Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

terça-feira, 17 de abril de 2012

Nosso Lar







Nosso Lar é a descrição de uma cidade astral situada mais ou menos no rumo da cidade do Rio de Janeiro. O Espírito André Luiz nos leva, através de sua linguagem clara e empolgante, a conhecer um pouco de sua última existência terrena e sua entrada no mundo espiritual.
O grande médico que viveu na cidade do Rio de Janeiro, vem contar-nos que teve vivência comum para a época que reencarnou, porém cometeu alguns exageros ao longo de sua caminhada. Excedia-se em alimentação e bebida alcoólica, por exemplo. Revela que viveu cerca de oito anos em um local chamado Umbral, em volta de nosso planeta, logo depois de sua atmosfera. Aí ele sofreu bastante sem saber o que fazer. Um dia lembrou-se de Deus, de pedir sua ajuda. porém, nem sabia rezar. Cansado de sofrer naquelas paragens escuras e tristes, ajoelhou-se a custo, sentia-se muito enfermo, e clamou a Deus!
Divisou uma luz e logo avistou Trabalhadores Divinos, caminhando em sua direção.
Adormeceu durante o socorro e fora conduzido à Nosso Lar, cidade espiritual em esfera mais alta, que também envolve o planeta Terra.
Internado em hospital recebeu cuidados médicos e acompanhamento de enfermeiros e pessoas bondosas que o cercaram de todos os cuidados e muito carinho.
André Luiz esmerou-se em cumprir todas as orientações recebidas, foi melhorando e recebeu o convite para morar na casa da senhora Laura. Ela e toda a sua família eram trabalhadores em Nosso Lar. E assim passou a estudar e aprendeu muito com essa família também. Até que recebeu a grande oportunidade de poder trabalhar, e foi para as câmaras de retificação auxiliar os enfermeiros a cuidar dos doentes de difícil tratamento...
André Luiz, por seu grande esforço, fez aí uma trajetória brilhante! Enfim, ele nos conta que a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, o purgatório ou o inferno para nós mesmos e que a Terra é oficina sagrada de trabalho, estudo e convivência, por isso nascemos em família, dependente de tudo, até conseguir caminhar e cuidar de si mesmo. Vale a pena estudá-lo, não só pelo conhecimento do intercâmbio com o mundo invisível, mas também pelas grandes lições de vida que ele nos apresenta, em conformidade com o cristianismo puro.



Nosso Lar tem a forma de uma estrela
de seis pontas, localizando-se a Governadoria
no centro do círculo em que está inscrita a estrela.


Mencione-se, desde logo, que existem dois desenhos, o primeiro que abrange apenas a estrela, onde se localiza a Governadoria e os conjuntos habitacionais, inscritos dentro dela, destinados aos trabalhadores de cada Ministério; o segundo já engloba mais além, os conjuntos residenciais que, conquanto ainda afetos aos trabalhadores do Ministério, podem ser adquiridos por estes, através de "bonus-horas" e são suscetíveis de transmissão hereditária. Também nele se vê a grande muralha protetora da cidade.

