Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Desgosto da Vida ? Uma Reflexão sobre o Suicidio




Refletindo Sobre a Questão 945 de "O Livro dos Espíritos pensar" Que Fazer dez suicídio Por Causa Que o desgosto da vida? Os Espíritos responderam: "Insensatos! Trabalhavam Não Por que? A Existência Não lhes Seria uma Carga!"

Sabemos Que o suicida, Além de Não Sofrer Mundo Espiritual Como dolorosas conseqüências de Seu gesto impensado de revolta Diante das leis da Vida, ainda Todas renascerá com seqüelas físicas daí resultantes Como, e tera Que arrostar UM Novamente MESMA Situação Que provacional A SUA flacida fé e distanciamento de Deus Não LHE permitiu o Êxito existencial.

É preciso ter calma par viver, Não Até PORQUE HÁ tormentos e Problemas Que durem n Semper. Recordemos Que Que nsa Jesus assegurou: "Ó Pai Não Dá Mais Fardos Pesados ombros Que OS".

O suicídio e Uma desastrada MANEIRA Mais de Fugir das Provas OU expiações devemos Pelas Quais Passar. É Uma porta falsa em Que O Indivíduo, julgando libertário do sexo masculino se de SEUS, precipitações-se em Situação Muito Pior. Arrojado violentamente Para o Além-TÚMULO, Vitalidade Plena em Física, revive, intermitentemente, o tempo Muito Por, OS acicates de Consciência e Sensações dos derradeiros instantes, e em regioes FICA submerso de penumbras tormentos Onde SEUS Serao Importantes, Para o sacrossanto Aprendizado, flexibilizando oe credenciando-o-hum hum respeitar Mais empenho com Vida.

A religião, a moral, Como o condenam Todas filosofias, Como suicídio contrário As leis da Natureza. Todas asseveram, em Primeiro, tem Ninguém Que o Direito de abreviar voluntariamente a Vida. Entretanto, Por que Não se Direito Esse MÊS TEM? Por que Não É livre o Homem de Pôr termo EAo Sofrimentos SEUS? Ao Espiritismo estava demonstrar Reservado, Pelo exemplo dos sucumbiram Que, Que o suicídio e Uma Não Falta Somente Por constituir infração de Uma lei moral, Consideração de peso Pouco certos indivíduos Pará, Mas Também UM ATO Estúpido, POIs Que Nada Quem Ganha o pratica, Antes o contrário É o Que da Sé, Como não ensinam-lo, nao Uma teoria, porém fatos OS Que nsa Elemento Põe Solucar vistas Como. "

Não HÁ Como Fazer Assunto Falar sem evocarmos o sociólogo Emile Durkheim, afirma existirem Que Homens capazes de Uma Resistir desgraças horríveis enquanto se suicidam Outros DEPOIS de aborrecimentos Ligeiros. Seria de suma Importância Investigar Uma Causa Desta Resistência Diversa EO Que contribui Para essa Estrutura Maior OU menor.Interessante anotar Que É NAS Épocas em Que A Vida é dura Menos que Como Uma Pessoas abandonam com facilidade MAIS.

Considerada Uma doença do século, Pará Para muitos dos suicídios Por Responsável, uma depressão SO TEM preocupado Especialistas. Os psiquiatras estimam Que De cada grupo de 100 pessoas, 15 dez Uma probabilidade de desenvolver Uma depressão. UM E distúrbio Que Ocorre POR CAUSA da alteração de substancias UM Como serotonina noroadrenalina bis. O Quadro depressivo É Gerado Por Produção nd Mudanças e dos neurotransmissores cerebrais UTILIZAÇÃO noradrenalina (, interferona, serotonina e dopamina). QUANDO SUA Produção OU forma de Produção se Altera PoDE Gerar Uma depressão e não suicídio e daí Uma porta escancarada.

E o suicida é, antes de tudo, o deprimido, a EA Depressão e uma modernidade da doença. O Suicida Não Quer UM Matar si Próprio Alguma Coisa Mas Que Carrega Dentro de si e Sintéticamente PoDE Que Ser nominado Sentimento de culpa e de Vontade de Matar Querer Quem Alguém Identificação com si mesmo. Como As restrições impedem o Morais, Elemento Acaba se autodestruindo. Assim "o suicida mata Uma Outra Pessoa Que vive DELE Dentro e Que o Agora faca Profundamente".

A Obsessão Poderia Ser Como definida constrangimento hum hum Indivíduo Que, em potencial suicida Ou não, Sente, Graças a perturbadora de Presença Espiritual Ser UM. Vale a pena ler Uma Descrição Feita Por Allan Kardec, em "O Livro dos Médiuns". (Cap. 23, 44 º, ed. FEB, RJ, 1981)

Diversas obras Como São comentam o Assunto Que, Assim temos como exemplo "O martírio dos Suicidas", de Almerindo Martins de Castro, e "Memórias de" hum Suicida, de Yvonne A. Pereira. Por outro lado Não Podemos Esquecer Que Allan Kardec, no livro "O Céu EO Inferno OU" A Justiça divina segundo o Espiritismo ", Deixa em ENORME Exame comparado das doutrinas Contribuição Sobre a Vida da Vida Espiritual Passagem de um cabo e, especificamente, nao capítulo V da Segunda parte, Onde ABORDA A questão dos Suicidas.

É Verdade Que Após a desencarnação, Não HÁ tribunal Nem Juízes n condenar o Espírito, ainda Que Seja Mais o culpado. Fica Ele Simplesmente Diante da Própria Consciência, nu perante si Mesmo UM e de Todos os demais, POIs nada escondido PoDE Ser Espiritual No mundo, tendão O indivíduo de enfrentar SUAS PRÓPRIAS mentais Criações

Refletindo Sobre a Questão 945 de "O Livro dos Espíritos pensar" Que fazer dez suicídio Por Causa Que o desgosto da vida? Os Espíritos responderam: "Insensatos! Trabalhavam Por que não? A Existência Não lhes Seria uma Carga!"

Sabemos Que o suicida, Além de não Sofrer Mundo Espiritual como dolorosas conseqüências de Seu gesto impensado de revolta Diante das leis da Vida, ainda Todas renascerá como com seqüelas físicas daí resultantes, e tera Que arrostar Novamente um MESMA Situação Que provacional A SUA flacida fé e distanciamento de Deus Não LHE permitiu o Êxito existencial.

É preciso ter calma viver para, Não Até PORQUE HÁ tormentos e Problemas Que semper n durem. Recordemos Que Que nsa Jesus assegurou: "Ó Pai Não Dá Mais Fardos Pesados Que OS ombros".

O suicídio É uma desastrada MANEIRA Mais de Fugir das Provas OU expiações Pelas Quais Passar devemos. É Uma porta falsa em Indivíduo O que, julgando libertário do sexo masculino se de SEUS, precipitações-se em Situação Pior muito. Arrojado violentamente Para o Além-TÚMULO, Vitalidade Plena em Física, revive, intermitentemente, Por muito tempo, OS acicates de Consciência e Sensações dos derradeiros instantes, e FICA submerso em regioes de penumbras tormentos Onde SEUS Serao Importantes, Para o sacrossanto Aprendizado, flexibilizando -o e credenciando-o um respeitar um Mais Vida com empenho.

