Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Virtudes e Vicitudes


Melindre tem várias definições.

Pode ser definido como amabilidade, delicadeza no trato, recato, pudor.

No entanto, é quase certo que ao ser utilizado pelas pessoas, o conceito que expressa é de facilidade de se magoar, de se ofender,

Nesse sentido, tem sido comum a sua invocação, nas relações humanas.

As menores atitudes de um funcionário, de um amigo recebem a adjetivação imediata.

Por isso, amizades se diluem, desentendimentos acontecem,

duplicando mágoas de um e de outro lado.

Nas várias facetas do trabalho voluntário, melindre tem sido utilizado para justificar defecções, traições, desajustes e quebra moral de contratos de voluntariado.

Que ele existe, é verdade.

Mas que as pessoas se dão, por vezes, um valor maior do que verdadeiramente possuem e aguardam tratamento especial, também é verdade.

No entanto, um outro lado da questão se apresenta e tem sido esquecido, quase sempre.

Se melindre é a manifestação do orgulho ferido, não menos verdade que medra, entre as criaturas, muita falta de tato, delicadeza e gentileza.

Em nome de uma falsa caridade, de expressar a verdade, amigos e companheiros de trabalho se permitem lançar ao rosto do outro tudo que pensam.

E não medem palavras nas suas expressões.

É como se tomassem de pedras e as jogassem, sem piedade.

E o que esperam é que o outro aceite tudo.

Quando o agredido se insurge, quando toma uma atitude, quando fala de respeito, é tomado como aquele que se melindra.

Contudo, em nenhum momento o agressor, aquele que foi indelicado e feroz, se desculpa.

Não, ele está certo. O outro é que é portador de muito orgulho.

Nesse diapasão, vidas honradas de trabalho têm sido literalmente jogadas no lixo.

Servidores de anos têm tido seus esforços depreciados, como se fossem coisa alguma.

E o que critica maldosamente, o que aponta os erros mínimos é o herói, a pessoa correta. Refaçamos os passos enquanto é tempo. Antes de destruirmos valores afetivos preciosos.

Antes de atacarmos instituições centenárias com folha irrepreensível de dedicação e serviço à comunidade.

Examinemos quantas vezes a culpa nos compete.

Quantas vezes teremos sido nós os provocadores do afastamento de pessoas de nosso convívio.

Ou da instituição a que prestamos serviço.

Da nossa família, da nossa esfera de amizades.

Recordamos que, certa vez, em reunião de trabalho, um voluntário interrompeu de forma agressiva a fala do coordenador.

Reclamou e reclamou, ferindo e humilhando-o frente aos demais.

O ferido se calou, dolorido.

Depois de alguns dias, procurou o agressor em particular.

A sós com ele, expressou a sua mágoa, com o sincero objetivo de modificar a emoção ferida e apaziguar seu mundo íntimo.

O interlocutor, em vez de reconhecer a indelicadeza, reverteu a situação e deu o diagnóstico impiedoso:

não houvera agressão de sua parte.

O outro é que se melindrara.

Pensemos nisso.

Será que a constatação quase diária de melindre nos outros não se tornou uma válvula de escape para nós? Uma desculpa para a nossa rispidez quotidiana, o nosso relaxamento no trato com o semelhante?

Quem se melindra, deve trabalhar para se tornar menos susceptível.

Mas quem provoca o melindre não pode se esquecer da lei de caridade, da afabilidade e da doçura preconizados por Jesus:

"Bem-aventurados os mansos e pacíficos."

A BENEFICÊNCIA

Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos.

Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: "Amai-vos uns aos outros."

Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da caridade encontra ela ventura e consolação.

Sede bons, amparai os vossos irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo.

Cumprido esse dever, abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna.

Ao demais, qual dentre vós ainda não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa?

Se unicamente buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na senda do progresso espiritual.

Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a boa-vontade.

Notai que a vossa história guarda piedosa lembrança de uma multidão de homens de bem.

Não vos disse Jesus tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor?