A cidade tem a forma de uma estrela de seis pontas, localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que está inscrita a estrela.
Da Governadoria partem as coordenadas que dividem a cidade em seis partes distintas, afetas, cada uma, ao mesmo número de organizações especializadas, em que desdobra a administração pública, representadas, como já se disse, pelos Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.
Assim, a cidade está dividida em seis módulos, cada um deles partindo da Governadoria, junto à qual se eleva a torre de cada ministério, configurando-se como um centro administrativo.
À frente deles está a grande praça que os circunda e que, para que se avalie o seu tamanho, está apta para receber, comodamente, um milhão de pessoas. A médium (Heigorina Cunha) descreve-a como belíssima, como piso semelhante ao alabastro, com muitos bancos ao seu redor, sendo que, nos espaços em que se vê o encontro dos vários vértices das bases dos triângulos, por detrás dos bancos, existem fontes luminosas multicoloridas, e em torno delas, flores graciosas e delicadas.
Além da praça temos os núcleos residenciais em forma de triângulo e que, como já se disse, se destinam aos trabalhadores de cada Ministério, sendo que os mais graduados residem mais próximos às praças e, portanto, ao centro administrativo. Essas casas pertencem à comunidade e se um trabalhador se transfere para outro Ministério, deve mudar-se também para residir junto ao seu local de trabalho. Os quadros que se vêem desenhados dentro do triângulo, e junto à muralha, são quadras onde se erguem as residências.
Nos espaços que medeiam entre um núcleo habitacional e outro, seja e, direção à muralha, seja em direção ao núcleo correspondente ao Ministério vizinho, existem grandes parques arborizados onde se erguem outras construções que foram detalhadas na planta, destinados ao lazer ou serviços aos habitantes. Vê-se, por exemplo, no parque do Ministério da Regeneração, a locação do seu Parque Hospitalar; no Ministério da União Divina. o Bosque das Águas e, no Ministério da Elevação, o Campo da Música, todos referidos no livro Nosso Lar.
Cada núcleo residencial é cortado, no centro, por ampla avenida arborizada que o liga à praça principal e à Governadoria, e que se inicia junto à muralha.
Entre os núcleos em forma de triângulo e a muralha, estão os núcleos residenciais destinados aos Espíritos que, por seus méritos, podem adquirir suas casa mediante pagamento em bonus-hora, que é a unidade monetária padrão, correspondente a uma hora de trabalho prestado à comunidade. Estas casas, pertencendo aos que as adquiriram podem ser objeto de herança. Na planta aparecem umas poucas quadras, mas na verdade são muitas quadras, a perderem-se de vista e que se alongam até a muralha.
Circundando toda a cidade, está a grande muralha protetora, onde se acham assestadas as baterias de proteção magnética, para defesa contra as arremetidas dos Espíritos inferiores, o que não deve estranhar porque, como sabemos, a cidade está situada numa esfera espiritual de transição, abrigando espíritos que ainda devem reencarnar.
Por fora da muralha estão os campos de cultivo de vegetais destinados à alimentação pública.




































Conhecimento de Si Mesmo







Questão 919 de O Livro dos Espíritos: Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? "Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo." a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo? "Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: "Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?" "Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado. "O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm. em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida. "Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos." SANTO AGOSTINHO.



Glândula Pineal


 

 

 







No relato do Espírito André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier ocorrida em 1943, no livro Missionários da Luz (1), o orientador Alexandre faz as seguintes considerações: "... analisemos a epífise como glândula da vida espiritual do homem. Segregando energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos...".




O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, em seu estudo sobre a pineal (2), chegou à seguinte conclusão: "A pineal é um sensor capaz de 'ver' o mundo espiritual e de coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que 'vive' o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal".




A ciência médica avança nos estudos acerca do funcionamento da epífise, mas há muito que pesquisar sobre esta minúscula glândula localizada no centro do encéfalo. Acredito que as visões da EQM, bem como as transformações ocorridas com os experientes têm a participação direta da glândula pineal que, nas manifestações da EQM, tem ascendência sobre o lobo temporal e sistema límbico. É interessante ressaltar que alguns pesquisadores encontraram sobreviventes de EQM cujos enredos, do outro lado, envolveram uma retrospectiva de vidas passadas. Muitos desses sobreviventes passam a aceitar a reencarnação como um fato normal da vida.




Relato do espírito André Luiz




"Enquanto o nosso companheiro se aproveitava da organização mediúnica, vali-me das forças magnéticas que o instrutor me fornecera, para fixar a máxima atenção no médium. Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.




Examinei atentamente os demais encarnados. Em todos eles, a glândula apresentava notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no intermediário em serviço.




Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caía luzes suaves, de Mais Alto, reconhecendo eu que ali se encontravam em jogo de vibrações delicadíssimas, imperceptíveis para mim.




Estudara a função da epífise nos meus apagados serviços de médico terrestre.




Segundo os orientadores clássicos, circunscreviam-se suas atribuições ao controle sexual no período infantil.




Não passava de velador dos instintos, até que as rodas da experiência sexual pudessem deslizar com regularidade, pelos caminhos da vida humana.




Depois, decrescia em força, relaxava-se, quase desaparecia, para que as glândulas genitais a sucedessem no campo da energia plena.




