Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Dever







1. INTRODUÇÃO

O que devemos entender por dever? Qual a relação entre deveres e obrigações? Há distinção entre agir segundo o dever e por dever? Que contributos prestaram os grandes pensadores ao entendimento do dever? Que subsídios Allan Kardec nos oferece para melhor entendermos esse tema?

2. CONCEITO

Dever – Do latim devere significa a obrigação moral determinada, expressa numa regra de ação. É o princípio da ação e estriba-se na razão. Muitas vezes usados como sinônimos, as duas palavras "dever" e "obrigação" podem ser empregadas com significados diferentes: enquanto obrigação designaria a necessidade moral que vincula o sujeito a proceder de determinado modo, dever significaria esse procedimento a que ele está obrigado. Por outras palavras: obrigação seria o aspecto formal e subjetivo e o dever o material e Objetivo da mesma realidade global. (Enciclopédia Verbo da Sociedade e Estado)

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O dever, na sua origem, e segundo os estóicos, pertencia a uma ética fundada na norma do “viver segundo a natureza”, isto é, conformar-se à ordem racional do todo. Os estóicos não se referiam à felicidade, ao prazer ou à conquista de virtudes; simplesmente alimentavam a crença que, havendo uma lei natural, a conduta humana nela seria alicerçada. Isso já era o suficiente para pautar o comportamento de cada ser humano.

Ao longo do tempo, outros pensadores expressaram os seus pontos de vista sobre o dever.

O dever está presente em todos os aspectos de nossa vida de relação.

Refletir sobre os nossos deveres e obrigações é muito útil para o nosso aperfeiçoamento moral e intelectual.

4. O DEVER SEGUNDO ALGUNS PENSADORES

4.1. SÓCRATES PLATÃO E ARISTÓTELES
Sócrates, Platão e Aristóteles, filósofos gregos da Grécia clássica, deram outro verniz ao dever: embora aceitassem a conformação com a ordem racional do todo, procuraram relacioná-lo com a felicidade e a prática das virtudes. Colocavam a busca da felicidade (eudaimonia) no centro da vida moral. Para eles, o homem feliz é aquele cujodaimon (divino) é virtuoso. Esta foi a concepção que permaneceu ao longo da história.

4.2. PENSADORES DA IDADE MÉDIA

Durante a Idade Média, a filosofia ficou totalmente à mercê da Igreja. Esse período, denominado de escolástica, caracterizou-se pela construção de um saber alicerçado na lógica aristotélica. Para esses religiosos, o dever tinha íntima relação com os mandamentos, mandamentos esses alicerçados no Evangelho de Jesus. Porém, eles tomam a palavra mandamento, não no seu sentido grego de entolé (ensino, instrução), mas no de ordenação, ou seja, obediência à autoridade, que no caso específico referia-se ao Papa, aos vigários ou aos padres.

A ingerência da Igreja mutilou o pensamento inovador. O servo tem que obedecer, sob pena de cometer o pecado. Observe que na Boa Nova do Cristo não existe a palavra dever. O que consta nos seus ensinamentos é a palavra“feliz”, que aparece 55 vezes no Novo Testamento. A palavra feliz dá a idéia de liberdade, de conformação à vontade de Deus, mas de forma espontânea e não como uma obrigação, um temor da divindade. Veja a irracionalidade do pecado original: uma mancha que todos nós herdamos ao vir a este mundo.

4.3. FICHTE E KANT

Johann Gottlieb Fichte (1762-1814), em Doutrina Moral (1798), afirma o caráter originário da idéia do dever, da qual deriva o reconhecimento dos outros eus. A idéia do dever é a autodeterminação originaria do eu, mas ela não poderia ser realizada se não existissem outros eus, outros sujeitos em face dos quais, somente, a idéia do dever pode ter a sua determinação e, portanto, possibilidade de realização.

Immanuel Kant (1724-1804) distingue a ação empreendida conforme o dever da feita “por dever”. Na ação feita conforme o dever não há esforço da criatura; na feita “por dever”, sim, pois aqui ela luta contra as suas próprias inclinações.

