Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

terça-feira, 24 de abril de 2012

Evolução do Espiritismo


Evolução do Espiritismo - André Luiz



Muito embora os desentendimentos e suplementações marginais, compreensivelmente encontradiços aqui e ali, em nossas atividades, não se pode negar o seguro avanço do Espiritismo, em seu primeiro século de existência.

Dentre as múltiplas conquistas em que se lhe verifica o progresso, apontemos ligeiramente nas construções que lhe dizem respeito:

A valorização do aspecto moral e das conseqüências religiosas.

O estabelecimento necessário da separação entre mediunidade e doutrina.
A acomodação do fenômeno em lugar adequado.

A compreensão do médium por personalidade humana falível.

O reconhecimento de que a desencarnação não altera a criatura de maneira fundamental.

O impositivo de análise nas comunicações e revelações.

A exigência de moralidade e objetivos edificantes nas investigações psíquicas.

O esclarecimento mais amplo em torno de determinadas manifestações dos desencarnados.

A sublimação gradativa das faculdades de efeitos físicos, transferidas de espetáculos menos úteis ao socorro da Humanidade sofredora.

O afastamento gradual da evocação direta.

O aperfeiçoamento das atividades alusivas à desobsessão.

O repúdio à polêmica religiosa.

A elevação do vocabulário doutrinário.
O desbaste natural das influências de outros credos e a poda espontânea de rituais do magismo.

A confirmação progressiva dos princípios espíritas por parte da ciência terrestre.

A melhoria dos processos de divulgação na imprensa falada e escrita.

A orientação clara quanto à educação da infância.

A formação de núcleos da juventude espírita em movimentos próprios.

A criação da literatura espírita.

A intensificação das obras de assistência social.

O culto do Evangelho em família, nos recintos domésticos.

A simplificação de hábitos e definição de atitude da vida dos espíritas.
À vista de semelhantes ocorrências, efetivamente incontestes, reunamos ideais e energias, emoção e discernimento na ampliação do trabalho espírita que nos compete na Seara Redentora de Jesus, com as chaves elucidativas de Allan Kardec, transformando convicção em serviço e convertendo as sensações do maravilhoso em noções de responsabilidade que nos preparem o cérebro e o coração para a Vida Maior.

André Luiz, através da mediunidade de Francisco Candido Xavier, trouxe ao longo das páginas do livro Evolução em dois mundos, material ernriquecedor para complementarmos a informação acerca da evolução espiritual do homem

Deixo aqui algumas partes dessa precisosidade mediunica

Evolução e corpo espiritual

PRIMÓRDIOS DA VIDA —

Procurando fixar idéias seguras acerca do corpo espiritual, será preciso remontarmos, de algum modo, aos primórdios da vida na Terra, quando mal cessavam as convulsões telúricas, pelas quais os Ministros Angélicos da Sabedoria Divina, com a supervisão do Cristo de Deus, lançaram os fundamentos da vida no corpo ciclópico do Planeta.

A matéria elementar, de que o eletrão é um dos corpúsculos-base( ), na faixa de experiência evolutiva sob nossa análise, acumulada sobre si mesma, ao sopro criador da Eterna Inteligência, dera nascimento à província terrestre, no Estado Solar a que pertencemos, cujos fenômenos de formação original não conseguimos por agora abordar em sua mais íntima estrutura.

A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva.
Dessa geléia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações...

Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores, permutando-os entre si, sob a ação do calor interno e do frio exterior, as mônadas celestes exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído.
Séculos de atividade silenciosa perpassam, sucessivos...

NASCIMENTO DO REINO VEGETAL —

Aparecem os vírus e, com eles, surge o campo primacial da existência, formado por nucleoproteínas e globulinas, oferecendo clima adequado aos princípios inteligentes ou mônadas fundamentais, que se destacam da substância viva, por centros microscópicos de força positiva, estimulando a divisão cariocinética.

Evidenciam-se, desde então, as bactérias rudimentares, cujas espécies se perderam nos alicerces profundos da evolução, lavrando os minerais na construção do solo, dividindo-se por raças e grupos numerosos, plasmando, pela reprodução assexuada, as células primevas, que se responsabilizariam pelas eclosões do reino vegetal em seu início.
Milênios e milênios chegam e passam...

