Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Bezerra de Menezes

 






Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, conhecido popularmente como Dr. Bezerra de Menezes ou simplesmente Bezerra de Menezes (Riacho do Sangue, actual Jaguaretama, 29 de Agosto de 1831 — Rio de Janeiro, 11 de Abril de 1900), foi um médico, militar, escritor, jornalista, político e expoente da Doutrina Espírita no Brasil.

Cristão Decididos
"....Estamos sendo convocados pelos Espíritos nobres para sermos os lábios pelos quais a palavra de Jesus chegue aos corações empedernidos. Estamos sendo convocados para sermos o braço do Mestre, que afaguem, que alonguem na direção dos mais aflitos, dos combalidos, dos enfraquecidos na luta.
Estamos colocados na postura do bom samaritano, a fim de podermos ser aquele que socorra o caído na estrada de Jericó da atualidade.
Nunca houve na história da sociedade terrena tantas conquistas de natureza intelectual e tecnológica !
Nunca houve tanta demonstração de humanismo, de solidariedade, tanta luta pelos direitos humanos !
É necessário, agora, que os cristãos decididos arregacem as mangas e ajam em nome de Jesus.
Em qualquer circunstância, que se interroguem: - em meu lugar que faria Jesus ?
E, faça-o, conforme o amoroso Companheiro dos que não tem companheiros, faria. Filhos da alma !
Estamos saturados de tecnologia de ponta, graças, à qual, as imagens viajam no mundo quase com a velocidade do pensamento, e a dor galopa desesperada o dorso da humanidade em desalinho.

O Espiritismo veio como Consolador para erradicar as causas das lágrimas.
Sois os herdeiros do Evangelho dos primeiros dias, vivenciando-o à última hora.
Estais convidados a impregnar o mundo com ternura, utilizando-vos da compaixão.
Periodicamente, neste planeta de provas e expiações, as mentes em desalinho vitalizam microorganismos viróticos que dão lugar a pandemias destruidoras.
Recordemo-nos das pestes que assolaram o mundo: a peste negra, a peste bubônica, as gripes espanhola, asiática e a deste momento de preocupações, porque as mentes dominadas pelo ódio, pelo reseentimento, geram fatores propiciatórios à manifestação de pandemias desta e de outra natureza.
Só o amor, meus filhos, possui o antídoto para anular esses terríveis e devastadores acontecimentos, desses flagelos que fazem parte da necessidade da evolução.

Sede vós aquele que ama.

Sede vós, cada um de vós, aquele que instaura o Reino de Deus no coração e dilata-o em direção da família, do lugar de trabalho, de toda a sociedade.
Não postergueis o dever de servir para amanhâ, para mais tarde. Fazei o bem hoje, agora, onde quer que se faça necessário.
As mães afro-descendentes, as mães de todas as raças, em um coro uníssono, sob o apoio da Mãe Santíssima, oram pela transformação da Terra em Mundo de Regeneração.
Sede-lhes filhos dóceis à sua voz quão dócil foi o Crucificado galileu que, ao despedir-se da Terra, elegeu-a mãe do evangelista do amor, por extensão, a Mãe Sublime da Humanidade.
Muita paz, meus filhos.

Que o Senhor de bênçãos nos abençõe.
O servidor humílimo e paternal de sempre,

BEZERRA DE MENEZES






A Busca do Amor

 

 






