Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Última Pedra




A Última Pedra - Roberto Shinyashiki

Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros.

Gosto de uma música que Frank Sinatra costumava cantar, My way. O curioso é que só fui prestar atenção na letra dessa canção quando escrevia este texto. Ela diz mais ou menos assim: “Se eu acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira”.

Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante. Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também. É impossível acertar sempre. Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando. A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece no presente.

Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou por que eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente.

Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.

Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar.

Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar.

Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.

Não importa o que você fez, não se torture.

Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.

Se você sente culpa, perdoe-se.

E, principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.

Há uma história de que gosto muito: um pescador chegou à praia de madrugada para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras. Ainda no escuro começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso, o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa!

Ficou arrependido e comentou o incidente com um amigo que lhe disse:

– Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!

Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros. Se você está agindo assim, deixo-lhe uma mensagem especial: não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.

Você ainda tem muitas pedras preciosas no coração: muitos momentos lindos para viver e muitos erros para cometer.

Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.

Roberto Shinyashiki

Afinal, o que é o Amor ?



                                               AFINAL, O QUE É O AMOR?



Certamente cada um de nós, pelo menos uma vez na vida, refletiu sobre o amor. Essa energia que movimenta toda a humanidade, muito mais preciosa que o ouro, e de cuja existência às vezes se duvida. É procurada nos outros, em nós mesmos, nos livros e, quando não é encontrada, leva à dolorosa sensação de solidão.

Comecemos nossa reflexão vendo o que "não é amor". Há uma confusão muito grande entre o amor verdadeiro e um produto similar chamado amor de troca - uma conduta usada como moeda, para dar direito a cobrar determinados comportamentos dos companheiros. Exemplo típico disso é a eterna cobrança: "Eu sempre cuidei de você, agora que preciso não o tenho comigo".

O amor é uma energia que cresce dentro de nós e nos convida a estar com o outro. Quando estamos em estado de amor, torna-se inevitável agir de forma amorosa. Portanto, o outro, no fundo, faz-nos um favor ao se deixar amar por nós.

O amor não é um convite à infelicidade. Quando, numa relação, as pessoas se sentem amarguradas, convém refletir cuidadosamente, pois o amor é uma energia que impulsiona para a vida. Quando estamos amando alguém, sentimo-nos vivos e em sintonia com o Universo.

Amar não é viver assustado, procurando adivinhar o que o parceiro quer, para obter sua aprovação ou temendo o seu mau humor. O sentimento do amor nos dignifica e nos dá a verdadeira dimensão do nosso valor; faz-nos sentir que pertencemos à raça humana e que não somos meros complementos um do outro.

Declaração dos Direitos do Amor


· Duas pessoas podem viver juntas numa relação construtiva e amorosa, apesar de serem diferentes.

· Duas pessoas parecidas podem amar-se e viver juntas.

· A família pode ser um espaço aconchegante e cheio de estímulos para o crescimento.

· Uma mulher e um homem podem ter sucesso profissional, festejar juntos e continuar românticos.

· Um homem e uma mulher podem somar amor e sexo.

· A mulher, antes de tudo, é uma mulher.

· O homem, antes de tudo, é um homem.

· A individualidade pode ser preservada, ao mesmo tempo em que a relação é construída.

· Um homem e uma mulher podem confiar um no outro.

· Entregar-se não é submeter-se ao outro, mas render-se ao amor que o outro sente por nós.

· Uma relação pode acabar e, ainda assim, continuar havendo compreensão, proteção e respeito mútuo.

· Um ser humano só é livre quando ama.

· Amar alguém é chamá-lo para a vida e exercer o próprio ato de estar vivo.

· O ser humano não pode ser uma fome sem alimento, uma sede sem água, uma pergunta sem resposta, uma vida sem amor.

· Um homem e uma mulher podem encontrar, juntos, suas próprias soluções.

· O medo de amar é fruto da imaginação.

· Todos os seres humanos têm direito a cometer enganos.

