Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O Poder da Oração





O cérebro, este dínamo gerador de energia psíquica, é também fonte de exteriorização que se espraia, facultando a vitalização ou desequilíbrio na área que focaliza. Externando-se através do pensamento, este se lhe torna o veículo que a potencializa e direciona. Quanto maior for a intensidade mental da idéia, mais poderosa se apresenta a onda em que se movimenta.
Em face dessa realidade, o cultivo dos pensamentos edificantes, pela constituição vibratória de que se reveste, estimula os neurônios cerebrais que produzem substâncias saudáveis e processamentos eletroquímicos, que facilitam as sinapses e viajam pelo sistema circulatório, vitalizando as células e auxiliando-as no processo de mitose harmônica.
Quando estão carregados de pessimismo ou malquerença, de ressentimentos e ódios, produzem moléculas que são eliminadas pelos mesmos neurônios com alto poder destrutivo, que perturbam as comunicações e se alojam no sistema nervoso central e no endócrino, afetando o de natureza imunológica, naquele indivíduo que prossegue na emissão de mensagens tóxicas e perturbadoras, às vezes atingindo a pessoa que esta na mira da sua revolta.
O ato da oração é constituído pelo fixar dos pensamentos nobres e aspirações superiores, produzindo ondas carregadas de amor e de harmonia que mantêm em grande atividade os centros nervosos, que se alimentam de forças e, de imediato exteriorizam as vibrações que atraem os bons espíritos, que acorrem para ajudar, ao tempo em que as canalizam no rumo das Esferas superiores onde são captadas para análise imediata.
Em face do seu conteúdo especial, são potencializadas e retornam ao emissor, proporcionando-lhe vitalização e alegria. ode, dessa forma, a oração ser encaminhada aos Centros espirituais de captação para análise de conteúdo ou direcionar-se para os objetivos a que se destina.
Por isso, a oração pode ser de louvor, quando se expressa em hinos de alegria e de homenagem ao criador, à vida, às ocorrências existenciais; de rogativa, quando revestida pela necessidade que pode ser socorrida pelo Divino Poder, não apenas por quem ora, assim como em favor daquele por quem se intercede, e de gratidão, transformada em júbilo pelo que se tem logrado ou ainda não conseguiu...
A oração inunda de emoções superiores o ser que se lhe entrega ao ministério. Quando é a favor do próximo, encarnado ou no plano espiritual, alcança-o como uma onda de paz, que favorece a reflexão, o despertar da consciência para a responsabilidade, o diminuir das aflições, ensejando o prosseguimento a partir desse momento com diferente disposição emocional e psíquica.
Mesmo quando o beneficiário ignora o recurso que lhe é direcionado, ainda assim é alcançado pela emissão vibratória e experimenta alteração para melhor no quadro do comportamento em que se encontra. Se conhecedor do benefício, gerando sintonia mental, mais se robustece de recursos valiosos, que se transformam em bem-estar, saúde e paz.
Enfermos terminais uns, portadores de doenças degenerativas outros, de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos diversos, quando envolvidos pelas ondas benéficas da oração, experimentam sensações favoráveis que, se utilizadas de forma edificante, podem modificar a situação em que se encontram, reiniciando os processos de recuperação ou de diminuição dos seus sofrimentos.
Os desencarnados, por sua vez, sentindo-se recordados e queridos, ao captarem a onda mental que lhes é direcionada, têm diminuídas as angústias e perturbações, reconsiderando a situação em que se encontram e se reanimando, desse modo adquirindo forças e valor para superarem as dificuldades que os afligem, frutos amargos da insensatez a que se entregaram anteriormente.
A onda mental da oração cinde a densa camada da psicosfera deletéria onde respiram aqueles a quem é enviada a mensagem de amor, e qual um raio vigoroso deixa a claridade da sua presença e descarga de energia benéfica de que se faz portadora.
Não elimina, certamente, os débitos, nem seria justo que assim acontecesse, também não impede o insucesso, mas oferece serenidade e confiança para o enfrentamento dos efeitos perniciosos dos atos transatos, trabalhando em favor da mudança da paisagem, que se nimba de diferente conteúdo propiciador de paz e de vitória que devem ser alcançadas, a partir de então. Simultaneamente, aquele que ora se potencializa e irradia ondas de harmonia que envolvem a tudo e a todos quantos lhe estão no campo psíquico ou emocional.
Animais e plantas captam as ondas mentais que lhe são dirigidas, refletindo no comportamento os efeitos saudáveis ou danosos do tipo de vibrações de que se constituem.
No momento em que a criatura humana se conscientizar do poder da oração ou do pensamento nobre, o planeta será beneficiado pela emissão individual e coletiva de orações para recuperá-lo após todas as agressões que tem sofrido pela imprevidência e loucura dos seus habitantes, tornando-se abençoado reduto de regeneração, ao invés de oficina de dolorosas provas e expiações.
O pensamento, portanto, vinculado a Deus, ao bem, ao amor, ao desejo sincero de ajudar, eis a oração que todos podem e devem utilizar, a fim de que a felicidade se instale por definitivo nos corações. Por isso que as formas e as fórmulas utilizadas para a oração se fazem secundárias, sendo indispensável a intenção do orante, cujo propósito estimula o dínamo cerebral a liberar a onda psíquica vigorosa que lhe conduzirá a aspiração.
O hábito de orar, a constância da oração, a elevação do pensamento se transformarão em um estado especial de equilíbrio espiritual, que sustentará o ser em todas e quaisquer ocasiões da sua existência.
Isto, porque, oração é vida, e com Jesus é vida em abundância...


Divaldo Franco - Manoel Philomeno


Jovens e Jovens

..



A juventude, os jovens de modo geral, têm sido assunto constante nos noticiários atuais.
Fala-se das jovens adolescentes que engravidam prematuramente...
De jovens perdidos no lodaçal dos vícios...
De jovens que põem fogo em índios e mendigos...
De jovens tresloucados, que se arrebentam em acidentes violentos nas competições ilegais, chamadas "rachas".
Quando lemos ou ouvimos tais informações, ficamos chocados com tantos desatinos e logo imaginamos o que será do futuro da Terra, se a juventude está perdida.
Todavia, os olhos e ouvidos interessados, podem ler ou ouvir vez que outra, uma tímida notícia de jovens que se dedicam com fervor ao bem geral.
São jovens cientistas premiados pelos esforços dedicados em busca de melhor qualidade de vida para enfermos anônimos...
Jovens que se entregam de corpo e alma às artes, exaltando o bem e o belo.
Com habilidade extraem sons melodiosos dos teclados...
Com graciosidade cantam, dançam, fazem acrobacias nas quadras esportivas...
Jovens saudáveis que dedicam o tempo a distrair e alegrar pessoas idosas e enfermas enclausuradas em velhanatos...
Adolescentes que se chocam com a miséria do próximo e envidam esforços para minorar-lhes o sofrimento...
Tantos são os jovens que são arrimo da família. Que trabalham de sol a sol na lavoura, regando com o próprio suor a terra generosa de onde retiram o sustento...
Jovens médicos que, com mãos hábeis, fazem cirurgias extraindo tumores dos corpos, sem deixar vazio o coração dos pacientes desesperados.
Jovens que, apesar de conquistarem a fama, não se permitem a promiscuidade nem se prestam a promover produtos que incitam aos vícios nem aos desregramentos na área da sexualidade.
Jovens que falam do Cristo e buscam viver Seus ensinos..
Como podemos perceber, há jovens e jovens...
Se o bem fosse mais divulgado, certamente seria imitado e adotado como postura por tantos jovens indecisos, inseguros, que acabam se decidindo pela maioria, ou pelo que pensam ser a maioria.
Assim, tenhamos a certeza de que a juventude não está perdida e que o futuro já está acontecendo hoje, com essa força juvenil saudável e entusiasta, capaz de derrubar as estruturas apodrecidas da sociedade em que vive e fortalecer os costumes sadios e promissores vigentes.
Pense nisso!
Ser jovem é não ter cumplicidade negativa com o passado. É não se deixar contaminar pelos hábitos viciados de outras gerações.
Ser jovem é viver com entusiasmo, semeando alegria com discernimento.
A juventude é a primavera da vida, e jovem sem entusiasmo é como uma flor sem perfume, que tende a ser derrubada pelos primeiros ventos do inverno.
Portanto, o jovem para ser feliz, deve erguer bem alto a bandeira da solidariedade, da fraternidade e da verdadeira liberdade, que é a paz da consciência tranquila

