Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sábado, 5 de maio de 2012

Desencarne Coletivos




É o desencarne que ocorre em acidentes e catástrofes de toda sorte, que vitimam pequeno ou grande número de criaturas. Ocorre porque um grupo ou grupos de espíritos comprometidos com um mesmo débito ou com débitos semelhantes, em reencarnações pregressas, se associam, ainda na espiritualidade, antes do renascimento, com a finalidade de realizar "trabalho redentor em resgates coletivos".
Por estar relacionado a experiências evolutivas, o desencarne coletivo é previsto por entidades Benfeitoras Espirituais, que acolhem os desencarnantes imediatamente, muitas vezes em postos de socorro por eles montados através da vontade/pensamento, na própria região da catástrofe ou desastre.
O resgate de nossas ações contrárias à Lei Divina, ao bem e ao amor pode ocorrer de várias formas, inclusive coletivamente. O objetivo, segundo "O Livro dos Espíritos", questão 737, é “fazê-lo avançar mais depressa” e as calamidades “são freqüentemente necessárias para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos”. Além disso (questão 740), “são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo”.
E assim, entendemos o sentimento de solidariedade que essas calamidades despertam, auxiliando todos a desenvolver o amor. O importante para os mais diretamente envolvidos, para que tenham o progresso devido, como está dito em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo 14, item 9, é “não falir pela murmuração”, pois “as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.
Nesta frase selecionada no "O Evangelho Segundo o Espiritismo", está uma informação de cabal importância: indício de aperfeiçoamento do espírito. E qual seria o objetivo prático de tudo isso e como esses fatos atuam em nosso progresso, com que finalidade?
A resposta está na Lei do Progresso, que determina ao homem o progresso incessante, sem retrocesso, no campo intelectual e moral; cada um há seu tempo, seguindo seu ritmo próprio, sendo que “se um povo não avança bastante rápido, Deus lhe provoca, de tempo em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma” ("O Livro dos Espíritos", questão 783).
Como vemos, o progresso se faz, sempre, e quando estamos atravancando-o, Deus, em sua infinita bondade e justiça, lança mão de instrumentos que nos impulsionem à frente. O objetivo é nos levar a cumprir a escala evolutiva, saindo de nossa condição de Espíritos imperfeitos moralmente para a de espíritos regenerados, até atingirmos a condição de Espíritos puros.
Essa transposição de imperfeito moralmente para regenerado marca a atual fase de transição que vivenciamos, plena de flagelos destruidores, de calamidades, de acidentes com grande número de mortos.
Nos evangelhos segundo Mateus, Marcos e João, há várias referências aos sinais precursores de uma transformação no estado moral do Planeta, caracterizada pelo anúncio de calamidades diversas que atingirão a humanidade e dizimarão grande número de pessoas, para que, na seqüência, ocorra o reinado do bem, sejam instituídas a paz e a fraternidade universal, confirmando a predição de que após os dias de aflição virão os dias de alegria.
O que é anunciado nessas passagens evangélicas não é o fim do mundo de forma absoluta e real, mas o fim deste mundo que conhecemos, em que o mal aparentemente se sobrepõem ao bem, e, como afirma Allan Kardec em "A Gênese", capítulo 17, item 58, “o fim do velho mundo, do mundo governado pela incredulidade, pela cupidez e por todas as más paixões a que o Cristo alude”.
Para que esse novo mundo se instale ("A Gênese", capítulo 18), é fundamental que a população seja preparada para habitá-lo. Para tanto, teremos, todos nós, de equacionar alguns problemas de nosso passado, construindo nosso progresso moral.
Não há transformação sem crise, e catástrofes e cataclismos são crises que agitam a humanidade, despertando-a para a solidariedade, a fraternidade, o bem.
Temos, então, de ver a humanidade como “um ser coletivo no qual se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser individual” ("A Gênese", capítulo 18 item 12).
Nesse contexto, a fraternidade será a pedra angular da nova ordem social, com o progresso moral, secundado pelo progresso da inteligência assegurando a felicidade dos homens sobre a Terra.
Para que possamos habitar esse novo mundo, não temos de nos renovar integralmente. Segundo Kardec ("A Gênese", capítulo 18 item 33), “basta uma modificação nas disposições morais”, e, para isso, temos de equacionar débitos do passado e nos conscientizarmos de nossa condição de espíritos imortais perfectíveis, em fase de desenvolvimento de nossas potencialidades.
Como forma de acelerar esse processo de modificação da disposição moral, a presente fase é marcada pela multiplicidade das causas de destruição, até como forma de estimular em nós o desenvolvimento de nossas potencialidades no bem, pois “o mal de hoje há de ser o bem de amanhã. Somente a educação do Espírito poderá libertá-lo do mal, dando-lhe condições de alçar os mais altos vôos no plano infinito da vida. O importante em tudo isso é mantermos a serenidade, olharmos para a frente, divisarmos o futuro, pois “a marcha do Espírito é sempre crescente e ascendente. É preciso descobrir quanto bem se é capaz de fazer agora para que o próprio crescimento não se detenha” (Portásio).
Em todo ser humano, como ressalta o Espírito Clelie Duplantier, em "Obras Póstumas", “há três caracteres: o do indivíduo ou do ente em si mesmo, o do membro da família e o do cidadão. Sob cada uma dessas três fases, pode ele ser criminoso ou virtuoso; isto é, pode ser virtuoso como pai de família e criminoso como cidadão, e vice-versa”.
Além disso, pode-se admitir como regra geral que todos os que se ligam numa existência por empenhos comuns, já viveram juntos, trabalhando para o mesmo fim e se encontrarão no futuro, até expiarem o passado ou cumprirem a missão que aceitaram.
O papel de cada um
Essas calamidades – se olharmos para elas sob o ponto de vista espiritual, fundamentando nossa reflexão nos princípios da Doutrina Espírita – têm, portanto, objetivos saneadores que, conforme Joanna de Ângelis, removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera e significam a realização da justiça integral, pois a Justiça Divina, para nosso reequilíbrio, recorre a métodos purificadores e liberativos, de que não nos podemos furtar.
Assim, tocados pelas dores gerais, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade e estaremos construindo a coletividade harmônica, sempre lembrando a advertência do Espírito Hammed: “a função da dor é ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Como o golpe ao objeto pode ser modificado, repensa e muda também tuas ações, diminuindo intensidades e freqüências e recriando novos roteiros em sua existência”. Desse modo, estaremos utilizando nossos problemas como ferramenta evolutiva, não nos perdendo em murmurações, mas utilizando nosso livre-arbítrio como patrimônio.
O progresso de todos os seres da criação é o objetivo de tudo que aconteceTenhamos a consciência desperta e procuremos entender o mundo à nossa volta, cientes de que a solidariedade é o verdadeiro laço social, não só para o presente, mas, como está em "Obras Póstumas", “estende-se ao passado e ao futuro, pois que os mesmos indivíduos se encontram e se encontrarão para juntos seguirem as vias do progresso, prestando mútuo concurso. Eis o que faz compreender o Espiritismo pela eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres”.
E mais: Graças ao Espiritismo, compreende-se hoje a justiça das provações desde que as consideremos uma amortização de débitos do passado. As faltas coletivas devem ser expiadas coletivamente pelos que juntos as praticaram, e os mentores estão sempre trabalhando, ajudando a todos nós, reunindo-nos em grupos de forma a favorecer a correção de rumo, amparando-nos e nos fortalecendo para darmos conta daquilo a que nos propomos, além de nos equilibrarem para podermos auxiliar o outro com nossos pensamentos positivos, nossos. Fonte:Yahoo groups