A busca do amor

Em plena juventude, como fruto verde que aguarda a primavera, esperei intensamente pelo amor. Todas as manhãs, abria a janela de minha alma e esperava que o novo dia me trouxesse o amor. E porque ele tardasse a chegar, fechei as portas e janelas, selei os portões e saí pelo mundo. Andei por caminhos inúmeros e estradas solitárias. Por vezes, ouvia o cortejo do amor que passava ao longe. Corria e o que conseguia ver era somente corações em festa, risos de alegria. O amor passara e eu continuava só. Algumas noites, chegando às cidades com suas mil luzes piscando vida, ousava olhar para dentro dos recintos. Via mães acalentando filhos, cantando doces canções de ninar, casais trocando juras, crianças dividindo brincadeiras entre risos. Em todos estava o amor. Somente eu prosseguia solitário e triste. Depois de muito vagar, tendo enfrentado dezenas de invernos, resolvi retornar. De longe, pude sentir o perfume dos lírios. Quando me aproximei, pude ver o jardim saudando-me. Você voltou! - Falaram as rosas, dobrando as hastes à minha passagem. Seja bem-vindo! - Disseram as margaridas, agitando as corolas brancas. É bom tê-lo de volta! - Saudaram os girassóis, mostrando suas coroas douradas. Tanto tempo havia se passado e, de uma forma mágica, os jardins estavam impecáveis. As cores bem distribuídas formavam arabescos na paisagem. Uma emoção me invadiu a alma. Abri as portas e janelas do meu ser. Debruçado à janela da velhice, fitando a ponte que me levará para além desta dimensão, o amor passa por minha porta. Apressadamente, coloco flores de laranjeira na casa do meu coração. Atapeto o chão para que ele entre, iluminando a escuridão da minha soledade. Tremo de ternura. Já não sofro desejo, nem aflição. Os olhos felizes do amor fitam os meus olhos quase apagados,reacendendo neles a luz que volta a brilhar. Há tanta beleza no amor que me emociono. Superado o egoísmo, não lhe peço que entre e domine o meu coração rejuvenescido. Em razão disso, agora que descubro de verdade o que é o amor, não o retenho. Deixo-o seguir porque amando, já não peço nada. Agora posso me doar aos que vêm atrás, em abandono e solidão. Aprendi a amar. * * * Feliz é a criatura que descobriu que o melhor da vida é amar. Feliz o que leu e entendeu o Cântico do pobre de Assis: É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, é melhor amar que ser amado. Por ser de essência Divina, o amor supre na criatura todas as suas necessidades e a torna feliz, mesmo em meio às dificuldades, lutas e tristezas. Autor: Redação do Momento Espírita, com base no cap. LVII, do livro Estesia, pelo Espírito Rabindranath Tagore, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

A Nobreza de Um Gesto



A Nobreza de Um Gesto

Habitualmente falamos que somente coisas ruins ganham manchete. Que notícia boa não é veiculada porque não vende nem jornal, nem revista. No entanto, por vezes, um gesto nobre ganha o noticiário internacional. Assim aconteceu com um palestino que virou manchete mundial. Ele não protagonizou nenhum dos conflitos que têm abalado as relações e a paz dos povos do Oriente. O mecânico Esmael Khatib deu uma verdadeira lição de fraternidade ao doar os órgãos de seu filho Ahmed a pacientes israelenses, que necessitavam de transplantes. O palestino teve seu filho, de apenas 12 anos, alvejado por soldados de Israel, durante uma operação de busca no campo de refugiados de Jenin. O mecânico optou pela doação, inspirado pela perda de seu irmão, de 24 anos, que, não resistindo à longa espera por um transplante de fígado, veio a morrer. Entre os beneficiados pelo gesto do palestino se encontravam um bebê de 7 meses e uma mulher de 58 anos. Alguns eram judeus, árabes-israelenses e uma garota de origem drusa. Conforme reproduziu o jornal Folha de São Paulo, Khatib teria dito: Eu me sinto bem pensando que os órgãos de meu filho estão ajudando seis israelenses. Acredito que o meu filho está agora no coração de todo israelense. O fato repercutiu pelo Mundo, exatamente pelos conflitos que envolvem as nações em questão. Tanto mais que o menino fora morto por israelenses. O fato é que, aquele pai, dolorido pela separação violenta do filho amado, encontra forças para beneficiar pessoas. Não indaga se pertencem à sua mesma nação, ao seu povo, à sua família. Não pergunta se são amigos ou inimigos. Simplesmente doa. Um gesto de humanidade, uma ação altruísta. A nota nos remete aos versos do sublime Galileu há mais de dois milênios: Ama o teu próximo... Faze o bem a quem te persegue... Ama o teu inimigo. Em nosso Brasil, embora as campanhas promovidas e a facilidade que se tem para doar órgãos, ainda é muito grande a fila de espera. Algumas estatísticas apontam que chega a 60 mil o número, em nosso país, dos que se encontram aguardando transplantes. A doação de órgão não é contrária às leis da natureza, porque beneficia a vida. Os doadores colaboram com a vida. O Espírito se liberta da carne e permite a outros o retorno da visão, a desvinculação de procedimentos morosos e dolorosos. Permite que um pai retorne ao lar, que o profissional retome atividades interrompidas, que o jovem volte a tecer sonhos de estudo e produtividade. Aqui, é a bomba cardíaca que torna a regularizar seu ritmo; ali é um fígado que volta a funcionar; além é um pulmão que se enche de ar, insuflando vida. Beneficiados os que recebem as doações dos órgãos. Abençoados por Deus os que se fazem doadores da esperança e da vida que estua. Pense nisso.
Rôestrelinha