(Texto da redação do Momento Espírita )

Auto Domínio




Examina, com serenidade, o julgamento 
dos outros para contigo. 
A precipitação das tuas respostas 
pode te colocar ao nível deles.

Não favoreças ambiente de defesa própria, 
sem primeiro saber o que estás falando. 
O muito falar não te põe em paz com a consciência.

Não respondas aos ataques, apressadamente.
Em muitos casos, é preferível permanecer calado,
para que o fermento da discórdia não ultrapasse
as tuas forças. O teu procedimento cristão 
pode ajudar o caluniador a esquecer a maledicência.

Domina os teus impulsos de defesa cega,
não esquecendo que quem ofende ainda
se encontra preso e torturado pela ignorância.

Espera um pouco antes de responder 
a qualquer pessoa. E, em quaisquer assuntos,
o espaço e tempo servir-te-ão como inspiração divina.

A música que agrada a todos é dinamizada por essa lei.

Não queira te assemelhar aos outros no mal
que, por ventura, faça, mas esforça-te 
por todos os meios possíveis, a igualá-los
no bem que pratiquem.

O autodomínio é escola engenhosa, 
que depende de muito esforço. 
No entanto, não percas o ânimo de ser 
um dos alunos desse educandário.

A escrita divina registra milhares 
de criaturas empenhadas verdadeiramente 
em se educarem, e, para tal, coloca-se com 
as tuas forças.

A mente humana está viciada 
nas condições de vida que leva.

Eis que a hora é chegada da reforma individual. 
Começa hoje, pois amanhã já é outro dia.

Faze uma autópsia na sua vida, e se os teus atos 
te trouxeram tristezas, não acuses a ninguém,
pois todos caminham nos mesmos processos evolutivos,
lutam com os mesmos obstáculos e, no fundo, 
procuram os mesmos objetivos, que são: Sabedoria e Amor.

O insensato é teu irmão em Cristo,
embora desconheça o suprimento inesgotável 
que tem no coração.
Quando te arremessa pedradas é porque
te compara a uma árvore frutífera,
e sente fome ao te encontrar.

Se ainda não esqueceste o ódio e a vingança,
serás como a figueira da narração evangélica. 
Se o amor figurar como ambiente de vida, 
saciar-se-ão a fome e a sede de todos.
E quanto mais deres, mais terás para distribuir.

Coloca tuas mãos a serviço da disciplina de ti mesmo, 
e abraça a educação dos teus modos, porque desta forma
estarás ajudando a inspiração coletiva 
a fazer o mesmo, em nome da vida e de Deus.

espírito de Carlos/João Nunes Maia
do Livro Tuas Mãos

Fonte: Além da Terra, nas Estrelas

A Aranha







Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.

O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e,

no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:

- "Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos

venham do céu e tapem a entrada da trilha

para que os bandidos não me matem!!!" 

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha

onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.

O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:

- "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha."

- "Senhor, por favor, com tua mão poderosa

coloca um muro forte na entrada desta trilha,

para que os homens não possam entrar e me matar..." 

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada

e viu apenas a aranha tecendo a teia.

Estavam os malfeitores entrando na trilha,

na qual ele se encontrava esperando apenas a morte.

Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:

- "Vamos, entremos nesta trilha!"

- "Não, não está vendo que tem até teia de aranha!?

Nada entrou por aqui.

Continuemos procurando nas próximas trilhas..."

* * *

Fé é crer no que não se vê,

é perseverar diante do impossível.

Às vezes pedimos muros para estarmos seguros,

mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele

para deixar que sua glória se manifeste

e faça algo como uma teia,

que nos dá a mesma proteção de uma muralha.


A Fonte da Vida




Assim que Deus criou as almas, reuniu todas elas ao redor da fonte da vida e lhes disse:

- Esta é a fonte da vida. Dela vocês só devem tomar a água suficiente para abastece-los. Um copo por dia é suficiente para todos viverem bem e em paz aqui no paraíso.

Todas as almas passaram e beber apenas um copo por dia, tal como Deus havia proposto.

Passou-se o tempo equivalente a uma eternidade, e as almas viviam bem e em harmonia com toda a criação universal.

Certo dia, uma das almas reuniu várias almas e disse:

- E se tentássemos beber mais de um copo por dia? Se com apenas um copo ficamos bem, com mais de um copo ficaremos melhores ainda! Talvez Deus não queira que bebamos mais e fiquemos tão poderosos como Ele. Assim Ele poderia ser desafiado e perderia seu Reinado.

Boa parte das almas julgou interessante e “excitante” a nova empreitada, assim como a possibilidade de se tornarem maiores do que são. Dessa forma, muitas almas passaram a beber da fonte da vida mais de um copo todos os dias.

A princípio sentiram-se muito fortes, mais independentes e mais capazes. O tempo foi passando, e as almas que beberam mais de um copo começaram a sentir algo que nunca haviam sentido. Começaram a experimentar a sede. Por terem tomado uma quantidade maior, agora precisavam de mais e mais da Água da Vida.

Começaram então, pela primeira vez, a brigarem por causa da água. Disputavam cada gota que saía da fonte, pois ficaram com muita sede. Então, começou a ocorrer algo que jamais acontecera antes, as luzes de cada alma começou a se apagar, e elas se transformaram em algo parecido com zumbis, vivendo num ambiente escuro, denso e triste. Caminhavam agora errantes pelas trevas e viviam guerreando por apenas partes de uma gota de água. Atrofiaram sua consciência e esqueceram de que eram almas divinas criadas na perfeição de Deus.

As almas que continuaram bebendo apenas um copo por dia, ao se colocarem em frente à fonte da vida, recebiam dela o suficiente, um copo, e tinham todas as suas necessidades supridas.

Foi então que Deus apareceu para as almas que não haviam bebido mais de um copo de água e as saudou. Uma das almas perguntou ao Senhor Deus qual o motivo de as outras almas que beberam mais do que deveriam terem ficado naquela situação decadente. Deus respondeu:

- Isso é o que acontece a todas as almas que desejam extrair da Fonte da Vida mais do que ela pode dar, e mais do que eles podem receber. Quem deseja além do necessário acaba sempre perdendo o essencial. O fútil e o supérfluo deterioram a vida da alma e as levam à ruína. A ambição e o desejo de onipotência levam os seres a degradação e a morte de si mesmos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Solte Suas Amarras





Você já pensou porque o elefante, um animal enorme, fica preso a uma corda frágil que, com poucos esforços ele arrebentaria?