PARTE TERCEIRA DO LIVRO DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO VI *DA LEI DE DESTRUIÇÃO*
*Flagelos destruidores*
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

"Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição ma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada ova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objectivo, para que os resultados possam ser apreciados.
Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos." (744)
738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?/
"Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza."
a) - /Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso?
"Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espectáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles."
b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.
"Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.
" Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.
Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.
739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?

"Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam."
740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, pondo-o a braços com as mais aflitivas necessidades?
"Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo."
741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?
"Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de carácter geral, que estão nos decretos da Providência e dos
quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência."
Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiénicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não
estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal,
souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes? (707) O Livro dos Espíritos /Allan Kardec

Oremos pelos nossos irmãos que vivem o desespero das enchentes.

Mensagens Fraternais



FONTE PERENE DE PAZ

Para quem se sente magoado:

“Então Pedro, se aproximando, lhe disse: Senhor, quantas vezes perdoarei ao meu irmão, quando ele houver pecado contra mim? Será até sete vezes? Jesus lhe respondeu: Eu não vos digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt, 18:21-22)

Para quem não sabe perdoar:

“Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar, e ali lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e depois virás apresentar a tua oferta. Assume logo uma atitude conciliadora com o teu adversário enquanto estás com ele no caminho.” (Mt, 5: 23-25)

Para aquele que não sabe como utilizar-se das palavras:

“Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” (Mt, 5:37)

“Eu vos digo que toda palavra inútil que os homens disserem darão contas no dia do Juízo. Pois por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” (Mt, 12: 36-37)

Para os sequiosos pela riqueza:

“Observai os pássaros do céu: eles não semeiam e não colhem, e não amontoam nada nos celeiros, mas vosso Pai celestial os alimenta; não sois muito mais do que eles?” (Mt, 6:26)

Para os coléricos:

“Eu, porém. vos digo: todo aquele que se encolerizar contra o seu irmão, terá de responder em juízo; aquele que chamar ao seu irmão: Cretino! estará sujeito ao julgamento do Sinédrio.” (Mt, 5:22)

Para os ansiosos:

“Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem com vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa?” (Mt, 6:25)

Para os que vivem em plena juventude:

“Que ninguém o despreze por ser jovem. Quanto a você mesmo, seja para os fiéis um modelo na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza.” ( I Tim., 4: 12)

Para os temerosos:

“E não temais os que matam o corpo, e que não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.”