A Cada Um Segundo Suas Obras




A cada um segundo suas obras

Nessa sentença de Jesus estão sintetizadas todas as leis que regem as questões ético-morais. Mas de que maneira essa justiça se estabelece? Que mecanismo coordena essa distribuição, com justiça? Primeiro é importante lembrar que a justiça dos homens está calcada na legislação humana, com base em códigos legais criados pelos próprios homens. Quando há um litígio qualquer, um grupo de pessoas especializadas nesses códigos analisa o processo, julga e define as penalidades aplicáveis ao réu. A duração das penas também é estabelecida pelo juiz. Então podemos concluir que a justiça dos homens se alicerça no arbítrio, segundo a visão dos magistrados. Mas com a justiça divina é diferente. As conseqüências dos atos se dão de forma direta e natural, sem intermediários. Em caso de uma falta qualquer, a penalidade se estabelece de maneira natural, e cessa também naturalmente, com o arrependimento efetivo e a reparação da falta. Importante destacar que na justiça divina não há dois pesos e duas medidas. As leis são imutáveis e imparciais, e não podem ser burladas. Um exemplo talvez torne mais fácil o entendimento. Se alguém resolve beber uma dose considerável de veneno, as conseqüências logo surgirão no organismo, de maneira direta e natural. Não é preciso que alguém julgue o ato e decida o que vai acontecer com o organismo do indivíduo. Simplesmente o resultado aparece. Castigo? Não. Conseqüência natural derivada do seu ato, da sua livre escolha. Os efeitos produzidos no corpo físico não fazem distinção entre o pobre ou o rico, o religioso ou o ateu, a criança ou o adulto. As leis divinas não contemplam exceções, nem concessões. São justas e equânimes. E essas conseqüências duram tanto quanto a causa que as produziu. Uma vez passado o efeito do veneno, resta consertar o estrago e seguir em frente. Por isso a necessidade da reparação. Nesse caso devemos considerar que a lei da reencarnação se torna uma necessidade, para que cada um receba conforme suas obras, segundo a justiça divina. Se a pessoa bebe veneno e morre, as conseqüências do seu ato a seguirão no mundo espiritual, pois ela sai do corpo mas não sai da vida. Por vezes, é necessário renascer num novo corpo marcado pelos estragos que o veneno produziu. Castigo? Certamente não. Conseqüência direta e natural. No campo moral a justiça divina se dá da mesma maneira, distribuindo a cada um segundo suas obras, sem intermediários. Mas como conhecer essas leis? Ouvindo a própria consciência, que é onde se encontra esse código divino. Não é outro o motivo que leva a pessoa corrupta, injusta, violenta, hipócrita, a tentar anestesiar a consciência usando drogas, embriagando-se para aplacar o clamor que vem da sua intimidade. Uma vez mais podemos considerar que Jesus realmente é o maior de todos os sábios. Numa sentença sintética ele ensinou tudo o que precisamos saber para conquistar a nossa felicidade. Sim, porque se as conseqüências dos nossos atos são diretas e naturais, podemos promover, desde agora, conseqüências felizes para logo mais. E se hoje sofremos as conseqüências de atos infelizes já praticados, basta colher os resultados, sem se queixar da sorte, e agir com uma conduta ético-moral condizente com o resultado que desejamos obter logo mais. Pense nisso! Nas leis divinas não existem penas eternas. As conseqüências infelizes duram tanto quanto a causa que as produziu. Assim, como depende de cada um o seu aperfeiçoamento, todos podem, em virtude do livre-arbítrio, prolongar ou abreviar seus sofrimentos, como o doente sofre, pelos seus excessos, enquanto não lhes põe termo. Dessa forma, se você deseja um futuro mais feliz, busque ajustar seus atos a sua consciência, que é sempre um guia infalível onde estão escritas as leis de Deus. E, se em algum momento surgir a dúvida de como agir corretamente: faça aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem, e não haverá equívoco. Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em A Gênese, de Allan Kardec, item 32, cap.

