Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Buscando a Cura Espiritual!





Buscando a Cura Espiritual!

Muitas vezes pensamos apenas na dor, no sofrimento que naquele momento nos aflige como dores na coluna, dor de cabeça, dor de dente, dentre outros incômodos... e quando isso nos acomete não demora muito para que nos direcionamos a uma ajuda profissional, a um médico. Mas, e quando algum problema de ordem emocional acomete a cada um de nós, recorremos a algum lugar ou simplesmente observamos este problema ficar cada vez maior e somente quando ele chega no físico é que fazemos algo?

É necessário que nós compreendamos que nós somos do Espírito e não da matéria, este invólucro é apenas um empréstimo para que aqui possamos cumprir com aquilo que nos comprometemos, sendo assim é claro que devemos cuidar da nossa saúde, da nossa matéria, mas acima de tudo devemos demandar muito mais tempo e atenção ao conhecimento e cura do nosso espírito, cura da nossa alma.

Ainda sobre a cura em si, é fácil verificarmos em inúmeros lugares que diz operar a cura e vemos uma verdadeira legião de pessoas se deslocarem a estes locais a fim de serem tratadas, curadas. Mas que possamos todos refletir que a cura só é efetivadas através de alguns fatores. E quais seriam eles? Fé, Força de Vontade, Amor, Sintonia e MERECIMENTO. Pode ser quem for a nos curar, inclusive o Espírito mais “gabaritado” que nós considerarmos mas ainda assim se não existirem outros requisitos sendo o principal o merecimento, esta cura não se efetivará, somente com a vontade de Deus nosso Pai é que podemos receber a cura espiritual necessária e é através das nossas ações, pensamentos.

Todas as doenças tem cura? É claro que sim. No entanto não no nosso tempo, isso porque muitas vezes só conseguimos enxergar a vida em nossa limitada visão e nos esquecemos de tantas vezes que aqui já estivemos e de tantas outras vezes que ainda aqui estaremos, sendo assim todas as doenças podem ser curáveis mas não somente a partir da nossa vontade mas acima disso: a Vontade de Deus;

Pensemos ainda no maior exemplo que já tivemos no Planeta Terra – Jesus Cristo. Será que ele curou a todos que o procurou? E, porque será que não curou a todos? A vontade de Deus é soberanamente maior do que a vontade do Homem ainda que este homem seja Jesus. Todos os casos que vimos Cristo curando percebemos a fé de quem recebia, mas principalmente podemos observar o merecimento, já que todos os casos que Jesus curou era sem duvida casos em que os doentes assim estavam há bastante tempo, ou seja, tempo necessário para sua expiação, melhoramento moral e aprendizado. Como podemos observar na passagem da mulher hemorrágica (vide primeira postagem sobre Curas Materiais);

A cura espiritual não é uma das lições mais fáceis que encontramos, mas é possível quando conseguirmos internalizar todas as lições de Cristo, quando conseguirmos amar mais e julgar menos os nossos semelhantes, quando conseguirmos perdoar, quando conseguirmos alcançar a fé que move montanhas, quando conseguirmos ser Amor e Luz e confiar acima de tudo na justiça divina. Que assim possamos refletir acerca do que é mais importante para cada um de nós?

“O julgamento é dos Homens, mas a Justiça é de Deus.” Meimei;







Fluidos e a Força do Pensamento






Fluidos e a força do Pensamento


Os Espíritos afirmam que uma das modificações mais importantes do fluido universal é o fluido vital. Ele é o responsável pela força motriz que movimenta os corpos vivos. Sem ele, a matéria é inerte.

Cada ser tem uma quantidade de fluido vital, de acordo com suas necessidades. As variações dependem de uma série de fatores. Allan Kardec nos instrui sobre o assunto emO Livro dos Espíritos:

“A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie. Há os que estão, por assim dizer, saturados de fluido vital, enquanto outros o possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos, mais enérgicos, e de certa maneira, de vida superabundante”.

“A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida, se não for renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contêm”.