Para os que vivem atormentados pelos apelos sexuais:

“Mas, se não são capazes de dominar os seus desejos, então se casem, pois é melhor casar-se do que abrasar.” (I Cor, 7: 9)

“Fujam da imoralidade. Qualquer outro pecado que o homem comete, é exterior ao seu corpo; mas quem se entrega à imoralidade peca contra o seu próprio corpo.” (I Cor, 6: 18)

Para os que se encontram tristes:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.” (Mt, 11:28)

Para os orgulhosos:

“Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.” (Mt, 18:4)

Diante dos sofredores:

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo d'água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.” (Mt, 10:42)

Diante do pecador:

“Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João, 8: 11)

Diante das convenções sociais:

“Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela e a levantará? Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? È, por conseqüência, lícito fazer bem aos sábados.” (Mt, 12: 11 e 12)

“Dai pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mc., 12: 17)


Ação e Reação

Observa as flores humanas que assomam chorando nos torturados berços do sofrimento.

Feridas congeniais lhes assinalam a contextura.

Despontam na árvore familiar, agitadas pela ventania de agitadas flagelações, reclamando assistência e socorro, compaixão e entendimento.

Diante delas, muita vez, o filósofo invigilante recusa a fé no burilamento final do gênero humano, e o religioso incompleto começa a indagar sem razão, quanto à eqüidade na Justiça de Deus.

É que nessas criancinhas, sob o ferrete da expiação, voltam ao campo da experiência terrestre quantos se fizeram no mundo instrumentos da crueldade para os outros e para consigo mesmos.

Aqui é o juiz venal que regressa com cérebro embaciado, incapaz do pensamento correto.

Ali, é o cirurgião que abusou dos próprios recursos, para estender homicídios inconfessáveis, reaparecendo sem mãos para novas lutas na vida.

Acolá, encontraremos o esportista elegante que se valeu de dons respeitáveis para furtar a felicidade dos outros, retomando o indumento carnal com as doenças inquietantes a lhe curar os centros nervosos intoxicados por ele mesmo e, mais adiante, surpreendemos a mulher vaidosa e insensata, que aproveitou a própria beleza para destruir a paz de lares promissores, ressurgindo no corpo retardado e disforme para rude estação na penúria e na idiotia.

Diante do berço martirizado, lembremos as nossas próprias dívidas e auxiliemos as avezinhas do infortúnio a refazerem as próprias asas, no visco da provação a que se atiraram, desprevenidas, porque todos detemos compromissos enormes na contabilidade Divina e todos, no tempo justo, seremos inevitavelmente chamados ao justo acerto, necessitando igualmente da dor mais alta, a fim de que sejamos conduzidos à harmonia maior.


AGE E ESPERA

Cada vez que houveres amanhado a Terra e nela plantando uma semente boa, descansa e espera em paz, entregando ao Senhor o resultado do teu esforço.

Não te inquietes nem te angusties, na dúvida ou na pressa pelo nascimento da árvore sonhada, nem pela força ou pela glória de suas futuras florações, porque só as grandes potências naturais da vida podem, com ajuda indispensável do tempo, completar em definitivo qualquer trabalho perfeito.

A consciência de que nenhuma criatura pode criar ou ultimar, seja o que for, senão sobre aquilo que Deus antes criou, é sabedoria que a alma humana ainda precisa conquistar definitivamente, para poder cooperar com mais eficácia em favor do verdadeiro progresso.

Só a tola vaidade dos presunçosos aprendizes da escola terrena dá-se ao desplante de imaginar que é possível construir do nada alguma coisa ou agir a bel-prazer sobre a Criação Divina.

A Paternidade Celeste oferece continuamente, e cada vez mais, aos estudiosos e pesquisadores da Terra, renovadas oportunidades de transformar criativamente a feição e os mecanismos funcionais de tudo o que existe, porque o Pai Eterno educa os seus filhos para honra suprema de seus cooperadores na multiplicação infinita das grandezas e das excelências na imensurável Casa Universal.

Necessário, porém, se faz que os homens adquiram a humildade precisa e o invariável bom senso para que sua ação, verdadeiramente construtiva, mereça a inspiração superior, na extensão do bem.

Em todos os setores da atividade humana e, em especial, nos riquíssimos campos da genética e da Física, os ensejos de maravilhosas conquistas se tornam sempre mais freqüentes, mas também aí não se irá tão longe nem tão depressa, senão à custa de sincera disposição de servir e ajudar.

É todavia, no íntimo de cada alma que as possibilidades de transformação e de sublimação das energias, no terreno dos sentimentos e das idéias, mais largos e felizes horizontes se abrem aos seres humanos, que por enquanto não se aperceberam das excelsitudes que estão ao seu alcance.

Tu, porém, meu amigo e irmão em Cristo, que te acercas da bênção renovadora do Evangelho, age e espera, confia e ama, sabendo que, a partir da ação criadora do Pai Eterno, tudo poderás, com o tempo e com amor, com o trabalho e com esperança.


COMPROMISSO COM A CONSCIÊNCIA

"Por isso também me esforço para ter sempre uma consciência limpa para com Deus e para com os homens." (Atos, 24:16)

Compromisso exige responsabilidade.

