Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Manifestações Espiritas (Curas Espirituais)




Curas Espirituais



Einstein: A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso, passará pela vida sem ver nada. Os repórteres da TV Globo ouviram médicos reconhecendo curas que não conseguem explicar, e físicos admitindo a existência de energias ainda desconhecidas. O padre, o pastor e o médium: veja como a fé pode ajudar a Medicina.

Capítulo 1. Médium desde a infância Ao primeiro olhar, a sala de espera é de um ambulatório. Os doentes chegam, relatam seus problemas e aguardam a ajuda dos médicos, como em qualquer hospital. O que não é comum naquele local é a Medicina. Casa do Caminho, Juiz de Fora, sul de Minas. (...) O instrumento para tantos poderes seria dona Isabel Salomão (*). (texto completo no endereço acima) (*) Veja a Sra. Isabel Salomão no programa da Ana Maria Braga: ESPIRITISMO - MAIS VOCE - SENSITIVOS MEDIUM E MEDIUNIDADE

PARTE 1 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=JGmEgF6e58M 
PARTE 2 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=1Bvdz5-XYYI 
PARTE 3 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=FayjPglEU4M 
PARTE 4 DE 4 - http://www.youtube.com/watch?v=6Mpc-mn0BGk 

Capítulo 2. Saúde para corpo e mente Médicos que trabalham em um instituto de pesquisas em São Paulo dizem que o tratamento espiritual ajuda no tratamento clínico. O instituto, comandado pelo psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, é uma clínica de saúde mental que não cuida apenas do corpo e da mente - cuida da alma também. (texto completo no endereço acima)

 Capítulo 3. Terapias de regressão Viagens a um passado que transcenderia ao nosso corpo físico. Teria a nossa memória um arquivo secreto de momentos que não experimentamos nesta vida? O homem carrega com ele lembranças de vidas passadas? Especialistas em terapias que utilizam a técnica da regressão estão tentando desvendar esse mistério. (texto completo no endereço acima)

 Capítulo 4. Desafio à Ciência Para homens acostumados a verdades cientificas, não é fácil. Como acreditar em fenômenos que a medicina não explica? Doutor Roque Savioli é um cardiologista que acredita em milagres. Diretor do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), ele diz que a fé o transformou em um médico melhor. "No momento que eu tive um encontro com Deus, modifiquei a minha vida. Aí eu tive que encarar o doente como corpo e espírito", conta o médico. (texto completo no endereço acima) 

Capítulo 5. Invasão de personalidade Em uma casa de aparência humilde, na orla marítima de Salvador, mora uma mulher considerada um fenômeno. Telma Brito Melo teria o poder de ler pensamentos. Mais do que isso: ela seria capaz de entrar nos arquivos da nossa memória e, em segundos, revelar experiências que já vivemos, segredos que nunca revelamos. (texto completo no endereço acima) 

Capítulo 6. Cérebro em transe A equipe do Globo Repórter acompanhou o trabalho de dois especialistas: o psiquiatra Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, e o neurologista Sebastião Alvernaz, da Escola Paulista de Medicina. Eles estudam as reações de um cérebro em transe. O aparelho de eletroencefalograma, de última geração, faz o mapeamento cerebral. (texto completo no endereço acima) 

Capítulo 7. Ciência estuda fenômenos O estudo dos fenômenos era restrito às religiões. Hoje, começa a despertar interesse de algumas áreas da Ciência. O Hospital das Clínicas de São Paulo criou um núcleo de estudos para tentar comprovar a interferência espiritual no nosso corpo. (texto completo no endereço acima)
Capítulo 8. Segredos do cérebro O grande desafio dos pesquisadores é descobrir se os espíritos se comunicam com o homem. O doutor Sérgio Felipe, do Instituto de Saúde Mental de São Paulo, acredita que a Ciência avança na busca desta explicação. Ele estudou em detalhes a glândula pineal do ser humano. (texto completo no endereço acima)

 Capítulo 9. Fé e Medicina Os passes, a música, a fé e os medicamentos reforçam os efeitos da psicoterapia. Até a médica que dirige o departamento de psiquiatria do hospital se surpreende com os bons resultados dos tratamentos. "A espiritualidade se liga à questão do amor.