Isso ocorre porque o homem usa um meio eficaz de submetê-lo, quando o elefante ainda é um bebê e desconhece a força que tem.
Preso a uma corda, o bebê elefante tenta escapar. Faz esforços, se debate, se machuca, mas não consegue arrebentar as amarras.
A cena se repete por alguns anos. As tentativas de libertar-se são inúteis. O elefante desiste.
Vencido pelas amarras, ele acredita que todos os seus esforços serão inúteis, para sempre.
Assim é que, depois de adulto, o gigante fica preso a uma fina corda que ele poderia romper com esforços insignificantes.
Fazendo um paralelo com o ser humano, poderíamos indagar: Por que um ser tão grandioso, potencialmente criado para a perfeição e a felicidade, se deixa vencer por amarras tão sutis e sem fundamento?
São cordas invisíveis que vão imobilizando um gigante e, por fim, ele se conforma e se submete, sem questionamentos.
Essas cordas podem ser facilmente percebidas. Basta um olhar mais atento.
A ideia de que o homem foi criado para o sexo e não o sexo para o homem, insuflada desde a mais tenra idade, faz com que o adolescente se deprave, se prostitua e se infelicite.
O adulto, acostumado com essa amarra invisível, se reduz a um escravo sexual, infeliz e exausto, quando poderia usar as potencialidades sexuais para a vida e para o amor, consolidando uniões maduras e baseadas no sentimento.
A sutilidade das chamadas para o vício, propositalmente exibidas em cenas de programas e comerciais, cujo maior público é de menores de idade, gera uma potente amarra para o jovem que, para ser aceito pelo grupo se embrenha em cipoais de difícil saída.
A sensualidade mostrada em larga escala como o suprassumo cria clichês de protótipos perfeitos e fisicamente bem esculpidos, infelicitando aqueles que não atendem a tais pré-requisitos.
O culto exagerado ao dinheiro, ao ter, ao status, em detrimento do ser, do desenvolvimento das potencialidades intrínsecas do ser, gera amarras que paralisam muitas criaturas.
Umas porque se tornam escravas do que não possuem e gostariam de possuir, outras subjugadas pelos bens que amealharam e querem reter a qualquer custo.
As amarras são tantas e tão sutis que geram uma paralisia generalizada, submetendo uma gama enorme de gigantes que desconhecem suas potencialidades e seu objetivo na face da Terra.
Ao invés de buscar as estrelas, herança natural dos filhos de Deus, se voltam para o ilusório, para o fútil, para os falsos valores.
Criados para a eternidade, esses gigantes se conformam com as aparências, com o transitório, com a roupa que irão vestir, com o que os outros pensam a seu respeito.
Filhos da luz, se deixam tombar nas trevas da ignorância, da desdita, do desespero.
Vale a pena meditar sobre isso e buscar identificar essas tantas cordas invisíveis que nos impedem de alçar voo.
O voo rumo à liberdade definitiva, rumo às paragens sublimes que aguardam esses gigantes em marcha para a perfeição.
* * *
Você é um ser especial.
Seu destino lhe pertence. Não se permita prender pelas cordas invisíveis que outras mentes desejam impor a você.
Você tem um sol interior e sua força é muito maior do que possa imaginar.
Rompa com todas as amarras e busque as alturas… Você é filho da luz e herdeiro das estrelas.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Terapia da Oração






Recurso valioso para todo momento ou necessidade, a oração encontra-se ao alcance de quem deseja paz e realização, alterando para melhor os fatores que fomentam a vida e facultam o seu desenvolvimento.

A oração é o instrumento pelo qual a criatura fala a Deus, e a inspiração lhe chega na condição de divina resposta.

Quando alguém ora, luariza a paisagem mental e inunda-se de paz, revitalizando os fulcros da energia mantenedora da vida.

A oração sincera, feita de entrega íntima a Deus, desenvolve a percepção de realidades normalmente não detectadas, que fazem parte do mundo extrafísico.

O ser material é condensação do energético, real, transitoriamente organizado em complexos celulares para o objetivo essencial da evolução. Desarticulando-se, ou sofrendo influências degenerativas, necessita de reparos nos intrincados mecanismos vibratórios, de modo a recompor-se, reequilibrar-se e manter a harmonia indispensável, para alcançar a finalidade a que se destina.


O psiquismo que ora, consegue resistências no campo de energia, que converte em forças de manutenção dos equipamentos nervosos funcionais da mente e do corpo.

A oração induz à paz e produz estabilidade emocional, geradora de saúde integral.

A mente que ora, sintoniza com as Fontes da Vida, enriquecendo-se de forças espirituais e lucidez.

Terapia valiosa, a oração atrai as energias refazentes que reajustam moléculas orgânicas no mapa do equilíbrio físico, ao tempo que dinamiza as potencialidades psíquicas e emocionais, revigorando o indivíduo.

Quando um enfermo ora, recebe valiosa transfusão de forças, que vitalizam os leucócitos para a batalha da saúde e sustentação dos campos imunológicos, restaurando-lhes as defesas.


O indivíduo é sempre o resultado dos pensamentos que elabora, que acolhe e que emite.

O pessimista autodestrói-se, enquanto o otimista auto-sustenta-se.

Aquele que crê nas próprias possibilidades desenvolve-as, aprimora-as e maneja-as com segurança.

Aqueloutro que duvida de si mesmo e dos próprios recursos, envolvendo-se em psicosfera perturbadora, desarranja os centros de força e exaure-se, especialmente quando enfermo. Assemelha-se a uma vela acesa nas duas extremidades, que consome duplamente o combustível que sustenta a luz, até sua extinção.

A mente que se vincula à oração ilumina-se sem desprender vitalidade, antes haurindo-a, e mais expandindo a claridade que possui.

Envolvendo-se nas irradiações da oração a que se entregue, logrará o ser enriquecer-se de saúde, de alegria e paz, porquanto a oração é o interfone poderoso pelo qual ele fala a Deus, e por cujo meio, inspirado e pacificado, recebe a resposta do Pai.

Ao lado, portanto, de qualquer terapia prescrita, seja a oração a de maior significado e a mais simples de ser utilizada.


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Transformação Íntima







Tendências viciosas como impulsos para a virtude procedem, sim, do Espírito, agente determinante do comportamento humano.

Não podendo a organização celular definir estados psicológicos e emocionais, estes obedecem às impressões espirituais de que se encharcam, exteriorizando-se como fatores propelentes para uma ou outra atitude.

Destituída de espontaneidade, exceto dos fenômenos que lhe são inerentes, graças aos automatismos atávicos, a matéria orgânica é resultado das aquisições eternas do Espírito que dela se veste para as experiências da evolução.

A hereditariedade vigente nos mapas dos genes e dos cromossomos encarrega-se de transmitir inúmeros caracteres morfológicos, fisiológicos, sem exercer preponderância fundamental nos arcabouços psicológicos e morais, que pertencem ao ser espiritual, modelador das necessidades inerentes ao progresso e fomentador dos recursos que se lhe fazem indispensáveis a esse processo de crescimento a que se destina.

Descartar-se o valor dos implementos espirituais nos fenômenos comportamentais do homem, é uma tentativa de reduzi-lo a um amontoado de tecidos frágeis que o acaso organiza e desmantela ao próprio talante.

A vida pessoal escreve nas experiências de cada ser as diretrizes para as suas conquistas futuras.

Vícios e delitos ignóbeis, virtudes sacrificiais e abnegação, pertencem à alma que os externa nos momentos hábeis conforme o seu estágio evolutivo.