Responsabilidade solicita equilíbrio moral.

Equilíbrio moral decorre da disciplina.

Disciplina sugere auto-conhecimento.

Auto-conhecimento resulta de educação.

Educação recorda preparo para a vida.

Vida é patrimônio divino, que ninguém pode malbaratar, inconseqüentemente.

Sublime compromisso com a divindade, a vida é ensancha abençoada, na Terra, para os labores da evolução, concedidos ao Espírito em nome do Amor.

Ações produzem reações.

Todo impulso gera respostas na ordem das coisas.

Por essa razão, o equilíbrio é a conquista ideal em face das circunstâncias e realizações humanas.

Compromisso com a consciência - ordem na conduta.

Conduta cristã - conquista da paz.

Não adie os compromissos de enobrecimento a pretexto de falta de forças, de escassez de recursos, de ausência de oportunidade.

Cada minuto na vida de um cristão decidido tem valor expressivo, porquanto significa ensejo de ajudar, de ascender, de conseguir a felicidade, com a consciência ilibada.


Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.


Edificação do Reino

“O Reino de Deus está no meio de vós”

Jesus (Lucas, 17:21)

Nem na alegria excessiva que ensurdece.

Nem na tristeza demasiada que deprime.

Nem na ternura incondicional que prejudica.

Nem na severidade indiscriminada que destrói.

Nem na cegueira afetiva que jamais corrige.

Nem no rigor que resseca.

Nem no absurdo afirmativo que é o dogma.

Nem no absurdo negativo que é vaidade.

Nem nas obras sem fé que se reduzem a pedra e pó.

Nem na fé sem obras que é estagnação da alma.

Nem no movimento sem ideal de elevação que é cansaço vazio.

Nem no ideal de elevação sem movimento que é ociosidade brilhante.

Nem cabeça excessivamente voltada para o firmamento com inteira despreocupação do valioso trabalho na Terra.

Nem pés definitivamente chumbados ao chão do Planeta com integral esquecimento dos apelos do Céu.

Nem exigência a todo instante.

Nem desculpa sem-fim.

O Reino Divino não será concretizado na Terra, através de atitudes extremistas.

O próprio Mestre asseverou-nos que sublime realização está no meio de nós.

A edificação do Reino Divino é obra de aprimoramento, de ordem, esforço e aplicação aos desígnios do Mestre, com bases no trabalho metódico e na harmonia necessária.

Não te prendas excessivamente às dificuldades do dia de ontem, nem te inquietes demasiado pelos prováveis obstáculos de amanhã.

Vive e age bem no dia de hoje, equilibra-te e vencerás.

Marlene Nobre





MARLENE NOBRE

Por que o Haiti? Por que tanto sofrimento para o povo mais pobre das
Américas?

Um povo já de si tão sofrido, que está na faixa quase absoluta da miséria;
espoliado repetidamente por ditadores, dominado por gangues que marcam
território, como se fossem bandos de irracionais; que corre de um lado para
outro, sem chegar a lugar nenhum.

Diante das cenas terríveis do último terremoto, as interrogações são muitas;
as dos ateus que procuram justificar a própria descrença em um poder
superior, as de alguns crentes que tentam explicar o "castigo divino". É
inútil procurar respostas de um lado ou de outro. Deus não é cruel, nem
vingativo, nem tampouco injusto. O Ser Supremo tem leis e as executa segundo
critérios de justiça pura, que estamos longe de compreender na sua
totalidade, dada a imperfeição que oblitera o nosso discernimento. Somente
com o auxílio da Lei de Ação e Reação e da Lei de Destruição é possível
entender os mecanismos dos flagelos naturais. (Ver destaque no final da
página).

Um rápido olhar sobre a nossa história milenar evidenciará o estágio de
indigência espiritual em que nos encontramos. Nas guerras sucessivas
deixamos um rastro de violência, desamor e impiedade. Somente no século
passado o saldo foi de 220 milhões de mortos nas duas guerras mundiais e
diversos morticínios. Aliás, nunca ficamos alguns minutos sem morticínios na
superfície do planeta. *Não é difícil compreender que, nos escombros do
terremoto do Haiti, talvez tenhamos milhares de europeus, revestidos de
outros corpos, os mesmos espíritos agressores, responsáveis por uma ou pelas
duas guerras mundiais. Talvez estivessem, ali, resgatando parte da culpa,
para poderem reiniciar um novo caminho de redenção no terceiro milênio.
Afinal, onde renasceriam esses europeus belicosos senão nos países pobres
das Américas, onde existem mães dispostas a recebê-los, uma vez que o
planejamento familiar e o aborto legalizado, vigentes na maior parte dos
países europeus, fecharam-lhes as portas de acesso aos antigos ninhos
terrestres. Certamente não seriam apenas eles os comprometidos com as
guerras recentes que terão encontrado o caminho da transformação no
terremoto do Haiti, mas igualmente espíritos outros necessitados de
progresso espiritual acelerado. Assim, para os que creem na reencarnação e
sabem da existência de uma outra lei vigente em todo o Universo " a da
destruição " fica bem mais fácil explicar os flagelos naturais. Conforme
ensinam os Espíritos Superiores (O Livro dos Espíritos, Q. 728): "Preciso é
que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque o que chamais
destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e
melhoria dos seres vivos." *

