Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sábado, 13 de julho de 2013

Carta ao Inconformado - Chico Xavier


Um dos flagelos do mundo,
Em toda a atualidade,
É a ignorância dos homens,
No sentido da humildade.

Deu Jesus a cada qual
O bem de uma posição,
Mas, já ninguém se conforma
Com a sua própria expressão.

Todos querem o esplendor,
De um plano sempre melhor,
Mas, se esquecem seu dever,
Como alcançar um maior?...

Figuremos numa escada
A santa imagem da vida,
Cada qual tem seu degrau
Na luminosa subida.

No tempo amargo que passa,
Todo o mal do caminheiro
É conduzir com cuidado
O orgulho por companheiro.

Guiado pela injustiça,
Ouvindo a voz da ambição
O homem é o homem-lobo
Devorando o próprio irmão.

Pedia-se a Deus, outrora
O pão puro, sem labéu;
Mas o "pão nosso" de agora
É todo um arranha-céu.

Há tanto egoísmo n'alma
De quem vive hoje na terra,
Que a mania das grandezas
Açula o monstro da guerra.

Os homens inconformados
São garras desse dragão,
Que espalha pelo caminho
Horror e desolação.

Essa ausência de humildade,
Com as suas inquietações,
Vai ensombrando o caminho
Dos povos e das nações.

O egoísmo gera o medo.
O medo elege o mais forte.
A força humilha o direito,
Conduzindo o mundo à morte.

Doravante, meu amigo,
Faze um novo compromisso,
Vive em tua posição,
Não farás melhor serviço.

Se teu irmão tem fortuna,
Poderes e autoridade,
Sua prova é mais difícil,
Ante o Senhor da Verdade.

Vês assim, porque Jesus
Em seus conceitos benditos,
Julgou bem-aventurados
Os humildes e os aflitos.


Pelo Espírito Casimiro Cunha
Psicografia de Chico Xavie

Carta aos investidores do Espiritismo



Meu irmão, guarda a certeza
De que a mundana ciência
É muito, mas não é tudo
Na paz de nossa existência.

Mormente se já tiveste
A nossa expressão de amor,
Coloca a fé sobre tudo
Na tua vida interior.

Tua razão inda é humana,
Falível e pequenina...
A fé, porém, é um clarão
Da Consciência Divina.

Muita pompa de palavras,
Muita terminologia,
Complicam muito no mundo
A nossa filosofia.

O grande cientificismo
De alma pobre e presunçosa
Transforma os nossos princípios
Em confusão palavrosa.

A lição do Espiritismo
É um grande manancial,
Onde as águas da Verdade
São claras como o cristal.

Tudo é simples, tudo é puro
Nessa fonte de harmonia.
Muita tese complicada
É o que gera a fantasia.

O método mais sublime
De toda doutrinação
É aquele que acende a luz
Do altar de teu coração.

Ciência nunca faltou
Na marcha da Humanidade,
Mas, sempre minguou na Terra
O grande bem da humildade.

Modernamente, a ciência
Tem seu magro esplendor.
Tem-se tudo e o mundo marcha
Para a guerra e para a dor.

Por vezes, no mar das lutas,
A razão vai na maré
Se em seu roteiro de estudos
Não tem o farol da fé.

Não se deve desprezar
Os bens do racionalismo,
Mas, nunca olvides a fé
No labor do Espiritismo.

Com teus pesos e medidas
Tu podes hoje ser forte,
Somente a fé, todavia,
Nos esclarece na morte.

Não te esqueças, meu amigo
Nossa comunicação
Constitui a renascença
Do pensamento cristão.


Pelo Espírito Casimiro Cunha
Psicografia de Chico Xavier

Psicografia no cemitério - Chico Xavier




No ano de 1931, desencarnou, em Pedro Leopoldo, um amigo do Chico, católico sincero e pai de família. Chico, já conhecido como espírita e médium, acompanhou o féretro até o cemitério.
Acompanhava o extinto também um sacerdote; finalizando o ato, acerca-se do Chico o Padre e pergunta-lhe:
"- Dizem que você recebe espíritos, Chico, é verdade?"
"- É verdade, estimado reverendo."
"- Você deve tomar todo cuidado, pois o "Tinhoso" usa todos os artifícios para levar ao mal qualquer pessoa..."
"- No entanto, Padre, os espíritos que se servem de meu braço para escrever orientam-me somente para o bem..."
O Padre retirou do interior de um livro que trazia um papel em branco e convidou o Chico:
"- Bem, nós estamos num cemitério, acompanhando um amigo morto. Tente alguma coisa. Vejamos se há aqui algum espírito desejando escrever, pediu o Padre, com ares de ironia...
Humildemente, Chico toma o papel e lápis, coloca-se em concentração sonre a laje de um túmulo; segundos depois, seu braço movimenta-se com espantosa rapidez e escreve:

ADEUS

O sino plange em terna suavidade,
No ambiente balsâmico da Igreja;
Entre as nuvens, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade.

Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
E a alma que regressa do exílio beija
A luz que resplandece, que viceja,
Na catedral azul da imensidade...

"Adeus, Terra das minhas desventuras...
Adeus, amados meus..." - diz nas alturas...
A alma liberta, o azul do céu singrando...

- Adeus... - choram as rosas desfolhadas.
- Adeus... - clamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio soluçando...

AUTA DE SOUZA

DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário




O Médium e o ataque das trevas




Espíritas e espiritualistas não podem negar a ação da espiritualidade inferior para tentar fazer com que a luz não chegue àqueles que procuram a libertação de suas inferioridades espirituais através do estudo e da prática dos preceitos do Bem.
Muitas vezes Chico tem afirmado que, como médium e como espírito imperfeito em processo de regeneração através da reencarnação, nunca esteve isento do ataque das sombras, pois jamais o médium das Alterosas se considerou uma pessoa diferente, com privilégios.
Para nossas reflexões, tomamos a liberdade de transcrever em nosso trabalho simples, uma revelação que Chico Xavier fez a Carlos Antônio Baccelli e à sua digna esposa, Dona Márcia Baccelli, conforme registra o maravilhoso livro de Baccelli "CHICO XAVIER - MEDIUNIDADE E VIDA", página 80:
"... esse meu olho esquerdo adoeceu numa noite de 1931, quando eu estava recebendo as poesias do "Parnaso de Além-Túmulo" e Emmanuel havia chegado recentemente à minha vida mediúnica. Havia acabado de receber uma poesia do vate fluminense Casimiro de Abreu. Os ponteiros do relógio mostravam pouco mais de alguns minutos, uns 10 a 12 minutos, mais ou menos, para as duas horas da madrugada. Eu estava a sós na sala maior da casa em que morávamos, quando senti que meu olho esquerdo parecia incomodado com alguns fragmentos de areia. Esfreguei-o numa tentativa de me libertar da possível areia que me preocupava, mas a coceira no olho continuou. Experimentei fixar a luz elétrica com o meu olho direito e a visão estava perfeita, mas quando fechei o olho direito e procurei fitar a luz com o olho esquerdo, não mais vi a lâmpada acesa e sim um foco difuso, parecendo que o órgão fora colhido por uma neblina grossa. Fiquei assustado e me entreguei a oração.
Nesse tempo, o Dr. Bezerra de Menezes já me prestava a caridade de abençoada assistência. Ele me apareceu, tateou o olho e disse: "- O Olho amoleceu em vista de causa que não podemos saber agora. Prepare-se para ir ao tratamento em Belo Horizonte, para que sua família não diga que você ficou sem tratamento por nossa causa."
Daí a dois dias um amigo me levou a Belo Horizonte e o oculista confirmou a palavra do Dr. Bezerra de Menezes: "- O olho amoleceu, isso é um tipo de catarata obscura e inoperável".
Para dar fim ao caso, pergunto a você e à Márcia, conforme a indagação que faço, desde alguns anos, a mim mesmo: Não seria tudo aquilo o resultado de alguma agressão de falanges das trevas, procurando impor-me a cegueira para que a tarefa do livro espírita-cristão não permanecesse em minhas mãos? Deixe a pergunta no ar para meditarmos. O que sei é que há quase 55 anos (isso era 1986), devo medicar diariamente o olho doente, com colírios à base de cortisona e cloranfenicol, cujas doses, nas crises, os médicos que me tratam determinam.
Mas tudo está bem e conto a vocês dois para nossos estudos."

DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Como lidar com a raiva





A raiva constitui-se como uma emoção humana normal e habitualmente saudável. 