FORMAÇÃO DAS ALGAS —

Sustentado pelos recursos da vida que na bactéria e na célula se constituem do líquido protoplásmico, o princípio inteligente nutre-se agora na clorofila, que revela um átomo de magnésio em cada molécula, precedendo a constituição do sangue de que se alimentará no reino animal.

O tempo age sem pressa, em vagarosa movimentação no berço da Humanidade, e aparecem as algas nadadoras, quase invisíveis, com as suas caudas flexuosas, circulando no corpo das águas, vestidas em membranas celulósicas, e mantendo-se à custa de resíduos minerais, dotadas de extrema motilidade e sensibilidade, como formas monocelulares em que a mônada já evoluída se ergue a estágio superior.
Todavia, são plantas ainda e que até hoje persistem na Terra, como filtros de evolução primária dos princípios inteligentes em constante expansão, mas plantas superevolvidas nos domínios da sensação e do instinto embrionário, guardando o magnésio da clorofila como atestado da espécie.

Sucedendo-as, por ordem, emergem as algas verdes de feição pluricelular, com novo núcleo a salientar-se, inaugurando a reprodução sexuada e estabelecendo vigorosos embates nos quais a morte comparece, na esfera de luta, provocando metamorfoses contínuas, que perdurarão, no decurso das eras, em dinamismo profundo, mantendo a edificação das formas do porvir.

DOS ARTRÓPODOS AOS DROMATÉRIOS E ANFÍTRIOS –

Mais tarde, assinalamos o ingresso da mônada, a que nos referimos, nos domínios dos artrópodos, de exosqueleto quitinoso, cujo sangue diferenciado acusa um átomo de cobre em sua estrutura molecular, para, em seguida, surpreendê-la, guindada à condição de crisálida da consciência, no reino dos animais superiores, em cujo sangue — condensação das forças que alimentam o veículo da inteligência no império da alma — detém a hemoglobina por pigmento básico, demonstrando o parentesco inalienável das individuações do espírito, nas mutações da forma que atende ao progresso incessante da Criação Divina.

Das cristalizações atômicas e dos minerais, dos vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas, das algas e dos vegetais do período pré-câmbrico aos fetos e às licopodiáceas, aos trilobites e cistídeos aos cefalópodes, foraminíferos e radiolários dos terrenos silurianos, o princípio espiritual atingiu espongiários e celenterados da era paleozóica, esboçando a estrutura esquelética.

Avançando pelos equinodermos e crustáceos, entre os quais ensaiou, durante milênios, o sistema vascular e o sistema nervoso, caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos, procedentes dos répteis teromorfos.

Viajando sempre, adquire entre os dromatérios e anfitérios os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência.

FAIXAS INAUGURAIS DA RAZÃO –

Estagiando nos marsupiais e cretáceos do eoceno médio, nos rinocerotídcos, cervídcos, antilopídeos, eqüídeos, canídeos, proboscídeos e antropóides inferiores do mioceno e exteriorizando-se nos mamíferos mais nobres do plioceno, incorpora aquisições de importância entre os megatérios e mamutes, precursores da fauna atual da Terra, e, alcançando os pitecantropdides da era quaternária, que antecederam as embrionárias civilizações paleolíticas, a mônada vertida do Plano Espiritual sobre o Plano Físico( ) atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando, assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão.

ELOS DESCONHECIDOS DA EVOLUÇÃO –

Compreendendo-se, porém, que o princípio divino aportou na Terra, emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o arquétipo a que se destina, qual a bolota de carvalho encerrando em si a árvore veneranda que será de futuro, não podemos circunscrever-lhe a experiência ao plano físico simplesmente considerado, porquanto, através do nascimento e morte da forma, sofre constantes modificações nos dois planos em que se manifesta, razão pela qual variados elos da evolução fogem à pesquisa dos naturalistas, por representarem estágios da consciência fragmentária fora do campo carnal propriamente dito, nas regiões extrafísicas, em que essa mesma consciência incompleta prossegue elaborando o seu veículo sutil, então classificado como protoforma humana, correspondente ao grau evolutivo em que se encontra.