5. DEVER E O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

5.1. LEI DA VIDA

O dever é, primeiramente, a obrigação moral diante de si mesmo; depois, com relação aos outros. O dever encontra-se tanto nos mais ínfimos como nos mais elevados detalhes da vida. O dever íntimo de cada um de nós está entregue ao nosso livre-arbítrio, que muitas vezes não sabe controlar os apelos da paixão.

5.2. ONDE COMEÇA E TERMINA O DEVER?

“O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; termina no limite que não gostaríeis de ver ultrapassado em relação a vós mesmos”.

A igualdade perante a dor é a providência divina para ajudar-nos a delimitar a esfera de nossas ações. Deus não quer que cometamos o mal argumentando ignorância dos seus efeitos. (Kardec, 1984, p. 226 e 227)

5.3. ESPECULAÇÕES MORAIS


O cumprimento do dever depende das circunstâncias, ou seja, implica em contrariar e ser contrariado. Por isso, ao estarmos livres para escolher esta ou aquela ação, tornamo-nos responsáveis pelo que praticamos. O sentimento de dever pode ser obscurecido pelo sentimento da paixão. A paixão é útil quando é governada e prejudicial quando governa. Muitas vezes, o dever se acha em antagonismo com as seduções do interesse próprio. Nessas circunstâncias, a vontade deve ser acionada, a fim de estabelecermos limites das referidas seduções.

O cumprimento do dever está entremeado de contradições. A confiança em Deus e em nós próprios muito nos auxiliarão na suplantação de todas as nossas dificuldades.

6. AÇÃO E DEVER

6.1. AÇÃO LIVRE


A intenção de praticar um ato torna-o responsável pelas suas conseqüências. Contudo, nem sempre é livre para escolher o que lhe acontece, mas é seguramente livre para escolher a resposta ao que lhe acontece. Diferentemente dos animais, que apenas respondem, o ser humano tem que organizar o seu pensamento, avaliar situações e circunstâncias, pesar os prós e os contra e decidir-se por um comportamento, por uma atitude.

À pergunta, que é uma ação livre, responderíamos, de imediato, que uma ação é livre quando nada se lhe oferece obstáculo. Esta, porém, não é uma resposta convincente. De acordo com os escritos enciclopédicos, uma ação, para ser dita livre, é a ação pela qual o agente pode responder. Ser livre é poder agir no mundo numa determinada situação, o que implica a existência do sujeito agente em relação com o objeto agido.

6.2. DIREITOS E DEVERES

Ao lado dos direitos, cada um de nós tem também deveres: para consigo mesmo (sua consciência); para com o próximo; para com o mundo em que habita. Acontece que visamos muito mais aos direitos do que aos deveres. Exemplo: exigimos o direito de liberdade, mas negligenciamos o dever de ser livre. Como explicar? Observe que todo o ato livre, para que realmente seja livre, deve ter como conseqüência uma ampliação da liberdade. O vício, que é um ato livre, não amplia a nossa liberdade, porque a necessidade gerada cria uma dependência, impedindo a continuidade dos atos livres.

A vida é composta de direitos e deveres. Importa saber qual é a nossa parcela dos direitos e dos deveres para que assim, cumprindo com os deveres que a nossa consciência nos indicar, adquiramos o direito em relação ao próximo e à sociedade. Ninguém é herói por acaso. Faltava-lhe as circunstâncias para por em prática tudo o que arquitetara, silenciosamente, no seu subconsciente. Há muita sabedoria na frase: “A vida de deveres fáceis e enfadonhos não é tão fácil quanto parece”. O óbvio não é tão óbvio quanto o senso comum o apregoa.