· Amar pode dar certo.

Amar não é ficar parado, como um rei, esperando que o outro, pelo fato de estar sendo amado, sinta-se devedor de nosso sentimento.

O amor nos proporciona uma sensação de gratidão para com a existência; um sentimento de ser abençoado pela dádiva divina. E, em retribuição, somos levados a cuidar desse amor.

Amar não é simplesmente ter desejo sexual, que, apesar de ser algo incrível, não é o único elemento do amor. As pessoas que vêem o amor como algo puramente genital, em geral acabam por empobrecê-lo.

Amar é uma viagem a ser feita com alguém, na qual, ao mesmo tempo em que desfrutamos essa entrega, desvendamos os mistérios que ela nos apresenta a cada momento.

O amor é uma força que nos leva a enfrentar todos os nossos medos, criados desde as primeiras experiências dolorosas de aproximação.

Torna-nos corajosos e ousados, prontos a desafiar o tédio e o comodismo, a enfrentar o desafio do cotidiano, sem deixá-lo transformar-se em rotina.

Proporciona-nos uma postura de aprendiz, concedendo-nos a suprema compreensão de que, quando somos levados pelo impulso do amor, realizamos algo. No amor, não estamos nos submetendo ao outro, mas sim obedecendo às ordens de sábio que existe dentro de nossos corações.

O amor nos dá coragem para enfrentar todas as mensagens negativas ouvidas na infância, do tipo "homem não presta", que poluem nossos pensamentos.

Não podemos exigir a perfeição do ser amado, pois, como dizia Aristóteles: "O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição".

O amor é um convite a estar com o outro, porque, segundo Francesco Alberoni: "É um estado nascente de um movimento a dois; é um querer estar compartilhando alegrias e dores, problemas e soluções com o ser amado".

O amor leva-nos a respeitar a nossa própria individualidade e a do outro, pois, de acordo com Rajneesh: "Viver é como o ciclo respiratório. Na inspiração entra-se em contato consigo próprio, é o estar só, é o momento em que se carrega o coração de energia, é a maturação do feto, a preparação do botão de rosa. E na expiração dá-se o encontro, o desabrochar do amor, o renascimento com o outro, 'o ser' com o outro. A respiração não é possível sem os dois movimentos. Precisamos da inspiração tanto quanto da expiração".

O amor é a força que nos torna guerreiros, sem revolta; como afirmava Erich Fromm: "Amar é comprometer-se sem garantias; entregar-se completamente, com a esperança de que nosso amor produza amor na pessoa amada".

O amor é uma viagem para dentro de nós, em busca de respostas que nos revelem o que está certo conosco, mesmo que o outro esteja sendo desleixado com nosso amor. Porque, como dizia Antoine de Saint-Exupéry, "o amor é o processo em que você me mostra o caminho de retorno a mim mesmo".

A palavra amor é muito limitada para expressar a totalidade do seu significado e, por isso, ao procurarmos conceituar o sentimento, é inevitável que o limitemos.

O amor é muito mais que o encontro de dois corpos, muito mais que a união entre duas pessoas. É a própria consciência da Existência: a crença nas forças divinas, que cuidam de todo universo e que nos levam um ao outro, com a mesma fluidez com que aproximam uma nuvem de uma montanha, que nos proporcionam uma força sobre-humana, que dão energia ao vento, ao mar e à chuva e que nos tornam grandes como pinheiros gigantescos.

No amor seguimos um caminho, realizando uma história, cujo final, apesar de todo o nosso conhecimento, só vamos saber quando a completarmos.

A única certeza que temos é a de que o amor é uma condição inerente ao ser humano. Assim como a flor emana o seu perfume, o homem naturalmente escala o amor. Isso é tão inevitável quanto é impossível proibir a terra molhada de desprender seu cheiro.

Texto do Livro: 
"Amar pode dar certo" 
Roberto T. Shinyashiki








quarta-feira, 10 de abril de 2013

Quem é Você




Quem é Você ?