Os problemas surgem quando se torna descontrolada e destrutiva, podendo afectar o trabalho, a escola, as relações 

pessoais e a qualidade de vida no geral. O descontrolo leva a que te sintas “à mercê” de uma emoção 

imprevisível e poderosa. 

Definição de “raiva” 

De um modo geral, a raiva define-se como um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou 

frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou 

ameaçado. A intensidade da raiva, ou a sua ausência, difere entre as pessoas. Alguns psicólogos 

apontam o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo como determinante na maneira como a 

raiva é exteriorizada. 

Este sentimento pode ser despoletado por acontecimentos externos e internos. Pode ficar-se 

zangado/com raiva em relação a uma pessoa específica (p.e. um colega) ou acontecimento (p.e. 

engarrafamento no trânsito). A raiva pode ainda ser causada por preocupação excessiva ou 

focalização nos problemas pessoais. As memórias de acontecimentos traumáticos ou marcantes 

também podem desencadear esta emoção. 

Sinais de alerta 

Quando as pessoas ficam com raiva, tendem a experienciar variados pensamentos, sentimentos e 

reacções físicas. Para alguns, os sentimentos tornam-se tão arrebatadores que parecem estar 

“prestes a explodir”. Outros podem não saber que estão muito zangados com a situação, mas 

sentem-se doentes, culpados ou reagem exageradamente a outras situações. 

Seguidamente são apresentadas algumas expressões directas e indirectas de raiva. GAPsi-FCUL 

Sinais directos: elevação do volume da voz, praguejo, dores de cabeça, dores de estômago, aperto 

na garganta, aumento do ritmo cardíaco, aumento da pressão sanguínea, punhos cerrados, ameaças, 

violência, pressão, hostilidade, fúria, ressentimento. 

Sinais indirectos: excesso de sono, fadiga crónica, ansiedade, entorpecimento, depressão, 

aborrecimento, exagero, perda de apetite, choro, crítica constante, piadas más ou hostis, abuso de 

álcool ou drogas. 

Muitas pessoas experienciam estes sinais gerais de raiva. Saber identificá-los constitui-se como o 

primeiro passo para melhor lidar com eles. Alguns sentimentos e pensamentos ocorrem quando a 

raiva surge; outros surgem à medida que a raiva aumenta. 

De modo a identificar de que modo os teus sintomas se desenvolvem, tenta pensar em situações 

passadas em que te parece que a raiva esteve presente e tenta recordar que sentimentos e 

pensamentos a acompanharam. Será bastante útil pensar em situações em que experienciaste 

diferentes níveis de raiva, de modo a melhor compreender como os teus sentimentos, pensamentos e 

sintomas físicos se foram modificando. 

Formas de expressar raiva 

A maneira mais natural e instintiva de expressar raiva é através de respostas agressivas. A raiva é 

uma resposta natural, adaptativa a ameaças; desencadeia sentimentos e comportamentos 

poderosos, frequentemente agressivos, que te permite lutar ou defender quando és atacado/a. Uma 

certa quantidade de raiva é, portanto, necessária para a nossa sobrevivência. 

Por outro lado, não podes descarregar em cada pessoa ou objecto que te irrita ou chateia; as leis, 

normas sociais e senso comum estabelecem limites à expressão da nossa raiva. 

As pessoas servem-se de uma variedade de processos, conscientes e inconscientes, para tentar lidar 

com estes sentimentos de um modo eficaz e socialmente adequado. Três deles são seguidamente 

destacados: 

• Expressar os sentimentos de raiva de um modo assertivo (e não agressivo). Tal implica 

apresentares claramente as tuas necessidades e como podem ser satisfeitas, sem prejudicar 

os outros. O respeito do próprio e dos outros é regra de ouro! 

• Suprimir os sentimentos. Isto acontece quando reténs a raiva, deixas de pensar nela e te 

focalizas em coisas positivas. O objectivo é inibir a raiva e convertê-la em comportamentos 

mais construtivos. O perigo é que, ao não permitir a expressão externa da raiva, ela se vá 

expressar internamente (p.e. hipertensão, depressão). 

• Acalmar/relaxar. Isto implica, não só controlares a expressão do comportamento mas 

também as respostas internas. Em última instância, também os sentimentos são “amenizados”. GAPsi-FCUL 

Não ser capaz de expressar adequadamente os sentimentos de raiva pode gerar outros problemas. 