Por que desprezar os seus ensinamentos divinos?

Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas.

Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável.

Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as.

Homens fortes, armai-vos;

homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas.

Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina.

Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros.

Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis.

A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas.

Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa.

A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura.

Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino?

Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade?

Não ouso falar do que fiz, porque também os Espíritos têm o pudor de suas obras; considero, porém, a que iniciei como uma das que mais hão de contribuir para o alívio dos vossos semelhantes.

Vejo com frequência os Espíritos a pedirem lhes seja dado, por missão, continuar a minha tarefa. Vejo-os, minhas bondosas e queridas irmãs, no piedoso e divino ministério; vejo-os praticando a virtude que vos recomendo, com todo o júbilo que deriva de uma existência de dedicação e sacrifícios.

Imensa dita é a minha, por ver quanto lhes honra o carácter, quão estimada e protegida é a missão que desempenham.

Homens de bem, de boa e firme vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade; no exercício mesmo dessa virtude, encontrareis a vossa recompensa; não há alegria espiritual que ela não proporcione já na vida presente.

Sede unidos, amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja.


A BENÇÃO DO PERDÃO

Uma nuvem espessa pairava sobre a alma daquela mãe sofrida...

O seu jovem filho, criado com amor e desvelo, fora assassinado por um amigo

dominado pelas drogas.

O desespero e a amargura eram suas companhias permanentes.

Os olhos fundos e a palidez denunciavam as noites de insônia e a falta de alimentação

Uma amiga a convidou, talvez inspirada pela providência divina, a buscar ajuda do orador e médium espírita de extrema seriedade e profunda dedicação ao bem, Divaldo Pereira Franco. Era início da noite na cidade de Salvador, quando as duas senhoras adentraram a casa espírita singela, onde o médium atende aqueles que o procuram em busca de consolo e esperança. Divaldo percebeu que se tratava de um caso grave e atendeu aquela mãe prontamente,

com grande ternura.

Aos poucos a senhora ia contando o drama ocorrido, falando que um amigo do filho o havia alvejado por motivos banais, de ligeiro desentendimento entre ambos.

Enquanto a progenitora narrava o seu drama, aproxima-se do médium a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, trazendo o jovem assassinado, ainda convalescente, e diz a Divaldo para transmitir à mãe sofrida, algumas palavras do filho.

Naquele momento o filho, tomando emprestada a aparelhagem fonadora do médium, fala à mãezinha palavras de conforto.

Disse para que não cometesse o suicídio, como estava pretendendo, pois esse crime a afastaria ainda mais dele, e por mais tempo.

Pediu à mãe que se lembrasse da mãe do amigo que cometera o crime e agora estava detido pelas grades da justiça humana, numa cadeia, entre criminosos comuns.

Aquela mãe, sim, era muito infeliz, pois seu filho é o verdadeiro desgraçado e não ele, que agora estava sob o amparo de amigos espirituais atenciosos e fraternos.

Ao ouvir a voz inconfundível do filho querido, que julgava ter desaparecido para sempre, a mulher abraça com ternura o médium, por cuja boca se podiam ouvir as palavras amáveis e lúcidas do jovem assassinado.

Sob a inspiração da benfeitora do além, Divaldo aconselha a mulher a considerar o estado de alma da outra mãe, da mãe do assassino, e pensar na possibilidade do perdão.

Na semana seguinte, quando o médium baiano se preparava para atender aqueles que o buscavam na singeleza da casa espírita, vê adentrarem a sala duas senhoras,

Pálidas e de aspecto sofrido

Uma ele já conhecia, a outra lhe era estranha. Quando chegou a vez de atendê-las, a mulher que estivera ali na semana anterior lhe apresentou a companheira,

dizendo ser a mãe do amigo do seu filho.

O medium entendeu que ela havia seguido os conselhos ali recebidos e buscava ajudar aquela mãe mais infeliz que ela própria.