 Informações: Comunidade Espírita Casa do Caminho - 34-3662-5409 - Rua do Rio Grande do Sul 618 - Araxá MG. Federação Espírita de São Paulo -11-3115-5544 - Rua Maria Paula 140, Bela Vista, CEP: 01319-000, São Paulo-SP - www.feesp.com.br. Sérgio Felipe de Oliveira (psiquiatra, pesquisador sobre espiritualidade) pinealmind@uol.com.br. Instituto de Saúde Mental de São Paulo - 11-3277-9549. Dr. Roque Marcos Savioli (cardiologista, clínico geral) -





sábado, 3 de novembro de 2012

Parábola: Pedagogia de Jesus




Parábola: Pedagogia de Jesus







1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é verificar o alcance doutrinal das parábolas de Jesus, entendidas como um método de transmitir os seus ensinos. Analisaremos o seu conceito, a inserção no Evangelho, a pedagogia do Mestre e o alcance que se pode obter nos dias que correm.

2. CONCEITO

Parábola - do gr. parabole significa narrativa curta, não raro identificada com o apólogo e a fábula, em razão da moral, explícita ou implícita, que encerra e da sua estrutura diamétrica. Distingue-se das outras duas formas literárias pelo fato de ser protagonizada por seres humanos. Vizinha da alegoria, a parábola comunica uma lição ética por vias indiretas ou simbólicas: numa prosa altamente metafórica e hermética, veicula um saber apenas acessível aos iniciados. (Moisés, 1979)

Sinteticamente: narração alegórica na qual o conjunto dos elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.

Pedagogia – Esta palavra é relativamente recente e só apareceu de forma corrente, na segunda metade do séc. XIX, pelo menos nas línguas romanas. Etimologicamente, significa ação sobre as crianças. Define-se comociência e arte da educação.

3. PARÁBOLA EVANGÉLICA

3.1. A MISSÃO DE JESUS

Moisés trouxe a 1.ª revelação; Jesus a segunda. A primeira revelação dá relevância ao olho por olho e dente por dente; a segunda fala do amor incondicional, estendendo-o até ao amor ao inimigo.

"Jesus não veio destruir a lei, quer dizer, a lei de Deus; ele veio cumpri-la, quer dizer, desenvolvê-la, dar-lhe seu verdadeiro sentido, e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens; por isso, se encontra nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constituem a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ao contrário, ele as modificou profundamente, seja no fundo, seja na forma; combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não poderia fazê-las sofrer uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: "Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo". E dizendo: está aí toda a lei e os profetas. (Kardec, 1984, p. 35)

3.2. MOMENTO DA PREGAÇÃO DE JESUS

Contava Jesus trinta anos quando começou a pregar a "Boa Nova". Compreende a sua vida pública um pouco mais de três anos (27 a 30 da era cristã). Utilizou-se, na sua pregação, o apelo combinado à razão e ao sentimento, por meio de parábolas ilustrativas das verdades morais.

As duas regiões de sua pregação:

1) Galiléia (Nazaré) - as cercanias do lago de Genesaré e as cidades por ele banhadas, e principalmente Cafarnaum, centro a atividade messiânica de Jesus;

2) Jerusalém - que visitou durante quatro vezes durante o seu apostolado e sempre por ocasião da Páscoa.

Na Galiléia, percorrendo os campos, as aldeias e as cidades, Jesus anunciava às turbas que o seguem o Reino de Deus; é aí, também, que recruta os seus doze apóstolos e os prepara para serem as suas testemunhas. Ao mesmo tempo, vai realizando milagres.