6.3. PENSAMENTOS SOBRE O DEVER

H. F. Amiel diz: “O nosso dever consiste em sermos úteis, não como desejamos, mas como podemos”. Para André Maurois, “Infelizmente, nem sempre coincide o dever com o interesse”. Dante Veoleci alerta-nos: “De grande valor moral é quem, dispondo de poder ou de autoridade, só faz o que lhe ordena o dever e não o que lhe é mais fácil, vantajoso ou agradável”. J. W. Goethe consola-nos: “Quando um dever se nos afigura demasiadamente pesado, temos um meio para torná-lo mais leve. É cumpri-lo com maior escrúpulo”. Para C. Cantu, “O cumprimento do dever é superior ao heroísmo”.

7. CONCLUSÃO

Ajamos sempre de acordo com o interesse geral. Esta ação, várias vezes repetida, amplia-nos a visão de mundo, colocando-nos no devido lugar para o cumprimento de nossos deveres.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo.


domingo, 11 de agosto de 2013

Lei de causa e Efeito e o Pensamento Criador





Você conhece a Lei de causa e efeito?

Claro que você já ouviu falar, mas entende suas consequências práticas?
Talvez o entendimento dessa Lei seja o maior benefício prático que o espiritismo nos oferece. Mas para esse conhecimento ter valor real é preciso compreender que o pensamento é criador.

Compreendendo a Lei de causa e efeito, percebemos que somos os autores de nossas próprias novelas pessoais. Sim, você é o responsável único e direto por toda a sua vida. Não adianta culpar o ambiente, o país, o governo, a política, a família, as más influências, os espíritos obsessores.

Você está no ambiente que merece, nasceu no país apropriado a você, o governo e a política são resultado da sociedade da qual você é um dos membros, sua família é um emaranhado de ligações de muitas reencarnações, más influências e obsessores só têm acesso ao que lhes for semelhante. Você não tem desculpa. Nem eu. Nem ninguém.

Todas as circunstâncias da sua existência de espírito imortal foram provocadas por você. Todas as suas reencarnações, com suas experiências e aprendizados, tudo foi construído por você. Muitas pessoas lamentam não lembrar de suas vidas passadas. Outras acham uma pena não termos contato direto com outras dimensões. Essa impossibilidade é que nos mantém conscientes da vida presente.

Se já é tão difícil termos consciência de nossos atos vivendo apenas essa realidade atual no corpo físico, como seria se tivéssemos milênios de memória e acesso a outros planos?

Você é espírito imortal, mas o seu foco é apenas o presente. Você precisa ter toda a sua atenção voltada para a sua existência atual. O grande problema, o maior entrave às nossas realizações é justamente a dispersão da consciência. Quanto mais tivermos consciência do momento presente, mais fácil será controlar o processo criativo.

Toda a sua realidade é criada a partir do seu pensamento. O seu pensamento é criador. Isso não é segredo. É fato conhecido há milênios, por todas as grandes civilizações do passado. E esse conhecimento vem se propagando e se popularizando cada vez mais. É hora de prestar atenção a essa verdade.

Você cria tudo o que você quer e tudo o que você não quer. Sua mente subconsciente não diferencia verdade e mentira, verdadeiro e falso, sim e não. Sua mente subconsciente trabalha com imagens, dados e emoções. Se algo que você deseja ardentemente se tornar um padrão de pensamento positivo, inevitavelmente isso irá se concretizar. Da mesma forma, se algo que você teme profundamente se torna um padrão de pensamento negativo, certamente isso irá se realizar.

Por que não acontece tudo o que você deseja e tudo o que você teme? Porque a maior parte dos pensamentos positivos e negativos se combatem uns aos outros. Você quer muito alguma coisa, mas ao mesmo tempo tem muito medo de não conseguir. Um pensamento aniquila o outro. Para que haja realização, é preciso que o pensamento seja contínuo firme e cheio de emoção. A emoção é que desencadeia a conquista.

Um medo pavoroso, uma dúvida cruel, uma história terrível que você cria em sua cabeça, tem muita chance de se concretizar graças à emoção que você experimenta como se fosse verdade. Uma alegria imensa aliada a uma fé inabalável na conquista de algo que você quer de verdade, tem toda a chance de se realizar, graças à emoção que você experimenta como se fosse verdade.

