Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Verdades da Profissão de Professor






Verdades da Profissão de Professor






Os professores assim como os pais além de educadores, são principalmente orientadores, eles não podem escolher pelo seu destino, mas podem orientar o melhor caminho... Assim sendo, não merecem um reconhecimento melhor?!




Reflitam!!

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores.

Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados... Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Paulo Freire







quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Suicídio e Loucura





Suicídio e Loucura


Esta melancolia sistemática, atormentadora, vem-se aprofundando no teu comportamento, de tal forma, que enveredas, sem dar-te conta, pelas vias torpes da depressão de grave trato.

Essa tristeza que agasalhas, prejudicial e renitente, coloca a máscara de dor na tua face, conduzindo-te, inadvertidamente, a uma neurose de lento curso com todos os seus efeitos danosos.

Aquela fixação, que te vai dominando as paisagens mentais, substitui, a pouco e pouco, a polivalência das idéias, alienando-te da sociedade onde te encontras...

A marca do sofrimento reflete-se no teu rosto, qual se fosse feita por garras devastadoras, que procedem, no entanto, do teu mundo íntimo, conspirando contra o teu progresso.

A impressão do desgosto passou a compartir com as tuas alegrias, diminuindo-as e empurrando-te sempre para os abismos da psicose maníaco-depressiva.

O cultivo dos pensamentos deprimentes gera, na tua conduta, a destruição dos ideais superiores, amargurando as horas que poderias fruir como estímulo para o prosseguimento da tua jornada.

REFLEXIONA com cuidado e desperta do letargo, da estagnação emocional a que te estás relegando.

Além da loucura decorrente dos problemas orgânicos e emocionais, existe a de natureza que agasalhas e que pode irromper em tragédia de um para outro momento.

Na área dos pensamentos depressivos a loucura se instala, preparando terreno para mais graves cometimentos infelizes, dentre os quais, se destaca o suicídio.

É suicida, não apenas quem assume uma atitude autodestrutiva, através de um só golpe de alta violência...

E também suicida aquele que se não renova para o bem, entregando-se aos excessos de qualquer natureza, exorbitando das suas possibilidades vitais.

Desse modo, a melancolia e seus sequazes são passos de alucinação para o irremediável comportamentosuicida.

És filho de Deus a serviço da vida.

Estás na Terra para crescer e progredir.

Tens compromisso com a Criação, contigo e com o teu próximo. Indispensável despertares para a responsabilidade e conscientizares-te do que podes fazer, para aceitar o que não podes alterar, modificar o que seja possível de transformado e dispor de sabedoria para distinguir uma de outra coisa...

Assume, contigo próprio, o elevado compromisso de amar-te e desenvolver as aptidões que te auxiliarão a conquistar o vir a ser.

Ama-te, porquanto esses clichês pessimistas são decorrência do descuido que te permites, do desamor a que te relegas.

Contempla o Sol e viaja com a claridade, não aceitando o convite das sombras da noite, que clarearás com as estrelas da tua religiosa.

Loucura e suicídio são termos da tragédia do cotidiano, que somente o amor, conforme o lecionou Jesus, conseguirá diluir, abrindo espaço para o êxito da Vida, a alegria de viver.




Joanna de Ângelis 

Indulgência Permanente




Indulgência Permanente


Escasseia, cada vez mais, no comportamento humano, a indulgência.
Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, o pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à margem.

Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pelo competição destrutiva.. .

Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância.

A indulgência para com as faltas alheias é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor.

A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar.

É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina alcance do sedento.

Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor.

A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.

Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios.

Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.

A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona.
Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse.

Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.

Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida.