A religião, a moral, como Todas filosofias condenam o, Como suicídio contrário As leis da Natureza. Todas asseveram, em Primeiro, tem Ninguém Que o Direito de abreviar voluntariamente a Vida. Entretanto, Por que Não se Direito esse mês tem? Por que Não É livre o Homem de Pôr termo EAo Sofrimentos SEUS? Ao Espiritismo estava demonstrar Reservado, Pelo exemplo dos Que sucumbiram, Que o suicídio e Uma Não Falta Somente Por constituir infração de Uma lei moral, Consideração de peso Pouco certos indivíduos Pará, Mas Também UM ato Estúpido, POIs Que Nada Quem Ganha o pratica, Antes o contrário É o Que da Sé, Como no-lo ensinam, nao uma teoria, porém fatos OS Que nsa elemento Põe soluçar como vistas. "

Não HÁ Como Falar sem fazer Assunto evocarmos o sociólogo Emile Durkheim, afirma existirem Que Homens capazes de uma Resistir desgraças horríveis enquanto Outros DEPOIS se suicidam de Ligeiros aborrecimentos. Seria de suma importância Investigar uma Causa Desta Resistência Diversa EO Que contribui Para essa Estrutura Maior OU menor.Interessante anotar Que É NAS Épocas em Que A Vida é Menos que dura como uma Pessoas abandonam com facilidade MAIS.

Considerada uma doença do século, Para muitos Por Responsável dos suicídios, a depressão SO TEM Especialistas preocupado. Os psiquiatras estimam Que De cada grupo de 100 pessoas, 15 dez uma probabilidade de desenvolver uma depressão. UM E distúrbio Que Ocorre POR CAUSA da alteração de substancias Como um bis noroadrenalina serotonina. O Quadro depressivo É Gerado Por Mudanças na Produção e dos neurotransmissores cerebrais UTILIZAÇÃO (noradrenalina, interferona, serotonina e dopamina). QUANDO SUA Produção OU forma de Produção se Altera PoDE Gerar uma depressão e daí n o suicídio e Uma porta escancarada.

E o suicida é, antes de tudo, o deprimido, a EA Depressão e uma modernidade da doença. O Suicida Não Quer Matar um si Próprio Mas Alguma Coisa Que Carrega Dentro de si e Sintéticamente PoDE Que Ser nominado Sentimento de culpa e de Vontade de Matar Querer Quem Alguém se com identificação. Como As restrições morais o impedem, elemento Acaba se autodestruindo. Assim "o suicida mata Uma Outra Pessoa Que vive DELE Dentro e Que o Agora faça Profundamente".

A Obsessão Poderia Ser Como definida constrangimento hum hum Indivíduo Que, em potencial suicida Ou não, Sente, Graças a perturbadora de Presença Espiritual Ser um. Vale a pena ler uma Descrição Feita Por Allan Kardec, em "O Livro dos Médiuns". (Cap. 23, 44 º, ed. FEB, RJ, 1981)

Diversas obras como São Que comentam o Assunto, temos assim como exemplo "O martírio dos Suicidas", de Almerindo Martins de Castro, e "Memórias de Suicida hum", de Yvonne A. Pereira. Por outro lado Não Podemos Esquecer Que Allan Kardec, no livro "O Céu EO Inferno ou" "A Justiça divina segundo o Espiritismo", Deixa ENORME em Exame comparado das doutrinas Contribuição Sobre a Vida da Vida Espiritual Passagem à corporal e, especificamente, não capítulo V da segunda parte, Onde ABORDA A questão dos Suicidas.

É Verdade Que Após a desencarnação, Não HÁ tribunal Nem Juízes n condenar o Espírito, ainda Que Seja Mais o culpado. Fica Ele Simplesmente Diante da Própria Consciência, nu perante si um Mesmo e de Todos os demais, POIs nada escondido PoDE Ser Espiritual No mundo, tendão O indivíduo de enfrentar SUAS PRÓPRIAS Criações mentais


Virtudes e Vicitudes


Melindre tem várias definições.

Pode ser definido como amabilidade, delicadeza no trato, recato, pudor.

No entanto, é quase certo que ao ser utilizado pelas pessoas, o conceito que expressa é de facilidade de se magoar, de se ofender,

Nesse sentido, tem sido comum a sua invocação, nas relações humanas.

As menores atitudes de um funcionário, de um amigo recebem a adjetivação imediata.

Por isso, amizades se diluem, desentendimentos acontecem,

duplicando mágoas de um e de outro lado.

Nas várias facetas do trabalho voluntário, melindre tem sido utilizado para justificar defecções, traições, desajustes e quebra moral de contratos de voluntariado.

Que ele existe, é verdade.

Mas que as pessoas se dão, por vezes, um valor maior do que verdadeiramente possuem e aguardam tratamento especial, também é verdade.

No entanto, um outro lado da questão se apresenta e tem sido esquecido, quase sempre.

Se melindre é a manifestação do orgulho ferido, não menos verdade que medra, entre as criaturas, muita falta de tato, delicadeza e gentileza.

Em nome de uma falsa caridade, de expressar a verdade, amigos e companheiros de trabalho se permitem lançar ao rosto do outro tudo que pensam.

E não medem palavras nas suas expressões.

É como se tomassem de pedras e as jogassem, sem piedade.

E o que esperam é que o outro aceite tudo.

Quando o agredido se insurge, quando toma uma atitude, quando fala de respeito, é tomado como aquele que se melindra.

Contudo, em nenhum momento o agressor, aquele que foi indelicado e feroz, se desculpa.

Não, ele está certo. O outro é que é portador de muito orgulho.

Nesse diapasão, vidas honradas de trabalho têm sido literalmente jogadas no lixo.

Servidores de anos têm tido seus esforços depreciados, como se fossem coisa alguma.

E o que critica maldosamente, o que aponta os erros mínimos é o herói, a pessoa correta. Refaçamos os passos enquanto é tempo. Antes de destruirmos valores afetivos preciosos.

Antes de atacarmos instituições centenárias com folha irrepreensível de dedicação e serviço à comunidade.

Examinemos quantas vezes a culpa nos compete.

Quantas vezes teremos sido nós os provocadores do afastamento de pessoas de nosso convívio.

Ou da instituição a que prestamos serviço.

Da nossa família, da nossa esfera de amizades.

Recordamos que, certa vez, em reunião de trabalho, um voluntário interrompeu de forma agressiva a fala do coordenador.

Reclamou e reclamou, ferindo e humilhando-o frente aos demais.

O ferido se calou, dolorido.

Depois de alguns dias, procurou o agressor em particular.

A sós com ele, expressou a sua mágoa, com o sincero objetivo de modificar a emoção ferida e apaziguar seu mundo íntimo.

O interlocutor, em vez de reconhecer a indelicadeza, reverteu a situação e deu o diagnóstico impiedoso:

não houvera agressão de sua parte.

O outro é que se melindrara.

Pensemos nisso.

Será que a constatação quase diária de melindre nos outros não se tornou uma válvula de escape para nós? Uma desculpa para a nossa rispidez quotidiana, o nosso relaxamento no trato com o semelhante?

Quem se melindra, deve trabalhar para se tornar menos susceptível.

Mas quem provoca o melindre não pode se esquecer da lei de caridade, da afabilidade e da doçura preconizados por Jesus:

"Bem-aventurados os mansos e pacíficos."

A BENEFICÊNCIA

Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos.

Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: "Amai-vos uns aos outros."

Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da caridade encontra ela ventura e consolação.

Sede bons, amparai os vossos irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo.