Concretamente, pode levar a expressões patológicas da raiva, tais como comportamento 

passivo-agressivo ou uma atitude perpetuamente cínica e hostil. As pessoas que rebaixam 

constantemente os outros, que criticam tudo e que fazem comentários cínicos, não aprenderam a 

expressar a sua raiva de um modo construtivo. Habitualmente, são pessoas com poucos 

relacionamentos satisfatórios. 

Mas atenção! Isto não se deve constituir como desculpa para “pores tudo cá para fora”. Algumas 

pessoas podem usar estas ideias como licença para magoar os outros e isso pode ser bastante 

prejudicial. Os estudos mostram que esta “explosão” pode fomentar ainda mais a agressividade e 

raiva, para além de não te ajudar a resolver a situação. 

Deste modo, é preferível saberes o que despoleta a raiva e, posteriormente, desenvolveres 

estratégias que impeçam a escalada prejudicial dos sentimentos. 

Formas de lidar com a raiva eficaz e autonomamente 

Só é possível delinear e recorrer a estratégias eficazes se se conhecerem em pormenor os contornos 

da experiência de raiva: o que penso? o que sinto?. O objectivo destas estratégias não é erradicar 

totalmente as manifestações de raiva do teu repertório comportamental. O que teria acontecido se os 

nossos antepassados não tivessem recorrido à agressividade para sobreviverem nos tempos em que 

vigorava a “lei do mais forte”? Assim, o que se pretende é que consigas fazer um discernimento 

racional das situações em que a raiva pode ser adaptativa e que mantenhas o controlo! 

Lidar com sentimentos e pensamentos 

Quando pensas em situações que te provocaram raiva, é provável que também te recordes de 

sentimentos intensos de raiva, tão avassaladores que te levaram a agir de modos que não 

melhoraram a situação. 

Para melhor compreenderes e controlares estes sentimentos, é necessário analisar um outro aspecto 

destas situações: os teus pensamentos. 

Etapa n.º 1: Analisa. Da próxima vez que te chateares com alguma coisa ou alguém, procura reter 

os pensamentos que te surgiram acerca daquela situação ou pessoa. Assim que possível, aponta-os 

e, ao longo do tempo, faz uma listagem com vários destes pensamentos. 

Etapa n.º2: Avalia. É importante que avalies cuidadosamente os teus pensamentos. São 

precisos/exactos ou distorcidos? Os pensamentos distorcidos são inapropriados ou inexactos e 

podem assumir várias formas, nomeadamente: 

• Rotulagem: atribuição de um rótulo negativo sem considerar outras hipóteses ou 

evidências. P.e. “Ele é um idiota”. GAPsi-FCUL 

• Maximização: quando se avalia alguém, maximiza-se a componente negativa e 

minimiza-se a positiva. P.e. “A minha professora deu-me uma nota baixa, ela é tão injusta” (mas 

também te deu várias notas positivas). 

• Personalização: acreditar que os outros estão a reagir directamente contra ti, sem 

considerares quaisquer explicações mais plausíveis para o seu comportamento. P.e. “Aquele 

rapaz é frio porque se acha superior a mim” (se calhar, esse rapaz recebeu foi notícias 

negativas da sua família…). 

• Visão em túnel: apenas os aspectos negativos da situação são considerados. P.e. “O 

meu professor não consegue fazer nada bem. É crítico, insensível e não dá bem a matéria”. 

• Pensamento “tudo ou nada”: a situação é encarada apenas segundo duas categorias e 

não num contínuo. P.e. “O meu amigo não concorda comigo nesta questão por isso ele não me 

apoia em nada”. 

• Estar certo: tentas continuamente provar que as tuas opiniões e acções são as correctas. 

Estares errado/a é impensável. P.e. “Gritar para a minha colega foi totalmente justificado. Ela 

mereceu-o pelo que fez”. 

Etapa n.º 3: Encontra outras formas mais adaptativas de pensar sobre a situação. Para cada 

pensamento distorcido, tenta encontrar uma forma alternativa, mais adaptativa e que não te faça 

sentir tão zangado/a. Isto pode envolver a exploração dos aspectos positivos de uma pessoa ou 

situação, identificar outras razões possíveis para o comportamento da pessoa, ou olhar de um modo 

“mais abrangente” para a situação. 