Vicente de Paulo e Francisco de Sales, fascinados pelo amor aos infelizes, liberaram as altas forças que lhes jaziam inatas, a serviço da caridade e da dedicação sem limite.

Ana Nery e Eunice Weaver, sensibilizadas pelo sofrimento humano, esqueceram-se de si mesmas e dedicaram-se, a primeira, aos combatentes feridos, e a segunda, à salvação dos filhos sadios dos hansenianos.

Eichmann e inúmeros carrascos nazistas acariciavam, comovidos, os filhinhos, após enviarem, cada dia, milhares de outras crianças e adultos aos fornos crematórios em inúmeros lugares dos países subjugados.

Tamerlão incendiava as cidades conquistadas, após degolar os sobreviventes, para depois dormir tranqüilo ao lado daqueles a quem amava.

Homens e mulheres virtuosos, sempre revelaram o alto grau de amor que lhes jazia em latência, da mesma forma que sicários e criminosos sanguissedentos deixaram transparecer a crueldade assassina desde os primeiros anos de infância...

As exceções demonstram o poder da vontade, que é manifestação do Espírito, quando acionada, propelindo para uma ou para outra atitude.


O hábito vicioso arraigado remanesce, impondo de uma para outra reencarnação suas características, assim impelindo o homem para manter a sua continuidade.

Da mesma forma, os salutares esforços no bem e na virtude ressumam dos refolhos da alma, e conduzem vitoriosos aos labores de edificação.

Toda ação atual, portanto, tem as suas matrizes em outras que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser.


Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes.

Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida.

Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora.

Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Vigilância.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Usina de Forças - Divaldo Pereira Franco




Ama o corpo que te serve de instrumento para o progresso espiritual com respeito e elevação.

Através dele, cresces e constróis o mundo de esperança e felicidade, se o conduzes com dignidade e trabalho.

Não suponhas que ele seja responsável pela falência dos teus valores éticos, ou pelas sucessivas quedas que te retêm na retaguarda.

Considerando-o, prolongar-lhe-ás a existência e finalidade, preservando-o de desgastes desnecessários.

A fraqueza moral nunca é da carne, mas, sim, do Espírito que a comanda.

Graças ao corpo, a Humanidade recebeu as belezas da arte superior através de Miguel Ângelo, Rafael, Goya, Rembrandt e, antes deles, Fídias, Praxíteles ou Renoir, Tissot, Manet.

Por ele se expressaram, na música divina, Bach, Mozart, Beethoven, Sibelius, Schummann, Carlos Gomes, Villa Lobos, para nos recordarmos apenas de alguns poucos.

Através dele, o pensamento se humanizou em Sócrates, Platão, Aristóteles, Rousseau, Hegel, Kant...

Utilizando-o, Krishna, Buda, Confúcio, Jesus, Allan Kardec, trouxeram ao mundo a canção de beleza da imortalidade em triunfo.

Mergulhados nele, Pasteur, Koch, Hansen, Fleming, ampliaram os horizontes da saúde, ao lado de Kraepelin, Griesinger, Freud, Jung, que lutaram pelo reequilíbrio mental e emocional dos homens.

Conduzindo-o com nobreza, Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Vicente de Paulo, mantiveram viva a chama da fé e da caridade.

... E milhares de cientistas, filósofos, artistas, poetas, músicos, santos, heróis e lutadores anônimos construíram sob divina inspiração o mundo onde agora respiras.

Certamente, há muito ainda por fazer. E isto a ti compete realizar, oferecendo a tua quota de engrandecimento.

Se os vestígios do primitivismo, do qual ele proveio, te induzem à promiscuidade de qualquer natureza ou ao seu rebaixamento moral, sustenta-o na fragilidade com o combustível da temperança, não agindo de forma a perturbar-lhe o equilíbrio ou intoxicá-lo com os miasmas da injunção danosa.

Se te ocorre ciliciá-lo, a fim de o acalmar, conforme ensinam, erradamente, os atormentados da fé, balsamiza-lhe os impulsos com os medicamentos da prece e os esforços do trabalho que retemperam as energias.

Se o tombas, por qualquer motivo ou invigilância, não o lastimes nem o recrimines. Simplesmente, levanta-o e evita-lhe repetir o insucesso.

Se o tens enfermo ou mutilado, acode-o com o otimismo e a confiança em Deus.

Se o possuis sadio e harmônico, bendize-o com a sua preservação cuidadosa.

Nem excesso de cuidados, vivendo para ele, nem abandono, desprezando-o à própria sorte.

O teu corpo é conquista que alcançaste diante das Soberanas Leis da Vida.

Torna-o uma usina de forças a serviço do bem e um santuário de bem-aventuranças com possibilidades de alçar-te das cinzas e do lodo da terra aos altiplanos espirituais, onde reinam a felicidade e o amor total.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Suicídio




Os suicidas são vítimas de sensações horríveis. Experimentam, durante anos, as angústias do último momento e reconhecem, com espanto, que não trocaram seus sofrimentos terrestres senão por outros ainda mais vivazes.
O perispírito, formado à base de matéria rarefeita, mobiliza igualmente trilhões de unidades unicelulares da nossa esfera de ação, que abandonam o campo físico sa¬turadas da vitalidade que lhe é peculiar. Daí os sofrimentos e angústias de determinadas criaturas, além do decesso. Os suicidas costumam sentir, durante longo tempo, a aflição das células violentamente aniquiladas, enquanto os viciados experimentam tremenda inquietação pelo desejo insatisfeito.

"Disse-nos, certa vez, um suicida: 'Não estou morto.' E acrescentava: 'No entanto sinto os vermes a me roerem.' Ora indubitavelmente, os vermes não lhe roíam o perispírito e ainda menos o Espírito; roíam-lhe apenas o corpo. (...) Era antes a visão do que se passava com o corpo, ao qual ainda o conservava ligado o perispírito, o que lhe causava a ilusão, que ele tomava por realidade."

A reencarnação não é um processo punitivo, mas educativo, pois aqui "é escola, é prisão, é hospital"; para atingir a perfeição, a felicidade e a plenitude, é necessário renovar-se na experiência da matéria densa.. Tendo escolhido o caminho do progresso, evoluído, e assim realizado a sua reforma íntima, ou, ao contrário estagnado, com a ressalva que, por mínimo que seja, sempre se evolui alguma cousa, inexoravelmente sobrevem a morte , que é a fatalidade do corpo físico, assim como "a evolução é a fatalidade do Espírito"(5), um dos objetivos da reencarnação. o outro é " trabalhar para o Universo, como o Universo trabalha para nós, tal é o segredo do destino" (6), "é por o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação (...) e concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta." (4) (FIG. 1); este último é atingido consciente ou inconscientemente pelo Espírito.

A reestruturação ou não de seu perispírito, vai depender em ter atingido ambos os objetivos, com influências importantes no seqüenciamento do processo desencarnatório.Quanto mais depurado esteja mais fácil se torna o seu desligamento gradual, porque "os laços se desatam, não se quebram."

Dois fatores são seqüenciais à morte , ocorrendo paralelamente e vinculados às suas circunstâncias e ao grau evolutivo do Espírito desencarnante:

domingo, 20 de outubro de 2013

O Homem que mais defendeu as mulheres






As mulheres frequentemente foram silenciadas, controladas, diminuídas e tratadas como subumanas nas mais diversas sociedades humanas. Todavia, houve um homem que lutou sozinho contra o império do preconceito. Ele foi incompreendido, rejeitado, excluído, mas não desistiu dos seus idéias. Ninguém apostou tanto nas mulheres como ele. Fez das prostitutas rainhas, e das desprezadas, princesas. Muitos dizem que ele é o homem mais famoso da história, mas poucos sabem que foi ele quem mais defendeu as mulheres. Seu nome é Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres na arte de viver. Esse texto não fala de uma religião, mas da filosofia e da psicologia do homem mais complexo e ousado de que se teve noticia.