“O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos, e em certos casos fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se”.

O homem pode manter o equilíbrio de sua saúde vital através da alimentação e da respiração de ar não poluído, entre outros fatores, mas, acima disso, mantendo uma conduta mental sadia.

O pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas.

Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência.

Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal-estar físico e psíquico.

"Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável" (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

Pode-se concluir, assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos.

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, mas que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus.

"A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos" (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, são diretamente proporcionais ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, conseqüentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis de alguma maneira pelo estado de dificuldades morais em que vive o Planeta atualmente e cabe a nós mesmos modificá-lo.

"Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes" (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).

O Cérebro Espiritual





O Cérebro Espiritual



O pensamento não é somente o resultado das articulações cerebrais, mas constitui, mais profundamente, a soma complexa das funções ainda imperceptíveis da mente.
Todos os seres humanos possuem o poder do pensamento, embora desconheçam a força que carregam consigo.

Nossos pensamentos transformam-se em correntes mentais, colocando-nos em ligação psíquica com o universo de pensamentos alheios, de vital importância para a vida íntima de cada um de nós.

O cérebro espiritual de qualquer pessoa tem a capacidade extraordinária de, ao mesmo tempo e ininterruptamente, emitir mensagens psíquicas e captar ondas mentais de criaturas encarnadas ou desencarnadas.

Há um mundo invisível mas real, imponderável, mas positivo, em torno de todos os encarnados. Somos todos espíritos intercomunicando-se intensamente, de modo sutil pelos fios eletromagnéticos do pensamento.

O sábio espírito Emmanuel nos esclarece a respeito:

“Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos. É que, sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encarnadas ou desencarnadas, de nossa faixa de simpatia.”

Se todas as pessoas possuem o poder mental de sintonizar-se com outras mentes, influenciando e sendo influenciadas, podemos concluir que todas as criaturas são médiuns, pois todos nós nos relacionamos com os espíritos, embora grande parte das criaturas não percebam nem de leve esse fenômeno. Médiuns não são apenas os que possuem determinadas faculdades psíquicas especiais: clariaudiência, clarividência, psicofonia, psicografia, efeitos físicos e magnetismo curador. Quem não detém nenhuma das faculdades especiais é também um médium, porque possui a força mental para receptar espontaneamente de outras mentes, pelo fenômeno psíquico chamado inspiração ou intuição, muito comum nos acontecimentos do dia-a-dia das pessoas mais espiritualizadas.
Os espíritos estão em toda parte, em intercâmbio profundo com os homens de todas as classes sociais e de todos os graus de moralidade.

Com facilidade, entramos na faixa psíquica de todos os espíritos que se assemelham a tudo aquilo que estamos sentindo, conversando, imaginando ou de acordo com as nossas ações e hábitos diários.

A força de sintonia nascerá sempre de nós para com os espíritos, pois seremos logicamente nós que acionamos a tomada de ligação mental. Para o espírito Emmanuel, “a inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos”.

Do livro: Minha Mente, Meu Mundo – Walter Barcelos.

Solidão e Jesus




Solidão e Jesus

Quando as amarguras da jornada te assinalem a alma, jungindo-te ao carro sombrio onde a solidão se demora algemada, recorda o Mestre Crucificado, em terrível abandono.

Onde os amigos d'outrora, as multidões saciadas e os corações socorridos?

Começara o ministério, a que se entregaria integralmente, nas alegres bodas de Caná, e encerrava-o numa Cruz, esquecido dos beneficiários constantes que O envolviam em álacre vozerio.

Sempre estivera o Mestre cercado pelas criaturas...

Pregara nas cercanias formosas das cidades e das aldeias, nas praias livres entre o lago e as montanhas, nas Sinagogas repletas e nas praças movimentadas.

Atendera a todos que Lhe buscaram socorro.

Todo o Seu Apostolado de amor foi de enobrecimento.

À mulher desprezada e em aviltamento, ofereceu as mais belas expressões da sua Mensagem.