Em Jerusalém, continuamente perseguido pela hostilidade dos fariseus (seita muito considerada e muito influente, que constituía a casta douta e ortodoxa do judaísmo), ataca a hipocrisia deles e esquiva-se às suas ciladas. Como prova de sua missão divina, apresenta-lhes a cura de um cego de nascença e a ressurreição de Lázaro. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

3.3. IMAGEM E DOUTRINA

A imagem e a doutrina são dois elementos materiais da parábola a que o termo de comparação dá a forma específica.

A imagem inspira-se nas tarefas cotidianas, nas ocupações mais humilde que valoriza, e nos costumes dos homens, que aponta como exemplos bons ou maus. Por vezes paradoxal como no caso dos operários da vinha, iguais no prêmio e desiguais no trabalho. Mas sempre dinâmica: a semente nasce, a rede lança-se ao mar, o rico banqueteia-se, a dracma procura-se, o inimigo vinga-se, as crianças brincam, os imprudentes dormem etc.

A par deste quadro tão animado, a página doutrinal, cujo tema é quase sempre o reino de Deus, em que enfatiza as contrariedades, o progresso, as atividades do rei, os direitos e deveres dos súditos em retalhos de poesia e doutrina, ligados entre si pela ponte que é o termo de comparação umas vezes rico de pormenores, como na Parábola do Semeador e do Trigo e do Joio, outras reduzidas a uma sentença ou rubrica a jeito de introdução ou de cláusula. (Enciclopédia luso Brasileira de Cultura)

4. PORQUE JESUS FALAVA POR PARÁBOLAS

4.1. O TEXTO EVANGÉLICO

“Seus discípulos, se aproximando, disseram-lhe: por que lhes falais por parábolas? E, lhes respondendo, disse: porque, para vós outros, vos foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus; mas, para eles, não foi dado. Eu lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem, e escutando não ouvem nem compreendem. E a profecia de Isaías se cumprirá neles quando disse: vós escutareis com vossos ouvidos e não ouvireis; olhareis com vossos olhos e não vereis. Porque o coração deste povo está entorpecido e seus ouvidos tornaram-se surdos, e eles fecharam seus olhos de medo que seus olhos não vejam, que seus ouvidos não ouçam, que seu coração não compreenda, e que, estando convertidos, eu não os curasse”. (São Mateus, cap. XIII, v. de 10 a 15) (Kardec, 1984, p.283)

4.2. CONHECIMENTO IMPLÍCITO DAS PARÁBOLAS

As parábolas revestem-se de conhecimento exotérico e de conhecimento esotérico. O conhecimento exotéricorefere-se à exposição que Jesus fazia publicamente, enquanto o conhecimento esotérico, refere-se às explicações que Jesus dava aos apóstolos, em particular. Observe que, mesmo entres esses, não disse tudo.

4.3. O ENSINO POR MEIO DE PARÁBOLAS

Foi para evitar as ciladas dos adversários e prevenir as interpretações errôneas do auditório que Jesus recorreu ao ensino por meio da Parábola, que se destinava a despertar a curiosidade dos ouvintes e o desejo de ulterior explicação que os discípulos e os bem intencionados pediam.

5. O ALCANCE PEDAGÓGICO DAS PARÁBOLAS

5.1. A PEDAGOGIA DA PARÁBOLA

A pedagogia, como vimos, está ligada à educação. Jesus foi um educador por excelência que soube se valer dos métodos de ensino utilizados em sua época, ou seja, das parábolas. A parábola, na realidade, é uma história contada por Jesus para ilustrar o seu ensinamento. No fundo da palavra grega parabole há a idéia de comparação, enigma, curiosidade. Mas não está nisso o essencial para explicar o gênero parabólico: é preciso entender a parábola como sendo a apresentação de símbolos, isto é, imagens tomadas das realidades terrestres para serem sinal das realidades reveladas por Deus. Elas precisam de uma explicação mais profunda. Foi essa explicação inicial que Jesus começou e deixou para os seus seguidores darem continuidade mais tarde. (LEON-DUFOUR, 1972)