*A grande transformação *

Até 2019, segundo Chico Xavier, as grandes transformações geofísicas do
nosso planeta terminarão, e os que herdarão a Terra estarão comprometidos
com uma luta sem descanso contra toda sorte de situações adversas para
garantir a continuidade da vida física. Tem se falado muito em 2012, mas
esse é apenas um dos marcos do caminho, em que ocorrerão acontecimentos
dolorosos, que nos conduzirão rumo à data-limite, 2019, escolhida pela
falange de Espíritos Puros que comandam o nosso sistema planetário e que tem
em Nosso Senhor Jesus Cristo um dos seus veneráveis membros.

No livro A Gênese, lançado em Paris, em 1868, Allan Kardec deixou lições
muito claras no último capítulo (XVIII), denominado Os Tempos São Chegados,
a respeito do período de transição para o qual o planeta já teria entrado.

O Espírito Arago fala no item 8 desse capítulo: "Quando vos dizem que a
Humanidade chegou a um período de transformação, e que a Terra deve se
elevar na hierarquia dos mundos, não vejais nessas palavras nada de místico,
mas, ao contrário, o cumprimento de uma das grandes leis fatais do
Universo."

Em 1938, escrevendo sobre a história dos povos (A Caminho da Luz, cap. XII),
Emmanuel lembra: "Uma nuvem de fumo vem-se formando, há muito tempo, nos
horizontes da Terra, cheia de indústrias de morte e destruição. Todos os
países são convocados a conferirem os valores da maturação espiritual da
Humanidade, verificada no orbe há dois milênios." Compreende-se, assim, que
a Terra viveu o crepúsculo doloroso da civilização ocidental no século XX, e
começa, agora, o mergulho na noite profunda, devendo deixar o campo de
trevas, dentro de dez anos, quando emergirá para uma nova aurora. Segundo o
benfeitor, "isso acontece porque são chegados os tempos em que as forças do
mal serão compelidas a abandonar as suas derradeiras posições de domínio nos
ambientes terrestres, e os seus últimos triunfos são bem o penhor de uma
reação temerária e infeliz, apressando a realização dos vaticínios sombrios
que pesam sobre o seu império perecível".

Emmanuel ainda enfatiza que não devemos nos esquecer de Jesus, "cuja
misericórdia infinita, como sempre, será a claridade imortal futura, feita
de paz, de fraternidade e de redenção". Unamo-nos no trabalho de amor e
misericórdia.

*Destruição, conservação, evolução*

Quando incorporamos a Lei de Destruição à Lei da Reencarnação fica fácil
explicar os caminhos evolutivos da alma e da nossa Casa Planetária. O Livro
dos Espíritos (cap. VI) ensina que destruição é, na verdade, transformação.
A destruição da vida corpórea não pode ser feita antes da hora, por isso
Deus conferiu a cada ser o instinto de conservação e o de reprodução. A Lei
de Destruição existe para manter o equilíbrio entre esses instintos mais
grosseiros e servir de contrapeso a eles, caso contrário, o apego do
espírito à existência material seria muito maior do que realmente é. Os
seres vivos destroem-se reciprocamente a fim de que haja manutenção do
equilíbrio na reprodução e para que sejam utilizados os despojos do
invólucro exterior dos seres que sofrem destruição. A parte essencial é o
princípio inteligente que não se pode destruir e que é elaborado nas
diversas metamorfoses por que passa.> Aprendemos que os flagelos naturais
são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de
demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe
oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse
e de amor ao próximo, diminuindo o seu egoísmo.

A Lei de Destruição, contudo, não é igual em todos os mundos; ela cessa,
quando o espírito se depura, física e moralmente. Por isso, são muito
diversas as condições da Terra e as dos mundos moralmente mais adiantados.
Será que um dia a Terra se libertará dessa necessidade de destruição? Sem
dúvida que sim, quando os seres humanos sobrepujarem a matéria, porque só
então reinará, entre eles, a concórdia, a paz, a fraternidade. Assim, pois,
os flagelos destruidores têm a finalidade de fazer a humanidade progredir
mais depressa; realizar em alguns anos o que exigiria muitos séculos. Com
eles, o espírito aprende a moderar o seu orgulho e a admitir a existência de
um poder superior. Compreende, enfim, que, em outra vida, as vítimas dos
flagelos destruidores, se souberem suportar com resignação a provação,
acharão ampla compensação aos seus sofrimentos.