Tudo começa pelo pensamento. E o maior descontrole sobre nossos pensamentos acontece quando fazemos as coisas automaticamente, sem prestar atenção. Nessas horas o pensamento fica livre, sem dono, sem freios, vagando e criando um monte de asneiras. O pensamento é criador. Isso não é modo de dizer; é fato. Quanto antes aprendermos a controlá-lo e direcioná-lo positivamente, melhor pra nós. Estaremos fazendo valer a pena essa passagem pela Terra, nesse momento histórico de disseminação de informações e antigos segredos.


Quem foi Kardec ?




Allan Kardec nasceu em 3/10/1804, em Lião, França, de antiga família lionesa, católica, cujo nome era Hippolyte Léon Denizard Rivail era seu nome (conforme livro de batismo). 
Ele usou o nome Allan Kardec, que era o nome de uma encarnação anterior, nas obras espíritas para não confundir com as obras pedagógicas que tinham seu nome de batismo. Ele não quis misturar as coisas ou confundir as pessoas e assuntos. 

Ao redor dos 11 anos de idade, seus pais o enviaram para estudar em Yverdum, na Suíça, no Instituto de Educação do célebre pedagogo Pestalozzi.

Possuía vasta cultura humanística e conhecia o alemão, o inglês, o italiano, o grego, o latim, todavia não foi médico, como às vezes se ouve dizer.
Além de lecionar, Rivail escreveu inúmeras e importantes obras pedagógicas.
Ele fundou e dirigiu uma “Escola de Primeiro Grau”, mas foi fechada por dificuldades financeiras que um seu tio causara.
Casou-se com a professora Amélia Gabriele Boudet, que lhe foi companheira dedicada e valiosa colaboradora. Não tiveram filhos.

Um dia, foi convidado por um amigo, para participar de reuniões onde pessoas reuniam-se em torno de uma mesa de três pés e faziam perguntas a que os espíritos respondiam por meio de pancadas. Essa prática tornou-se moda na Europa, ao redor de 1850-52, e alcançou os salões de Paris, onde morava o Prof. Rivail.

Homem de cultura geral, Rivail já se interessara pelos estudos do magnetismo, mas foi somente a partir de 1855 que começou a ter contato com os fenômenos das "mesas girantes" e "comunicações do além-túmulo." 
Dessas comunicações surgiram informações que resultaram no nascimento dos livros da codificação: O LIVROS DOS ESPÍRITOS, O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, A GÊNESE, O CÉU E O INFERNO E O LIVRO DOS MÉDIUNS.

O Espiritismo veio complementar os ensinamentos do Cristo mostrando que a vida não começa no momento que nascemos e que não acaba no túmulo. Mostrar que quando transgredimos as leis de Deus teremos que reparar nesta ou em outra encarnação. É a lei de causa e efeito.

Em 31/3/1869, em Paris, com 64 anos, entre 11 e 12 horas, pelo rompimento de um aneurisma, em pleno labor de estudo e organização de novas tarefas espíritas e assistenciais que Kardec desencarna, cumprindo, e muito bem, a missão.

Resumo da vida de Allan Kardec




Anular o Ego não significa anular a si mesma ..






Anular totalmente o ego pode sugerir a ideia equivocada de que devemos anular a nós mesmos, tornando-nos pessoas de personalidade indefinida e sem vontade ou opinião própria, mesmo porque a palavra ego é uma palavra de origem grega e que tem o significado de "eu". Também em algumas linhas da Psicologia é dito que para que o indivíduo possa ser um ser autônomo e equilibrado deve fortalecer o ego. Porém, na Seicho-No-Ie não utilizamos o termo ego com o sentido de indivíduo ou individualidade e tampouco com o sentido de centro da personalidade, como em algumas escolas psicológicas. O termo ego é empregado com o sentido de “pequeno eu”, que dá origem ao egoísmo, egotismo, egocentrismo e à egolatria.
A verdade central da religião é expressa com a palavra mushin (mu = sem; shin = mente). Mushin não significa ausência da mente nas sim ‘mente despojada’, desapegada de ego”. No momento em que passamos a ter essa mente desapegada e despojada, abrindo mão de nossos arbítrios e de nossas preferências egocêntricas, aí sim, podemos encontrar a verdadeira liberdade e a verdadeira expressão do eu. Quando a ego se ausenta, desaparece a mente apegada ao ego e surge a mente verdadeira. 