Cumprido esse dever, abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna.

Ao demais, qual dentre vós ainda não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa?

Se unicamente buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na senda do progresso espiritual.

Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a boa-vontade.

Notai que a vossa história guarda piedosa lembrança de uma multidão de homens de bem.

Não vos disse Jesus tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor?

Por que desprezar os seus ensinamentos divinos?

Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas.

Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável.

Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as.

Homens fortes, armai-vos;

homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas.

Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina.

Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros.

Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis.

A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas.

Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa.

A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura.

Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino?

Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade?

Não ouso falar do que fiz, porque também os Espíritos têm o pudor de suas obras; considero, porém, a que iniciei como uma das que mais hão de contribuir para o alívio dos vossos semelhantes.

Vejo com frequência os Espíritos a pedirem lhes seja dado, por missão, continuar a minha tarefa. Vejo-os, minhas bondosas e queridas irmãs, no piedoso e divino ministério; vejo-os praticando a virtude que vos recomendo, com todo o júbilo que deriva de uma existência de dedicação e sacrifícios.

Imensa dita é a minha, por ver quanto lhes honra o carácter, quão estimada e protegida é a missão que desempenham.

Homens de bem, de boa e firme vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade; no exercício mesmo dessa virtude, encontrareis a vossa recompensa; não há alegria espiritual que ela não proporcione já na vida presente.

Sede unidos, amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja.


A BENÇÃO DO PERDÃO

Uma nuvem espessa pairava sobre a alma daquela mãe sofrida...

O seu jovem filho, criado com amor e desvelo, fora assassinado por um amigo

dominado pelas drogas.

O desespero e a amargura eram suas companhias permanentes.

Os olhos fundos e a palidez denunciavam as noites de insônia e a falta de alimentação

Uma amiga a convidou, talvez inspirada pela providência divina, a buscar ajuda do orador e médium espírita de extrema seriedade e profunda dedicação ao bem, Divaldo Pereira Franco. Era início da noite na cidade de Salvador, quando as duas senhoras adentraram a casa espírita singela, onde o médium atende aqueles que o procuram em busca de consolo e esperança. Divaldo percebeu que se tratava de um caso grave e atendeu aquela mãe prontamente,

com grande ternura.

Aos poucos a senhora ia contando o drama ocorrido, falando que um amigo do filho o havia alvejado por motivos banais, de ligeiro desentendimento entre ambos.

Enquanto a progenitora narrava o seu drama, aproxima-se do médium a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, trazendo o jovem assassinado, ainda convalescente, e diz a Divaldo para transmitir à mãe sofrida, algumas palavras do filho.

Naquele momento o filho, tomando emprestada a aparelhagem fonadora do médium, fala à mãezinha palavras de conforto.

Disse para que não cometesse o suicídio, como estava pretendendo, pois esse crime a afastaria ainda mais dele, e por mais tempo.

Pediu à mãe que se lembrasse da mãe do amigo que cometera o crime e agora estava detido pelas grades da justiça humana, numa cadeia, entre criminosos comuns.

Aquela mãe, sim, era muito infeliz, pois seu filho é o verdadeiro desgraçado e não ele, que agora estava sob o amparo de amigos espirituais atenciosos e fraternos.

Ao ouvir a voz inconfundível do filho querido, que julgava ter desaparecido para sempre, a mulher abraça com ternura o médium, por cuja boca se podiam ouvir as palavras amáveis e lúcidas do jovem assassinado.

Sob a inspiração da benfeitora do além, Divaldo aconselha a mulher a considerar o estado de alma da outra mãe, da mãe do assassino, e pensar na possibilidade do perdão.

Na semana seguinte, quando o médium baiano se preparava para atender aqueles que o buscavam na singeleza da casa espírita, vê adentrarem a sala duas senhoras,

Pálidas e de aspecto sofrido

Uma ele já conhecia, a outra lhe era estranha. Quando chegou a vez de atendê-las, a mulher que estivera ali na semana anterior lhe apresentou a companheira,

dizendo ser a mãe do amigo do seu filho.

O medium entendeu que ela havia seguido os conselhos ali recebidos e buscava ajudar aquela mãe mais infeliz que ela própria.

Conversaram por longo tempo. Ao se despedir das duas senhoras, Divaldo percebeu que um raio de luz penetrava suavemente aquelas almas doloridas.

A luz do perdão se fazia bênção de paz e gerava serena harmonia naqueles corações dilacerados pela dor da separação dos filhos bem-amados, embora por motivos diversos.

Na medida em que o tempo ia passando, as duas mães encontraram motivos para voltar a sorrir, e juntas visitavam o jovem no cárcere.

Fundaram uma casa de recuperação de toxicômanos para ajudar outros tantos jovens a se libertar das cadeias infelizes das drogas.

O perdão é uma das mais belas provas de confiança nas soberanas leis de Deus.

Quem perdoa sabe que Deus é justiça e, por isso mesmo, suas leis jamais se enganam.

Perdoar é receber com resignação os fatos que não se pode evitar ou mudar, com a certeza de que a justiça divina não se equivoca e nada acontece conosco se o Criador não permitir.


BILHETE AO CORAÇÃO

Hoje compreendo que os golpes do mundo são amparo providencial

às nossas necessidades de reparação.

Que seria de nós sem o sofrimento que nos ajuda a retificar e aprender?

Terra sem arado, permaneceríamos entre os vermes e as plantas daninhas ou, pedra bruta, jamais nos transformaríamos na obra de utilidade e beleza que o buril deve realizar.

Tenhamos calma e paciência.

Devemos à enxada a alegria da mesa farta e, por vezes, ao remédio amargo, a felicidade da cura. Um dia saberemos tudo.

Por agora, baste-nos a convicção de que nos compete trabalhar, incessantemente, para o bem, porquanto a chave do serviço nos descerrará a sublimidade da experiência e com a experiência elevada marcharemos para a comunhão com Deus.



Não nos cansemos de ajudar.

O auxílio aos outros tem uma força desconhecida em nosso favor.

Quem tudo dá, tudo recebe.

Quem se afasta da ilusão, aproxima-se da verdade, adquirindo a companhia da humildade e do amor, os dois anjos invisíveis que abrem as portas do Céu.

Cultivando a serenidade e o bem, no círculo de nossa luta, roguemos, pois, ao Senhor ilumine a nossa cruz.


BENEVOLÊNCIA E FIRMEZA

Conta uma lenda chinesa que certa vez, achava-se Confúcio, o grande filósofo, na sala do rei.

Em dado momento, o soberano, afastando-se por alguns instantes dos ricos mandarins que o rodeavam, dirigiu-se ao sábio chinês e lhe perguntou:

"dizei-me, ó honrado Confúcio. Como deve agir um magistrado? Com extrema severidade a fim de corrigir e dominar os maus, ou com absoluta benevolência a fim de não sacrificar os bons?"

Ao ouvir as palavras do rei, o ilustre filósofo conservou-se em silêncio.

Passados alguns minutos, de profunda reflexão, chamou um servo, que estava por perto, e pediu-lhe que trouxesse dois baldes um com água fervente e outro com água gelada.

Havia na sala, adornando a escada que conduzia ao trono,

dois lindos vasos dourados de porcelana.

Eram peças preciosas, quase sagradas, que o rei apreciava muito.

E, com a maior naturalidade, ordenou o filósofo ao servo:

"quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com a água fervente e o outro com a água gelada!"