Joanna de Ângelis 

Educação Mediúnica







Educação Mediúnica


O exercício da mediunidade impõe disciplina, equilíbrio, perseverança e sintonia.
A disciplina, moral e mental, criará hábitos salutares que atrairão os Espíritos Superiores interessados no intercâmbio entre as duas esferas da Vida, facilitando o ministério.
O equilíbrio, no comedimento das atitudes, durante a absorção dos fluidos e posterior comunhão psíquica com os desencarnados, auxiliará de forma eficaz na filtragem do pensamento e da exteriorização dele.
A perseverança no labor produzirá um clima de harmonia no próprio médium, que se credenciará ao serviço dobem junto aos Obreiros da Vida Mais Alta, objetivando os resultados felizes.
A sintonia decorrerá dos elementos referidos, porque se constitui do perfeito entrosamento entre o agente e o percipiente na tarefa relevante.
Transitória e fugaz, a mediunidade, para ser exercida, necessita da interferência dos Espíritos, sem o que afaculdade, em si mesma, se deteriora ou desaparece.
Quanto mais trabalhada, mais fáceis se fazem os registros, cujas informações procedem do além-túmulo.
As disposições morais do médium são de vital importância para os cometimentos a que ele se vincula, pelo impositivo da reencarnação.
Não apenas o anelar pelo bem, mas o executar das ações de enobrecimento.
Não apenas nos instantes ao mister dedicado, mas num comportamento natural de instrumento da Vida.
Sendo recurso valioso de quem se encontra no meio, na condição de instrumental, imprescindível a conscientização do intermediário em favor dos resultados felizes.
A educação do médium, coordenando atitudes, corrigindo falhas de qualquer natureza evitando estertores e distúrbios, equilibrando o pensamento e dirigindo-o é técnica que resultará eficaz para uma sintonia correta.
Nesse sentido, a evangelização espírita se impõe em caráter de urgência, evitando-se a vinculação com práticas e superstições perfeitamente dispensáveis.
São os requisitos morais que respondem pelos resultados favoráveis ou não, na tarefa mediúnica.
Jesus recomendou com sabedoria aos Sues discípulos, portadores da mediunidade:
- "Curai os enfermos, expulsai os demônios, daí de graça o que de graça recebestes" -, numa diretriz que não dá qualquer margem à evasão do dever tampouco à acomodação com o erro, à indolência ou à coleta de lucros materiais ou morais, como decorrência da prática mediúnica.
O galardão de quem serve é alegria de servir.
Doa as tuas horas disponíveis ao exercício da mediunidade nobre: fala, escreve, ensina, aplica passes, magnetiza a água pura, ora em favor do teu próximo, intervém com bondade e otimismo nas paisagens enfermas de quem te busca, ajuda, evangeliza os Espíritos com perturbação, sobretudo, vive a lição do bem, arrimado à caridade, pois médium sem caridade pode ser comparado a cadáver de boa aparência, no entanto, a caminho da degeneração.

Joanna de Ângelis 

Decisão de Ser Feliz






Decisão de Ser Feliz




Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.
É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo,
motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência,
que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.
Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te desconsoles, e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.
És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço
até o túmulo,e depois dele, como resultado dos teus atos...
Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.
É relevante que o teu comportamento produza um intercambio agradável, caricioso, com as demais pessoas.
No entanto, se não te prazer'>comprazer, transformar-se-á em tormento,
induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.
Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives.
É natural, portanto, que te plenificando, brindem-te com mais recursos
para a geração de alegrias em volta de ti.
Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até lograr sua meta, alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental
para a contínua busca.
Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.
Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr sua meta.
Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não-violência e da liberdade para o seu povo.
E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.
Todos quantos anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram
simpatia e animosidade no mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.
Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento,às lutas, às dificuldades que aparecem.
Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido.
Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.
Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.
A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora,
mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.
Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

Joanna de Ângelis



Coragem para Mudar






Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.

É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.

Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.

Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.

Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.

Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.

Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.

É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.

Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.

Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.

Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.

Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.

É muito fácil desistir do esforço nobre, prazer'>comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.

Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.

Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.

Convertamos sombras em luz.

Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.

Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.

Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.

Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.

O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranqüila.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.

Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.

Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.

Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.

A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.





Joanna Ângelis

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Convite ao desapego















O apego


O apego acontece quando pensamos encontrar um benefício em alguma coisa ou alguém. Se a origem de algo bom, algum bem-estar é identificada, nós tendemos a nos apegar e encontramos dificuldade em abrir disto. O problema se encontra quando acreditamos obter algum benefício, quando na verdade o contrário ocorre. Normalmente, isto se dá quando o benefício ocorre de forma aparente porque de fato, a longo prazo, estaremos colhendo um resultado negativo.


Com o sofrimento é assim, de imediato, quando algo nos acontece, logo somos cercados por amigos, parentes e pessoas queridas que nos enchem de atenção e carinho. Sem perceber, os momentos de atenção se tornam muito especiais e de forma inconsciente, dependendo do tamanho da carência de cada um, queremos que se tornem freqüentes. Como consegui-lo? Sofrendo novamente.


A percepção deste fato é muito sutil, é mesmo necessário uma alta dose de consciência para percebemos este mecanismo acontecendo. Muitas pessoas permanecem e quase que alimentam um determinado fato triste ou algo ruim por conta da necessidade de atenção.