Nos tempos de Jesus os homens adúlteros não sofriam punição severa. Todavia, a mulher adultera era arrastada em praça pública, suas vestes rasgadas e, com os seios à mostra, eram apedrejadas sem piedade. Enquanto sangravam e agonizavam, pediam compaixão, mas ninguém as ouvia. A cena, inesquecível, ficava gravada na mente e perturbava a alma para sempre.

Certa vez, uma mulher foi pega em adultério. Arrancaram-na da cama e a arrastaram centenas de metros até o lugar em que Jesus se encontrava. A mulher gritava “Piedade! Compaixão!”, enquanto era arrastada; suas vestes iam sendo rasgadas e sua pele sangrava esfolando-se na terra.

Jesus estava dando uma aula tranqüila na frente do templo. Havia uma multidão ouvindo-o atentamente. Ele lhes ensinava que cada ser humano tem um inestimável valor, que a arte da tolerância é a força dos fortes, que a capacidade de perdoar está diretamente relacionada à maturidade das pessoas. Suas idéias revolucionavam o pensamento humano, por isso começou a ter muitos inimigos. Na época, os judeus constituíam um povo fascinante, mas havia um pequeno grupo de radicais que passou a odiar as idéias do Mestre. Quando trouxeram a mulher adultera até ele, a intenção era apedreja-lo juntamente com ela, usa-la como isca para destruí-lo.

Ao chegarem com a mulher diante dele, a multidão ficou perplexa. Destilando ódio, comentaram que ela fora pega em flagrante adultério. E perguntaram qual era a sentença dele. Se dissesse “Que seja apedrejada”, ele livraria a sua pele, mas destruiria seu projeto transcendental, seu discurso e principalmente seu amor pelo ser humano, em especial pelas mulheres. Se dissesse “Não a matem!”, ele e a mulher seriam imediatamente apedrejados, pois estariam indo contra a tradição daqueles radicais. Se os fariseus tivessem feito a mesma pergunta aos discípulos de Jesus, estes provavelmente teriam dito para mata-la. Assim se livrariam do risco de morrer.

Qual foi a primeira resposta do Mestre diante desse grave incidente? Se você pensou: “Quem não tem peado atire a primeira pedra!” , errou, essa foi a segunda resposta. A primeira foi não da resposta, foi o silencio. Só o silencio pode conter a sabedoria quando a vida está em risco. Nos primeiros 30 segundos de tensão cometemos os maiores erros de nossas vidas, ferimos quem mais amamos. Por isso, o silencio é a oração dos sábios. Para o Mestre dos Mestres, aquela mulher, ainda que desconhecida, pobre, esfolada, rejeitada publicamente e adultera, era mais importante do que todo o ouro do mundo, tão valiosa como a mais pura das mulheres. Era uma jóia raríssima, que tinha sonhos, expectativas, lágrimas, golpes de ousadia, recuos, enfim, uma historia fascinante, tão importante como a de qualquer mulher. Valia a pena correr riscos para resgata-la.

Para o Mestre dos Mestres não havia um padrão para classificar as mulheres. Todas eram igualmente belas, não importando a anatomia do seu corpo, não importando nem mesmo se erravam muito ou pouco. Jesus precisava mudar a mente dos acusadores, mas nunca ninguém conseguiu mudar a mente de linchadores. O “eu” deles era vítima das janelas do ódios, não eram autores da sua história, queria ver sangue. O que fazer, então?

Ao optar pelo silencio, Jesus optou por pensar antes de reagir. Ele escrevia na areia, porque escrevia no teatro da sua mente. Talvez dissesse para si mesmo: “Que homens são esses que não enxergam a riqueza dessa mulher? Por que querem que eu a julgue, se eu quero amá-la? Por que, em vez de olhar para os erros dela, não olham para seus próprios erros?”

O silencio inquietante de Jesus deixou os acusadores perplexos, levando-os a diminuir a temperatura da raiva, da tensão, oxigenando a racionalidade deles. Num segundo momento, eles voltaram a perguntar o veredicto do Mestre. Então, finalmente, ele se levantou. Fitou os fariseus nos olhos, como se dissesse: “Matem a mulher! Todavia, antes de apedreja-la, mudem a base do julgamento, tenham a coragem de ser transparentes em enxergar as suas falhas, erros e contradições”. Esse era o sentido de suas palavras. “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”

Os fariseus receberam um choque de lucidez com as palavras de Jesus. Saíram do cárcere das janelas killer e começaram a abrir as janelas light. Deixaram de ser vítimas do instinto de agressividade e passaram a gerenciar suas reações. O homo sapiens prevaleceu sobre o homo bios, a racionalidade voltou. O resultado é que eles saíram de cena. Os mais velhos saíram primeiro porque tinham acumulado mais falhas ao longo da vida ou porque eram mais conscientes delas.

Jesus olhou para a mulher e fez uma delicada pergunta: “Mulher, onde estão seus acusadores?” O que ele quis dizer com essa pergunta e por que a fez? Em primeiro lugar, ele chamou a adultera de “mulher”, deu-lhe o status mais nobre, o de um ser humano. Ele não perguntou com quantos homens ela dormira. Para o Mestre dos Mestres, a pessoa que erra é mais importante do que seus próprios erros. Aquela mulher não era uma pecadora, mas um ser humano maravilhoso. Em segundo lugar, perguntou: “Onde estão os seus acusadores? Ninguém a acusou?” Ela respondeu: “Ninguém”. Ele reagiu: “Nem eu”. Talvez ele fosse a única pessoa que tivesse condições de julga-la, mas não o fez. O homem que mais defendeu as mulheres não a julgou, mas compreendeu, não a excluiu, mas a abraçou. As sociedades ocidentais são cristãs apenas no nome, pois desrespeitam os princípios fundamentais vividos por Jesus. Um deles é o respeito incondicional pelas mulheres!
O homem que mais defendeu as mulheres não parou por aí. Sua ultima frase indica o apogeu da sua humanidade, o patamar mais sublime da solidariedade. Ele disse para a mulher: “Vá e refaça seus caminhos”. Essa frase abala os alicerces da psiquiatria, da psicologia e da filosofia. Jesus tinha todos os motivos para dizer: “De hoje em diante, sua vida me pertence, você deve ser minha discípula”. Os políticos e autoridades usam seu poder para que as pessoas os aplaudam e gravitem em sua órbita. Mas Jesus, apesar do seu descomunal poder sobre a mulher, foi desprendido de qualquer interesse. “Vá e revise a sua historia, cuide-se. Mulher, você não me deve nada. Você é livre!”

Jesus a despediu, mas ela não foi embora. E por que? Porque o amou. E, por ama-lo, o seguiu para sempre, inclusive até os pés da cruz, quando ele agonizava. Talvez essa mulher tenha sido Maria Madalena. A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos liberdade de escolher o que amamos. Todavia, estamos vivendo em uma sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos. Estamos nos tornando mais um numero de cartão de crédito, mais um consumidor potencial. Isso é inaceitável.

(Texto adaptado do livro: A ditadura da Beleza e a revolução das mulheres.)

Augusto Cury

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Filhos Brilhantes Alunos Fascinantes




Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

Augusto Cury

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Transformação para Evoluir






TRANSFORMAÇÃO PARA EVOLUIR...ACORDAR!!