Preparava-se o servo obediente para despejar, como lhe fora ordenado, a água fervente num dos vasos e a gelada no outro quando o rei, saindo de sua estupefação, interrompeu-o com incontida energia:

"que loucura é essa, venerável Confúcio! Queres destruir essas obras maravilhosas?

A água fervente fará, certamente, arrebentar o vaso em que for colocada e a água gelada fará partir-se o outro!”

Confúcio tomou, então, um dos baldes, misturou a água fervente com a água gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.

O poderoso monarca e seus mandarins observavam atônitos a atitude singular do filósofo.

Este, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e falou:

"a alma do povo, ó rei, é como um vaso de porcelana, e a justiça é como água.

A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são igualmente desastrosas para a delicada porcelana.”

“Por isso é sábio e prudente que haja um perfeito equilíbrio entre a severidade, com que se pode corrigir o mau, e a benevolência, com que se deve educar o bom."

Energia e doçura são medidas eficazes para uma educação bem sucedida.

Jesus, o maior educador de todos os tempos, sabia dosar com equilíbrio essas duas medidas. Ordenava, com firmeza, aos Espíritos infelizes que se afastassem de suas vítimas e eles obedeciam prontamente.

Falava com ternura aos corações endurecidos e estes se abriam para receber

a Boa Nova do Seu Evangelho.

Expulsou, com energia, e sem violência, os mercadores do templo, e perguntou com doçura a Saulo de Tarso na estrada de Damasco:

Saulo, Saulo, por que me persegues?

Jamais se intimidou diante dos fariseus hipócritas que desejavam confundi-lo e perdê-lo, nem deixou de responder com ternura às perguntas daqueles que tinham sede de saber.

Portanto, a sabedoria do Mestre de Nazaré está a nos dizer que a alma humana é passível de ser corrigida e educada,

mas que é preciso saber usar a energia e a doçura na medida certa.


AJUDE SEMPRE

Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume.

Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.

No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.

Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.

Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.

Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.

Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.

Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.

Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.

É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.

André Luiz/ Francisco Cândido Xavier


UM MOMENTO

Antes de negar-se aos apelos da caridade, medite um momento nas aflições dos outros.

Imagine você no lugar de quem sofre.

Observe os irmãos relegados aos padecimentos da rua e suponha-se constrangido à semelhante situação.

Repare o doente desamparado e considere que amanhã provavelmente seremos nós candidatos ao socorro na vida pública.

Contemple as crianças necessitadas lembrando os próprios filhos.

Quando a ambulância deslize rente ao seu passo, conduzindo ao enfermo anônimo, pondere que, talvez um parente nosso extremamente querido, se encontre a gemer dentro dela.

Escute pacientemente os companheiros entregues à sombra do grande infortúnio e recorde que em futuro próximo, é possível estejamos na travessia das mesmas dificuldades.

Fite a multidão dos ignorantes e fracos; cansados e infelizes, julgando-se entre eles e mentalize a gratidão que você sentiria perante a migalha de amor que alguém lhe ofertasse.

Pense um momento em tudo isso e você reconhecerá que a caridade para nós todos é simples obrigação.

( André Luiz/Francisco Cândido Xavier)

VOCÊ E OS OUTROS

Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia. Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar

Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade. Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

Faça amizades desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.

Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.

Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo. Sorria à criança. Cumprimente o velhinho. Converse com o doente. Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

(Francisco Cândido Xavier/André Luiz)

UM SORRISO

Procure ser agradável em tudo o que tiver de fazer...

A maneira com que você se apresenta, na intimidade da sua família ou em público, significa muito para o bem que você deve praticar...

Que seja sempre suave a sua fisionomia, transmita sempre a paz onde aparecer...

Mostre sempre um sorriso que cause aos outros a impressão de que, apesar de viver entre problemas, você é capaz de demonstrar essa bondade que só existe nos bons e nos que só pensam em praticar o bem...

Faça do seu rosto o espelho da sua alma...

( Divaldo Pereira Franco/Joanna D'Angelis)


AME

A inteligência sem amor te faz perverso.

A justiça sem amor te faz implacável.

A diplomacia sem amor te faz hipócrita.

O êxito sem amor te faz arrogante.

A riqueza sem amor te faz ávaro.

A pobreza sem amor te faz orgulhoso.

A beleza sem amor te faz fútil.

A autoridade sem amor te faz tirano.

O trabalho sem amor te faz escravo.

A simplicidade sem amor te deprecia.

A lei sem amor te escraviza.

A política sem amor te deixa egoísta.

A fé sem amor te deixa fanático.

A cruz sem amor se converte em tortura.

A vida sem amor...... não tem sentido !!!!!

Evangelho no Lar



Permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus e a prática destes, nos ambientes em que vivemos. Ampliando-se o conhecimento sobre o Evangelho, pode-se oferecê-lo com mais segurança a outras criaturas, colaborando-se para a implantação do Reino de Deus na Terra.

As pessoas, unidas por laços consangüíneos, compreenderão a necessidade da vivência harmoniosa e, dentro de suas possibilidades, buscarão, pouco a pouco, superar possíveis barreiras, desentendimentos e desajustes, que possam existir entre pais e filhos, cônjuges e irmãos.

Através do estudo da reencarnação, compreenderão que, aqueles com quem dividem o teto, são espíritos irmãos, cujas tarefas individuais, muitas vezes, dependerão da convivência sadia no ambiente em que vieram a renascer.

Aqueles que, desde cedo, têm suas vidas orientadas pela conduta Cristã, evitam, com mais facilidade, que os embriões dos defeitos que estão latentes em seus espíritos apareçam, sanando, desta forma, o mal antes que ele cresça.

Se, porventura, tendências negativas aflorarem, apesar da orientação desde a infância, encontrarão seguros elementos morais para superá-las, porque os ensinamentos de Jesus tornam-se fortes alicerces para a sua superação.

Com o estudo do Evangelho de Jesus aprende-se a compreender e a conviver na família humana.

Assim, conscientes de que são espíritos devedores perante as Leis Universais, procuram conduzir-se dentro de atitudes exemplares, amando e perdoando, suportando e compreendendo os revezes da vida.

Quando o Culto do Evangelho no Lar é praticado fielmente à data e ao horário semanal estabelecidos, atrai-se para o convívio doméstico Espíritos Superiores, que orientam e amparam, estimulam e protegem a todos.

A presença de Espíritos iluminados no Lar afasta aqueles de índole inferior, que desejam a desunião e a discórdia. O ambiente torna-se posto avançado da Luz, onde almas dedicadas ao Bem estarão sempre presentes, quer encarnadas, quer desencarnadas.

As pessoas habituadas à oração, ao estudo e à vivência cristã, tornam-se mais sensíveis e passíveis às inspirações dos Espíritos Mentores.

Procedimentos

Escolhe-se um dia da semana e hora em que seja possível a presença de todos os familiares ou da maior parte deles, observando-se com rigor a sua constância e pontualidade, para facilitar a assistência espiritual.

A direção do Culto do Evangelho no Lar caberá a um .dos cônjuges ou a pessoa que disponha de maiores conhecimentos doutrinários. Cabe lembrar, no entanto, que por se tratar de um estudo em grupo não é necessária a presença de pessoas com cultura doutrinária. Na pureza dos ideais e na sinceridade das intenções, todos aprenderão juntos, auxiliando-se mutuamente.