Quem é você? Quem sou eu? Quem somos? 

Tais perguntas triviais e respondidas de forma tão descompromissada muitas vezes reforçam uma ilusão primordial acerca de nós mesmos. 

Eu sou o Rodrigo? Eu sou professor? Você é a Sonia Regina? Liane? 

Você é publicitária? Empreendedora? Médica? Advogado? Policial? Bombeiro? Pedreiro? 

Todas essas definições de nós mesmos perdem o sentido sob a ótima das vidas sucessivas. Já fomos tantas coisas. Tantos nomes. Tantas famílias. Tantas profissões. 

Dessa forma, nos vermos pela profissão, nomes, cargos, religião, sexo ou qualquer outro atributo de uma identidade transitória, ou seja, um persona assumido em nosso cotidiano é uma forma de ilusão. 

Não somos nada disso, porém estamos isso. 

E em geral é um personagem que o próprio tempo faz mudar. A impermanência, um dos principais axiomas da filosofia dialética de Heráclito, diz-nos que tudo está em processo de mudança. Isso não é positivo nem negativo necessariamente: é como é. 

A impermanência faz com que estejamos solteiros e depois casados. Depois solteiros novamente e talvez depois casados. Estejamos filhos e depois, ou também, pais. Faz a semente virar uma bela flor e uma bela pessoa sofrer os efeitos do envelhecimento. 

Assim são as identidades e o mundo das formas: transitórios. 

A persona é, de acordo com a Psicologia Analítica, o arquétipo da adaptação social. O nome vem da máscara usada no teatro grego para representar esse ou aquele papel em uma peça. Para Jung - criador da psicologia analítica - persona é a máscara ou fachada aparente do indivíduo exibida de maneira a facilitar a comunicação com o seu mundo externo, com a sociedade onde vive e de acordo com os papéis dele exigidos. 

Isso é muito importante do ponto de vista de praticidade social. 

Imaginem se me perguntam “quem é você?” e minha resposta for: “sou uma alma atualmente encarnada no Brasil em busca de aquisição de virtudes e a consequente felicidade plena. Sou muito grato por ter encarnado pois a vida é o bem mais preciso que temos”. 

Resposta tecnicamente correta porém pouco prática no contexto social. 

Mas o problema decorre do fato de esquecermos que o que respondemos em geral sobre quem nós somos é a explicação do persona, que muda de uma existência para outra e muitas vezes – como já devem ter percebido – dentro da própria existência. Quantos de nós já não reinventamos a nós mesmos? 

Nos definir com base em elementos transitórios é, portanto, equivocado e a raiz de muitas aflições de nossas vidas, pois supervalorizamos eventos e situações que por si só já estão destinados a mudarem. 

Muito do apego, dos desejos, da ira e demais aflições decorrem da ignorância (ou esquecimento) de nossa realidade espiritual: somos espíritos em passando por (mais) uma experiência encarnada e não encarnados passando por uma experiência como espíritas ou espiritualistas. 

Podemos interagir com pessoas e sim, nos comportarmos de acordo com os personas exigidos (em algum momento rompemos com os personas, como já falamos), mas nunca poderemos perder a consciência de que não somos o persona. 

O objetivo primordial da vida não é apenas adquirir e conquistar desejos do persona (mudam não é mesmo? Já perceberam como são cíclicos?). 

Imaginem diversas camadas de crenças, condicionamentos, padrões de comportamento: são as expressões herdadas e reforçadas ao longo das existências já vividas. Manifestações da personalidade, ou expressões de nosso Ego, que não são quem somos, mas sim respostas que aprendemos em algum momento como necessárias ou satisfatórias em algum ponto de nossa existência transcendental (ou seja, que transcende, vai além dessa vida). 

Trazemos expressões cármicas, adquiridas em outras existências, que nos dão traços inatos de caráter, talentos, fraquezas e até mesmo identidades que entram em conflito ou harmonia com identidades desta experiência atual. 