Minhas observações, ali, entretanto, contrastavam com as definições dos círculos oficiais.




Como o recurso de quem ignora é esperar pelo conhecimento alheio, aguardei Alexandre (o instrutor) para elucidar-me, findo o serviço ativo.




— Conheço-lhe a perplexidade — falou o instrutor. — Também passei pela mesma surpresa, noutro tempo. A epífise é agora uma revelação para você.




— Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições — prosseguiu ele. — É a glândula da vida mental.




Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. O neurologista comum não a conhece bem.




O psiquiatra devassar-lhe-á, mais tarde, os segredos.




Os psicólogos vulgares ignoram-na.




Freud interpretou-lhe o desvio, quando exagerou a influenciação da “libido”, no estudo da indisciplina congênita da Humanidade.




Enquanto no período do desenvolvimento infantil, fase de reajustamento desse centro importante do corpo perispiritual preexistente, a epífise parece constituir o freio às manifestações do sexo; entretanto, há que retificar observações.




Aos quatorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado.




O que representava controle é fonte criadora e válvula de escapamento.




A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional.




Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos.




A epífise preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.




— Deus meu! — exclamei — e as glândulas genitais, onde ficam?




O instrutor sorriu e esclareceu:




— São demasiadamente mecânicas, para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração. Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a epífise é a fonte fundamental. As glândulas genitais segregam os hormônios do sexo, mas a glândula pineal, se me posso exprimir assim, segrega "hormônios psíquicos” ou “unidades-força” que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras. Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam à influenciação absoluta e determinada.




Alexandre fez um gesto significativo e considerou:




— No entanto, não estamos examinando problemas de embriologia. Limitemo-nos ao assunto inicial e analisemos a epífise, como glândula da vida espiritual do homem.




Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino.




Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade.




As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos.




Manancial criador dos mais importantes, suas atribuições são extensas e fundamentais.




Na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta.




De modo geral, todos nós, agora ou no pretérito, viciamos esse foco sagrado de forças criadoras, transformando-o num ímã relaxado, entre as sensações inferiores de natureza animal.




Quantas existências temos despendido na canalização de nossas possibilidades espirituais para os campos mais baixos do prazer materialista?




Lamentavelmente divorciados da lei do uso, abraçamos os desregramentos emocionais, e daí, meu caro amigo, a nossa multimilenária viciação das energias geradoras, carregados de compromissos morais, com todos aqueles a quem ferimos com os nossos desvarios e irreflexões. Do lastimável menosprezo a esse potencial sagrado, decorrem os dolorosos fenômenos da hereditariedade fisiológica, que deveria constituir, invariavelmente, um quadro de aquisições abençoadas e puras. (Ver: Epigenética)




A perversão do nosso plano mental consciente, em qualquer sentido da evolução, determina a perversão de nosso psiquismo inconsciente, encarregado da execução dos desejos e ordenações mais íntimas, na esfera das operações automáticas.




A vontade desequilibrada desregula o foco de nossas possibilidades criadoras.




Daí procede a necessidade de regras morais para quem, de fato, se interesse pelas aquisições eternas nos domínios do Espírito.




Renúncia,




abnegação,




continência sexual




e disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição religiosa. São providências de teor científico, para enriquecimento eletivo da personalidade.




Nunca fugiremos à lei, cujos artigos e parágrafos do Supremo Legislador abrangem o Universo.




Ninguém enganará a Natureza. Centros vitais desequilibrados obrigarão a alma à permanência nas situações de desequilíbrio.




Não adianta alcançar a morte física, exibindo gestos e palavras convencionais, se o homem não cogitou do burilamento próprio.




A Justiça que rege a Vida Eterna jamais se inclinou.




É certo que os sentimentos profundos do extremo instante do Espírito encarnado cooperam decisivamente nas atividades de regeneração além do túmulo, mas não representam a realização precisa.




O instrutor falava em tom sublime, pelo menos para mim, que, pela primeira vez, ouvia comentários sobre consciência, virtude e santificação, dentro de conceitos estritamente lógicos e científicos no campo da razão.




Agora, aclaravam-se-me os raciocínios, de modo franco.