Etapa n.º 4: Praticar as etapas anteriores. Esta análise deve ser praticada todos os dias de modo a 

ser eficaz. À medida que se torna mais fácil, ficarás mais competente na identificação dos teus 

pensamentos perante uma situação que te provoque raiva. Ao identificar pensamentos distorcidos e 

substituí-los por outros mais adaptativos, podes evitar ficar tão “imerso/a” na raiva. 

Lidar com sintomas físicos 

O conselho mais comum quando estamos perante alguém muito zangado é “Tem calma” ou “Relaxa”. 

Estas afirmações pretendem responder aos sintomas físicos da raiva, os quais geram tensão no 

corpo ao ponto de parecer prestes a explodir. Aprender como relaxar pode ajudar-te a melhor 

controlar os sinais físicos da raiva. 

Respiração profunda: quando te sentes enraivecido/a, é importante dispores de uma técnica de 

relaxamento que funcione rapidamente e em qualquer situação. A respiração profunda é exemplo 

disso e permite que o organismo absorva mais oxigénio, para além de diminuir o ritmo cardíaco e 

evitar que a adrenalina chegue tão rapidamente à corrente sanguínea. Esta respiração é profunda 

porque envolve a área do estômago ou diafragma, e não o peito. É rítmica e lenta. GAPsi-FCUL 

Ao detectares alterações físicas indicativas de sentimentos de raiva, pára um momento e focaliza-te 

na tua respiração: habitualmente, será rápida e superficial. Se quebrares este ciclo e voluntariamente 

começares a respirar lentamente e pelo diafragma, o organismo irá responder e as alterações físicas 

serão amenizadas. Os músculos começam a relaxar e a sensação de tensão a diminuir. 

Esta breve pausa pode também dar-te a oportunidade para te recompores, controlares os teus 

sentimentos, mudares os teus pensamentos e lidar com a situação de um modo mais eficaz. 

Relaxamento muscular progressivo: esta técnica envolve a contracção e relaxamento sistemático 

dos principais grupos musculares do corpo. Esta técnica pode ajudar-te a localizar áreas no teu corpo 

que estão tensas ou presas e, seguidamente, relaxá-las. Aplicada à situação que evoca raiva, pode 

ajudar a diminuir tais sentimentos, assim como a ficares mais relaxado/a e menos zangado/a quando 

a situação terminar. 

No texto “Aprender a Relaxar”, também disponibilizado na secção Textos de Auto-Ajuda, poderás 

obter mais informações acerca desta técnica. 

Trabalho psicoterapêutico 

Se as sugestões anteriormente apresentadas não te ajudarem a lidar com a raiva de um modo mais 

eficaz ou se tiveres um problema de controlo sério, aconselhamos-te a procurares a ajuda de um 

psicólogo (o GAPsi é uma opção viável nesse sentido). 

A etapa mais importante é encontrar alguém que te ajude a sentir mais controlado/a. Falar com 

alguém pode ajudar a prevenir que situações perigosas ou prejudiciais ocorram. A psicoterapia pode 

também ajudar-te a sentires-te melhor contigo e a melhorares as suas competências comunicativas e 

de relacionamento com os outros. 

domingo, 7 de julho de 2013

Umbanda e Samaritanos









Espíritos que se denominam Índios, Caboclos,
Pretos Velhos podem trabalhar como Samaritanos?


Em primeiro lugar vamos lembrar que a Doutrina Espírita é Pluri-espírita, admite-se todos os tipos de espíritos e para trabalhostodos aqueles espíritos que estejam comprometidos com o bem e com a luz.


O Espiritismo não utiliza a separação dos espíritos por nomes que os identificam pela cor ou pelo grau evolutivo, mas dentro da Doutrina Umbandista os espíritos são divididos (organizados), em falanges, seja falange de índios, falanges de ex-escravos, falanges de guardiões, Africanos, etc.



Todos são bem vindos nas reuniões, desde que estejam comprometidos com o bem, se o irmão desejar se denominar de Caboclo Tupi, ele assim poderá ser chamado, sendo que os participantes das reuniões não devem tomar a liberdade para tratar-se com o guia como igual, levando a eles assuntos de interesses materiais (falar de relacionamentos, empregos, etc)


Vamos nos recordar que falamos dos espíritos socorristas de maneira geral, os denominados “Samaritanos” que, com certeza,se quiserem, podem se plasmar como índios ou como qualquer forma que acharem necessário ou conveniente.