Masaharu Taniguchi

O que é o Perispírito ?







O QUE É PERISPÍRITO?

Tal termo, cunhado por Allan Kardec, se refere a um "corpo fluídico", semi material, que liga o Espírito, estrutura imaterial e eterna, ao corpo, material e perecível. Tem a mesma forma do corpo físico, e é também responsável por sua formação. Isso porque o perispírito é o nosso "arquivo da alma"; tudo que fazemos ao nosso corpo material, pela íntima relação célula a célula com o perispírito, também se manifesta em nosso perispírito. De modo que um fumante inveterado nesta encarnação sofrerá as consequencias do fumo além-túmulo também, uma vez que seu perispírito também fora lesado. Essa lesão repercutirá em nova existência, por meio da reencarnação, uma vez que o perispírito servirá de molde para a diferenciação celular e formação de todos os órgãos, constituindo no corpo físico, as consequencias de seus próprios atos e o roteiro para um novo caminho de evolução e mudança de comportamento.

Embora tal registro ocorra em sua estrutura, é impossível "lembrar-se" de todas as existências por meio do perispírito. Isso porque o Espírito seleciona apenas as experiências que agregaram valor intelectual e moral a seu cabedal de conhecimento. Assim, à medida que a criatura evolui, se espiritualiza, o perispírito vai se tornando mais sutil, e todas as memórias tornam-se patrimônio do Espírito. Chegaremos a um ponto, portanto, em que não precisaremos mais reencarnar, e o perispírito inexistirá; seremos apenas Espírito.

O perispírito, ou "corpo espiritual", possui, como o corpo físico, diversas estruturas que o compõe, sendo os centros de força (ou chakras, na terminologia hindu), as mais conhecidas. Tais pontos são acumuladores e distribuidores de energias no perispírito e constituem a base da terapêutica espírita de passes, por estarem muitas vezes em desequilíbrio, bloqueando determinados fluxos energéticos. É também sensível a diversas formas outras de perturbação, como por larvas mentais (criações ideoplásticas inferiores, que se alimentam de nossos pensamentos) e até mesmo complexa aparelhagem da dimensão espiritual, constituindo obsessões complexas muitas vezes de difícil resolução. O maquinário celular físico, produz ainda, fora as excretas eliminadas pelo próprio corpo, formas espectrais, digamos assim, decorrentes do metabolismo de tudo que por ele é consumido, sendo possível ver essas emanações no perispírito (tais emanações constituem a aura, que reflete não somente o metabolismo celular mas psíquico e espiritual do ser também).

Uma outra função não menos importante do perispírito é permitir a manifestação espiritual. Os médiuns registram por meio de pontos sensíveis em seu perispírito a presença de Amigos Espirituais ou entidades perturbadas. Esses pontos são meticulosamente estudados pelos Mentores quando deseja-se desenvolver e educar a mediunidade.

Temos o perispírito, então, como uma estrutura nobre, que nos permite reconhecer nossa unidade no tempo e no espaço, preservando-nos a forma, nos reajustando com nós mesmos e brilhando, conosco, ante as bênçãos resplandecentes da mediunidade instrutiva com Jesus.

domingo, 4 de agosto de 2013

Solidão



A solidão é um estado interno, um sentimento de que algo ou alguém está faltando. É o estado de quem se sente ou está só.


Este estado provoca, na maioria das vezes, reflexos negativos na postura humana, como isolamento, desânimo, indisposição, tristeza sem razão aparente, baixa estima e até mesmo pode levar ao suicídio.