Folha Espírita, on-line, fevereiro de 2010 - edição número 426




Evangelho Segundo Espiritismo



Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército que se movimenta, ao receber a ordem de comando, espalham-se sobre toda a face da Terra. Semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos. Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos. As grandes vozes do céu ressoam como o toque da trombeta, e os coros dos anjos se reúnem. Homens, nós vos convidamos ao divino concerto: que vossas mãos tomem a lira, que vossas vozes se unam, e, num hino sagrado, se estendam e vibrem, de um extremo do Universo ao outro. Homens, irmãos amados, estamos juntos de vós. Amai-vos também uns aos outros, e dizei, do fundo de vosso coração, fazendo a vontade do Pai que está no Céu: "Senhor! Senhor!" e podereis entrar no Reino dos Céus. O Espírito Da Verdade - Prefácio de " O Evangelho Segundo O Espiritismo "







A lei do Amor

8 – O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e extingue as misérias sociais. Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.



O Espiritismo, por sua vez, vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto divino. Ficai atentos, porque essa palavra levanta a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, vencendo a morte, revela ao homem deslumbrado o seu patrimônio intelectual. Mas já não é mais aos suplícios que ela conduz, e sim à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito, e o Espírito deve agora resgatar o homem da matéria.



Disse que o homem, no seu início, tem apenas instintos. Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do alvo. Para avançar em direção ao alvo, é necessário vencer os instintos a favor dos sentimentos, ou seja, aperfeiçoar a estes, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões dos sentimentos. Trazem consigo o progresso, como a bolota oculta o carvalho. Os seres menos adiantados são os que, libertando-se lentamente de sua crisálida, permanecem subjugados pelos instintos.



O Espírito deve ser cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual. E mais que os bens terrenos, ele vos conduzirá à gloriosa elevação. Será então que, compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes







Animais são nossos Irmãos

 



Quem nunca sentiu um afeto sem limites por um animal, conviveu com seu companherismo oi se vê constantemente inquirindo o porquê da presença dos a animais em nossas vidas? Louvado seja Deus na Natureza, mãe gloriosa e bela da beleza e com todas as suas criaturas. Pelo irmão Sol o mais bondoso, o verdadeiro, o belo, que ilumina criando a pura glória . A luz do dia!Louvado seja Deus pelas estrelas , belas , claras irmãs silenciosas e luminosas suspensas no ar.

Pela irmã Lua , que derrama o luar.

Louvado seja pela irmã nuvem, que há de dar-nos a fina chuva que consola.

Pelo céu azul e pela tempestade, pelo irmão vento, que rebrama e rola.

Louvado seja pela preciosa e bondosa água, irmã útil e bela, que btota humilde e casta e se oferece a todo o que apetece o gosto dela.

Louvado seja pela maravilha que rebrilha no lume o irmão ardente, tão forte, que amanhace a noite escura e tão amável que alumia a gente.

Louvado seja pelos seus amores.

Pela irmã Madre Tereza e seus primores, qye nos ampara e oferta seus produtos, árvores, frutos, ervas, pãos , e flores.

Louvado seja pelos que passaram por tormentos do mundo doloroso e contentes, sorrindo, perdoaram.

Pela alegria dos que trabalham.

Pela morte serena dos bondosos.

Louvado seja Deus na mãe querida, a Natureza, que fez bela e Forte.

Louvado seja Deus pela Vida.

louvado seja Deus pela Morte !!!!!!!

ANIMAIS, NOSSOS IRMÃOS INFERIORES Caros confrades internautas, esta página foi criada inspirada pelo amor aos animais, que como nós, são também filhos de Deus - portanto, nossos irmãos. Irmãos menores, mas irmãos. Menores e inferiores porque ainda não possuem a inteligência contínua. Lembrem-se que: enquanto o "Princípio Inteligente" pulula na Natureza entre os três reinos, ainda não possuem a "CONSCIÊNCIA DE SI MESMO" e nem o "PENSAMENTO CONTÍNUO", e o seu "LIVRE-ARBÍTRIO" é cerceado. Estas qualidades ele só adquire ao sair da fase animal e adentrando a FASE HOMINAL. O nosso codificador já repetiu aquilo que os Espíritos disseram: a Natureza nada faz aos saltos, a sua evolução é lenta e contínua.


E quanto ao seu "livre-arbítrio", somente com a sua evolução constante é que ele vai se desenvolvendo, tornando-se um atributo liberado ao depurar-se.

Delineia-se ao nosso entendimento que tudo aquilo que é criado por Deus - e todos os seres o são - tem o divino impulso evolutivo. A evolução, assim, para tudo e para todos é inexorável, por Lei Divina.

Vemos como se processa o aperfeiçoamento espiritual dos seres, desde sua criação, palmilhando os reinos naturais, do irracional ao hominal - tudo em sequência, obedecendo à escala progressiva perfeita.

Progresso alcançando ser a ser, mas sempre com auxílio permanente que emana do Criador, além daquele que pode e deve partir do próximo. Estamos convidando-os a refletir, repensarem, ao despertamento e a maravilha da criação de Deus. Vamos procurar fornecer, para isso, indicativos lógicos para a dedução de que, de início, fomos animais também...

