Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

segunda-feira, 30 de março de 2015

Educar - Sinônimo de Amar



Nesses dias em que a mídia influencia de maneira contundente a formação de jovens e crianças, educar, mais do que nunca, tornou-se um grande desafio.
Os pais saem para trabalhar, e as crianças ficam tempo demais expostas às informações, nem sempre adequadas, que fomentam o consumismo e a falta de valores éticos.
A escassez de referências positivas para o público infantojuvenil é perturbadora.
Grande parte dos pais perde-se nas dificuldades de lidar com filhos muito inteligentes no aspecto intelectual, mas absolutamente frágeis em valores espirituais.
O sentido da vida é fundamentado nos prazeres e ilusões de toda ordem.
Os conflitos psicológicos manifestam-se como verdadeira pandemia gerada pela ignorância do real objetivo da existência.
A permissividade liberada anuncia o fracasso de uma geração de educadores que não têm força moral junto aos filhos para dizer um simples “não”.
Nos dias de hoje, a maior preocupação dos pais é a formação acadêmica dos filhos, nada mais justo, mas será que o diploma universitário é garantia de felicidade?
Testemunhamos, diariamente, as mais desagradáveis situações em que suicídios acontecem entre médicos, cientistas, advogados e até mesmo entre psicólogos, o que evidencia o vazio existencial da criatura humana.
A formação intelectual é importante, todavia, não garante a tão propalada felicidade.
O Espiritismo chegou ao mundo tal qual o Consolador prometido por Jesus, não para propor a salvação, mas como a maior proposta de educação para o espírito imortal.
A Doutrina Espírita vem propor ao homem moderno a educação dos seus sentimentos, o conhecimento de si mesmo.
Há muitos séculos, o espírito encarna e desencarna, carregando em si a falsa ideia de culpa ínsita em seu psiquismo, pelas teologias dominantes.
O Consolador prometido veio pôr fim à culpa e instaurar a era da responsabilidade; não existem culpados, porém, somos todos responsáveis.
O véu da ignorância foi rompido, e a educação moderna necessita das lentes novas, aquelas que contemplam o ser integral.
Sob as luzes do Espiritismo, um pai não pode mais enxergar o filho pela idade cronológica de seu corpo físico.
Um filho, educado dentro da proposta pedagógica espírita, terá nova compreensão do que representa uma família.
A formação acadêmica seguirá com seu justo valor, mas a educação espiritual é aquela que dá sentido à vida, aquela que oferece a base sólida na qual os profissionais de amanhã sedimentarão seus labores.
Inteligência sem moral é força sem direção.
Necessitamos de duas asas para migrar em direção ao horizonte da nossa redenção – a asa espiritual, que dá formação cristã e direcionamento ao nosso voo, e a asa da intelectualidade, que nos sustenta nos voos migratórios pelo mundo material.
O Espiritismo, pedagogicamente adequado às nossas crianças e jovens, é profilaxia contra o suicídio e os vícios.
Na resposta à questão 914 de O Livro dos Espíritos, o Espírito da Verdade nos esclarece acerca da importância do conhecimento das verdades espirituais:
Estando o egoísmo fundado no interesse pessoal, parece difícil extirpá-lo inteiramente do coração do homem. Chegaremos a isso? — À medida que os homens se esclarecem sobre as coisas espirituais, dão menos valor às materiais; em seguida, é necessário reformar as instituições humanas, que o entretêm e excitam. Isso depende da educação.

Educar é sinônimo de amar!