A Chama da Alma






A chama da alma

Havia um rei que apesar de ser muito rico, tinha a fama de ser um grande doador, desapegado de sua riqueza. De uma forma bastante estranha, quanto mais ele doava ao seu povo, auxiliando-o, mais os cofres do seu fabuloso palácio se enchiam. Um dia, um sábio que estava passando por muitas dificuldades, procurou o rei. Ele queria descobrir qual era o segredo daquele monarca. Como sábio, ele pensava e não conseguia entender como é que o rei, que não estudava as sagradas escrituras, nem levava uma vida de penitência e renúncia, ao contrário, vivia rodeado de luxo e riquezas, podia não se contaminar com tantas coisas materiais. Afinal, ele, como sábio, havia renunciado a todos os bens da terra, vivia meditando e estudando e, contudo, se reconhecia com muitas dificuldades na alma. Sentia-se em tormenta. E o rei era virtuoso e amado por todos. Ao chegar em frente ao rei, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma, e ele lhe respondeu: "Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio e você descobrirá qual é o meu segredo." Porém, há uma condição: se você deixar que a chama da lamparina se apague, cairá morto no mesmo instante. O sábio pegou uma lamparina, acendeu e começou a visitar todas as salas do palácio. Duas horas depois voltou à presença do rei, que lhe perguntou: "Você conseguiu ver todas as minhas riquezas?" O sábio, que ainda estava tremendo da experiência porque temia perder a vida, se a chama apagasse, respondeu: "Majestade, eu não vi absolutamente nada. Estava tão preocupado em manter acesa a chama da lamparina que só fui passando pelas salas, e não notei nada." Com o olhar cheio de misericórdia, o rei contou o seu segredo: "Pois é assim que eu vivo. Tenho toda minha atenção voltada para manter acesa a chama da minha alma que, embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam." "Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença e não o contrário." O sábio representa na história as pessoas insatisfeitas, aquelas que dizem que nada lhes sai bem. Vivem irritadas e afirmam ter raiva da vida. O rei representa as criaturas tranqüilas, ajustadas, confiantes. Criaturas que são candidatas ao triunfo nas atividades que se dedicam. São sempre agradáveis, sociáveis e estimuladoras. Quando se tornam líderes, são criativas, dignas e enriquecedoras. Deste último grupo saem os que promovem o desenvolvimento da sociedade, os gênios criadores e os grandes cultivadores da verdade. *** Com ligeiras variações, é o lar que responde pela felicidade ou a desgraça da criatura. É o lar que gera pessoas de bem ou os candidatos à perturbação. É na infância que o espírito encarnado define a sua escala de valores que lhe orientará a vida. Por tudo isto, o carinho, na infância, o amor e a ternura, ao lado do respeito que merece a criança, são fundamentais para a formação de homens saudáveis, ricos de beleza, de bondade, de amor que influenciam positivamente a sociedade onde vivem. Em nossas mãos, na condição de pais, repousa a grande decisão: como desejamos que sejam os nossos filhos tranqüilos como o rei ou atormentados como o sábio. Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de texto da obra A paz começa com você, ed. Gente, autoria de O’Donnel, e cap. 3 da obra Momentos de Consciência, de Divaldo Pereira Franco.