Muitas vezes, podemos ver em conversas comuns uma certa disputa sobre quem sofre mais, quem tem o maior problema, quem possui a pior doença ou quem já viveu a maior dor. É como se o detentor do maior sofrimento fosse o vitorioso da questão, o que pode angariar a maior simpatia. Todos respeitam o sofredor, todos são solidário à ele, todos correm para ajudá-lo. É assim que aprendemos e é exatamente assim, que vivemos. Ansiosos pela simpatia do outro, pela atenção que podemos ter e até mesmo pela admiração que recebemos por nossas doses de sofrimento. Isto cria um apego difícil de ser abandonado. Em casos mais críticos este apego tende a tornar-se um vício, levando muitas pessoas a viverem em constante sofrimento.


A cura


Se por um lado, o sofrimento traz atenção e carinho imediatos, por outro nos faz completamente infelizes. Pensamos, inconscientemente, encontrar um benefício e nos apegamos a ele, mas na verdade, o que temos é uma chaga que corrói até o limite do insuportável. Se não fosse pela beleza harmônica da Criação o ser humano não buscaria a cura para esta doença, mas a perfeição do Universo é tamanha que um dia cansados de sofrer nos perguntamos: o que está acontecendo comigo? E só então, iniciamos nossa busca para a felicidade.


No início, esta busca é muito árdua porque além da dificuldade em ver o que acontece, tendemos a criar resistência. E como o sofrimento é um apego/vício acabamos retornando à ele e vamos percorrendo este caminho até que tenhamos aprendido a não voltar mais.


Por mais incrível que pareça, o processo se torna difícil por conta de não sabermos viver de forma diferente, sem a mesma atenção de antes.


Não sabemos ser felizes, não estamos acostumados a isso. Não estamos acostumados a encarar pequenos problemas como coisas naturais. Não estamos acostumados a reconhecer o valor que temos em nós pelo que somos, aprendemos a depender do outro para nos valorizar.


Encontramos dificuldade em não fazer parte do grupo, podemos nos sentir excluídos deste mundo onde as disputas se dão por conta de quem sofre mais. Temos medo da falta de identificação e da rejeição. Temos medo de brilhar.



“Nosso maior medo não é o de sermos incapazes.
Nosso maior medo é descobrir que somos muito mais poderosos do que pensamos.
É nossa luz e não nossas trevas, aquilo que mais nos assusta.
Vivemos nos perguntando: quem sou eu, que me julgo tão insignificante, para aceitar o desafio de ser brilhante, sedutora, talentosa, fabulosa?
Na verdade, por que não?
Procurar ser medíocre não vai ajudar em nada o mundo ou os nossos filhos.
Não existe nenhum mérito em diminuir nossos talentos, apenas para que os outros não se sintam inseguros ao nosso lado.
Nascemos para manifestar a glória de Deus – que está em todos, e não apenas em alguns eleitos. Quando tentamos mostrar esta glória, inconscientemente damos permissão para que nossos amigos possam também manifestá-la.
Quanto mais livres formos, mais livres tornamos aqueles que nos cercam.”



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Deus Nunca Erra



Deus Nunca Erra



Deus sabe exatamente o que você pode e não pode suportar...

Reflitam!!

Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus.
Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.
Em todas as situações dizia:

- Meu Rei, não desanime, porque Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele nunca erra!

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei.
O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:

- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.

O servo respondeu:

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!!!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva.
Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício.
Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, observou furioso:

- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo. E o Rei foi libertado.

Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença.
Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu?

O servo sorriu e disse:

- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum.

Portanto, lembre-se sempre:

TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO. ELE NUNCA ERRA!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Formas de Caridade






Formas de Caridade




1. INTRODUÇÃO


A caridade é muito falada e discutida não só no meio espírita como também em todas as religiões. Procuramos anotar algumas formas materiais e espirituais de caridade. É possível, contudo, distinguir uma forma da outra? Onde está posta a verdadeira caridade?


2. CONCEITO
Formas. Aspectos de uma coisa abstrata; modos de apresentar um objeto.
Caridade. Amor a Deus e ao próximo é uma virtude que, com a justiça, regula o procedimento moral do homem para com os outros seres e, especialmente, para com os outros homens.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A palavra caridade é muito ventilada no meio religioso. O Espiritismo, no seu tríplice aspecto de ciência, filosofia e religião, não foge à regra. Convém, contudo, prestarmos atenção ao seu uso, para que não caia no lugar-comum como sói acontecer com o termo Evangelho que, de tanto ser usado, acabou perdendo o seu sentido original de boa nova trazida por Jesus Cristo. O Espiritismo, como libertador de consciências, traz-nos sempre novas interpretações de temas antigos e atuais. Isto é feito pela comunicação dos Espíritos superiores, que não medem esforços para descortinar novos horizontes aos habitantes deste planeta de provas e expiações. O incentivo à prática das virtudes evangélicas é para que os seres humanos se libertem do mal. Sem esses avisos salutares, a humanidade levaria muito mais tempo para conquistar novos postos de evolução moral e espiritual.