É importante que os temas sejam discutidos com a participação de todos, na medida do possível, sem imposições, para evitar-se constrangimentos.

Deve-se buscar um ambiente amistoso, de respeito, pois, viver e falar com Jesus é uma felicidade que não se deve desprezar.

Antes do início da reunião, prepara-se o local, colocando-se em cima da mesa água pura, em uma garrafa, para ser beneficiada pelos Benfeitores Espirituais, em nome de Jesus.

1. Leitura de uma mensagem

A leitura inicial de uma mensagem poderá, após, ser comentada ou não. Ela tem por objetivo propiciar um equilíbrio emocional, procurando harmonizá-lo com os ideais nobres da vida, a fim de facilitar melhor aproveitamento das lições.

Poderemos lembrar obras com "Pão Nosso", "Fonte Viva", "Vinha de Luz", "Caminho, Verdade e Vida", "Palavras de Vida Eterna", "Ementário Espírita", "Glossário Espírita Cristão".






2. Prece Inicial

"Dando curso ao salutar programa iniciado por Jesus, o de reunir-se com os discípulos para os elevados cometimentos da comunhão com Deus, mediante o exercício da conversação edificante e da prece renovadora, os espiritistas devem reunir-se com regularidade e freqüência para reviver, na prece e na ação nobilitante, o culto da fraternidade, em que se sustentem quando as forças físicas e morais estejam em deperecimento, para louvar e render graças ao Senhor por todas as suas concessões, para suplicar mercês e socorros para si mesmos quanto para o próximo, esteja este no círculo da afetividade doméstica e da consanguinidade, se encontre nas provações redentoras ou se alongue pelas trilhas da imensa família universal."

Após a leitura da mensagem, inicia-se o Culto do Evangelho no Lar, com uma prece. A oração deve ser proferida por um dos participantes, em tom de voz audível a todos os presentes e de forma simples e espontânea, não devendo ser, portanto, decorada. Os demais, acompanham-no, seguindo a rogativa, frase por frase, repetindo,-mentalmente, em silêncio, cada expressão, a fim de imprimir o máximo ritmo e harmonia ao verbo, ao som e a idéia, numa só vibração.

Na prece pode pedir-se o amparo de Deus para o lar onde o Evangelho está sendo estudado, para os presentes, seus parentes e amigos; para os enfermos, do corpo e da alma; para a paz na Terra; para os trabalhadores do Bem e etc.

A prece, além de ligar o ser humano à espiritualidade, traduz respeito pelo momento de estudo a realizar-se.



3. Estudo do Evangelho de Jesus

O estudo do Evangelho do Cristo, à luz da Doutrina Espírita - "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec - poderá ser estudado de duas formas:

a) estudo em seqüência - o estudo metódico, em pequenas partes, permite o conhecimento gradual e ordenado dos ensinamentos que o livro encerra. Após o seu término, volta-se, novamente, ao capítulo inicial;

b) estudo ao acaso - consiste na abertura, ao acaso, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", o que ensejará, também, lições oportunas, em qualquer ocasião.

Os comentários devem envolver o trecho lido, buscando-se alcançar a essência dos ensinamentos de Jesus, realçando-se a necessidade da sua aplicação na vida diária.

Pode reservar-se, posteriormente, um momento de palavra livre, onde os participantes da reunião exponham situações da vida prática, para o melhor entendimento e fixação das lições.




4. Prece de agradecimento

Um dos presentes fará uma prece, agradecendo as bênçãos recebidas no Culto do Evangelho no Lar, pela paz, pelas lições recebidas etc.

Observações

A duração do Culto do Evangelho no Lar deve ser de até 1 (uma) hora, mais ou menos.

No Culto do Evangelho no Lar deve ser evitada manifestações mediúnicas. A sua finalidade básica é o estudo do Evangelho de Jesus, para o aprendizado Cristão, a fim de que seus participantes melhor se conduzam na jornada terrena. Os casos de mediunidade indisciplinada devem ser encaminhados a uma sociedade espírita idônea.

Deve-se evitar comparações ou comentários que desmereçam pessoas ou religiões. No Evangelho busca-se a aquisição de valores maiores, tais como a benevolência e a caridade, a compreensão e a humildade, não cabendo, dessa forma, qualquer conversação menos edificante.

A realização do Culto do Evangelho no Lar não deve ser suspensa em virtude de visitas inesperadas. Deverá ser esclarecido o assunto com delicadeza e franqueza, convidando-se o visitante a participar do Culto, caso lhe aprouver.

O Culto do Evangelho no Lar não deve ser prejudicado, também, em virtude de solicitações sem urgência, recados inoportunos, passeios, festividades de qualquer ordem. Soluções razoáveis, de imediato, ou iniciativas, apôs a reunião, deve ser o caminho para superar os pretensos impedimentos.

Somente no caso de situações incontornáveis, em que todos não possam estar presentes, é que se justifica a não realização do Culto do Evangelho no Lar.

Evite-se ligar rádio ou televisão no dia do Culto, próximo e depois da hora de sua realização, bem como a leitura de jornais ou obras sem caráter edificante, para que se mantenha um ambiente vibratório de paz e tranqüilidade dentro do Lar, bem como saídas à rua, senão para inevitáveis e inadiáveis compromissos.

Presença de criança no Culto

As crianças devem, também, participar do Culto do Evangelho no Lar. Nesses casos, os adultos descerão os comentários ao nível de entendimento delas.

Recomenda-se a leitura, como subsídio, dos capítulos 35 e 36 da obra "Os Mensageiros", do Espírito André Luiz, e "Evangelho em Casa", do Espírito Meimei, psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier e editadas pela Federação Espírita Brasileira.