EVOLUÇÃO NO TEMPO –

É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do Plano Superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o Auxílio das Potências Sublimes que lhe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos do mundo íntimo, fixando-os na tessitura da própria alma.

Contudo, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o ser, automatizado em seus impulsos, na romagem para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época quaternária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos. Isso é perfeitamente verificável na desintegração natural de certos elementos radioativos na massa geológica do Globo. E entendendo-se que a Civilização aludida floresceu há mais ou menos duzentos mil anos, preparando o homem, com a bênção do Cristo, para a responsabilidade, somos induzidos a reconhecer o caráter recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a automatizar na constituição fisiopsicossomática do espírito humano as aquisições morais que lhe habilitarão a consciência terrestre a mais amplo degrau de ascensão à Consciência Cósmica( ).


O espiritismo explica que o surgimento da vida só foi possível através do principio inteligente, explica também que a vida existia em estado latente, e eclodiu pela massa gelatinosa.
Desta forma, não seria possível a existência de vida sem a intervenção do princípio inteligente, principio este que teve a sua evolução ao longo dos milénios.
Primeiro sob o nome de mônada nas expressões mais simples da vida e depois no processo de adaptação, reacção a estímulos e em todo o processo de recapitulação foi absorvendo em si o património evolutivo, desde o reino mineral ao reino hominal.
Constatamos por isso mesmo que que o espírito é o agente, pois ele é a força viva que nutre e actua sobre a matéria, desde as formas de vidas mais simples às mais complexas.

A mônada foi-se adaptando, tornando-se portanto capaz por si só de assumir a iniciativa das suas conquistas pelo processo de repetição e adaptação.
Através da lei da repetição, da reacção aos estímulos, e da experiencia no processo evolutivo desde as formas microscópicas até às mais desenvolvidas, a mônada adquiriu um imenso património que fez dela auto-suficiente, ou seja, o património alcançado pelas diversas fases evolutivas, dotou a mônada de potencial para se governar por si só em todas as manifestações celulares, passando às sensações, ao instinto, passando pela reprodução assexuada para mais tarde ingressar na reprodução sexuada.
Por outro lado, com a reprodução sexuada, inaugura-se o cruzamento de DNA, com outras espécies, dando origem a outras espécies novas.
Também com a morte, e consequente reencarnação, a mônada, traz consigo as experiencias do património genético já acumuladas.
Desta forma, com o processo de selecção e repetição e de património acumulado, a mônada passa a ser conduzida por si só, ou seja, as suas conquistas alcançadas pelo crivo da selecção, fizeram que adquirisse um manancial de valores de organização, de memoria, percepção, instinto, sensibilidade, e preservação própria através da reprodução, fazendo com que através do milénios passa-se pelas diversas fases evolutivas chegando à razão.

Os seres vivos são formados por espírito e matéria, deste forma o princípio inteligente, faz com que as células do campo material e espiritual através de leis, se adaptem através de comportamentos, denominado também por repetição ou aprendizado, onde se vai conquistar todo um património, que se vai especializando, adaptando-se de maneira a atingir determinado ponto evolutivo.
No processo de adaptação, há a necessidade de resposta a estímulos, que vai sendo adquirido, aprimorando os estímulos e os reflexos necessários a sua sobrevivência.

Desta forma, os estímulos e os reflexos adquiridos promovem conquistas automáticas no pensamento, fazendo desenvolver todas as células do corpo físico e espiritual.

Os estímulos proporcionados pelo meio, vão compondo um património, que será gerido pelo pensamento, e à medida que são consolidadas novas conquistas, a mente fica livre para outras novas conquistas, mais uma vez pela repetição, ou aprendizado.


Sintonia
A sintonia é um fenómeno de captação de ideias, através do pensamento.
O pensamento é um canal de comunicação, que funciona por um determinado padrão mental ou onda vibratória, onde se capta e emitem ideias.
Normalmente sintonizamo-nos com as ideias da mesma faixa mental, assim, podemos sintonizarmo-nos com mentes boas, se pensamos e agimos no bem, ou sintonizamo-nos com mentes más quando o nosso padrão mental se afiniza com entidades que emitem o mesmo tipo de pensamento.
È tudo uma questão de frequência vibratória, à semelhança de uma frequência de rádio, quando estamos sintonizados num canal, é só esse canal que captamos e não outro de frequência diferente.