Bom Dia amigos...que a vida seja oportuna para a realização de feitos edificantes...que o amor, a luz , o perdão, a paciência, a humildade e tantas outras virtudes, sobreponham vícios e ações que denigrem o caráter e o espírito das pessoas...traduzindo a felicidade e paz em forma de ações voltadas ao bem...lembrem-se: melhor ser ofendido do que ofender; melhor perdoar do que revidar...aceitemos nossas condições e tudo pelo que passamos com a certeza desta necessidade!!...já passamos por tantas outras encarnações e tenham certeza...acabamos por insistir em erros e vícios que paralisam nossa evolução...necessário se faz remover essas travas...passar adiante...transformarmos intimamente com a certeza de estar fazendo diferente desta vez é muito necessário!!...aproveitemos o tempo e as intuições dos bons espíritos e dos anjos que nos protegem e assistem...e assim irmos de encontro às expectativas daqueles que deixamos num Plano Maior...torcendo e orando por nós...num desejo de retornarmos muito melhores e sadios...ao encontro da Luz!!

Muralha do Tempo



Cap. XVIII – Item 3
“Entrai pela porta estreita; porque larga é
a porta que conduz à perdição.” – Jesus.
(Mateus, 7: 13)

Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos
esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em
qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso
entre eles.
Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e veículos, permitindo, em todos os casos, franco
passadouro.
E as portas referidas por Jesus, a que estrutura se entrosam?
Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo, situada à frente de todos nós.
A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas.
A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que
somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de
tempo.
Aquém da muralha, o passado e o presente.
Além da muralha, o futuro e a eternidade.
De cá, a sementeira do “hoje”.
De lá, a colheita do “amanhã”.
A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as
criaturas.
Porta larga – entrada na ilusão – saída pelo reajuste...
Porta estreita – saída do erro – entrada na renovação...
O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga.
Os minutos apresentam valores particulares, conforme atravessemos a muralha, pela porta do serviço e da dificuldade ou através
da porta dos caprichos enganadores.
Examina, por tua vez, qual a passagem que eleges por teus atos
comuns, na existência que se desenrola, momento a momento.
Por milênios, temos sido viajores do tempo a ir e vir pela porta
larga, nos círculos de viciação que forjamos para nós mesmos,
engodados na autoridade transitória e na posse amoedada, na beleza física e na egolatria aviltante.
Renovemo-nos, pois, em Cristo, seguindo-o, nas abençoadas
lições da porta estreita, a bendizer os empecilhos da marcha, conservando alegria e esperança na conversão do tempo em dádivas da
Felicidade Maior.

Emmanuel

Extraido do livro: O Espírito da Verdade

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Começos de Tarefas





Diz você que deseja iniciar-se nos serviços do bem.

Não perca tempo na indecisão.

Eis aqui alguns modelos para começar.

Experimente suportar sempre com paciência e carinho algum familiar de trato áspero.

Nos recintos onde surjam atividades de natureza coletiva, ampare espontaneamente a algum enfermo ou a essa ou àquela criança incomodada que requisitem atenção.

Procure, no campo do próprio dever, ofertar ao seu próprio trabalho alguns momentos de cooperação extra, sem a preocupação de obter gratificações ou elogios.

Busque tornar menos pesado o dia de algum companheiro que você saiba em provação.

Se você é o centro, mesmo involuntário,de algum fato desagradável, seja a primeira pessoa a sorrir, desfazendo tensões ou aborrecimentos capazes de aparecer.

Não reclame.

Não grite.

Não condene.

Não tema servir.

Não se queixe.

Aqui ficam algumas indicações para os companheiros que aspirem a matricular-se na Seara do Bem.

Depois de iniciado semelhante trabalho, de ponto de vista externo, então passaremos às tarefas da renovação íntima, que são muito mais complexas e mais difíceis, é claro.


Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) pelo espírito André Luiz.
Mensagem extraída do livro Aulas da Vida, editora IDEAL.

Deus Vem Vindo





Ninguém conhece as tribulações que te espancam por dentro da própria alma.

Observas-te no ápice da resistência e, em muitas ocasiões, te inclinas para a idéia de deserção...

Entretanto, insiste no cultivo da paciência, um tanto mais, e resguarda-te nos deveres que a Divina Providência te confiou.

Deus vem vindo...

Perdeste as mais belas aspirações, em vista dos golpes que a realidade te desferiu.

Por vezes, sentes o ímpeto de agir contra a própria existência...

Conserva-te, porém, na paciência, um tanto mais, e prossegue na execução dos teus próprios encargos.

Deus vem vindo...

A solidão te oprime os sentimentos, embora quase sempre te vejas na multidão.

Nesses instantes, parece-te que a morte se aproxima e, não raro, experimentas a tentação de abraçar a fuga e a irresponsabilidade...

No entanto, usa a paciência, um tanto mais, e persevera nas tarefas que a vida te deu a realizar.

Deus vem vindo...

Lembra os obstáculos e crises, quedas e provas que já atravessaste, dos quais sempre ressurgiste para o reequilíbrio e para a busca da felicidade, sem que saibas explicar de que maneira te refizeste para a alegria de viver e conviver.

Avalia as bênçãos que te marcam os dias e as vitórias íntimas que entesouraste no campo das próprias experiências e nunca te acomodes com o desespero.

Se ainda não dispões de segurança a fim de sustentar a própria fé, acalma-te, trabalha, serve, espera e guarda a certeza de que Deus vem vindo...


Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) pelo espírito Emmanuel.
Mensagem extraída do livro Irmão, editora IDEAL.

Palavra de Oração





Não olvides que a boa palavra é combustível de amor para que a chama da prece te clareie o caminho.

Guarda-a contigo por talento genuíno da caridade e a simpatia da vida prestigiar-te-á todas as petições.

Em casa, será o pão de alegria com que entreterás a confiança na lareira doméstica.

Na via pública, angariar-te-á o socorro da gentileza para que teu passo seja mantido com segurança.

Junto aos amigos, dar-te-á de retorno o estímulo santo ao trabalho que o mundo te solicita desempenhar.

Perante os adversários, transformar-se-á em respeito e admiração no ânimo de quantos ainda te não possam compreender.

Ante o ministério público dos que foram chamados a administrar, ser-te-á nota de crédito e gratidão na justiça que pede o amparo e o entendimento de todos.

Lembra-te de que a palavra edificante será sempre a esmola de teu pensamento e de tua boca, beneficiando a senda em que transites e, seja ensinando nas assembleias ou conversando na intimidade, omite toda imagem do mal para que o bem reine puro.

A frase construtiva e generosa é princípio de solução nos mais complicados processos do sofrimento.

Unge o dom de falar no bálsamo que lhe flui da faculdade de levantar e de redimir, e, a tua oração, quando proferida, influenciará todas as almas que te partilham a marcha, à feição de luz fendendo o espaço em raio ascendente de esperança, para trazer-te a resposta divina, por intermédio daqueles que te acompanham, com a força da realização e com a suavidade da bênção.


Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) pelo espírito Emmanuel.
Mensagem extraída do livro Refúgio, editora IDEAL.

Prosseguir





Escuta, alma querida,
As tragédias do mundo, longe ou perto,
São lâminas ao ar como açoites ao vento...
Lutas entre as nações e outras do sofrimento
Dentro do próprio lar,
Quais golpes a explodir;
Rugem conflitos, clamam desacertos,
Mas enquanto a violência se encastela,
A palavra da fé nos roga clara e bela:
- “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir...”.

