desse descompasso no nosso corpo, na nossa morada.
É certo que sendo o espírito imortal carrega com ele todas as suas 
conquistas e, também, as suas mazelas, por isso muitas vezes 
o nosso corpo, embora estejamos bem apresenta algum problema.
Cabe a cada um de nós a busca pelo equilíbrio físico e espiritual, 
de modo que possamos refletir hoje a nossa melhor fase, 
a nossa melhor veste espiritual. Aproveitemos a oportunidade 
bendita da reencarnação para darmos mais um passo adiante.
Uma das coisas que podemos fazer é observar e sentir os avisos 
do nosso corpo. Ele conversa conosco o tempo todo, porém, 
muitas vezes ignoramos sumariamente os seus sinais. 
Quando fazemos isso ele é obrigado a gritar, por meio das doenças 
para nos avisar que algo está no caminho errado.
Vamos aprender a ouvir os nossos próprios sinais. Paremos por um 
minuto e observemos o que o nosso corpo, a nossa morada está 
nos pedindo? Precisa de sono? então durma, está se sentindo 
envenenado com o tipo de alimento que estamos ingerindo? 
Vamos prestar atenção ao que estamos colocando dentro da nossa casa. 
Temos uma grande responsabilidade em fazer a nossa máquina funcionar 
o melhor possível, enquanto estivermos aqui encarnados e, 
responderemos pelos abusos cometidos contra nós mesmos, portanto meus 
irmãos Amem-se! Cuidem-se! E Tenham respeito por este maravilhoso 
instrumento que vos foi dado por empréstimo divino.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Perda de Pessoas Amadas





Perdas De Pessoas Amadas





Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.


Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.


Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.


É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?


Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.


Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.

Caridade, A Meta


Caridade, A Meta




Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.

Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.

Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.

Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.

Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-te de um mister de pequena monta.

Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.

Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.

A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.

Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.

A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-econômica, visíveis em toda parte.

Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.

A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;

a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;

a tolerância, em favor dos ofensores;

a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;

a piedade, dirigida ao opressor e déspota;

a oração intercessória, pelo adversário;

a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;

a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinqüência e a loucura…

A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.

Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.

Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.

Caridade, pois, eis a meta.




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Terremotos





Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755),

o Rei perguntou ao General o que

se havia de fazer.

Ele respondeu ao Rei:

‘Sepultar os mortos,
cuidar dos vivos e fechar os portos‘.


Essa resposta simples,

franca e direta tem muito

a nos ensinar.


Muitas vezes temos em nossa vida

‘terremotos‘ avassaladores,

o que fazer?

Exatamente o que disse o General:

‘Sepultar os mortos,
cuidar dos vivos e fechar os portos‘.


E o que isso quer dizer para a nossa vida?


Sepultar os mortos significa que não adianta

ficar reclamando e chorando o passado.

É preciso ‘sepultar’ o passado.

Colocá-lo debaixo da terra.

Isso significa ‘esquecer’ o passado.

Enterrar os mortos.


Cuidar dos vivos significa que,

depois de enterrar o passado,

em seguida temos que cuidar do presente.

Cuidar do que ficou vivo.

Cuidar do que sobrou.

Cuidar do que realmente existe.


Fazer o que tiver que ser feito para

salvar o que restou do terremoto.


Fechar os portos significa não deixar as

‘portas’ abertas para que novos

problemas possam surgir ou

‘vir de fora’ enquanto estamos

cuidando e salvando o que restou

do terremoto de nossa vida.

Significa concentrar-se na reconstrução,

no novo.


É assim que a história nos ensina.

Por isso a história é ‘a mestra da vida‘.

Portanto,

quando você enfrentar um terremoto,

lembre-se:

enterre os mortos,
cuide dos vivos e feche os portos.

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