Inconsciente
O inconsciente é um património resultante de um acumular de experiencias vividas que fica guardado no nosso património espiritual, que se manifesta através do pensamento, em face das recapitulações efectuadas ao longo dos milénios.
Sendo inconsciente, muitas vezes não se conseguem perceber essas ideias soltas que nos amarram a experiencias anteriores, no entanto, não é como dizem os materialistas um repositório de recalques ou de exclusões sociais, pois o materialista fala desta forma, porque não concebe a vida espiritual paralelamente a vida material.


Tendências
São o resultado das conquistas que impulsionam os nossos comportamentos.
São as conquistas já efectuadas pelo aprendizado ao longo das diversas experiencias, através da moral, da cultura , da ciência, etc

Os desejos
Os desejos são já a concretização de uma tendência através de uma acção promovida de forma consciente.
È também uma forma pela vontade própria de transformação de tendências e instintos em acções orientadas por qualidades adquiridas, que promovem a evolução.


Emotividade
È o resultado da permuta mental entre encarnados e desencarnados.
Essa permuta desperta em nós sentimentos de preconceitos ou concepções, que fazem parte do nosso património adquirido.

Sentimento, emoção e paixão.
O sentimento é uma permuta mental que está regulada, controlada e organizada.
A emoção é uma permuta mental sem controle.
A paixão é um sentimento super desenvolvido, que pode ser tanto dado a grandes realizações como a grandes quedas, dependendo do seu teor.


Os hábitos
O hábito é uma resposta automática a determinados estímulos.

Os automatismos
Automatismo é um processo de adaptação a estímulos, desenvolvida por mecanismos de repetição até se ter atingido uma perfeita adaptação conseguindo superar erros e consequentemente vencendo inabilidades.


A intuição
A intuição é um depósito de recursos já conquistados, que vai ser accionado sempre que um assunto nos é familiar.
Ou seja, quando achamos que estamos intuídos, na realidade estamos a activar uma faculdade de conhecimentos que nos são já familiares e que se manifestam automaticamente.

A razão
Razão é a faculdade que temos de pensar e de tomar opções de acordo com os padrões evolutivos da pessoa, no sentido de tomar as resoluções de acordo com o seu grau de entendimento e sintonia.

A vontade

A vontade é um atributo entre um impulso e uma acção, determinado a razão de decidir fazer ou não determinada acção.
A vontade é pois, um dispositivo mental que serve de acto entre o impulso e a acção, através da vontade de decidir optar por fazer ou não uma determinada opção, e que consequentemente responsabiliza o seu autor.

A tarefa do desenvolvimento do humano é essencialmente de carácter individual.
Apesar da vivência necessária em comunidade, pela lei da harmonia e da cooperação e do contacto entre os seres, cabe a cada ser a sua própria responsabilidade evolutiva.
O livre arbitreo, ou seja, a vontade individual é determinante no processo evolutivo de cada indivíduo, ou seja, a imposição de qualquer ideia, pode condicionar mas não é factor decisivo na evolução, pois cada homem tem a faculdade de decidir o caminho a percorrer.
Durante o processo evolutivo, em todas as suas fases, através dos desejos, tendências, hábitos, automatismos adquiridos, intuição, razão, e vontade, etc. o homem, por sua exclusiva responsabilidade, vai por si só adquirindo a própria experiencia, que o levará pela sua própria responsabilidade ao patamar evolutivo com o qual se afiniza.
È por esta razão que Deus na sua infinita sabedoria, nos dá a todos nós a responsabilidade de evoluirmos a medida da nossa vontade, não impondo nada a ninguém, por isso mesmo Jesus, também não impôs nada a ninguém, ele indicou o caminho e não obrigou ninguém a segui-lo.
Da mesma forma e por analogia deve ser o espiritismo, e nós estudantes do ABC do espiritismo deveremos ter isso em conta, quando nos deparamos com alguém de outras crenças religiosas, não impondo, apenas esclarecendo.