Joana de Angelis, autora espiritual do livro “O homem integral” psicografado por Divaldo Franco, afirma:


“A solidão é espectro cruel que se origina das paisagens do medo e, na atualidade, é um dos mais graves problemas que desafiam a humanidade.”


O homem solitário é todo aquele que se diz em solidão, alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.


Sofremos de solidão quando nos distanciamos da vocação natural da nossa alma e criamos o autodesprezo. Sentimo-nos em solidão, mesmo quando rodeados das pessoas mais importantes e mais queridas da nossa vida.


O sentimento de solidão provoca muita dor e leva, invariavelmente, a pessoa por caminhos cada vez mais tortuosos:


Drogas, álcool, excesso de comida, relacionamentos amorosos frustrantes, angustia, auto depreciação, a depressão, pensamentos negativos e como já disse, até a suicídio.


A depressão desencadeia no corpo físico um processo de degeneração celular, arrasando o nosso sistema imunológico abrindo espaço para muitas doenças.


· Qual, então, o meio de modificar nosso posicionamento diante da vida para que não sejamos atacados pela solidão ?


Antes de tudo temos que compreender nosso momento de vida e aceitá-lo. Isso quer dizer que, em algum momento de nossa trajetória, poderemos estar vivendo um tempo de “estar só”.


Estar só, morar sozinho, perder a companhia dos filhos já crescidos que foram cuidar de si mesmos, a viuvez, a separação de um companheiro, não nos faz vítimas da nossa própria sorte. É o curso da vida. Não nos tornamos pessoas que Deus esqueceu num canto qualquer.


Ele é Pai e jamais nos abandonará. Não estamos, por isso, atirados à solidão. É um momento mágico de oportunidade de crescimento, de conhecer-se e conviver com essa pessoa que é você mesmo, ligar-se ao seu “Eu Superior”.


· Como fazer isso ?


Antes de qualquer coisa, olhar ao seu redor e valorizar tudo o que a vida lhe proporcionou de bom. Temos a tendência de olhar para o que não possuímos e achar que somos “mais coitadinhos” do mundo. Aprender a amar a si mesmo e todos os que você é, que moram dentro de você. Quando você muda, tudo a sua volta também mudará. Aumenta a conversa consigo mesmo e você se encontrará conversando com seu Eu. Um outro nível de comunicação se estabelecerá com você mesmo. Seu coração irá se expandir, brilhará, vibrando com o calor amoroso.


Liberte a criança interior, desperte a criança que há em você, que chegou a essa encarnação para evoluir, aproveitar essa oportunidade única. Temos que ser gentis com ela. O importante que sua criança interior se sinta amada por você.


Da fato, não estamos sós ! Somos parte do todo universal, todos provenientes da mesma fagulha Divina. Esteja onde estivermos, temos sempre a nossa companhia. É muito bom quando aprendemos a conviver com nós mesmo, apreciando um bom libro, navegando na Internet, assistindo os programas preferidos na televisão, cuidando das nossas plantas, se as tivermos, dos animais de estimação, se for de nosso agrado, se deliciar com um banho de chuveiro sem hora para acabar, cozinhar nossa própria comida, se deliciar com um banho de chuveiro sem hora para acabar, cuidar da nossa casa. Tudo isso é fonte de prazer a ser desfrutado por nós com nós mesmos. E ainda há muitas outras coisas para se fazer. Cada um terá que descobrir o que gosta e se convidar a ser feliz.


Uma pessoa feliz atrai amigos, são mais convidadas a conviver com outras pessoas, atraem relacionamentos satisfatórios e são jovens e saudáveis por tempo indeterminado.


Você se surpreenderá quando aprender essa, entre as muitas lições, que a vida lhe oportunizará viver. Solitude é algo prazeroso, a solidão é patológica, negativa. Ninguém precisa sentir solidão. É só dar uma sacudida no seu interior e achará disposição para positivar sua vida, se pensa que vive em solidão.


Cultivar amigos, ser voluntário em uma instituição, relacionar-se consigo mesmo fará você capacitado para ser feliz, sem sentimentos de solidão.


Que assim seja !

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