Consolou e esclareceu a Samaritana atormentada.

Retirou dos coxins de veludo e seda a obsedada de Magdala.

Convidou Marta às questões do Espírito.

Atendeu à mulher Cananéia, prodigalizando o equilíbrio à filha endemoniada.

Hanah, a sogra de Pedro, recebeu-Lhe o passe curador.

À pobre hemorroíssa sito-fenícia restituiu a saúde.

Ofereceu à viúva de Naim o filho considerado morto.

Joanna, a mulher de Cusa, recebeu-Lhe o convite para a vida imperecível.

A filha de Jairo prodigalizou a bênção do despertamento das malhas da catalepsia.

Além delas, distendeu o amor a todos os corações.

Leprosos e sadios participaram do Seu convívio.

Homens ilustres e mendigos foram comensais da sua afeição.

Recuperou a serenidade no homem de Gadara, infelicitado por Espíritos obsessores e curou o filho do Centurião.

Elucidou o afortunado príncipe do Sinédrio em colóquio fraterno, e propiciou luz aos olhos fechados de mísero cego das estradas de Jericó.

Honrou a rica propriedade de Zaqueu e fez refeições nos barcos humildes dos pobres pescadores.

Revelou a Boa Nova aos sábios de Jerusalém que a escutaram deslumbrados e, à última hora, ensinou aos malsinados ladrões, companheiros de crucificação, a porta estreita para a liberdade espiritual.

Movimentou os membros paralisados de Natanael, descido pelo telhado, e revelou aos discípulos do Batista os sinais que O identificam como o Esperado...

Milhares de alma receberam a paz e a saúde de Suas mãos.

Os "demônios" submetiam-se a sua voz.

O mar respeitou-Lhe a ordem.

O vento atendeu-Lhe o imperativo.

As doenças desapareciam ao Seu contato.

Os anjos obedeciam-Lhe à vontade.

No entanto, à hora da angústia, sorveu a taça de amargura a sós.

O coração feminino, junto à Cruz, apresentou-Lhe apenas a saudade e a aflição, em lágrimas.

Mas provou a agonia, o escárnio e a humilhação em suprema soledade.

Nenhuma voz se ergueu para defendê-lO nas Altas Cortes.

Todavia, entregando-se confiante ao Pai, venceu o mundo e todos os seus enganos e, mesmo depois da morte, ressurgiu glorioso, voltando ao amor para a felicidade de todos.

Lembra-te dEle.

Só no mundo, e o Pai com Ele.

À hora das tuas provações, os companheiros e beneficiários do teu carinho não podem ficar contigo; seguirão adiante. A vida espera mais além.

Tem paciência!

Não os ames menos por isso, Eles necessitam da tua compreensão e do teu carinho.

Cresce para ajudar no crescimento deles.

E mesmo que a morte venha às tuas carnes, renascerás das cinzas da sepultura, em esplêndida madrugada, para continuares o teu labor junto àqueles que te abandonaram.

Na tua solidão, entretanto, Jesus estará sempre contigo.

Joanna de Ângelis
por Divaldo P. Franco
no Livro: Messe de Amor.







Libertação Gloriosa






Libertação Gloriosa

"A ignorância é mãe de muitos males que afligem a criatura humana e responde por inúmeros crimes que se alastram na sociedade. Em razão de não estar informada em torno dos deveres humanos e espirituais da criatura, a ignorância investe, audaciosa, disseminando a agressividade e o estupor, mantendo o primarismo e comprazendo-se nas atitudes infelizes.

Uma palavra esclarecida pode conduzir as pessoas ao superior destino para o qual estão rumando. Mediante informações equilibradas e saudáveis, podes esparzir esperança e alegria de viver, proporcionando encantamento e liberdade de ação.

Por meio do luminoso esclarecimento, renascem no imo daquele que o recebe a coragem e a alegria de encontrar-se em processo de reparação dos erros praticados ontem ou remotamente, dignificando-se perante a própria consciência, assim como diante da Consciência Cósmica.