4. ASPECTOS GERAIS DA CARIDADE

4.1. A FAMÍLIA UNIVERSAL

De acordo com o cristianismo, Deus é o pai, o Criador do universo. Em seguida, temos Jesus como o filho predileto e irmão maior. Posteriormente, estão alinhados todos os outros seres humanos. Como cada um de nós faz parte desta família universal, amar a Deus não pode ser feito sem que amemos o nosso próximo. Observe que a definição de caridade diz exatamente isso, ou seja, "amar a Deus e ao próximo". Por essa razão, percebemos que somente fazendo bem ao próximo é que podemos dizer que amamos a Deus. Expressar simplesmente as palavras "eu amo a Deus" não necessariamente retrata o amor verdadeiro a Deus. É preciso ratificá-lo em pensamentos, palavras e atos.

4.2. ORIGENS DA CARIDADE

As origens da caridade estão assentadas nos costumes e nos atos de Jesus Cristo. Antes de sua vinda, as mães vendiam os seus filhos, os velhos eram abandonados em praça pública, a mulher tratada como escrava. Com a sua presença, um novo clarão apareceu, pois os seus exemplos de obediência ao Pai mudaram a mentalidade da humanidade e fizeram com que cada pessoa pensasse em auxiliar o seu próximo, porque também poderia estar nesta situação num futuro próximo. "O Mestre não se limita a ensinar o bem. Desce ao convívio da multidão e materializa-o com o próprio esforço. Cura os doentes na via pública, sem cerimônia, e ajuda a milhares de ouvintes, amparando-os na solução dos mais complicados problemas de natureza moral, sem valer-se das etiquetas de culto externo". (Xavier, 1980, p. 72)


4.3. A CARIDADE COMPLEMENTA A JUSTIÇA

A caridade, embora possa ser estudada isoladamente, ela aparece ligada à justiça. E há necessidade de estarem juntas, porque a caridade complementa a justiça. Como se explica? A justiça é racional e fria; na caridade, há o exercício do sentimento do coração. Allan Kardec diz que "o amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, como irmãos"". (Kardec, 1995, pergunta 886)


5. A CARIDADE MATERIAL

5.1. ESMOLA

A esmola faz parte da tradição cristã. Vendo uma pessoa estendendo a sua mão, tiramos uma moeda do bolso e damos ao nosso próximo. Este dinheiro é útil porque pode aliviar a sua fome. Francisco de Vitória diz que "Quando alguém está morrendo de fome, a esmola física é superior à esmola espiritual". É preciso verificar, entretanto, se a doação do dinheiro não está queimando a mão de quem o recebe. Jacques Delille, por outro lado, lembra-nos de que "A caridade que se faz apenas por meio da esmola é um meio de conservar a miséria".


5.2. DOAÇÃO DE ROUPAS E ALIMENTOS

Os Centros Espíritas, de uma maneira geral, oferecem uma oportunidade de praticarmos a caridade material, pois têm um departamento, denominado de Assistência Social, que fornece roupas e alimentos aos mais necessitados. Para suprirmos o estoque, pegamos algumas peças de roupas que não usamos mais, compramos alguns quilos de alimentos e levamos ao Centro Espírita que freqüentamos. Neste quesito, cabe a lembrança de que "a mão esquerda não deve saber o que a direita fez".


5.3. DOAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS

Muitos chefes de família bancam a faculdade de um parente, de um vizinho. Esta bolsa de estudo tira o seu próximo da ociosidade e o prepara para uma profissão. É uma ação meritória. Contudo, para evitar a intromissão do orgulho e da presunção, reflitamos com Thomas A. Kempis: "Muitas vezes parece caridade o que não passa de amor-próprio, porque a inclinação da natureza, a vontade própria, a esperança da recompensa, o gosto da comodidade, rara vez nos abandonam. Quem possui caridade verdadeira e perfeita, em nada busca a si próprio, pelo contrário, o que deseja apenas é que Deus seja glorificado em todas as coisas".