O plano maior tem essencialmente a função de orientação, cabendo ao ser individual o livre arbítreo de agir de acordo com a sua própria responsabilidade.
È isso que eu entendo, quer das mensagens de Jesus, quer das mensagens dos espíritos que se comunicam em favor dos encarnados.
Na fase hominal, quer durante o período de vigília, quer nos sonhos, no período de desdobramento, somos intuídos pelo plano maior, recebendo deles a orientação do caminho a seguir, porém, a cada um de nós cabe a responsabilidade de seguir essas orientações.
Antes da fase hominal, éramos guiados, porém agora somos apenas orientados.
A lei de Deus é sábia, logo, como nos cabe a nós decidir o caminho a seguir, somos responsáveis pelos nossos actos, se assim não fosse, sempre teríamos a desculpa de dizer que a culpa foi deste ou daquele, do encarnado ou do desencarnado, por conseguinte, sendo responsáveis pelo nossos próprios actos, também somos pela nossa própria evolução.


Excluir comentário Olá amigos

Este tema, a evolução é sem dúvida importante para nos conhecermos e para entendermos o que somos, espíritos em evolução.

O papel das ciências é fundamental no progresso do conhecimento científico, para desta forma evoluirmos no conhecimento.

Esse conhecimento revela e ajuda a compreender as leis materiais e ajuda também a compreender as leis divinas.

O espiritismo é uma ciência, filosofia e religião, no sentido em que ajudado pelo desenvolvimento da ciência, estuda as leis de Deus usando o método científico e estuda também a parte moral enquadrado na filosofia e na religião.

O espiritismo, afirmando desde o início pelo seu codificador Kardec, que não é uma ciência estática, tem de ser constantemente actualizado, pois à medida que avançamos no conhecimento, e estamos mais preparados, vamos ficando em condições de receber mais informações, actualizando-se e adequando-se ao estágio evolutivo que entretanto alcançamos.

A doutrina espírita, não sendo estática, está em constante actualização e vale-se do papel das ciências para comprovar os seus conhecimentos através do método científico, pois o seu conhecimento não é baseado em dogmas nem em ideias milenares preconcebidas como verdades imutáveis.
Ninguém pode hoje querer teorizar sobre a evolução do planeta, fazendo entrevistas a transeuntes, opinião não é saber!

A co-criação é uma atribuição admitida pelo espiritismo que tem por base as leis que regem a vida e consequentemente geram a evolução, evolução moral e espiritual., pela capacidade de gerar e trabalhar no sentido do crescimento espiritual.

Todos somos co-criadores, de acordo com a nossa capacidade, ou seja, cada qual cria dentro dos limites das suas possibilidades.

A co-criação é atributo de encarnados e de desencarnados.
O espiritismo admite a co-criação em plano menor como encarnados nas nossas actividades da vida comum.
A co-criação em plano maior é atribuída aos seres espirituais de elevado grau, que pela sua evolução actuam sobre as leis de Deus.

Jesus liderou um conjunto de seres evoluídos, que juntamente com Jesus, actuaram no desenvolvimento do nosso planeta, onde Jesus é o responsável maior, desde o momento da sua formação, que foi a cerca de 4,5 bilhões de anos onde Jesus como espírito evoluído que era, assumiu essa responsabilidade sob delegação de Deus.

Há fundamento em se supor existirem outros planetas habitados?

Concretamente a existência de vida é conhecida apenas no planeta terra.
Porém, o espiritismo como se vale das outras ciências, não pode afirmar concretamente a existência de vida noutros planetas.
Indirectamente podemos conceber a existência de planetas semelhantes ao nosso, portanto do mesmo nível evolutivo, e até em outros níveis de evolução.

A cosmogonia, diz-nos que constantemente são formadas novas galáxias, logo o espiritismo valendo-se das ciências admite que há uma co-criação permanente, onde se constata que o universo está sempre em evolução.

O espiritismo usando o contributo da espiritualidade superior encarregada de nos trazer estes novos conhecimentos, diz-nos concretamente por Emmanuel e André Luiz e de muitos outros espíritos que existe vida noutros planetas.

Os espíritos que colaboraram na elaboração da codificação dizem claramente que há vida noutros planetas e trazem-nos uma ideia das diferenças evolutivas desses mesmos mundos.
O próprio Jesus nos trouxe essa ideia quando afirmou “– Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. – Há muitas moradas na casa de meu pai. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos o lugar. E depois que eu me for, e vos aparelhar o lugar, virei outra vez e tomar-vos-ei para mim, para que lá onde estiver, estejais vós também. (João, XIV:1-3).