Receber um corpo, nas concessões do reencarnacionismo, não é ganhar um barco para nova aventura, ao acaso das circunstâncias, mas significa responsabilidade definida nos serviços de aprendizagem, elevação ou reparação, nos esforços evolutivos ou redentores.




— Compreende, agora, as funções da epífise no crescimento mental do homem e no enriquecimento dos valores da alma? — indagou-me o orientador.




— Sim... — respondi sob impressão forte.




— Segregando “unidades-força” — continuou —, pode ser comparada a poderosa usina, que deve ser aproveitada e controlada, no serviço de iluminação, refinamento e benefício da personalidade e não relaxada em gasto excessivo do suprimento psíquico, nas emoções de baixa classe. Refocilar-se no charco das sensações inferiores, à maneira dos suínos, é retê-la nas correntes tóxicas dos desvarios de natureza animal, e, na despesa excessiva de energias sutis, muito dificilmente consegue o homem levantar-se do mergulho terrível nas sombras, mergulho que se prolonga, além da morte corporal. Em vista disso, é indispensável cuidar atentamente da economia de forças, em todo serviço honesto de desenvolvimento das faculdades superiores. Os materialistas da razão pura, senhores de vastos patrimônios intelectuais, perceberam de longe semelhantes realidades e, no sentido de preservar a juventude, a plástica e a eugenia, fomentaram a prática do esporte, em todas as suas modalidades. Contra os perigos possíveis, na excessiva acumulação de forças nervosas, como são chamadas as secreções elétricas da epífise, aconselharam aos moços de todos os países o uso do remo, da bola, do salto, da barra, das corridas a pé. Desse modo, preservavam-se os valores orgânicos, legítimos e normais, para as funções da hereditariedade. A medida, embora satisfaça em parte, é, contudo, incompleta e defeituosa. Incontestavelmente, a ginástica e o exercício controlados são fatores valiosos de saúde; a competição esportiva honesta é fundamento precioso de socialização; no entanto, podem circunscrever-se a meras providências, em benefício dos ossos, e, por vezes, degeneram-se em elástico das paixões menos dignas. São muito raros ainda, na Terra, os que reconhecem a necessidade de preservação das energias psíquicas para engrandecimento do Espírito eterno. O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma, e nem sempre se recorda de que, no problema do aprimoramento interior, não se trata de retificar a sombra da substância e sim a substância em si mesma.




— Entende, agora, como é importante renunciar? Percebe a grandeza da lei de elevação pelo sacrifício? A sangria estimula a produção de células vitais, na medula óssea; a poda oferece beleza, novidade e abundância nas árvores. O homem que pratica verdadeiramente o bem, vive no seio de vibrações construtivas e santificantes da gratidão, da felicidade, da alegria. Não é fazer teoria de esperança. É princípio científico, sem cuja aplicação, na esfera comum, não se liberta a alma, descentralizada pela viciação nas zonas mais baixas da Natureza.




E porque observasse que as instruções lhe tomavam demasiado tempo:




— De acordo com as nossas observações, a função da epífise na vida mental é muito importante.




— Sim — considerei —, compreendo agora a substancialidade de sua influenciação no sexo e entendo igualmente a dolorosa e longa tragédia sexual da humanidade. Percebo, nitidamente, o porquê dos dramas que se sucedem, ininterruptos, as aflições que parecem nunca chegar ao fim, as ansiedades que esbarram no crime, o cipoal do sofrimento, envolvendo lares e corações...




— E o homem sempre disposto a viciar os centros sagrados de sua personalidade — concluiu Alexandre, solenemente —, sempre inclinado a contrair novos débitos, mas dificilmente decidido a retificar ou pagar.




— Você pergunta se não seria mais interessante encerrar todas as experiências do sexo, sepultar as possibilidades do renascimento carnal. Semelhante indagação, no entanto, é improcedente. Ninguém deve agir contra a lei. O uso respeitável dos patrimônios da vida, a união eliecedora, a aproximação digna, constituem o programa de elevação. É, portanto, indispensável distinguir entre harmonia e desequilíbrio, evitando o estacionamento em desfiladeiros fatais."




O mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal, ou epífise, é tida como a sede da alma. Para os praticantes do ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o "terceiro olho", que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês Renê Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que "existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente".




Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e a alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec?




Para responder a estas e outras perguntas, a revista Espiritismo & Ciência conversou com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretorpresidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos ligados à mediunidade.




Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?




Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal.Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo. O que é a glândula píneal, onde está localizada e qual a sua função no organismo?




A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers, os elementos externos que regem as noções de tempo. Por exemplo, o Sol é um Zeitberger que influencia a pineal, regendo 0 ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa. Agora, o tempo é uma região do espaço. A dimensão espaço-tempo é a quarta dimensão. Então, a glândula que te dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Faz sentido perguntarmos: "Será que a partir da quarta dimensão já existe vida espiritual?" Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato. Outros animais possuem a epífise? Ela está relacionada á consciência?




Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.




Esta glândula seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida? Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção.




Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana. A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos? Isso é comprovado cientificamente?




Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988.




A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido "visões" e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas O que o senhor teria a dizer sob isso?




Veja, o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro PELO campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se.




A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe uma controvérsia no meio cientifico a esse respeito?




A mediunidade é um atributo biológico, acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual.




Um hindu, um católico, um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que disserem "esta é minha opinião pessoal", estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medicai Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso.




Como são feitas as experiências em laboratório?




Existem dois tipos: um, que é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.




As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva?




Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima, é feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo - descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial. Como o senhor diferencia doença mental de mediunidade?




Na doença mental, o paciente não tem crítica da razão; no transe mediúnico, ele tem essa crítica. Quando o médium diz que incorporou tal entidade espiritual, mas que ele, médium, continua sendo determinada pessoa, ele usou a crítica, julgou racionalmente o que aconteceu. Agora, um indivíduo que diz ser Napoleão Bonaparte? Aí ele perdeu a crítica da razão. Essa é a diferença. O que não quer dizer que o indivíduo que esteja em psicose não possa estarem transe também. A mediunidade se instala no indivíduo são, ou pode dar uma dimensão muito maior a uma doença. A mediunidade sempre vai dar um efeito superlativo. Se a pessoa alimenta bons sentimentos, ela cresce. Se ela tem uma doença, aquela doença pode ficar fora de controle.




É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade? Não, a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.




As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica?




A mediunidade na criança é diferente da de um adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em contato com o mundo espiritual.




A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos?




A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.



Dr. Sérgio Felipe de Oliveira Revista Espiritismo & Ciência


Fluidos e Passes






FLUIDOS e PASSES.


Fluido e Passe, andam de mãos dadas? Será possível separá-las?
Não, uma depende da outra é impossível separá-las.

Vamos falar um pouquinho sobre essas maravilhas que operam em nós encarnados e no plano espiritual.

MEUS AMADOS IRMÃOS, O FLUIDO!

Vamos encontrar vários tipos de fluidos:
A palavra, fluido, vem do (Latim) Fluidu e é uma substância líquida ou gasosa que se expande, como líquido ou gás: temos então, Eflúvio Fluídico, Fluido universal, Fluido vital etc...
Quando falamos em Fluido cósmico estamos citando o fluido universal.
Quando falamos em Fluido Animalizado, Fluido Magnético, Fluido Vital, estamos então falando em Fluido magnético, que nos seres orgânicos desenvolve-se sob o estímulo do princípio vital. Normalmente se refere ao fluido próprio de um médium. Este se combina com o fluido universal acumulado por um Espírito comunicante para permitir uma manifestação espírita.
E quando falamos em Fluido Espiritual, isso nada mais é do que um Fluido Universal desenvolvido ou acumulado pelo Espírito sob a ação de seu pensamento. Já a denominação, Fluido Expansível, refere-se ao fluido espiritual emitido pela parte expansível do perispírito, isto é, aquela que sob seu domínio e pensamento pode se combinar com o fluido animalizado de um médium.
O Fluido universal é o Plasma divino, hausto do Criador, elemento primordial em que vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres. É o princípio material do universo, do qual se derivam todas as coisas materiais mediante alterações e combinações ainda insondáveis. As matérias derivadas do fluido universal apresentam-se nos estado sólido, líquido, gasoso e no estado fluídico propriamente dita, também chamado de fluido espiritual, tanto que, enquanto os três primeiros podem ser manipulados pela mão do homem, o último é sensível ao poder do pensamento e da vontade dos Espíritos.
O Fluido vital é o Princípio orgânico extraído do fluido universal, com a propriedade de animar todos os seres vivos, e que retorna ao depósito da natureza quando do processo de morte biológica.
Temos também, meus queridos, a Fluidoterapia [do latim: fluidu + do grego: therapeía] que é o tratamento feito com fluidos, passes, irradiação e água magnetizada.