A Colheita de Amanhã




A colheita de amanhã

Aquele homem de cabelos brancos e rosto sulcado por profundas marcas que o tempo esculpiu, certamente tinha acumulado muitas experiências que a vida lhe proporcionara. Quantos sorrisos, quantas lágrimas já haviam contemplado aquele velho rosto agora cansado e quase sem expressão. Empregou seu tempo de juventude construindo o futuro e amparando a esposa e os filhos. Agora que suas forças físicas estavam sumindo e o corpo quase não obedecia aos comandos do cérebro, ele foi viver com um dos filhos, a nora e o neto de seis anos de idade. Sentia-se um intruso naquele lar. Tinha saudades da esposa, que já havia retornado ao mundo dos espíritos há alguns anos. Nos primeiros dias o vovô se sentava à mesa para fazer as refeições junto com os familiares, mas a nora não estava gostando que aquele velho de mãos trêmulas derramasse alimentos sobre a mesa e no chão. Sim, uma visão embaralhada e mãos que tremem, deixam rolar algumas ervilhas, derramar o leite do copo, sujar a toalha. O filho e a nora não suportaram por muito tempo aquela sujeira toda, providenciaram uma mesa pequena e a colocaram no canto da sala. Agora o vovô passaria a comer lá, sozinho, pois o barulho das suas mastigadas rudes também incomodavam o jovem casal. O velho homem também havia quebrado dois pratos e por isso passou a comer numa tigela de madeira, por ordem do seu filho. O neto era a única pessoa que se aproximava do velho e só ele percebia que, vez em quando, uma lágrima rolava discretamente do olho do vovô. Apesar da pouca idade, o garoto sabia que as lágrimas eram por causa do abandono e da solidão e tentava animar o vovô com sua alegria infantil. Numa noite, em que o casal conversava na sala de jantar, o pai notou que o menino lidava com pedaços de madeira e outras sucatas jogadas no chão, e lhe perguntou interessado: - Filho, o que você está fazendo com essas madeiras? O filho respondeu com a doçura e a inocência de seus seis anos: - Estou fazendo duas tigelas de madeira. Uma é para você, e a outra para a mamãe. Afinal, quando eu crescer vocês precisarão delas. As palavras do garoto foram um golpe para os pais, que ficaram mudos por alguns minutos. Depois, entenderam a lição e grossas lágrimas rolaram dos seus rostos jovens. E, naquela mesma noite, na hora do jantar, o marido foi buscar seu velho pai e o trouxe para sentar-se à mesa e usar talheres e pratos como todos os outros. Sem entender o que estava acontecendo, aquele homem de cabelos brancos e rosto sulcado por profundas marcas que o tempo esculpiu, pôde fazer parte outra vez do mundo dos vivos, apesar das mãos trêmulas e da visão embaralhada. *** Os pais são espelhos vivos dos filhos, que neles buscam um norte para suas vidas. Lembre-se sempre de que eles o observam e seguem as suas pegadas. Por essa razão, vale a pena deixar marcas de luz e exemplos dignos de serem seguidos.

A Conquista da Serenidade






A conquista da serenidade

Um dia amanhece, glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam. Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite. Será isso serenidade? A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma. Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna? Muita gente diz assim: Vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito. Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: Que bom é voltar para o conforto da cidade. E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta. Então vem a pergunta: Será que realmente a serenidade existe em nossa alma? Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo? A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso. Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim. Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: "Um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço". O mesmo acontece em nossa vida. E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de auto-educação. A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo. E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano. Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas. Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranqüiliza-se a mente. O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar. É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si. Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz. * * * A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade. Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos. Autor: Serenidade, do livro Repositório de sabedoria, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