Nessa perspectiva, o processo de Individuação, segundo a psicologia analítica, é a jornada do Ego na busca do aumento da consciência do Self. O Self é o símbolo da divindade no homem, nosso destino final. 

Lembrem-se do aviso de Jesus: “tudo que eu faço vocês podem fazer e o farão até maiores”. 

O objetivo primordial é o deslocamento do centro psíquico do Ego para o Self, ou seja, no reconhecimento e na vivência de nossa plenitude, que é o produto final da Individuação / Iluminação. 

Assim, devemos nos perguntar: 

Tenho refletido sobre quem eu SOU, ou apenas sobre quem eu ESTOU? 

Tenho traçado objetivos que visam a conquista de aquisições ETERNAS, ou apenas transitórias? 

Não estamos dizendo para esquecermos nossos projetos profissionais, nossas famílias e demais compromissos assumidos. De forma alguma. 

Mas nos convidando para uma reflexão sobre como estamos lidando com as questões do cotidiano. 

A partir do momento que entendemos quem SOMOS e porque estamos destinados e atualmente encarnados, será que não olharemos para nossa profissão, nossa família, nossos sonhos e nossas relações com um olhar mais maduro e responsável? 

Não iremos parar de nos afligir com tantas questões pequenas e passaremos a investir nossa energia na conquista de coisas realmente relevantes para nós? 

A vida está sempre nos convidando para ser o que realmente somos para desenvolver nossa plenitude e cumprir com mérito a existência que nos foi dada. 

As vezes é preciso parar um pouco, respirar e olhar para dentro. Por vezes o espelho nos engana: é preciso olhar para dentro. 

Uma reflexão final para nós todos, algo que acredito plenamente: o que procuramos na vida, também está procurando por nós. 





A Felicidade



A FELICIDADE

Houve um tempo em que a busca da felicidade genuína, da compreensão da realidade e da aquisição de virtudes eram consideradas indissociáveis. 

O cultivo dessas três dimensões é essencial para uma vida significativa. Na sociedade moderna, essas buscas estão separadas uma das outras e muitas vezes em conflito.

Busca-se felicidade nos shoppings, por exemplo. O que denota claramente uma falta de compreensão da realidade do próprio funcionamento da mente.

Allan Wallace segue dizendo que conhece vários Prêmios Nobels, com muito reconhecimento social e financeiro. São felizes? Não muito. Não é requisito para ganhar o Prêmio Nobel desenvolver valores de caráter, virtudes.

Há uma forte correlação entre felicidade genuína, compreensão do mundo e aquisição de virtudes. Wallace alerta que há hoje sinais novos de doenças mentais, que são reconhecidas como algo comum e que por ser comum seria saudável: a frouxidão mental (perda de clareza e nitidez da atenção), a excitação (agitação involuntária e desejos compulsivos) .

O Físico e Psicólogo segue com o exemplo de pessoas que não conseguem sentar sem mexer alguma parte do corpo por 5 minutos, não conseguem ficar sem acessar celular, internet ou outros estímulos por um período curto que seja. A mente não está em paz. É o oposto de meditação.

Mais adiante, segue diferenciando os tipos de felicidade.

Haveria uma felicidade mundana. Está ligada a estímulos sensoriais. Por exemplo, comprar produtos. Ter um bom sonho durante a noite. Ouvir uma música agradável. Ter uma relação afetiva baseada na estética, ganhos sociais e/ou financeiros decorrentes dela. A “felicidade” mundana pode ser obtida também por drogas.Em suma, ela é baseada e dependente do que você consegue obter de fora.

Para muitos a busca de felicidade fica nessa dimensão. É o retorno à fase de nossa civilização chamada de “Caçadores e Coletores”: íamos para florestas, caçamos, estocamos...ou seja, pegamos algo do ambiente. Com o acréscimo da população, isso leva a conflito, pois os recursos não são mais abundantes.

Mais do que isso, todas essas coisas em algum tempo, já perdem seu valor.