Os trabalhadores denominados exus, podem também se manifestar, só que, nos trabalhos do Espiritismo eles devem se identificar com seus nomes sem utilizar apelidos como é bastante comum vê-los se denominando. Temos relatos que, no mundo espiritual eles necessitam dessa maneira para a defesa ou mesmo para transitarem por planos inferiores a serviço dos espíritos superiores.


Veremos um trecho do livro Aruanda, psicografado pelo médium Robson Pinheiro através de Ângelo Inácio: "Há muitos espíritos que na terra tiveram experiências na carreira militar ou em algum outra função que lhes propiciasse o desenvolvimento de certas qualidades necessárias a um guardião.


Do outro lado, serão aproveitados como tal. Oferece-se ao espírito a oportunidade de continuar, no mundo extrafísico, trabalhando naquilo que sabe e, desse modo, aperfeiçoar seu conhecimento e ganhar mais experiência." Sendo assim, esses são espíritos que tiveram experiência militar (na maioria dos casos) e que hoje continuam a trabalhar em prol da evolução.


O Espírito pode se plasmar da maneira que mais gostar, dependendo de sua capacidade. Emmanuel por exemplo se plasmava com vestes romanas, a querida mentora de Divaldo, Joanna de Ângelis se plasma com as vestes de freira. E assim os espíritos se utilizam de suas formas para a evolução e o progresso do nosso planeta. Aqui vai uma história que tenho certeza que irão gostar:

Certa vez, um homem foi a procura da cura de sua filha e buscou um núcleo de umbanda. Chegando lá, o homem que tinha posses e dinheiro foi atendido por um médium de cor negra que estava atendendo sobre influência de um espíritos denominando-se Preto Velho. O humilde espírito falou que a doença de sua filha era reação de vidas passadas e que ele deveria aceitar isso como uma oportunidade de evolução tanto para ele quanto para o espírito de sua filha.

O Homem não querendo acreditar no que aquela entidade havia lhe dito ele saiu inconformado criticando: Como pode! um analfabeto, burro, pobre, de pés no chão falando assim comigo!Como pode ter se recusado a curar minha filha! Sua insatisfação com a resposta foi tanta que procurou o médium mais famoso do Brasil – Chico Xavier. Lá encontrou filas intermináveis para poder ao menos dar um abraço no humilde Chico.

Chegando ao aconchego da reunião Espírita um espírito se manifestou através de outro médium que estava na mesa junto ao grupo. O Homem foi falar com o espírito e o espírito já veio com resposta: Porque você vem me procurar mais uma vez? Sem entender nada o homem falou: mas como, eu nunca te procurei! E o espírito não demorou muito e continuou:


você não se lembra de quando foi procurar uma resposta para a doença da sua filha lá naquele centro de umbanda com aquele homenzinho humilde? Eu estou aqui novamente. O homem ficou abismado, enquanto isso, Chico Xavier que ouvia a tudo somente balançava a cabeça confirmando o que o espírito estava falando.


E no término da reunião, Chico transmitiu uma linda mensagem e falou o nome do espírito que havia lhe passado tal mensagem;“A mensagem foi dada pelo irmão Pai João que é um amigo da casa e um espírito de muita luz que trabalha de forma humilde de um preto velho”.

É bom lembrar algumas frases: “Toda forma de servir é uma bênção. O bem que fizeres em algum lugar, será teu advogado em toda parte”. Lembremos também que, os espíritos que se apresentam na Umbanda como pretos velhos ou caboclos são amigos nossos que também se apresentam em reuniões mediúnicas dentro de centros espíritas.


Respeitemos a todos os nossos irmãos que trabalham na Umbanda, que eles recebam muita luz, e que os espíritos que se apresentam na umbanda que nos iluminem juntamente a todos os trabalhadores, samaritanos e médicos espirituais.


Temas abordados sob a ótica espírita respeitando todas as filosofias e crenças, sem o intuito de confundir a cabeça daqueles que estão começando no espiritismo.

Grupo de estudo amigos de Chico Xavier



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