Tal reflexão, se aceita, levar-nos-á ao indispensável abandono da indiferença para o que acontece com os animais - todos eles! Sendo o mundo uma grande casa-escola, cada ser vivo é um inquilino-aluno. Disto decorre que dever cristão individual e intransferível é aquele que levará o aluno da classe superior a arrimar o que vem mais atrás, em aprendizado incessante.

Com isso, estaremos ouvindo e agindo, segundo os ensinamentos de Jesus, relativos ao Amor Integral. Vida, liberdade, respeito e Amor são direitos que requeremos do mundo, de forma consuetudinária e ardente, por considerá-los bens inalienáveis.

Ora, se acreditamos que os animais são filhos do mesmo Pai, que aqueles direitos concede, qual a nossa responsabilidade em excluí-los desse contexto?

NOTA: É necessário que se dê um entendimento a todos, 1°. para dirimir dúvidas; 2°. para evitar que se criem conceitos errados.






LEI DO PROGRESSO: O estado natural é a infância da Humanidade e o ponto de partida do seu desenvolvimento intelectual e moral. O homem, sendo perfectível e trazendo em si o germe de seu melhoramento, não foi destinado a viver perpetuamente no estado natural, como não foi destinado a viver perpetuamente na infância. O estado natural é transitório (mesmo que dure séculos ou milênios, o que significa este tempo perante a eternidade), e o homem o deixa pelo progresso e a civilização. A Lei Natural, pelo contrário, rege toda a condição humana e o homem progride na medida em que melhor compreende e melhor pratica essa lei. (Allan Kardec - E.S.E.)


O que os Espíritos deixaram bem claro ao nosso Codificador é que o homem não é RETRÓGRADA; isto é, não retroage, significando isto que ao adentrar ao Mundo

Hominal, o PRINCÍPIO INTELIGENTE está na fase hominal rumo a perfectibilidade seguindo queira ou não a Lei Natural ou Lei do Progresso. Não sendo permitido o seu retorno. Então a METEMPSICOSE, É UM ERRO, UMA AFRONTA AS LEIS NATURAIS

Animais tem alma? 19/02/2002 - O que o Espiritismo fala sobre os animais; eles tem alma? Progridem? ou serão sempre animais? Porque eles sofrem? Eles tem Carma? Porque existem animais mais inteligentes? Esta é uma pergunta difícil de ser detalhada, mas sem dúvida o espiritismo tem uma resposta. Os animais não tem alma como nós os humanos, mas tem um princípio espiritual que sobrevive à morte do corpo. Segundo os espíritos disseram a Kardec, quando o animal morre, espíritos especializados recolhem esse princípio espiritual, que entra em letargia e é encaminhado para uma nova encarnação quase imediatamente. Este princípio inteligente, que ainda não é um espíritos, passará milênios incontáveis nesta condição, até chegar ao reino hominal, mas em mundos primitivos, onde o homem pouco se diferencia de um animal. Continua progredindo lentamente até adquirir consciência de si mesmo e desenvolver o livre arbítrio. Os homens progridem por sua vontade, mas os animais pela força das coisas ou do ambiente. Se eles permanecessem sempre animais seria uma injustiça, pois eles sofrem, são abatidos para a alimentação do homem, usados como cobaias e desenvolvem doenças como o câncer, por exemplo.

Mas eles não tem Carma, pois não tem livre arbítrio. Mas compreenda, caro amigo, que Carma é uma palavra das doutrinas indianas e não existe no espiritismo (preferimos ação e Reação ou causa e efeito). Os animais não são responsáveis pelos seus atos. Alguns são mais inteligentes pelos cuidados recebidos, ou talvez, porque progrediram um pouco mais do que os seus irmãos da mesma espécie. Respeitar e proteger os animais é um dever cristão.






Por que todos os animais merecem o céu?

Os animais são a representação da simplicidade e pureza da criação Divina. Neles, não há corrupção, maldade, pensamentos premeditados que visem ao prejuízo por prejuízo de seu próximo. Jesus disse aos apóstolos que deixasse vir a Ele as crianças e que se fizessem também como elas, que eram puras de coração, pois era delas o Reino do céu. Os animais são como crianças: são puros de coração e por isso merecem o céu.

Os animais existentes no plano espiritual – como os cães de Nosso Lar – evoluem dali para encarnações em escala mais elevadas, ou voltam a Terra como cães mesmo?

Assim como ocorre conosco, os animais evoluem muito mais no plano físico, pois as experiências neste plano não podem ser comparadas com o que ocorre no plano espiritual, no qual ocorrem os sofrimentos que poderiam servir de meio de evolução, mas são sofrimentos morais. Este aprendizado seria mais adequado aos seres humanos e não aos animais, que necessitam mais de experiências físicas como encarnados. Por isso os animais necessitam muito da experiência física em outra espécie, exceto se estivessem em fases intermediárias entre duas espécies, isto é, se estiverem estagiando no plano espiritual como espíritos da floresta (esta fase evolutiva se dá no plano espiritual).

Você acredita que alguma espécie animal poderá algum dia superar o ser humano e dominar o planeta Terra?