6. CARIDADE ESPIRITUAL

6.1. DOAR TEMPO COM O ESQUECIMENTO DO EU

Doar dinheiro, roupas e alimentos não é tarefa complicada; basta que tenhamos de sobra. Geralmente, não representa sacrifício algum. Doar tempo em beneficio do próximo, com o esquecimento do eu já exige abnegação. Quantas não são as vezes que nos requisitam para uma atividade caritativa e alegamos que temos outra coisa para fazer? Quantas não são as vezes que nos escondemos com medo que descubram o nosso eu? "Amemo-nos uns aos outros e façamos a outrem o que quereríamos que nos fosse feito", eis o fundamento de toda a religião, de toda a moral.

6.2. SACRIFÍCIO TOTAL DA LIBERDADE HUMANA

A verdadeira caridade implica o sacrifício total da liberdade humana. Tal qual Jesus se sacrificou na cruz, o mesmo deveríamos fazer em nossos dias. É o sacrifício de uma indolência, de uma má recepção, de uma reprimenda. Há um grande mérito em saber calar para deixar falar um mais tolo; saber ser surdo quando uma palavra de zombaria escapa da boca escarnecedora; saber obedecer aos imperativos da vontade de Deus, quando nos obrigam a fazer algo despropositado.

6.3. CARIDADE DESCONHECIDA, UM EXEMPLO

O Espírito Néio Lúcio, no capitulo 20, de Jesus no Lar, dá-nos um exemplo vivo de como se pode fazer caridade sem ter dinheiro. Conta a história de um indivíduo, pai de família, que tencionava praticar caridade, mas não tinha dinheiro. Dava, contudo de si mesmo, quanto possível em boas palavras, gestos pessoais e estímulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade. Extinguia pensamentos inferiores, refreava a cólera, fazia silêncio diante de uma ofensa; chegava, inclusive, a retirar detritos e pedras das ruas que porventura oferecem perigo para os transeuntes. Temia o julgamento das autoridades celestes, mas quando desencarna é aureolado por brilhante diadema, que representava a guerra contra o mal em que se fizera valoroso empreiteiro.

7. CONCLUSÃO

Recordando os avisos espirituais, podemos dizer que a caridade se faz de diversas maneiras, ou seja, por pensamentos, palavras e atos. Saibamos, assim, pensar bem para que as nossas palavras sejam sãs, a fim de que possam ser transformadas em atos puros de bondade na sociedade.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA


KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.
XAVIER, F. C. Jesus no Lar, pelo Espírito Néio Lúcio. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1966.
XAVIER, F. C. Roteiro, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980.








Corpo Físico


O nosso corpo físico é a nossa morada. Ele precisa do nosso amor, 
do nosso respeito e dos nossos cuidados constantes. 
Sendo a morada da alma reflete o estado do espírito. 
Quando estamos bem, nosso corpo se mostra equilibrado e tranquilo, 
porém quando nosso espírito está em crise logo percebemos 
os reflexos desse descompasso no nosso corpo, na nossa morada.
É certo que sendo o espírito imortal carrega com ele todas as suas 
conquistas e, também, as suas mazelas, por isso muitas vezes 
o nosso corpo, embora estejamos bem apresenta algum problema.
Cabe a cada um de nós a busca pelo equilíbrio físico e espiritual, 
de modo que possamos refletir hoje a nossa melhor fase, 
a nossa melhor veste espiritual. Aproveitemos a oportunidade 
bendita da reencarnação para darmos mais um passo adiante.
Uma das coisas que podemos fazer é observar e sentir os avisos 
do nosso corpo. Ele conversa conosco o tempo todo, porém, 
muitas vezes ignoramos sumariamente os seus sinais. 
Quando fazemos isso ele é obrigado a gritar, por meio das doenças 
para nos avisar que algo está no caminho errado.
Vamos aprender a ouvir os nossos próprios sinais. Paremos por um 
minuto e observemos o que o nosso corpo, a nossa morada está 
nos pedindo? Precisa de sono? então durma, está se sentindo 
envenenado com o tipo de alimento que estamos ingerindo? 
Vamos prestar atenção ao que estamos colocando dentro da nossa casa. 
Temos uma grande responsabilidade em fazer a nossa máquina funcionar 
o melhor possível, enquanto estivermos aqui encarnados e, 
responderemos pelos abusos cometidos contra nós mesmos, portanto meus 
irmãos Amem-se! Cuidem-se! E Tenham respeito por este maravilhoso 
instrumento que vos foi dado por empréstimo divino.

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