A Lingua


  1. A LINGUA Meus irmãos e amigos, os livros sagrados da Índia são uma epopéia e uma canção. Através deles, Krishna doutrina os homens. A doutrina objetiva a elevação e o soerguimento do homem, da elevação espiritual e do alto conhecimento e se encontra no livro intitulado "O Baghavad-Gita". Este livro diz, como eu já tenho falado, que há dentro de nós um sublime amigo, que não trai, mas o homem nem a mulher compreendem que Deus está dentro de cada um. E, não crendo, não o procuram, não o sentem e não o respeitam. E, ignorando que Deus é uma lei universal, se expressam através da fala sem cogitar dos prejuízos tremendos que a sua língua ocasiona. Desconhecem as forças cármicas que a língua aciona e que atraem para si próprio. Vamos, paulatinamente, mostrar a cada um dos irmãos ouvintes a responsabilidade daqueles que não sabem frear a língua e a usam para juízos temerários a respeito de seus semelhantes. Das palavras de Jesus, no Evangelho de Luz como diz o Profeta Thiago: "São tremendos os tropeços da língua". Através da língua, o homem se envaidece, se considera um mestre superior a todos os irmãos, mas, esse homem se esquece de que, através dessa insânia, ele prejudica a si mesmo. Porque nós temos que imitar, nos dias atuais, a Jesus, nosso Mestre, que foi humilde de coração. A língua, este pequeno membro é um instrumento terrível. Como disse Thiago, ocasiona ao homem e a mulher coisas que agravam o seu carma, o seu futuro espiritual, pois desvia cada um do seu caminho reto, da estrada perfeita que Jesus Cristo traçou. Vejam os animais: o cavalo, por exemplo, tão submisso. Um simples freio na sua boca o domina e o dirige completamente. Vejam os barcos com velas possantes, que o vento conduz daqui para acolá dirigidos por um pequeno leme. Vejam meus irmãos como uma pequena fagulha incendeia um grande bosque. Assim disse Thiago: "A língua é um fogo tremendo." Está cheia de iniquidade. Está cheia do mau. Ela inflama a roda de nossos nascimentos e nos atrai para mundos infernais. As sábias palavras de Thiago nos alertam sobre o nosso comportamento no lar, quando em torno da mesa devemos manter o silêncio e agradecer a Deus, evitando usar a língua para criticar e julgar. Um comportamento contrário revela a nossa falta de religião e que estamos afastados dos ensinamentos de Jesus. A língua é uma iniquidade porque ela ocasiona as guerras, as conseqüências terríveis para a humanidade, como ocorreu durante a inquisição. É a língua a responsável pela nossa presença neste grupo e por aqueles que vêm juntar-se a nós atraídos pela lei de causa e efeito, pois como disse Paulo (Epístola aos Romanos III): "Ninguém na Terra é inocente, todos são pecadores." A língua é como uma víbora dentro da boca, capaz de tanta maldade, pode envenenar, destruir a todos os irmãos. E, porque? Diz o apóstolo que essa língua traz em si grande iniquidade, porque já cometemos erros através dela, dos falsos elogios, da calúnia, do mal que ocasionamos à humanidade devido à nossa invigilância. A roda do nascimento nada mais é do que a lei cármica, a lei de causa e efeito, que se agrava, que aumenta o carma e consequentemente as dores, pois a lei de causa e efeito é inexorável. É como disse o grande cientista Einstein, "a lei de todo o universo e do cosmo". Ninguém pode infringir essa lei impunemente. Se todos compreendessem isso cada um guardaria o máximo cuidado no falar palavras fúteis, superficiais, que redundam em atrações dessas forças inferiores, infernais que significam lugares inferiores, imundícies, pestilência, peçonha, como, disse o apóstolo. Estes ensinamentos têm muito a ver conosco nos dias atuais, pois usamos a língua para espalhar boatos, notícias mentirosas, pois o apóstolo Paulo, na Epístola aos Romanos III, afirma: "Todo homem mente." É incentivado pela língua a fazer comentários e tomar posição nas conversações objetivando aspectos para fazer o mal, progredir e se disseminar por todo o universo. Portanto, se o nosso carma é doce, brando, nós podemos nos desviar dele pelo mau uso da língua no instante em que não escutarmos as verdades que nos tocam o coração. É o que o profeta Isaías dizia, tristemente: "Senhor, quem creu na minha pregação?" Têm olhos para ver mas não vêem; têm ouvidos para ouvir, mas não escutam. São todos insensíveis às coisas do espirito. Fogem espavoridos porque já estabeleceram, através da língua, "aliança com o mal". E, portanto, nós verificamos que a língua viperina causa o mal a nós próprios. Causa a nossa degradação através das iniquidades para nós e para os outros, pois, segundo a lei, tudo que se faz através do pensamento, das palavras e da ação, se repete num ciclo doloroso a fim de que pela dor a criatura compreenda que tem que estabelecer o equilíbrio do universo e do cosmo. E, assim sendo, as aves, os répteis, todos os animais marinhos, como diz o apóstolo Thiago, podem ser modificados, domesticados na sua natureza pela ação humana. Mas a língua, este terrível instrumento, o homem quase não pode domá-la. As vezes toma algumas providências, mas de repente, cai nas ciladas terrível das críticas, das condenações e dos julgamentos indefectíveis para outrem, mas retroativo para aquele que assim procede. A lei funciona não imediatamente. Tempos depois, às vezes dias depois vem a doença porque a língua tem peçonha. E porque o apóstolo Thiago afirma que ela tem peçonha? No capítulo III do Novo Testamento, ele diz que quando proferimos uma mentira, um embuste, um engano, uma traição, uma calúnia a quem quer que seja, nós estamos criando um carma terrível. As forças do universo sentem este abalo de cada criatura porque nós não vivemos só na nossa família. Nós também estamos sujeitos, como já foi dito, à lei cármica, a lei universal e aos conselhos e advertências de nosso Senhor Jesus Cristo. E com essas conversas, com essas coisas fúteis, superficiais, nos tornamos cada vez mais intoleráveis pela boca. Ouvimos o que não devemos ouvir porque a língua atrai dessas fontes de imundícies para nossa aura, espíritos trevosos, animalescos. E como eles querem destruir, fazer sofrer, nós sentiremos no corpo essas infecções, essas necroses. Tudo ocasionado pelos mesmos erros do passado. Assim, a língua em conseqüência do nosso relacionamento com as trevas, com os núcleos de maldade, atrai essas forças negativas para os nossos lares, para os nossos locais de trabalho, e a nossa vida se torna insuportável. E quando as vítimas recorrem à médicos, a infecção já campeia completamente, porque a nossa língua infeccionou todo o nosso corpo. A língua contamina todo o corpo com nossa conversação inconveniente. Portanto, uma boca que foi feita para abençoar, uma boca que foi feita para amar, uma boca que foi feita para estimular uns aos outros, porque esta é a nossa obrigação, maldiz se enfurecendo repentinamente. E as forças animalescas penetram sem a criatura sentir, mas deformam o rosto. Os órgãos sentem choque terrível da maldade e a língua, que devia abençoar, amaldiçoa pela vingança, pelo ódio, pela vindita. Mas diz Thiago: "Uma fonte, uma manancial de água doce não pode ser amargosa." Não colherei da figueira outros frutos diferentes. "As videiras não produzem figos e , portanto uma língua para abençoar é como uma fonte que é pura e não pode dar, ao mesmo tempo, água doce e amargosa". Estes ensinamentos representam, através da língua, a nossa saúde, a nossa paz, a nossa mocidade, a nossa juventude, porque pela conduta do homem nunca o espírito envelhece. Além disso (vamos repetir de novo Thiago); diz ele no Cap. I: "Nós fomos criados pela palavra da verdade e esta palavra é Deus." É manifestação em, todo o Universo como força primordial de todas as forças. E esta palavra de verdade nos delegou poder de ser as primícias de todas