Conversaram por longo tempo. Ao se despedir das duas senhoras, Divaldo percebeu que um raio de luz penetrava suavemente aquelas almas doloridas.

A luz do perdão se fazia bênção de paz e gerava serena harmonia naqueles corações dilacerados pela dor da separação dos filhos bem-amados, embora por motivos diversos.

Na medida em que o tempo ia passando, as duas mães encontraram motivos para voltar a sorrir, e juntas visitavam o jovem no cárcere.

Fundaram uma casa de recuperação de toxicômanos para ajudar outros tantos jovens a se libertar das cadeias infelizes das drogas.

O perdão é uma das mais belas provas de confiança nas soberanas leis de Deus.

Quem perdoa sabe que Deus é justiça e, por isso mesmo, suas leis jamais se enganam.

Perdoar é receber com resignação os fatos que não se pode evitar ou mudar, com a certeza de que a justiça divina não se equivoca e nada acontece conosco se o Criador não permitir.


BILHETE AO CORAÇÃO

Hoje compreendo que os golpes do mundo são amparo providencial

às nossas necessidades de reparação.

Que seria de nós sem o sofrimento que nos ajuda a retificar e aprender?

Terra sem arado, permaneceríamos entre os vermes e as plantas daninhas ou, pedra bruta, jamais nos transformaríamos na obra de utilidade e beleza que o buril deve realizar.

Tenhamos calma e paciência.

Devemos à enxada a alegria da mesa farta e, por vezes, ao remédio amargo, a felicidade da cura. Um dia saberemos tudo.

Por agora, baste-nos a convicção de que nos compete trabalhar, incessantemente, para o bem, porquanto a chave do serviço nos descerrará a sublimidade da experiência e com a experiência elevada marcharemos para a comunhão com Deus.



Não nos cansemos de ajudar.

O auxílio aos outros tem uma força desconhecida em nosso favor.

Quem tudo dá, tudo recebe.

Quem se afasta da ilusão, aproxima-se da verdade, adquirindo a companhia da humildade e do amor, os dois anjos invisíveis que abrem as portas do Céu.

Cultivando a serenidade e o bem, no círculo de nossa luta, roguemos, pois, ao Senhor ilumine a nossa cruz.


BENEVOLÊNCIA E FIRMEZA

Conta uma lenda chinesa que certa vez, achava-se Confúcio, o grande filósofo, na sala do rei.

Em dado momento, o soberano, afastando-se por alguns instantes dos ricos mandarins que o rodeavam, dirigiu-se ao sábio chinês e lhe perguntou:

"dizei-me, ó honrado Confúcio. Como deve agir um magistrado? Com extrema severidade a fim de corrigir e dominar os maus, ou com absoluta benevolência a fim de não sacrificar os bons?"

Ao ouvir as palavras do rei, o ilustre filósofo conservou-se em silêncio.

Passados alguns minutos, de profunda reflexão, chamou um servo, que estava por perto, e pediu-lhe que trouxesse dois baldes um com água fervente e outro com água gelada.

Havia na sala, adornando a escada que conduzia ao trono,

dois lindos vasos dourados de porcelana.

Eram peças preciosas, quase sagradas, que o rei apreciava muito.

E, com a maior naturalidade, ordenou o filósofo ao servo:

"quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com a água fervente e o outro com a água gelada!"

Preparava-se o servo obediente para despejar, como lhe fora ordenado, a água fervente num dos vasos e a gelada no outro quando o rei, saindo de sua estupefação, interrompeu-o com incontida energia:

"que loucura é essa, venerável Confúcio! Queres destruir essas obras maravilhosas?

A água fervente fará, certamente, arrebentar o vaso em que for colocada e a água gelada fará partir-se o outro!”

Confúcio tomou, então, um dos baldes, misturou a água fervente com a água gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.

O poderoso monarca e seus mandarins observavam atônitos a atitude singular do filósofo.

Este, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e falou:

"a alma do povo, ó rei, é como um vaso de porcelana, e a justiça é como água.