Desta forma a existência de vida noutros planetas é aceite pela doutrina espírita como verdade, sem no entanto poder ser para já comprovada, dada as nossas limitações sensoriais e perceptivas.

Diz-nos Allan Kardec na génese, cap. 6 Nº 59
É belo, sem dúvida, haver reconhecido quanto é ínfima a Terra e medíocre a sua importância na hierarquia dos mundos; é belo haver abatido a presunção humana, que nos é tão cara, e nos termos humilhado ante a grandeza absoluta; ainda mais belo, no entanto, será que interpretemos em sentido moral o espectáculo de que fomos testemunhas. Quero falar do poder infinito da Natureza e da ideia que devemos fazer do seu modo de acção nos diversos domínios do vasto Universo.
Diz-nos Allan Kardec na génese, cap. 6 Nº 60
Acostumados, como estamos, a julgar das coisas pela nossa insignificante e pobre habitação, imaginamos que a Natureza não pode ou não teve de agir sobre os outros mundos, senão segundo as regras que lhe conhecemos na Terra. Ora, precisamente neste ponto é que importa reformemos a nossa maneira de ver.
Lançai por um instante o olhar sobre uma região qualquer do vosso globo e sobre uma das produções da vossa natureza. Não reconhecereis aí o cunho de uma variedade infinita e a prova de uma actividade sem par? Não vedes na asa de um passarinho das Canárias, na pétala de um botão de rosa entreaberto a prestigiosa fecundidade dessa bela Natureza?
Apliquem-se aos seres que adejam nos ares os vossos estudos, desçam eles à violeta dos prados, mergulhem nas profundezas do oceano, em tudo e por toda a parte lereis esta verdade universal: A Natureza omnipotente age conforme os lugares, os tempos e as circunstâncias; ela é una em sua harmonia geral, mas múltipla em suas produções; brinca com um Sol, como com uma gota de água; povoada de seres vivos num mundo imenso com a mesma facilidade com que faz se abra o ovo posto pela borboleta.





Como teriam aparecido os primeiros elementos da vida na terra?

Os primeiros elementos de vida na terra surgiram depois do momento em que a terra estava preparada para receber os primeiros germes de vida.

Desde o momento do desprendimento da massa solar, segundo Emmanuel, Jesus e seus colaboradores no processo de co-criação, actuaram no sentido de dar ao nosso planeta um conjunto de condições necessárias a existência de vida humana na terra.

Para isso foram criadas todas as condições de temperatura, pressão atmosférica, da ionosfera, etc. que contribuíram para no momento apropriado Jesus e seus colaboradores co-criadores actuassem no sentido de dar vida ao planeta.

O planeta estava preparado com condições de vida em estado latente, porém precisava de um elemento necessário para a eclosão da vida no planeta.

Uma nuvem de forças cósmicas (protoplasma) desce sobre o orbe terrestre, como que uma força que activou os germes de vida.

André Luiz e Emmanuel, dizem que a elaboração da vida no planeta estava em estado latente até ao momento propicio para se desenvolver.

O protoplasma foi o gérmen da vida, a partir daí surgiram as primeiras formas de vida mais simples, ou seja as formas de vida mais elementares, primeiro de forma assexuada e mais tarde de forma sexuada.
Tratou-se pois de uma geração espontânea, concepção espírita do aparecimento da vida no planeta terra.



Há geração espontânea, hoje, na terra?

A geração espontânea na terra surgiu no momento em que a terra estava preparada para receber as primeiras formas de vida.

Com o surgimento do protoplasma foram activadas as primeiras formas de vida, começando pelos seres unicelulares, depois para seres pluricelulares, primeiro de forma assexuada, depois de forma sexuada.

A partir desse momento, com a assimilação desse protoplasma, os seres vivos existentes, ficaram em condições por si só co-criarem em plano menor, logo, não mais é necessária nem possível, a geração espontânea como forma de vida uma vez que os seres vivos existentes por si só são capazes de o fazerem, através da evolução que lhes proporcionaram recursos da reprodução.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...