as criaturas. Portanto, o homem que, depois dos animais, foi criado para essas primícias, não pode se animalizar, bestializar-se, ligado a essas forças trevosas que só querem nos massacrar. Então, o apóstolo diz, que todos nós devemos ter o cuidado com a prática da palavra; que devemos ser tardios para falar, que devemos ser tardios para nos irritar, porque através da irritação penetram em nosso corpo todos esses germes malignos. E não haverá assepsia mais perfeita quando o nosso corpo já estiver completamente infectado devido ao mal uso da língua. E, para evitarmos isso devemos ouvir a palavra que nos toca o coração e sermos não ouvintes fáceis, que se esquecem destes ensinamentos e mergulham nas coisas do mal e da ilusão. Essas criaturas representam um viajante no deserto, que vê uma miragem, coisas belas e reais e, de repente, chega a conclusão de que tudo aquilo é mera ilusão. Não devemos nos enganar. Os ensinamentos de Jesus não podem ser pregados em vão. Devem fazer parte de nossa vida como um meio mais eficiente para, através da nossa língua, podermos estar em comunhão com Deus. Portanto, não devemos ser ouvintes para sairmos daqui e esquecermos tudo. Devemos ser obradores, operadores dessas verdade evangélicas, para o nosso bem e a nossa felicidade porque Deus criando-nos pela palavra da verdade, nos tornou criaturas, viventes, sempre, eternamente, quando nós cumprimos a lei. E não dentro de quimeras, de lisões, de futilidade, que travam completamente o objetivo do homem na terra, objetivo este que é engrandecer-se, ser feliz e não adoecer. E, então, diz o apóstolo, que todos nós deveríamos nos cingir por uma lei que se chama "lei da liberdade", porque Deus não criou seus filhos para que eles vivam jungidos á escravidão. A liberdade do espírito domina em todo o cosmo e no mundo invisível. E, nesta lei de liberdade, nos seremos automaticamente, conscientemente, julgados por nós mesmos. O homem que ouve essas palavras e as esquece completamente, é como aquele que vai a um espelho, vê a sua fisionomia e, ao afastar-se do espelho, esquecer a sua aparência. Mas, aquele que vive dentro da liberdade, a lei cármica, a lei criada por Deus, compreende o que é a verdadeira religião. A verdadeira religião é reprimir a língua, porque não é adorando ídolos,. em coisas exteriores, acendendo velas, como estamos vendo, que Deus nos escuta. Deus nos ouve pela nossa palavra de verdade, quando nós abrimos nossa alma para ele; quando vivemos de acordo com as leis que seu filho unigênito trouxe á terra, as quais devemos seguir e alcançarmos através da estrada estreita, que é o caminho da nossa redenção. Então, poderemos falar com Deus, poderemos seguir os ensinamentos daqueles que há 5.000 anos AC já anunciavam que Deus está dentro de nós. Mas precisamos reconhece-lo dentro de nós. E como isso será possível se a nossa língua viperina continua caluniando, julgando e condenando o nosso próximo? Portanto, dentro dessa lei de liberdade, segundo o entendimento do grande apóstolo Thiago, nós reconheceremos que a verdadeira religião é refrear a língua. E, nesse refreamento da língua é quase impossível não perdermos o rumo para a nossa felicidade e a nossa redenção, atenuarmos as arestas rudes do nosso carma, de lei de causa e efeito e fazermos com que cada dia sejamos um exemplo digno de um servo de Jesus. É pela lei de liberdade que nós seremos julgados e, portanto, devemos pensar que, livres do espírito, nós podemos alcançar as alturas e não as profundidades terríveis das trevas. Meus irmãos! Vamos confirmar essas palavras através de um espírito de escol: o nosso irmão Emmanuel, diz ele que a palavra pode conduzir a humanidade a caminhos muito diferentes para a evolução do seu espírito e atingir o objetivo, porque quando há sinceridade há humildade no coração. O homem através dos testemunhos que acompanham essas palavras, colabora cada um na sua individualidade pelo progresso da humanidade, pelo que foi dito por homens sábios, pela própria história verídica e pela benéfica dos outros. E, então, esta palavra é palavra divina? Esta palavra é palavra que vem do alto porque esse homem refreia a sua língua, temerosos de errar com toda a humildade de errar, de ser traído pelas trevas, porque as forças trevosas, nos dias que estamos vivendo, os últimos ciclos de vida na terra, procuram, cada vez mais aliciar prosélitos a fim de que possam manter as energias do núcleo, usando da nossa vitalidade, vampirizando-nos. Nós temos um celeiro divino de onde vem todos os recursos para nós nessas horas difíceis. E, em vez de atrair o Divino Mestre para nós, através do Cristo, nós nos perdemos, nos clivamos numa paliçada atraindo os inimigos do Cristo, que é o Anti-Cristo. Cuidemos, pois da nossa língua! Houve um médium extraordinário em sua época, Emmanuel Swíndberg, que, falando a respeito da língua, disse: A nossa língua tem que ser conservada. Como disse o apóstolo Paulo, para que em nós repercute a língua dos anjos a nossa língua tem que aprender, através da sua repressão, a linguagem dos espíritos de luz, pois os anjos falam uma língua muito difícil de ser compreendida na Terra. Os espíritos também falam uma linguagem não compreendida, muitas vezes, pelos homens. A linguagem dos espíritos, por mais elevada que seja, não encontra no homem, na humanidade, o meio necessário para que ela, seja ouvida. Dai o que afirmou Isaías e todos os apóstolos. Porque para que nós sintamos a ação espiritual, a ação benéfica dos espíritos, dos nossos verdadeiros amigos, é preciso uma condição, uma postura da língua, uma postura em que nós, com toda humildade, reconheçamos o poder de Deus, sua justiça indefectível agindo sobre nós. E, é, então, com a humildade no coração, verificando, auto-examinando, fazendo uma introspeção diária do nosso egoísmo, da nossa vaidade, do nosso orgulho, da nossa necessidade de sofrer, que abrimos uma porta. Temos á nossa disposição um verdadeiro telefone pelo qual os espíritos de luz vêm nos ajudar, nas horas difíceis, comunicando-se conosco. Isto tem sido assim desde os primórdios da humanidade. Em Israel, havia um homem chamado Elcana, que tinha duas esposas como era hábito naquele tempo. Ana era uma dessas esposas, profetiza e estéril; a outra era Penina, vaidosa pela prole que tivera com Elcana, por isso procurava sempre, com má língua, destruir sua companheira, procurava sempre faze-la sofrer pára que se afastasse do seu esposo. Um dia ambas se encontraram no templo e Exana aproveitou a ocasião em que comemorava Jeová, para julgar e condenar Ana, lançando-lhe um terrível ódio. Ana deixou o templo triste porque tinha ido ali para se comunicar com Jeová, o Deus dos Judeus. O coração de Ana enfraqueceu pela tristeza e pela falta de alimentação. Elcana que muito a amava lhe perguntou: porque estás triste? Porque teu coração está conturbado? Porventura eu não te acato? Eu não te amo e te respeito? Porventura eu não te amo mais do que aqueles oito filhos que ela me deu? E ela, não satisfeita, foi ao templo. Orou com todo coração, com toda a ternura a Deus e pediu para que um filho nascesse. Mas, no templo, como era comum, as orações eram feitas coletivamente e em voz alta, pois, pensavam eles que assim. Deus ouviria suas preces. A palavra "oração" vem do latim, significando "ores=boca". Boca aberta, proferindo algo. Mas, "oração" não é isso. Oração é a alma aberta ao Criador, ao nosso pai, a Jesus, vibrando em todo o nosso ser para atingirmos o estado de prece. Assim, em estado de prece, Ana orava. Lágrimas escorriam em suas faces. Ela balbuciando, conversava com Deus. Aproximando-se dela, o sacerdote Eli ouviu aquele balbuciar muito tênue e. perguntou-lhe: "Ana, tu estás embriagada?" Tu estas dominada pelo vinho?" Ela respondeu-lhe: "Não Senhor! Eu