Quando as dores de qualquer matiz encontram agasalho no recesso dos seres e esses não identificam a sua finalidade, não entendendo a lei de causa e efeito, elas transformam-se em látego impiedoso que dilacera a alma, atirando as suas vítimas no calabouço da revolta e do desespero. Sem o amparo da compreensão, o nada se apresenta como sendo a solução, abrindo as portas para o suicídio nefando....

O ser esclarecido não mais se permite a dúvida em torno da imortalidade, na qual se encontra mergulhado, seja no corpo ou fora dele, mantendo contato com os Espíritos que o precederam no retorno ao país de origem e aguardando o seu momento de também volver....

Esclarecido em torno do significado existencial, dos objetivos de que a reencarnação é portadora, o ser humano desperta para a compreensão da terrestre caminhada , experimentando inexprimível alegria de viver conscientemente.

Aquele que se esclarece em torno da vida espiritual encontra um tesouro que pode multiplicar, mimetizando todos os outros que se lhe acercam, ao tempo que diminui a densidade miasmática predominante.

A palavra de amor e de esclarecimento que nasce nas emoções da solidariedade e da compaixão transforma-se em estrela luminífera, mantendo claridade esfuziante à sua volta".


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Entrega-te a DEUS

Gratidão e Evolução Pessoal







Gratidão e Evolução Pessoal

"Todas as criaturas têm papéis de relevante importância a desempenhar no universo, permitindo que a consciência reflita as ocorrências do cosmo e logre introjetá-las na consciência individual, por fim na coletiva.
Herdeiro das experiências pessoais, o ser humano é convidado a crescer em cada etapa do seu processo de desenvolvimento ético-moral, experienciando pequenos valores que se transformam em significados profundos.
A solidariedade, por exemplo, raramente é exercitada como aplicativo gratulatório, devendo ensejar o hábito de ser-se útil, de estar-se vigilante e lúcido sempre para ajudar, contribuindo em favor da mudança para um patamar histórico e moral mais elevado.

Essa cooperação expressa-se mediante o interesse de tornar a existência na Terra mais feliz, diminuindo os nexos de atritos e de desconforto moral, social e econômico, através das pontes da gentileza e do auxílio que se pode colocar "
a disposição daquele que o necessita. Esse esforço faculta consciência ao ego sobre a sua responsabilidade de superar a sombra e vincular-se ao self em ação dinâmica e portadora de edificações significativas. Tal conduta favorece o indivíduo com a alegria de viver, auxilia-o na libertação do estresse, evitando que tombe na neurastenia e na depressão.
Exercitando-se o sentimento gratulatório, automatiza-se o comportamento que se fixa no inconsciente, passando a exteriorizar-se noutras oportunidades sem nenhum esforço.

Ampliando o elenco da gratidão, vale considerar-se a ternura que vem perdendo espaço no comportamento dos indivíduos armados contra as ocorrências perturbadoras, e praticamente só é expressa nos relacionamentos mais íntimos, nos momentos de emoção afetiva especial entre os familiares e amigos mais próximos. A ternura, no entanto, deveria ser uma conduta natural, irradiante gentileza e prazer na convivência com tudo quanto cerca o indivíduo.

A gratidão contribui para essa batalha silenciosa que se trava na psique , porque oferece uma visão ampla do mundo e profunda de todos aqueles que fazem parte do círculo das amizades humanas."

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Psicologia da Gratidão

Gratidão e Trabalho







Gratidão e Trabalho

"Todo crescimento pessoal de natureza cultural,
moral e espiritual deságua inevitavelmente no
sentimento da gratidão, da oferta, da
participação no conjunto,
tornando-se o indivíduo igualmente útil e
valioso.
A gratidão individual é uma nota harmônica a
contribuir para a sinfonia universal, ampliando-
se e tornando-se um sentimento coletivo que
proporciona o equilíbrio social e espiritual da
humanidade.
Ademais, ninguém consegue vincular-se a um
ideal de engrandecimento pessoal e humanitário
sem arrastar outros pela emoção do seu exemplo
e da sua bondade para as fileiras da sua
trajetória.
O sentimento da gratidão tem natureza
psicológica e de imediato aciona o gatilho, sendo
transformada em emoção e sensação orgânica.
Quando se experimenta o sabor da gratidão,
aumenta-se o desejo de mais servir e melhor
contribuir em favor do grupo social em que cada
qual se encontra e da humanidade em geral.
É inevitável, portanto, a presença da gratidão no
cerne das vidas humanas."