5.1. A BOA NOVA E A EDUCAÇÃO

Comparemos, para efeito de explicitação do alcance pedagógico das parábolas de Jesus, o processo de educação existente antes e depois da vinda de Jesus.

a) Antes da vinda de Jesus
O cativeiro consagrado por lei era o flagelo comum;
A mulher, aviltada em quase todas as regiões, recebia tratamento inferior ao que se dispensava aos cavalos;
Os pais podiam vender os filhos;
Os vencidos eram cegados e aproveitados em serviços domésticos;
As crianças fracas eram punidas com morte;
Os enfermos eram sentenciados ao abandono.

b) depois da vinda de Jesus
Condenado ao suplício da cruz, sem reclamar, e rogando perdão celeste para aqueles que o vergastavam e feriam, instila no ânimo dos seguidores novas disposições espirituais;
Iluminados pela Divina influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes;
Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados;
Instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular;
Pouco a pouco, altera-se a paisagem social, no curso dos séculos. (Xavier, 1980, cap. 21)

6. PARÁBOLA NA ATUALIDADE

Parábola assemelha-se a uma noz que se deve quebrar o casco para ver o que tem dentro. Isto quer dizer que há sempre uma nova abordagem a cada vez que olhamos a mesma parábola. Seria ampliar o conhecimento, ver com outros olhos a mesma realidade.

Vejamos, a título de exemplo, como o Espírito irmão X interpreta a Parábola dos Talentos.

A Parábola dos Talentos (Mateus, cap. 25, vv. 14 a 30) retrata a situação de um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou seus servos, e entregou-lhes os seus bens. Ao primeiro deu cinco talentos, ao segundo, dois e ao terceiro, um. Os dois primeiros negociaram os talentos recebidos e devolveram, respectivamente, dez e quatro talentos. O terceiro devolveu apenas o que havia recebido. Os que multiplicaram seus talentos ganharam novas intendências. Mas o que o guardou, até este o amo lhe tirou, dizendo: "Porque a todo o que já tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; e ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem".

O Espírito Irmão X, no livro Estante da Vida, psicografado por F. C. Xavier, interpreta a parábola nos seguintes termos: ao primeiro o senhor dera Dinheiro, Poder, Conforto, Habilidade e Prestígio; ao segundo, Inteligência e Autoridade; ao terceiro, o Conhecimento Espírita. O primeiro acrescenta Trabalho, Progresso, Amizade, Esperança e Gratidão; o segundo, Cultura e Experiência; o terceiro, devolve intacto. Em vista do ocorrido, o senhor ordena que se tire o Conhecimento Espírita desse último e o dê aos dois primeiros.

Metaforicamente considerada, essa parábola refere-se à responsabilidade na multiplicação dos bens recebidos. Se o Criador houve por bem ofertar-nos a luz do Conhecimento Espírita, não podemos ocultá-lo com receio de represálias e dissabores. Espargindo a luz da verdade vamos iluminar os detentores do Poder, do Dinheiro, da Inteligência etc. Com isso, ajudaremos a construir um mundo mais justo e mais fraterno.

7. CONCLUSÕES

Pelo exposto, devemos estar constantemente estudando e aprendendo. Além disso, não podemos guardar somente para nós; precisamos passá-lo aos outros. Todos somos irmãos na jornada rumo à salvação do Espírito imortal.

8. APÊNDICE: OUTRAS FIGURAS DE LINGUAGEM

Alegoria (do gr. allegorie, outro discurso) consiste num discurso que faz entender outro, numa linguagem que oculta outra. Pode-se considerar alegoria toda concretização por meio de imagens, figuras e pessoas, de idéias, qualidades ou entidades abstratas. Ex. Divina Comédia, o Mito da Caverna.

Fábula é uma narrativa curta não raro identificada com o apólogo e a parábola. Protagonizada por animais irracionais, cujo comportamento, preservando as características próprias, deixa transparecer uma alusão, via de regra satírica ou pedagógica, aos seres humanos.