Perdes almas queridas pela estrada
Que se marginalizam sob a escolta
Da tristeza, da mágoa e da revolta,
Descrentes do porvir...
Quanto a ti, age, lida e continua...
O Tempo há de buscá-las no futuro
E a Lei já te alinhou sob o esquema a seguir:
- “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir...”.

Não contes desenganos e pesares.
Consome qualquer dor na chama ardente
Da confiança em Deus que te mantém buscando a frente,
Para que possas
Compreender e elevar...
Mãos na gleba do amor!... Aprende a construir!...
E escutarás, então, de ânimo atento
A mensagem de luz do próprio firmamento:
- “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir...”.


Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) pelo espírito Maria Dolores.
Mensagem extraída do livro Dádivas de Amor

Tema Sempre Nosso






Todos nós encontramos problemas.
E a vida sempre nos oferece soluções através do próximo.

O outro:

é o seu público;
o seu cliente;
o seu leitor;
o seu ouvinte;
o seu mentor;
o seu discípulo;
o seu enfermeiro;
o seu fornecedor;
o seu avalista;
o seu fiscal.

Dos outros obtemos:

o apoio ao trabalho;
o conforto nas provações;
o convite ao progresso;
a lição na experiência;
o socorro nas crises;
a advertência no erro;
o estímulo ao serviço;
o desafio ao aperfeiçoamento;
a cooperação na tarefa;
e o amparo à própria sustentação.

Quando a Lei nos observa:

“Ame o próximo”, está nos avisando que auxiliar aos outros será realmente auxiliar a nós mesmos.

Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) pelo espírito André Luiz.
Mensagem extraída do livro Antologia da Criança,






Vacina


Não esperes por fortuna
Para ajudar a quem chora,
Estende o apoio da hora,
Que possas movimentar;
Para o irmão que necessita
Migalha do que te reste
É bênção que se reveste
De regozijo invulgar.

Talvez não saibas ainda
Que a criança desvalida
Sem proteção para a vida
Não conhece estrada sã;
Da cabeça pequenina
Cuja dor ninguém pressente
Pode nascer facilmente
O malfeitor de amanhã.

Muitos amigos alegam,
Seguindo estranha cartilha
Que amparo aos outros humilha
Sem justo apoio a ninguém;
Mas ignoram que olvido
Às dores da vida alheia
É mal que surge e se alteia
Ferindo a força do bem.

Apoia, ajuda, perdoa...
Na Providência Divina,
A caridade é vacina
Contra revolta e rancor;
Uma prece, uma esperança,
Um pão pobre e pequenino
São sempre tijolo e ensino
Erguendo o Reino do Amor.

Chico Xavier




Tolerância



Emaranhas-te, algumas vezes, no cipoal da incompreensão de seres queridos.

Aqui, é um filho que se te afigura inacessível às diretrizes de renovação; mais além, é um coração amado que parece não mais te suportar os convites ao bom senso.

Não insistas com intimações palavrosas. Ameaças e desafios assemelham-se a marteladas sobre pregos de fixação.

Oferece-lhes bondade e simpatia, quando te não consigam entender, mas não os encarceres nas linhas de teus pensamentos.

Se pessoas queridas fogem de ti, inconformadas com a vida em tua casa mental, abençoa-as com serenidade e continua agindo e servido na execução dos ideais superiores que abraças.

E se, um dia, te retornarem à convivência, buscando trabalhar perto de ti, quanto se te faça possível, abre-lhes os braços; e se te solicitam a intercessão para que venham a servir noutros caminhos, não vaciles ajudá-las, afim de que retomem o esforço de elevação do qual se afastaram transitoriamente.

Perdão não é apenas uma joia na boca e sim a aceitação dos outros, na condição em que ainda se encontrem, com a sincera disposição de colocar-nos em lugar deles, não somente para avaliar-lhes a situação, mas também para sabermos quanto estimaríamos recolher, na situação dos que erram, a tolerância da generosidade alheia.

Sigamos o próprio caminho, sem impedir que os semelhantes escolham estradas diferentes das nossas.

Certa feita, recomendou Jesus ao Apóstolo:

- “Perdoarás não apenas uma vez, mas setenta vezes sete”. Isso quer dizer também que à frente dos nossos irmãos que nos firam ou nos ofendam, cabe-nos abençoá-los e auxiliá-los, tantas vezes quantas se fizerem necessárias.

livro Somente Amor
Chico Xavier

Em Regime de Fé






Em Regime de Fé

O Universo vive em regime de fé.

Em semelhante sistema, a Terra gira sobre si mesma e avança, a pleno Espaço Cósmico, através de ciclos perfeitos de movimento e vida.

Automaticamente, os átomos efetuam as transformações que lhes são peculiares, sustentando a economia da natureza.

De maneira mecânica, planta se desenvolve na direção do sol.

O animal promove a formação do próprio ninho, valendo-se de princípios da inteligência.

Claramente possível classificar a gravitação como sendo Confiança sabiamente orientada; a atração definindo a Confiança magneticamente dirigida; o heliotropismo expressando a Confiança no impulso, e a inteligência rudimentar exprimindo-se em grau determinado da Confiança instintiva.

* * *

Paradoxalmente, apenas o homem por vezes se declara sem fé; no entanto, mesmo sem fé, ele pensa, Confiando nos implementos do cérebro; fala, Confiando nas cordas vocais; pratica o artesanato, Confiando nas mãos; alimenta-se, confiando no engenho gastrintestinal; caminha, Confiando nos pés; viaja, Confiando naqueles que lhe orientam
as máquinas; estuda, Confiando nos professores; traça programas de ação, Confiando em horários.

Tudo na vida se harmoniza em recursos de confiança.

* * *

Atualmente, porém, a Doutrina Espírita vem acordar as criaturas para a fé raciocinada, que não dispensa a lógica e o discernimento precisos, a fim de que a consciência humana se eduque suficientemente, sem a ingenuidade que a tudo se submete e sem a violência que a tudo aspira dominar.

*

Emmanuel pelo médium Chico Xavier.

Livro: Rumo Certo.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Lei do Retorno



Tudo de bom ou ruim que plantou no passado será colhido no presente ou futuro.

Reflitam...

Embora muitos de nós não entendamos o funcionamento das leis de Deus, elas se manifestam a cada instante da vida, como mensageiras da justiça e do amor divinos. 

Paulo e sua esposa estavam atravessando uma avenida de grande movimento na cidade de São Paulo, quando perceberam no outro lado da rua dois rapazes que também os olhavam. 

O marido pressentiu que seriam assaltados e disse à esposa para cuidar melhor da bolsa que levava à tiracolo. 

Como não tinham mais como desviar o caminho, foram em frente, com os corações sobressaltados. 

Quando se aproximavam mais, um dos rapazes se adiantou e, acenando, gritou: "olá Dr. Paulo, como vai o senhor?" 

Paulo, sem saber ao certo quem era, cumprimentou-o, trocou algumas palavras e foi em frente, aliviado por não ter ocorrido o assalto que ele pressentira. 

Passadas duas semanas, Paulo foi para a cidade do interior, onde residira por muitos anos, a fim de rever familiares e amigos. 

Na oportunidade, aproveitou para visitar uma família que dele recebia auxílio continuado, há anos. 

A mãe da família disse-lhe, para sua surpresa: "o senhor sabia que quase foi assaltado recentemente em São Paulo?" 

E ele respondeu: "mas como a senhora sabe disso?" E a senhora continuou: "na verdade, soube pelo meu filho, o mais velho, que o senhor conheceu ainda rapazinho, mas que há anos vive sozinho por aí, por opção. 