No século XIX a eletricidade, o calor, a luz etc...Além dos gases e líquidos em geral (ar, água etc)...Eram considerados como fluidos.
Nessa mesma época, Kardec verificando que os materiais manuseados pelos espíritos, eram analógicos à eletricidade (caracterizada pelo fluido elétrico) denominou-os de fluidos, podendo estes tendo ou não uma qualidade, como o chamado fluido magnético, classificando-o como o fluido utilizado pelos magnetizadores.

Retratamos então aqui sobre o magnetismo, que resulta de um conjunto de fenômenos humanos marcados por uma influência de indivíduos sobre outros, indo além de uma ação e percepção puramente sensorial.

Quando o individuo mantém maus pensamentos, ele destrói fluidos espirituais. Em torno de todos os seres, famílias, cidades etc... existem fluidos espirituais, sendo variáveis de acordo com as vibrações.
Dependendo da natureza Moral do individuo encarnado, acontece ai, uma associação de seres desencarnados, habitantes da atmosfera fluídica vibratória semelhante, para agirem de conformidade com aqueles maus pensamentos.

Pois, o fluido nada mais é que um veículo do pensamento. A ação dos espíritos sobre os fluidos conseqüentemente, tem importantes influências diretas sobre os indivíduos encarnados. Mas sempre se deve levar em consideração que o individuo encarnado pode mudar seus pensamentos, modificar mesmo. Vemos então que somos carregados de boas ou más qualidades, colocadas em vibração de acordo com a natureza dos seus sentimentos, puros ou impuros.

O homem deve mudar seu grau evolutivo modificando-se Moralmente. Agindo assim o ser atrai boas companhias espirituais através de um simples pensamento positivo, trazendo uma atmosfera fluídica benéfica em torno de si mesmo. Nós somos responsáveis em melhorar, com nossos exemplos, o planeta e a humanidade. Sabemos também que quando entramos na faixa de energias negativas todos os nossos guardiões se afastam, por respeitarem nosso livre arbítrio e por não gostarem daquela nossa faixa vibratória.

Kardec já nos dizia:
“Melhorando-se a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive., porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes”.

Em (Mateus, 10:42) lemos:
“E qualquer que tiver dado, só que seja um copo d’água fria, por ser meu discípulo, em verdade vos digo”.
Que, do modo algum, perderá o seu galardão (Recompensa) “. Jesus”.

Em um copo d’ água pode ser colocada, pelos mentores, a medicação exata para a necessidade que o individuo encarnado tem. Além de a água ser um dos corpos mais simples, puro e receptivo da terra, esse liquido, transparente e incolor, de reação alcalina, conterá, após uma fluidificação, força magnética e princípios elétricos que sustentarão o necessitado e o curará.
Pois, a água fluidificada é salutar à carne e ao espírito nos pontos doentios.
Por isso, meus irmãos, quem se encontra enfermo e deseja, um tratamento através da água, seja para cura física-psíquica, equilíbrio etc...deve então colocar um copo de água na sua frente e em suas orações ter muita Fé e acreditar confiantemente, que o resultado virá. Porque a partir desse momento o Plano Espiritual magnetizará o líquido, com seus encantos de raios puros de amor. Em sublimes bênçãos dos céus.