Não. Isso não é possível, apesar de alguns cientistas considerarem os golfinhos e baleias como sendo mais inteligentes que os seres humanos. O estágio de humanidade é superior ao estágio de animalidade. Necessariamente, os animais precisam passar pela fase humana para se tornarem superiores ao que são. Kardec perguntou sobre animais em mundos superiores e o Espírito de Verdade respondeu que, nos mundos superiores, os animais continuam a ser submissos aos seres humanos e são como servidores inteligentes.

Do ponto de vista espiritual, quais os animais mais evoluídos?

Sem querer respondi no tópico anterior que os golfinhos e baleias são considerados mais inteligentes que os seres humanos por possuírem cérebro maiores, com maior número de neurônios e maior rapidez nas sinapses. Possuem três vezes mais neurônios, que respondem dezesseis vezes mais rápido que os nossos. Os elefantes também são muito inteligentes, assim como os bovinos, os eqüinos, os cães, os macacos antropóides (gorilas e chimpanzés).


Há alguma diferença em termos de evolução entre pássaros e aves, peixes e mamíferos, também no aspecto espiritual?

São fases evolutivas pelas quais passam todos os animais. A evolução começa em fases bem primitivas, passando por outras mais avançadas e, entre essas citadas, as mais primitivas são os peixes, depois as aves e, por último os mamíferos. Por terem passado por essas fases anteriores, os mamíferos são mais experientes e, por conseqüência, mais evoluídos do que as aves; e estas têm mais experiência do que os peixes. Estes últimos são os mais experientes do que todos os outros seres inferiores na escala animal.

O que você pensa a respeito da alimentação à base de carne? Você faz uso?

Deixei de me alimentar de carne já faz alguns anos, e me pego pensando como demorei para me dar conta do que fazia. Só deixei de me alimentar com carne (de que nunca fui muito admirador) quando parei para pensar o que era aquilo que eu levava à minha boca. Quando parei para pensar, foi imediato o meu repudio. Não consigo nem pensar em me alimentar de partes de outro animal. Acredito, baseado em minha experiência, que muitas pessoas ainda não deixaram de comer carne porque simplesmente não pararam para pensar no que estão fazendo.

O que você pensa da eutanásia aplicada nos animais?

Acredito que a eutanásia, como meio de aliviar o sofrimento que não se pode conseguir aliviar com os métodos terapêuticos convencionais, não seja errada, desde que seja feita de modo brando, através de uma prévia anestesia. Os sacrifícios de animais por quaisquer outros motivos são atitudes condenáveis e, certamente, responderemos e sofreremos por isso futuramente.








Há suicídio no mundo animal? Como se explica e quais as conseqüências?

Esse é um assunto extenso e demoraria um espaço de tempo muito grande. Ocorrem sim suicídios entre os animais em alguns casos, mas as conseqüências para eles não são as mesmas para os seres humanos. Não há um umbral para os animais que se suicidam, eles não criam uma atmosfera de energia que os atraia aos abismos do mundo espiritual. Em vez disso, são tratados com todo respeito por entidades espirituais preocupadas com sua evolução. O livro Todos os Animais São Nossos Irmãos explica em detalhes esses processos.


Uma das cenas mais cruéis que observamos contra os animais são aquelas em que matam touros aos poucos e sob aplausos da multidão. Isso demonstra que os países envolvidos nessas práticas são menos evoluídos?

Dizer que esse ou aquele país é mais ou menos evoluídos em função de um ou outro aspecto é temeroso, porque cada pessoa de cada país é um indivíduo, e acredito que não são todas as pessoas que se divertem com espetáculos como esses. Mas o fato de algumas se divertirem com o espetáculo de sangue não demonstra evolução moral ou espiritual de quem quer que seja. Estas não devem estar mais evoluídas do que estavam os antigos romanos, que se divertiam ao verem pessoas morrendo nas arenas.

Apesar de estar havendo uma maior preocupação com os animais, você não acha que há casos em que as pessoas se preocupam mais com os animais do que com os seres humanos?



Em tudo devemos nos vigiar quanto aos desequilíbrios. O fato de nos preocuparmos com a saúde e bem-estar dos animais é uma conseqüência de nossa evolução, mas não podemos nos esquecer de nossa própria espécie - não podemos nos esquecer de que também somos animais. É demonstração de evolução nos preocuparmos com os animais, mas também como nossa espécie, com a mesma vontade. Desprezar os animais não é legal, mas desprezar os elementos de nossa própria espécie em função dos animais também não é algo que nos indicaria desenvolvimento espiritual. Tornar-se misantropo não é indicativo de evolução, nem moral nem espiritual.


Você não acha que é um exagero o fato de já existir salão de beleza e produtos de estética para animais?

O convívio com os seres humanos é um aprendizado importante para os animais que estão próximos de nós, mas acho que sim. É um exagero tratá-los como humanos. Isso os confunde e faz com que percam sua identidade. Devemos tratá-los com carinho, mas sem exageros que possam prejudicá-los mais do que ajudá-los a evoluir. Eles devem conhecer o amor e o carinho, mas não deveriam ser confundidos com excessos que não lhes acrescentam nada em termos evolutivos



 


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