Apólogo é uma narrativa curta não rara identificada com a fábula e a parábola. Contudo, há quem as distinga pelas personagens: o apólogo seria protagonizado por objetos inanimados (plantas, pedras, rios, relógios etc.), ao passo que a fábula conteria de preferência animais irracionais, e a parábola, seres humanos.

Metáfora é a mudança do sentido comum de uma palavra por um outro sentido possível que, a partir de uma comparação subentendida, tal palavra possa sugerir. Exemplo: qualificar de dilúvio a eloqüência de um orador.

9. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa, Verbo, s. d. p.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa/Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, s.d. p.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
LEON-DUFOUR, X. e OUTROS. Vocabulário de Teologia Bíblica. Rio de Janeiro, Vozes, 1972.
MOISÉS, M. Dicionário de Termos Literários. 5.ed., São Paulo, Cultrix, 1979.
XAVIER, F. C. Estante da Vida, pelo Espírito Irmão X. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1974.
XAVIER, F. C. Roteiro, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1980.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Em Torno da Felicidade







EM TORNO DA FELICIDADE


Em matéria de felicidade convém não esquecer que 
nos transformamos sempre naquele que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o 
melhor que tem, caminha mais facilmente para 
ser feliz como espera ser.
 A nossa felicidade
 será naturalmente proporcional em relação à 
felicidade que fizermos para os outros. 
A alegria do próximo começa 
muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e 
comunicar-se na vida externa, mas reside com 
endereço exato na consciência tranqüila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo 
determinados complexos de culpa, comece a desejar 
a própria libertação, abraçando no trabalho em 
favor dos semelhantes o processo de reparação 
desse ou daquele dano que você haja causado em 
prejuízo de alguém. Estude a si mesmo, 
observando que o auto-conhecimento traz 
humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado 
ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a 
felicidade está chamando o seu coração para 
vida nova. Quando o céu estiver em cinza, a 
derramar-se em chuva, medite na colheita 
farta que chegará do campo e na beleza 
das flores que surgirão no jardim.



_André Luiz_




O Tempo




Tempo




Todas as criaturas gozam o tempo, 
mas raras vezes aproveitam-no.
Corre a oportunidade espalhando bênçãos.
Arrasta-se o homem estragando dádivas 
recebidas. Cada dia é um país de vinte e 
quatro províncias. Cada hora é uma província 
de sessenta unidades.
O homem, contudo, é o semeador que não 
despertou ainda. Distraído cultivador, 
pergunta: “que farei?! E o tempo silencioso 
responde com ensejos benditos:
De servir, ganhando autoridade; 
de obedecer, conquistando o mundo;
de lutar escalando os céus.
O homem, todavia, voluntariamente cego, 
roga sempre mais tempo
para zombar da vida, porque se obedece, 
revolta-se, orgulhoso; se sofre, injuria e 
blasfema; se chamando as contas, 
lavra reclamações descabidas.
Cientistas fogem da verdadeira ciência.
Filósofos ausentam-se dos próprios ensinos.
Religiosos negam a religião.
Administradores retiram-se da 
responsabilidade.
Médicos subtraem-se à Medicina.
Literatos furtam-se à divina verdade.
Estadistas centralizam a dominação.
Servidores do povo buscam interesses 
privados. Lavradores abandonam a terra.
Trabalhadores escapam do serviço.
Gozadores temporários entronizam ilusões.
Ao invés de suar no trabalho, 
apanham borboletas da fantasia.
Desfrutam a existência, assassinando-a 
em si próprios.
Possuem os bens da Terra acabando 
possuídos. Reclamam liberdade, 
submetendo-se à escravidão.
Mas chega um dia, porque há sempre 
um dia mais claro 
que os outros, em que a morte surge 
reclamando trapos velhos...
O tempo recolhe, então, apressado, as 
oportunidades que pareciam sem fim... 
E o homem reconhece, tardiamente 
preocupado, que a Eternidade infinita 
pede conta do minuto



_André Luiz_

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