Não podemos esquecer também, queridos amigos, que é muito antiga a magnetização da água. Na antiguidade, a hidroterapia era conhecida dos povos mais esclarecidos que a utilizavam em suas curas.
A água recebe com muita facilidade as energias magnéticas fluídicas, podendo então realizar um trabalho no metabolismo desajustado e no seu equilíbrio. A água fluidificada ou magnetizada contém muito valor terapêutico.
Pode-se fluidificar a água em beneficio de todos, de modo geral, trazendo seu efeito benéfico a todos os que se utilizam dela, ou em especial a um individuo enfermo. Neste caso o uso é especifico e exclusivo aos problemas deste indivíduo.


Nosso amigo (Allan Kardec No Livro dos Espíritos, na questão 424) nos diz quando perguntado:
Pode-se por meio de cuidados dados a tempo, reatar os laços prestes a se romperem e tornar à vida um ser que, por falta de socorro, estaria definitivamente morto?

E a resposta dele foi taxativa:

“sim, sem dúvida, e disso tendes, todos os dias, a prova. O Magnetismo é, nesse caso, um poderoso meio, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe falta e que era insuficiente para manter o funcionamento dos órgãos”.

O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e em certos casos prolongar as vidas prestes a extinguir-se.
“Fluido vital, eletricidade animalizada, são modificações do fluido universal”.

Mas meus queridos, os fluidos não param por aqui.
O passe também tem sua ação magnética que se realiza de varias maneiras pelo fluido do magnetizador.
Na história antiga o passe também já era muito conhecido entre os Sacerdotes do magnetismo. Os Magos da Caldeia, os brâmanes da Índia curavam pelo olhar! Os Egípcios, para o alivio dos sofrimentos, utilizavam a imposição das mãos. Os romanos também tinham templos onde se operavam passes, reconstituindo a saúde pelo magnetismo. Na Gália, os druidas e as druidesas mantinham em altíssimo grau essa faculdade de curar. Vamos ter também na Idade Média a pratica do magnetismo pelos sábios da época.
Até no tempo de hoje, atualmente na Ásia, os faquires cultivam com êxito essa maravilhosa pratica do magnetismo.

Fluidos diretos pelos espíritos, sem a interferência do encarnado para a cura ou a calma de sofredores, para ajudar o sonambúlico provocando o sono naturalmente espontâneo ou até para influenciar o ser no físico e Moral. Seja qual dessas razões que o individuo se encontre, o magnetismo espiritual atua na qualidade direta do espírito causando-lhe imediato bem estar.

O fluido que é derramado sobre os magnetizadores, chama–se magnetismo misto ou semi-espiritual ou humano-espiritual. Que ajustado com o fluido do humano, produz o fluido espiritual que o individuo necessita.

Temos também os fluidos que se derramam sobre os médiuns curandeiros, que os bons espíritos enviam para a cura dos pacientes. O magnetismo empregado pelos médiuns curadores, é poderoso, simplesmente, pela natureza do fluido derramado sobre eles, para que realizem as curas qualificadas. O magnetizador comum se esgota, enquanto o médium curador infiltra um fluido regenerador pela única imposição das mãos.

O PASSE – BIOENERGIA que vem a ser uma Energia obtida pela transformação química da biomassa. (Diversamente das fontes fósseis de energia (como, p. ex., o petróleo, o carvão de pedra, etc.)).

Nos ensina, nosso querido amigo Bezerra de Menezes (Em seu livro, loucura e Obsessão) o seguinte:
“Visitando enfermos, socorrendo necessitados, aplicando passes, ou bioenergia, como se modernizou o labor, enfim, a caridade é um esporte da alma, pouco utilizado pelos candidatos à musculação moral e Inteireza (inteiro) espiritual“.


(Emmanuel) nos diz que:
O passe é a sublime doação. É uma transfusão de energias alterando o campo celular. O passe é antes de tudo uma transfusão de amor.

Para os Médiuns conseguirem um excelente trabalho em auxilio do próximo, precisam, antes de tudo, em uma preparação primeira de tudo, elevarem-se espiritualmente, além cultivarem a humildade no cotidiano...Aí, é começarem os seus trabalhos com a fé em Deus de que estarão praticando uma caridade verdadeira.

a) — Boa vontade e fé;
b) — Prece e mente pura;
c) — Elevação de sentimentos e amor.
a) — Pontualidade
b) — Confiança
c) — Harmonia interior
d) — Respeito.