não estou dominada pelo vinho. Eu não tenho esse hábito. Eu converso, eu me manifesto com toda a alma aberta. Ao meu Deus que ele me dê, como deu a Ester, um filho" E Deus ouviu suas preces porque o sacerdote Eli imediatamente disse: Abençoada seja! Que Jeová te de uma progenitura! "Que Jeová te encha desta plenitude da vida que ë a procriação, pois para isto vieste á terra". E nasceu Samuel. No capítulo I, vocês verificarão que Ana, recata na humildade e nas preces, teve ímpeto de levar o filho ao templo, como era hábito do povo de Israel. Chegando ao templo, completamente transtornada sob a influencia de sua mediunidade, lançou a toda humanidade um cântico, semelhante àquele magnífico de Maria. Este canto ficou conhecido como o "Cântico de Ana". Este é o cântico que a nossa boca deve proferir: "Senhor!" Eu me alegro neste instante, porque tu olhaste para a humildade da tua serva. Senhor! Tu me tiraste da fraqueza, das calúnias, do ódio, ajuda aquela irmã. Senhor! Tu me elevaste além de quaisquer condições delegando-me o poder. Tu nos lança no Sheol e nos eleva. Tu partes a flecha daquele que se considera forte. "Tu te unes ao fraco para o poder da vida". "Senhor, tu ajudas ao santo protegendo os seus pés e deixa os ímpios, os faladores vulgares, os caluniadores calados nas profundezas do mal. Senhor! Eu reconheço que nenhum homem prevalecerá pela força. Ë o amor, meus irmãos! Este cânticos que se acha registrado na Bíblia representa para todos nós um ensinamento aos nossos corações a fim de podermos viver felizes tanto na vida material como na vida espiritual. Todo o universo obedece a um ciclo de vida e "morte": Nascer, viver, morrer, renascer, reviver. Porém quando não refreamos a nossa língua como o apóstolo diz, nós estamos em decadência espiritual, como conseqüência do julgamento que fazemos sobre os nossos irmãos. A palavra tem um poder divino quando é seguida por atos e ações meritórias. Quando não é assim, são discursos inertes, inúteis, que não tocam o coração e não fazem vibrar a alma. Nós devemos viver permanentemente em aliança, através da castidade da nossa língua, através do exemplo dos nossos atos, para que, com a humildade que teve Ana, que teve Jesus e todos aqueles que deixaram um exemplo de luz para a humanidade, um meio mais fácil para estabelecermos, cada dia, a comunhão com Deus. E esta aliança nós não devemos perder, como diz aquele médium do século XVII: "Esse contato com Deus, devemos fazê-lo todo dia, acautelando-nos com a nossa língua para que ela não seja a causa do mal em nós, dos nossos próprios prejuízos ocasionados pela nossa vaidade, pelo nosso orgulho, pela nossa prepotência". Quando os fariseus procuraram julgar os discípulos de Jesus porque eles comiam sem lavar as mãos receberam um ensinamento, que ficou para toda a humanidade e que não devemos esquecer. "Não é o que entra pela boca que faz mal." O que entra boca vai ao ventre e sai para lugar escuso. o que sai da boca é o que envenena o homem, que infelicita o homem. Porque a boca fala daquilo que há no coração. Assim o nosso coração deve ser sublime no amor, no perdão, não condenando a ninguém, nem julgando a ninguém, a fim de não atrairmos para os nossos lares estas forças ignaras, que só querem nos desviar de meta da vida, do objetivo preponderante que é viver em paz e feliz. Se a boca fala daquilo que está no coração, como disse Jesus, o homem mau tira a maldade de dentro de si mesmo. O homem bom tira só bondade do seu coração e não engana a ninguém. Assim, todos os que se dizem religiosos devem compreender estas palavras de Jesus, pois, como disse Thiago, elas são a verdadeira religião, Nós compreendendo o nosso dever religioso, refreamos a nossa língua, os nossos instintos, deixando o nosso coração viver puro em harmonia com todos os outros órgãos. Não desfalecemos porque o Senhor está dentro de nós, sentindo e suprindo todas as nossas necessidades. Além disso, Jesus deixa, através de Lucas, Cap. VI, todos esses conselhos: não condenar a ninguém, não julgar a ninguém, pois da mesma maneira que julgarmos aos nossos irmãos seremos julgados, Jesus deixou bem clara esta sentença para aqueles que sem compreensão e que não vivem na formalidade dos sentidos, no orgulho e na vaidade, pois todas essas coisas entopem os nossos ouvidos. Jesus deixou claro uma norma de vida para que a humanidade não caia nas malhas da lei de causa e efeito. Ninguém, quando caminha para o bem deixa de satisfazer essa lei do Carma. Se todos os homem compreendessem que o mal é para eles próprios, como disse Jesus, é a sua condenação, não haveria maldade, não haveria pessoas aumentando sua culpa, seu pecado, como hoje acontece. Se as religiões se preocupassem em ensinar verdadeiramente isso, se cada um fosse o sacerdote da sua fé, da compreensão e da Lei Divina haveria uma humanidade onde ninguém faria o mal, porque já sabia, antecipadamente, que esse mal recairia sobre ele. E, pelo egoísmo humano; pela compreensão humana, temeroso efe não faria mal a ninguém. No futuro, essa humanidade será realmente cristã, pois, então, como disse o padre Alta: "Cristianis-Alta Cristi" - O Cristo está dentro de nós. Cristianismo é vivência. É experiência em Deus. É prática constante da caridade e do bem. É contenção da língua diabólica, que causa enfermidade e dor. É justamente aquilo que Thiago falou: O auxílio ás viúvas desamparadas, o auxílio as criancinhas órfãs, para que não haja, no futuro, párias na sociedade e cada criança cresça, seja educado com a noção do poder que está dentro de cada um. É compreender que a força bruta não educa a ninguém. 0 que educa é a humildade daquele que é educador e o educando recebe essas vibrações de amor e se modifica". Portanto, cada um de nós, cônscio dessa responsabilidade, não condenará a ninguém, não condenará as autoridades, não julgará á ninguém porque, como vimos no tema de hoje, quando aquela adúltera ia ser apedrejada conforme a lei, o Mestre imediatamente se comunicou com o Alto (como sempre devemos fazer em circunstâncias difíceis), e disse: "Quem estiver isento de pecado atire a primeira pedra". Ninguém atirou a pedra porque todos eram pecadores. Como também pecadores somos todos nós, pois temos dentro de nós um tribunal divino que é a própria consciência. Livrando a mulher daquela condenação terrível, daquela grande humilhação pública o Mestre amorosamente apenas a aconselhou: "Vá e não tornes a pecar." Meus irmãos, não errem mais pela língua, ajudem a vencer a tentação que assalta a toda a humanidade, seguindo os conselhos de Jesus, porque, a voz que desce do alto é mansa, humilde, pacífica, tolerante, harmônica e traz para cada um a alegria de viver. E é esta alegria, que reina no mundo espiritual. É desta alegria que Jesus quer que a humanidade hodierna desfrute, evitando os caminhos que podem conduzí-las ás forças do mal. Jesus deseja que a humanidade siga feliz e não sofra. Portanto, repassando: Se nós quisemos falar a língua dos anjos, se nós quisermos fazer a caridade, se nós dispusermos, hoje a conter a língua, não devemos julgar a ninguém, pois esta precipitação de julgar é força mimiga que está dentro de nós querendo a nossa queda. É, como á disse, um motivo de enfermidade, de infecções terríveis, que a medicina não pode curar. Mas, a maior assepsia para o nosso corpo e o nosso espírito é manter a aliança e o contato com Deus .com o refrear de nossa língua, para vivermos em paz e felizes. Graças a Deus! Palestra psicofônica do irmão LUIZ DA ROCHA LIMA

Sexo e Obsessão



  • Sexo e Obsessão - Parte I :

     


     

    • Sexo e Obsessão - Parte II :

     


     

    • Sexo e Obsessão - Parte III :

     


     

    • Sexo e Obsessão - Parte IV :

     


     


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