A Chaga do Egoísmo




A chaga do egoísmo

A fila no estabelecimento bancário estava enorme. Poucos funcionários, muitos clientes. Dia de pagamento de compromissos vários motivava que o banco assim se apresentasse apinhado. Na seqüência dos minutos, a fila aumentava e a impaciência tomava conta de alguns, enquanto outros buscavam a conversa descompromissada para aliviar a tensão da longa espera. Uma senhora distinta se aproxima do caixa. Afinal, chegara sua vez. O jovem bancário, solícito, se dispõe atendê-la. Ela coloca sua bolsa, com absoluta calma, sobre o balcão do caixa. Sem pressa, abre o zíper e com todo vagar busca dentro dela os carnês que deve pagar. Vira, revira e, finalmente retira um bloqueto de cobrança e um carnê, apresentando-os ao funcionário. Enquanto ele soma, ela procura vagarosamente sempre, o cartão a fim de efetuar o pagamento. Entrega-o ao rapaz, que aguarda, ansioso, verificando que a fila não pára de se alongar. Ela ajeita os óculos para digitar a senha e quanto já tem nas mãos tudo quitado e autenticado, retorna o cartão ao caixa, pedindo que proceda a uma retirada. Ele se prontifica, executa a operação e no momento que lhe passa o dinheiro, ela resolve alterar o valor, solicitando um tanto mais. As pessoas tudo observam, expressando impaciência, consultando o relógio. Finalmente, ela pega as notas e, com delicadeza, vai colocando na bolsa o carnê, o bloqueto, as notas, o cartão magnético, sem arredar um milímetro de frente ao caixa, impedindo a aproximação de outro cliente. A senhora prossegue no seu egoísmo, sem se importar com os outros, pensando somente em si mesma, como se fosse o único ser vivente no planeta. Mas esta forma de egoísmo não é a única. Outras existem e, quando se apresenta na inteligência, toma o aspecto de vaidade intelectual. Na ignorância, é a agressividade. Na pobreza, é a inveja que destrói, na tristeza é o isolamento. O egoísmo, onde se manifeste, usa as mais diversas máscaras. Como o joio que abafa o trigo, comparece igualmente nos corações que a luz já felicita, em forma de cólera e irritação, desânimo e secura. Se desejamos dar combate a esta praga, saibamos estender, cada dia, as nossas disposições de mais amplo serviço ao próximo, aprendendo a ceder de nós mesmos para o bem de todos. Você sabia? Você sabia que o egoísmo é herança evidente de nossa antiga animalidade? E que é por este motivo que o vemos repontar em toda extensão do Mundo? E que a plenitude do amor somente pode ser alcançada com humildade e sacrifício? Autor: Com base no cap. 25 do livro Encontro de paz, de Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDE.

A Casa Mental





A casa mental

Nossa mente é como uma casa. Pode ser grandiosa ou pequenina, suja ou cuidadosamente limpa. Depende de nós. Você já observou como agimos com relação aos pensamentos que cultivamos? Em geral, não temos com a mente o cuidado que costumamos dispensar aos ambientes em que vivemos ou trabalhamos. Quem pensaria em deixar sua casa ou escritório cheio de sujeira, acumulando lixo ou tomado por ratos e insetos? Certamente ninguém. No entanto, com a casa mental somos menos atenciosos. É que permitimos que pensamentos infelizes e maus sentimentos encontrem morada em nosso coração. E como fazemos isso? Agimos assim quando permitimos que tenham livre acesso às nossas mentes os pensamentos de revolta, inveja, ciúme, ódio. Ou quando cultivamos desejo de vingança, rancor e infelicidade. Nesses momentos, é como se enchêssemos de sujeira a mente. Uma pesada camada de pó cobre a alegria e impede que estejamos em paz. Além da angústia que traz, a mente atormentada influencia diretamente o corpo, acarretando doenças e sofrimentos desnecessários. E pior: contribui para o isolamento. Sim, porque as pessoas percebem quando não estamos bem espiritualmente. O azedume de nossas palavras, o rosto contraído, tudo faz com que os outros desejem se afastar de nós, agravando nossa infelicidade. E o que fazer para impedir que isso aconteça? A resposta foi dada por Jesus: orar e vigiar. A vigilância é essencial para quem deseja a mente saudável. Nossa tarefa é observar cada pensamento que se infiltra, analisar a natureza dos sentimentos que surgem. E, principalmente, estar alerta para arrancar como erva daninha tudo o que possa nos prejudicar. Dado esse primeiro passo que é a vigilância, é importantíssimo estar atento para a segunda recomendação de Jesus: a oração. Quando identificamos dentro de nós os feios sentimentos, as más palavras e os pensamentos desequilibrados, sempre podemos recorrer à oração. A prece é um pedido de socorro que dirigimos ao Divino Pai. Quando nos sentimos frágeis para combater os pensamentos infelizes, é hora de pedir auxílio a Deus. É tempo de falar a Ele sobre a fraqueza que carregamos ou a tristeza que nos abate. É o momento de pedir força moral. E o Pai dos Céus nos enviará o auxílio necessário. Mas... de nossa parte, é importante não haver acomodação. É preciso trabalhar para ser merecedor da ajuda que Deus nos manda. Como fazer isso? Contrapondo a cada mau pensamento os vários antídotos que temos à nossa disposição: as boas atitudes, o sorriso, a alegria, as boas leituras. Em vez da maledicência, a boa palavra, as conversas saudáveis. No lugar da crítica ácida, optar pelo elogio ou pela observação construtiva. Se surgir um pensamento infeliz, combatê-lo com firmeza. * * * Não se deixe escravizar. Se alguém o ofender ou fizer mal, procure perdoar, esquecer. E peça a Deus a oportunidade de ser útil a essa pessoa. Não esqueça: todo dia é excelente oportunidade para iniciar a limpeza da casa mental. Comece agora mesmo.
Rôestrelinha