Queridos é muito importante que entendamos que essa preparação também precisa ser aplicada por nós, os receptores, que almejam alcançar a cura... Pois o passe traz benefícios imediatos. Sentimos, então, alívios de nossas dores, sejam quais forem. Busquemos pois estar de acordo com as condições morais para recebermos melhor o bálsamo que nos aliviará em nosso tratamento.

E não podemos nos esquecer que:

Ainda que o magnetizador seja considerado o melhor magnetizador do mundo, se o receptor não estiver preparado para receber os fluidos que necessita, se não for merecedor dos méritos que busca, nada será alcançados em seus desejos...

Pois os atendimentos pelos passes oferecem a nós os fluidos de re-equilíbrio, paz, gratuitamente ganha de nossos irmãos amigos Benfeitores espirituais, por intermédio de uma caridade de amor dos nossos irmãozinhos encarnados.

Amigos, para compreendermos melhor o que significa exatamente o passe, fechem nesse momento, por um instante, os olhos. Imaginemos que fazemos uma transfusão de sangue e que, após o término, ao abrirmos nossos olhos, obteremos uma renovação das nossas forças físicas.

Pois bem, assim é o passe, mas, com uma transfusão de energias psíquicas e com recursos orgânicos que são retirados de um reservatório ilimitado. Pois, os elementos psíquicos são do reservatório ilimitado das forças espirituais.

Sabemos então meus queridos, que a prece, a irradiação (à distância) ou, a imposição de mãos, na cabeça ou fronte do paciente traz o mais Maravilhoso beneficiamento a todos nós. Temos comprovação disso naquela frase em: (Mateus, 8:17). “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”.

Vemos então, meus irmãos, que precisamos estar sempre receptivos ao amor e caridade dos Mentores do bem e da Divindade, recebendo então os bálsamos reconfortantes que purificam os nossos sentimentos, raciocínio, coração e cérebro.

Meus amados amigos da ternura, sabemos então que para esses sublimes trabalhos do Divino chegar com sucesso até nós, utilizaremos as seguintes ferramentas:
Prece, Amor, Fé e Caridade... Para com nós mesmos, que somos receptores ou trabalhadores instrumentos da seara espírita e para com o próximo.

A prece, como já falamos, é diferente da reza. A prece é uma oração que depende dos nossos pensamentos e sentimentos da nossa pura vontade, independente de local, idioma, tempo, duração e forma. A prece é apenas louvar, pedir e agradecer do mais profundo intimo de nosso coração.

O Amor tem que ser incondicional, pois nada mais é que um pedaço de nossos corações e que quando tocados por uma prece, reconforta auxiliando o próximo, seja ele amigo ou inimigo, encarnados ou desencarnados.

Fé, é a Força da sua vontade direcionada para o bem, onde atua na ação magnética, por intermédio do homem, sobre o fluido agente universal, ocorrendo um grandioso poder fluídico para a nossa estabilidade moral e psíquica.
Quando há uma Fé viva e inabalável, os Mentores Superiores nos amparam e reconfortam, preparando-nos para uma ação curativa que necessitemos.

Caridade, é fazer o bem sem se ver a quem. Doando um sorriso, uma palavra, ser audiente, consolar corações aflitos, acalmar desesperados, operar reformas Morais, doar bens materiais, alimentícios, doar bens espirituais, preces, etc...

Ao fazermos a caridade espontaneamente, com amor, sentimos uma realização em nosso intimo de pura alegria e satisfação.

Devemos pois, meus irmãos da luz, praticar a caridade em seu mais alto grau. Praticar a caridade em sua essência. Praticar a caridade usando deste nosso amor que trazemos dentro de nós. Fluidificarmos a nossa vida com o fluido do amor e da caridade. E então veremos que a máxima que diz “Sem a caridade não há salvação” é para nós, não um aviso, mas uma bênção porque estaremos realizando um trabalho digno de caridade maior, para com todos os próximos e para conosco próprios.

A todos vocês, meus amigos, os meus mais sinceros desejos de que tenham muita paz e luz em suas vidas.

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