Quando a luz da realidade espiritual ilumina os escaninhos escuros da nossa ignorância, o olhar sobre a educação nunca mais é o mesmo.
Um filho não é um corpo.
Um corpo é o uniforme escolar, que o espírito utiliza para estudar na escola da vida.
Uma educação amorosa não é permissiva, impõe limites, delega responsabilidades.
Educar com autoridade amorosa é não se utilizar do autoritarismo que agride, aquele que adjetiva o filho negativamente, que o compara ao filho dos outros.
O Espiritismo propõe a educação do espírito imortal, consoante o evangelho de Jesus.
Crianças e jovens não aceitam a catequização, a formatação de suas mentes, mas anseiam por uma proposta educativa, que lhes traga limites e fomente o desabrochar das suas potencialidades espirituais.
Em sua passagem pelo mundo, Jesus respeitou o tempo de cada coração, não impôs o evangelho, pelo contrário, propôs sua instauração em nossa alma pelo amadurecimento espiritual de cada um.
Educar com amor é como regar diariamente a sementinha que irá germinar no tempo certo.
Ao educador cabe a rega sem desânimo, e seja qual for o tempo da germinação, a semente deve encontrar condições favoráveis para o seu crescimento.
Até que um dia a planta cresça viçosa e dê flores e frutos perfumados, tornando o mundo mais bonito.
Educar é sinônimo de amar!

Adeilson Salles
É educador espírita e escritor. Publicou, pela Intelítera Editora, os livros: Jovens demais para morrer, Eletronaldo, Diário de um Fantasminha e Jesus e as crianças.

Comportamento Digno - Divaldo Franco



Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 26-03-2015.
Ante a desenfreada violência que estruge em toda parte, os cristãos, verdadeiramente pacifista, interrogamos se é possível manter os postulados do Mestre galileu vivos em nossa conduta. Sob outro aspecto, a vulgaridade dos prazeres básicos, sexo desregrado, drogadição e vícios denominados sociais encontram-se com facilidade expostos à vivência abusiva em quase todos os segmentos da sociedade, convidando-nos à sua submissão, em reação à conduta ética e moralizadora que flui do Evangelho.
Multiplicam-se as derrocadas de pessoas aparentemente honradas que acumulam invejável patrimônio e, repentinamente, são apresentadas publicamente como corruptas, indignas das funções que exercem, embora mantenham-se como se nada lhes houvesse acontecido. Essas terríveis expressões da sombra, que Allan Kardec denominava com propriedade como as más inclinações, que são as nossas heranças ancestrais, ameaçando-nos a estrutura moral e os propósitos de uma existência honrada, exigindo permanente estado de vigilância e de oração.
Dir-se-á que o melhor é a vivência do prazer, ao invés do que denominam como castração religiosa, numa propaganda contínua e bela através dos veículos de comunicação de massa. Seria ideal, e merecia o desfrutar da luxúria, das viagens fantasiosas e faustosas, se a existência do física do ser humano não fosse tão breve, mesmo quando parece de longa duração. A morte, que a todos nos espreita, porém, ao invés de aniquilar-nos, conduz-nos a outras vibrações, nas quais a vida estua e cada qual desperta conforme foi arrebatado pela desencarnação.
É possível, sim, viver-se com dignidade cristã nestes dias tumultuosos, qual o fizeram os primeiros discípulos de Jesus, em pleno período de grandeza e logo decadência do Império Romano. Ademais, mesmo que a vida não continuasse após o túmulo, o significado existencial do ser inteligente é alcançar a plenitude conseguida mediante a consciência ilibada, nascida na conduta reta e nos sentimentos pacificados.

DIVALDO P. FRANCO

domingo, 29 de março de 2015

Os cinco itens para elevar nosso pensamento



Joanna de Ângelis recomenda cinco itens para
elevar nosso pensamento, meditando sobre eles:


1- a vida é bela;
2- eu nasci para amar;
3- eu vivo para , servir;
4- o mal que me fazem não me faz mal, o mal
que me faz mal é o mal que
eu faço, porque me torna um ser mau;
5- há um sol brilhando dentro de mim.