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Psicologia da Gratidão

Culpa e Consciência






Culpa e Consciência

"A culpa surge como forma de catarse necessária
para a libertação de conflitos. Encontra-se
insculpida nos alicerces do espírito
e manifesta-se em expressão consciente ou
através de complexos mecanismos de auto-
punição inconsciente.
Suas raízes podem estar fixadas no pretérito -
erros e crimes ocultos que não foram justiçados
- ou em passado próximo, nas ações da
extravagância e da delinquência.
Geradora de graves distúrbios, a culpa deve ser
liberada a fim de que os seus danos
desapareçam.
A existência terrena é toda uma oportunidade
para enriquecimento contínuo. Cada instante é
ensejo de nova ação propiciadora de
crescimento, de conhecimento, de conquista.
Saber utilizá-lo é desafio para a criatura que
anela pela evolução espiritual.
Águas passadas não movem moinhos - afirma o
brocardo popular, com sabedoria -.
As lembranças negativas entorpecem o
entusiasmo para as ações edificantes, únicas
portadoras de esperança para a liberação da
culpa.
Desse modo, quem se detém nas sombrias
paisagens da culpa ainda não descobriu a
consciência da própria responsabilidade perante
a vida, negando-se à benção da libertação.
Sai da forma do arrependimento e age de
maneira correta, edificante.
Reabilita-te do erro através de ações novas que
representam o teu atual estado de alma.
A soma das tuas ações positivas quitará o débito
moral que contraíste perante a Divina
Consciência, porquanto o importante não é a
quem se faz o bem ou o mal, e sim, a ação em si
mesma em relação à harmonia universal.
A culpa deve ser superada mediante ações
positivas, reabilitadoras, que resultarão dos
pensamentos íntimos enobrecedores."


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Momentos de Meditação

Solidão





Solidão

Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidao é , na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.

A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de idéias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.

Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou sao deixados à distância pelas conveniências dos grupos.

A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefício de outrem.

O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideração e respeito ou conceda ao próximo este apoio, que gostaria de fruir.

A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepultam os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.

O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importância, como o ar que respira.

O sucesso social não exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das idéias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apóia na bem urdida promoção de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituídas, graças à rapidez com que devora as suas estrelas.

Quem, portanto, nao se vê projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estúdios artificiais.

Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de nao ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.

O homem faz questão de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas areas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado. atirado à solidão.

Há uma terrível preocupacão para ser visto, fotografado, comentado, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.

A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.

O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lidimas aspiracões do ser, conduz à psiconeurose de auto-destruicao.

A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo. Há terrível ânsia para ser-se amado, nao para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade. Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, nao se torna amável nem amada realmente.

Campeia, assim, o "medo da solidao", numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilíbrio.

O silêncio, o isolamento espontâneo, são muito saudaveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto-aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.

O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.

Os campeões de bilheteira, nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios, cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.

Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e insegurancas, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantém sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.

A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaca o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.

Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das criancas em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.

O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguem que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.

A velha conceituação de que todo aquele que tem amigos nao passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcancar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.

O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar, à confianca nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.

Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o "amor ao proximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se, de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.

O homem solidário, jamais se encontra solitário.

O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.

Possivelmente, o homem que caminha a sós se encontre mais sem solidão, do que outros que, no tumulto, inseguros, estao cercados, mimados, padecendo disputas, todavia sem paz nem fé interior.

A fé no futuro, a luta por conseguir a paz intima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouço egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: O Home Integral





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