A Crença Em Deus





A crença em Deus

O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não é fruto da educação, nem resultado de idéias adquiridas. A prova disso é que esse sentimento é universal e o encontramos mesmo entre selvagens. Esse sentimento instintivo a respeito da existência de um ser superior nos afirma que Deus existe. Foi isso que dana aprendeu com seu filho. Quando ela mesma era criança, não conseguia entender algumas coisas que lhe ensinavam. Por exemplo, perguntava, se os anjos ficavam tocando música no céu, como é que as nuvens conseguiam sustentar os pianos? Ou então, como é que Jesus poderia ajudar alguém ficando preso a uma cruz com pregos enfiados em suas mãos? Porque não encontrasse as respostas adequadas, ela abandonou a religião e passou a não acreditar em Deus. Casou, tornou-se mãe e nunca a questão religiosa foi tratada em seu lar. Agora, sozinha com seu filho de 4 anos, ela estava ansiosa por notícias de seu marido. Ele partira para o Iraque, convocado pelo exército. Ela temia que ele não voltasse. Estranhamente, o pequeno Luke falava calmamente com seu pai ao telefone. Certa noite em frente à TV, ela ouviu a entrevista de um soldado que estava de licença para se casar. Ele dizia ter medo de voltar para o Iraque, porque aquilo tudo era muito perigoso. Pelo canto do olho, dana viu que Luke, sentado também em frente à TV juntou os dedinhos e baixou a cabeça por uns segundos. "O que é que você está fazendo, filho?" Ele não quis contar. Mas, depois de alguns minutos, repetiu o gesto. Ela insistiu: "Filho, você não precisa me contar se não quiser. Mas se quiser, estou ouvindo." O menino cravou nela os olhos límpidos e falou baixinho: Estou rezando pelo papai. Ela ficou desconcertada. A forma como criara seu filho o fazia sentir vergonha por rezar por seu pai, na sua própria casa. Como a semente da fé fora parar no coração de seu filho ela desejava saber. Por isso, perguntou quando ele começara a acreditar em Deus. "Eu não sei", foi a resposta do garoto. "Sempre soube que ele existia." A jovem mãe se deu conta que a fé havia encontrado um caminho até o coração de seu filho. Uma fé incondicional. O garoto orava e guardava a certeza que Deus traria seu pai de volta. E o trouxe. Contudo, se algo houvesse acontecido a ele, Luke saberia que seu pai estaria esperando por ele, em algum lugar, além desta vida. Uma fé que o faz ter absoluta certeza que tudo é possível. E que, ao fim de sua vida, ele vai se juntar a seus heróis e entes queridos, mamãe, papai, avós e até o seu boneco de brinquedo. As preces de Luke se estendem ao infinito e além. Ele tem certeza da existência de Deus, um Pai que o ama e se importa com ele, com seus amores. Seus brinquedos, com o seu mundo. *** Quem tem fé, olha para a vida com lentes especiais. Quando caminha ao longo de um rio, não vê apenas a água correndo pelas pedras. A paisagem o enche de êxtase. Enxerga um reino de esperança além deste mundo, enquanto os demais vêem apenas um regato murmurando. Quem tem fé, contempla as estrelas com a certeza de que um dia todos chegaremos lá. Não importa quanto demore, o quanto custe. Um dia, perfeitos, viveremos nas estrelas mais brilhantes, celestes mundos criados por Deus para a morada dos seus filhos.
Rôestrela