Ele enveredou pelos descaminhos da vida. Esteve aqui dia desses e comentou que encontrou o senhor numa rua. 

Disse que estava com um amigo e juntos preparavam-se para assaltar alguém, quando o reconheceu, bem como sua esposa. 

Lembrou-se de todas as vezes que o senhor e Dona Estela vêm aqui em casa e o quanto já nos ajudaram nesses anos todos. 

Rapidamente ele se antecipou ao amigo, gritando o seu nome e vindo em sua direção, para criar obstáculo ao outro comparsa e demonstrar que o senhor não podia ser assaltado, pois era conhecido. 

"Graças a Deus ele não cometeu nenhum desatino com o senhor." 

"Graças a Deus, respondeu Paulo." E ficou a pensar nas coincidências da vida. Nesse caso uma coincidência feliz. 

Essa história demonstra que quem semeia o bem há de colher o bem, diante da lei de amor e justiça, que é lei de Deus. 

Causa e efeito: Paulo causou o bem a alguém e o efeito foi se beneficiar do resultado desse bem distribuído em nome do auxílio ao próximo. 

Pensando em lei de causa e efeito, ou também conhecida como lei de retorno, podemos procurar entender algumas questões da vida. 

Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes; hoje, talvez o tenhamos de volta, na feição de esposo despótico ou de filho problema, para sorvermos juntos o cálice da redenção. 

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio; hoje, possivelmente reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, atendendo-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste. 

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência; hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade. 

Assim, cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto que encontramos na família ou na atividade profissional, podem ser forças do passado a nos pedir mais amplas afirmações de trabalho e dedicação ao bem. 

Tenhamos sempre em mente que todos os delitos que cometemos não desaparecerão no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e conseqüências. 

Assim sendo, diante de toda dificuldade e de toda prova, façamos o melhor ao nosso alcance. 

Ajudemos aos que partilham conosco as experiências, e oremos pelos que nos perseguem, desculpando todos aqueles que nos injuriam. 

A humildade é a chave de nossa libertação. Dessa forma, sejam quais forem os obstáculos, lutemos por superá-los com dignidade e honradez. 

E não nos esqueçamos de que a conquista da nossa felicidade começa nos alicerces invisíveis da luta dentro do próprio lar.

A Vigança




Você considera a vingança como um ato de coragem ou de covardia?

Reflitam!!

Algumas pessoas acreditam que a vingança é uma demonstração de grande coragem. Afinal de contas não se pode tolerar uma afronta sem se rebaixar.

Pensam que a tolerância e a indulgência seriam prova de fraqueza ou de covardia.

Todavia, temos de convir que o ato de vingar-se jamais constitui prova de coragem.

Geralmente, quando buscamos revidar uma ofensa o fazemos movidos pelo medo do agressor ou da opinião pública.

Não importa que a nossa consciência nos acuse de covardia ou indignidade, o que nos interessa é que a sociedade não nos julgue assim.

O mesmo não ocorre com relação ao ato de perdoar. O perdão, sim, exige do ofendido muita coragem e dignidade.

Enquanto a vingança é uma ladeira fácil de descer, o perdão é uma ladeira difícil de subir.

Algumas pessoas costumam enfrentar corajosamente os mais graves perigos, mas sentem-se impotentes para tolerar uma pequena ofensa.

Escalam, com ousadia, altas montanhas, saltam de pára-quedas desafiando as alturas, enfrentam animais ferozes, aceitam os desafios do trânsito, navegam em mar revolto com bravura, mas não conseguem suportar um mínimo golpe da injustiça.

Dão grande prova de coragem em alguns pontos, mas não relevam a investida da ingratidão, da calúnia, do cinismo, da falsidade, da infidelidade.

Realmente fortes são aqueles que conseguem conter-se diante de uma agressão.

A verdadeira fortaleza está nas almas que não se descontrolam quando são ofendidas.

Que não se impacientam quando são incomodadas.

Que não se perturbam, quando são incompreendidas.

Que não se queixam, quando são prejudicadas.

Verdadeira coragem é aquela de que o cristo nos deu o exemplo.

Ele sofreu a ingratidão daqueles a quem havia ajudado, enfrentou o cinismo dos agressores, foi ultrajado, caluniado, cuspiram-Lhe no rosto e O crucificaram, e Ele tomou uma única atitude: a do perdão.

Por várias vezes, em sua passagem pela terra, o Homem de Nazaré teve motivos de sobra para revidar ofensas, mas sempre optou pela dignidade de calar-se.

Diante das agressões recebidas, o Meigo Rabi da Galiléia passava lições grandiosas, como aconteceu com soldado que O esbofeteou quando estava de mãos amarradas.

Sem perder a serenidade habitual, o cristo olhou-o nos olhos e lhe perguntou: "se eu errei, aponta meu erro, mas se não errei, por que me bates?"

Essa é a atitude de uma alma verdadeiramente grande.

Pense nisso!

Se Jesus tivesse parado em meio à caminhada do Gólgota, largado a cruz injusta do suplício, para se voltar contra Seus agressores e exercer sobre eles o direito de vingança, certamente não teria passado à posteridade como Modelo de perfeição e de amor.

Pense nisso!

Ao Nosso Alcance





Fácil é criticar e ficar de braços cruzados, difícil é fazer algo para mudar a situação ou o que necessita, porém produtivo. 

Reflitam...

Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha. 

Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta. 

Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele. 

Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.

Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta. 

Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes. 

Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude. 

Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo: 

- Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento. 

A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: - Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance. 

E, se cada um de nós, morador da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem. 

A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha. 

Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções. 

Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena. 

É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados. 

De certa forma é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução. 

No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral. 

Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior. 

Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos. 

Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade. 

Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

No Clima da Oração








NO CLIMA DA ORAÇÃO.

A oração nem sempre nos retira do sofrimento, mas sempre nos reveste de forças para suportá-lo.
Não nos afasta os problemas do cotidiano, entretanto, nos clareia o raciocínio, a fim de resolve-los com segurança.
Não nos modifica as pessoas difíceis dos quadros de convivência, no entanto, nos ilumina os sentimentos, de modo a
aceitá-las como são.
Nem sempre nos cura as enfermidades, contudo, em qualquer ocasião, nos fortalece para o tratamento preciso.
Não nos imuniza contra a tentação, mas nos multiplica as energias para que lhe evitemos a intromissão, sempre a
desdobrar-se, através de influências obsessivas.
Não nos livra da injúria e da perseguição, entretanto, se quisermos, ei-la que nos sugere o silêncio, dentro do qual
deixaremos de ser instrumentos para a extensão do mal.
Não nos isenta da incompreensão alheia, porém, nos inclina à tolerância para que a sombra do desequilíbrio não nos
atinja o coração.
Nem sempre nos evitará os obstáculos e as provações do caminho que nos experimentem por fora, mas sempre nos
garantirá a tranqüilidade, por dentro de nós, induzindo-nos a reconhecer que, em todos os acontecimentos da vida, Deus
nos faz sempre o melhor.

Espírito: MEIMEI
Médium: Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Desapego vem das Abelhas




O exemplo do DESAPEGO vem das abelhas. 

Após construírem a colmeia abandonam-na. E não a deixam morta em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. Num ato incomum abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam sem preocupação se vai para outro. Deixam o melhor que têm, seja pra quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou dirigir a doação para alguém de nossa preferência. Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. Sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém. Apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. Se não abrirmos mão do velho como pode haver espaço para o novo?

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