Wallace vai além: “...há uma alternativa, conhecida no cristianismo primitivo, no budismo e no hinduísmo. Há uma qualidade de bem estar que não vem do mundo externo, mas aquilo que podemos dar ao mundo externo. Ser generoso, atencioso, gentil, traz ao ser uma sensação de bem estar mais duradoura e que está associada à atenção plena em si mesmo e nos próprios valores. A meditação – essencialmente –trabalha essa questão. Meditar é cultivar os corações e mentes.

O sistema educacional teria como função cultivar as mentes, mas não educamos a serem pessoas melhores e sim a desenvolver habilidades de caçar e coletar mais, ou seja, meios hábeis para adquirir coisas. E pessoas.

Em pesquisas, temos percebido que a aquisição de virtudes estão mais desenvolvidas em pessoas que apresentam uma felicidade genuína e duradoura, que passa pelas adversidades da vida independente dos estímulos externos que ela receba. E há tristeza também nessas pessoas, mas estão menos associadas a frustações egoístas.

Há um deslocamento do Ego para o outro. E o outro tem um valor intrínseco não pelo o que ele agrega ao nosso Ego, mas sim por um sentimento genuíno de compaixão ou mesmo, de amor.

Para obtenção da Felicidade genuína, o Budismo trabalha com o conceito de caminho óctuplo:

Linguagem correta, ação correta, e modo de vida correto - esses estados estão incluídos no agregado da virtude. Esforço correto, atenção plena correta, e concentração correta - esses estados estão incluídos no agregado da concentração. Entendimento correto e pensamento correto - esses estados estão incluídos no agregado da sabedoria.

Emmanuel nos deixou essa mensagem, intitulada de "Felicidade", que creio poder ser um fechamento perfeito para nosso estudo de hoje. Vejam as similaridades com a felicidade genuína abordada anteriormente.

"Sábios existem que asseveram não ser a felicidade deste mundo, mas isso não quer dizer que a felicidade não seja do homem.

E sabendo nós outros que há diversos tipos de contentamento na Terra, não podemos ignorar que há um júbilo cristão, do qual não será lícito esquecer em tempo algum.

A alegria da mente ignorante que se mergulhou nos despenhadeiros do crime, reside na execução do mal, ao passo que a satisfação do homem esclarecido, jaz no dever bem desempenhado, no coração enobrecido e na reta consciência.

Não olvidemos que se o Reino do Senhor ainda não é deste mundo,nossa alma pode, desde agora, ingressar nesse Divino Reino e aí encontrar a aventura sem mácula do amor vitorioso sob a inspiração do Celeste Amigo.

A felicidade do discípulo de Jesus brilha em toda parte, introduzindo-nos à Benção Maior.

É a benção de auxiliar.

A construção da simpatia fraterna.

A oportunidade de sofrer pela própria santificação.

O ensejo de aprender para progredir na Eternidade.

A riqueza do trabalho.

A alegria de servir, não só com o dinheiro farto ou com a autoridade respeitável de Terra, mas também com o sorriso de entendimento, com o pão da boa vontade ou com o agasalho ao doente e à criança.

A felicidade, portanto, se ainda não é deste mundo, já pode residir no espírito que realmente a procura na alegria de dar de si mesmo, de sacrificar-se pelo bem comum e de auxiliar a todos, quando Jesus soube, amando e servindo, subir do madeiro sanguinolento aos esplendores da Eterna Ressurreição.

(Do livro "Servidores no Além", Emmanuel, F.C Xavier)
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Que possamos todos encontrar a verdadeira felicidade, conhecendo e perseguindo as causas da verdadeira felicidade. Não seria interessante pararmos de associar felicidade ao externo e mais ao mundo interno, por meio do cultivo de pensamentos, sentimentos e decorrentes comportamentos genuinamente comprometidos com nosso bem estar e de todos?

A imagem anexa mostra alguém cultivando virtudes em sua mente e seu coração.

Muita Paz



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