A Virtude da Diciplina






A Virtude da Diciplina

Certas palavras e expressões às vezes têm seu sentido deturpado ou reduzido. Assim ocorre com a disciplina, freqüentemente entendida como submissão a um agente externo. O termo remeteria à ação que sujeita a vontade de outrem. Por exemplo, o pai que disciplina seu filho ou o comandante que conduz suas tropas sob um regime disciplinar severo. Embora a disciplina sob o aspecto exterior seja necessária, ela a tal não se circunscreve. Na realidade, é sob o prisma interno que a disciplina revela seu mais rico potencial. Trata-se de uma virtude que viabiliza a aquisição de todas as outras. Sem disciplina, não há avanço e transformação moral e intelectual. A criatura indisciplinada permanece como sempre foi. Seus vícios e debilidades não encontram firme oposição e os mesmos erros são incessantemente repetidos. A disciplina atua no plano da vontade. Ela estabelece regras e define como deve ser o comportamento futuro. O homem disciplinado diz a si mesmo que deve fazer e se mantém firme no propósito. Mesmo contra seus interesses e tendências naturais, segue o programa de melhoramento que se impôs como meta. A disciplina consiste em uma força interior que permite a alteração de velhos hábitos. Não se trata apenas de decidir ser melhor, mas de colocar em prática o que se decidiu. Certamente há vacilos, mas logo o homem disciplinado retoma seu projeto inicial. Ele não se permite desistir, quando percebe a viabilidade da meta que elegeu para si. Todos os Espíritos, atualmente vinculados à Terra, já passaram por incontáveis encarnações. No longo processo de aprendizado, cometeram muitos equívocos e desenvolveram maus hábitos. Certas tendências do pretérito remoto ainda hoje se fazem presentes nos homens. Nos primórdios da evolução, o Espírito era despido de cogitações intelectuais e morais mais complexas. As preocupações do ser resumiam-se à preservação da vida e à perpetuação da espécie. O tempo não gasto com a satisfação dessas necessidades era dedicado ao ócio. Assim, o gosto excessivo pelo descanso lembra as fases primitivas da existência imortal. O mesmo ocorre com a preocupação desmedida com alimentação e sexo. Nada há de errado com a satisfação das necessidades elementares da vida, em um contexto de dignidade. O vício reside no excesso e na fixação do pensamento em atividades que são meramente instrumentais. A destinação do Espírito humano é excelsa. Compete-lhe vencer a si mesmo, libertar-se de hábitos primários e preparar-se para experiências transcendentais do intelecto e do sentimento. Ocorre que isso somente é possível com muita disciplina. Sem uma vontade firme aplicada na correção do próprio comportamento, ninguém avança. Maus hábitos, como maledicência, gula, preguiça e leviandade sexual, não somem por si sós. Eles devem ser corajosamente enfrentados e subjugados. O abandono de vícios é lento e doloroso. No princípio, o esforço necessário é hercúleo. Mas gradualmente se percebe o peso que representam as más tendências. Surge uma sensação de liberdade e de leveza, com a adoção de um padrão digno de comportamento. Então, o que era difícil se torna fácil e prazeroso, pois a disciplina gera a espontaneidade. Pense nisso.
Rôestrela

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