A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são igualmente desastrosas para a delicada porcelana.”

“Por isso é sábio e prudente que haja um perfeito equilíbrio entre a severidade, com que se pode corrigir o mau, e a benevolência, com que se deve educar o bom."

Energia e doçura são medidas eficazes para uma educação bem sucedida.

Jesus, o maior educador de todos os tempos, sabia dosar com equilíbrio essas duas medidas. Ordenava, com firmeza, aos Espíritos infelizes que se afastassem de suas vítimas e eles obedeciam prontamente.

Falava com ternura aos corações endurecidos e estes se abriam para receber

a Boa Nova do Seu Evangelho.

Expulsou, com energia, e sem violência, os mercadores do templo, e perguntou com doçura a Saulo de Tarso na estrada de Damasco:

Saulo, Saulo, por que me persegues?

Jamais se intimidou diante dos fariseus hipócritas que desejavam confundi-lo e perdê-lo, nem deixou de responder com ternura às perguntas daqueles que tinham sede de saber.

Portanto, a sabedoria do Mestre de Nazaré está a nos dizer que a alma humana é passível de ser corrigida e educada,

mas que é preciso saber usar a energia e a doçura na medida certa.


AJUDE SEMPRE

Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume.

Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.

No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.

Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.

Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.

Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.

Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.

Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.

Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.

É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.

André Luiz/ Francisco Cândido Xavier


UM MOMENTO

Antes de negar-se aos apelos da caridade, medite um momento nas aflições dos outros.

Imagine você no lugar de quem sofre.

Observe os irmãos relegados aos padecimentos da rua e suponha-se constrangido à semelhante situação.

Repare o doente desamparado e considere que amanhã provavelmente seremos nós candidatos ao socorro na vida pública.

Contemple as crianças necessitadas lembrando os próprios filhos.

Quando a ambulância deslize rente ao seu passo, conduzindo ao enfermo anônimo, pondere que, talvez um parente nosso extremamente querido, se encontre a gemer dentro dela.

Escute pacientemente os companheiros entregues à sombra do grande infortúnio e recorde que em futuro próximo, é possível estejamos na travessia das mesmas dificuldades.

Fite a multidão dos ignorantes e fracos; cansados e infelizes, julgando-se entre eles e mentalize a gratidão que você sentiria perante a migalha de amor que alguém lhe ofertasse.

Pense um momento em tudo isso e você reconhecerá que a caridade para nós todos é simples obrigação.

( André Luiz/Francisco Cândido Xavier)

VOCÊ E OS OUTROS

Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia. Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar

Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade. Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

Faça amizades desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.

Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.

Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo. Sorria à criança. Cumprimente o velhinho. Converse com o doente. Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

(Francisco Cândido Xavier/André Luiz)

UM SORRISO

Procure ser agradável em tudo o que tiver de fazer...

A maneira com que você se apresenta, na intimidade da sua família ou em público, significa muito para o bem que você deve praticar...

Que seja sempre suave a sua fisionomia, transmita sempre a paz onde aparecer...

Mostre sempre um sorriso que cause aos outros a impressão de que, apesar de viver entre problemas, você é capaz de demonstrar essa bondade que só existe nos bons e nos que só pensam em praticar o bem...

Faça do seu rosto o espelho da sua alma...

( Divaldo Pereira Franco/Joanna D'Angelis)


AME

A inteligência sem amor te faz perverso.

A justiça sem amor te faz implacável.

A diplomacia sem amor te faz hipócrita.

O êxito sem amor te faz arrogante.

A riqueza sem amor te faz ávaro.

A pobreza sem amor te faz orgulhoso.

A beleza sem amor te faz fútil.

A autoridade sem amor te faz tirano.

O trabalho sem amor te faz escravo.

A simplicidade sem amor te deprecia.

A lei sem amor te escraviza.

A política sem amor te deixa egoísta.

A fé sem amor te deixa fanático.

A cruz sem amor se converte em tortura.

A vida sem amor...... não tem sentido !!!!!

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