Divaldo Franco nos explica cada um desses
tópicos:

1 - A vida é bela
Se nós observamos a paisagem, ela é
encantadora. Nas muitas vezes que estamos com
os óculos da melancolia, vêmo-la de uma forma
triste e depressiva, mas não é a paisagem;
quando estamos alegres, um poço de lama
pútrida apresenta-se-nos como uma
oportunidade de transformar o jardim; quando
estamos tristes, a fonte cantante parece um olho
que verte lágrimas de dor. A paisagem é a
mesma; nossa disposição de fitá-la é que torna
essa paisagem luminescente ou sombria. Então,
quando colocamos o santo óleo do amor no
coração e as lentes transparentes da alegria, a
vida é sempre bela.

2 - Eu nasci para amar
Todos nós nascemos para amar. Ocorre que em
nosso trânsito evolutivo nosso egotismo leva-nos
a querer ser amados e negociamos o amor. O
amor para nós só tem sentido se houver uma
resposta, e então isso não é amor. O amor é
como perfume, ele exterioriza. É claro que em
nosso sentido de humanidade gostaríamos de
receber a resposta, mas não é tão importante,
porque as pessoas que recebem respostas
afetivas nem sempre são plenas, tornam-se
caprichosas e cada vez querem mais. Então,
quando do nós amamos, sempre a vida responde,
porque o ato de amar é uma forma de ser feliz. A
vida é uma canção de serviço: todo aquele que
não vive para servir ainda não aprendeu a viver.

3 - Eu vivo para servir
O Rotary tem um pensamento extraordinário:
aquele que não vive para servir, não serve para
viver. A mim, apesar da beleza, me parece um
tanto pessimista; eu o substituiria: aquele que
não vive para servir, não merece viver. Então, eu
diria, ainda, que não aprendeu a viver, porque a
gente aprende a viver quando se torna útil,
quando a gente sabe que a vida tem um sentido,
que a vida tem um significado.

4 - O mal que me fazem não me faz mal, o mal
que me faz mal é o mal que eu faço, porque me
torna um ser mau
Invariavelmente nós valorizamos mais o mal do
que o bem. Há uma bela história de psicologia:
Um professor foi dar uma aula de avaliação
comportamental e chegando na classe estendeu
sobre o quadro de giz um imenso lençol alvo;
depois tomou de um pincel e na ponta do lençol
colocou pequena mancha, e perguntou aos
alunos: que vêem? Todos, em uníssono: uma
mancha! Ninguém viu o lençol. A mancha era mil
vezes menor que o lençol; é a tendência para ver
desenfocada a realidade. Ninguém sequer diz:
vejo o lençol com uma mancha. É nosso
atavismo ver o lado negativo. Por quê? Por causa
dos nossos instintos primários.
Os três instintos básicos da vida são:
alimentação, repouso e nutrição; por causa deles
os animais matam; por causa deles nós também
matamos e por esse instinto de ver sempre a
supremacia sobre o mais fraco nós adquirimos
uma tendência negativista, porque armazenamos
mais idéias negativas que positivas e graças a
isso nós nos perdemos ante a realidade. Na hora
que aprendermos a servir, nós superaremos todos
esses condicionamentos, e se não recebermos
respostas é porque nosso serviço não foi tão
profundo que mudasse a estrutura daquele ou do
lugar a que estaremos servindo.
Em realidade, quando alguém não gosta da gente,
o problema não é nosso, é da pessoa. Se alguém
fala mal de nós, há de ter um fator de
desequilíbrio de quem fala: há inveja, há
competição, há insensatez, o desejo de superar,
ou simplesmente uma alma atormentada. Então,
se alguém não gosta de nós, o problema é da
pessoa.
Mas quando nós não gostamos de alguém o
problema é nosso. Porque nós é que não estamos
bem, nós é que estamos doentes, daí o mal que
me fazem não me faz mal, porque a vibração
negativa só encontra apoio quando há
consonância; se eu me mantiver acima da faixa
vibratória daquele que não gosta de mim, não há
um plugue para a fixação da tomada do meu
sentimento, então, seu mal não me atinge; mas
se eu reagir e descer ao mesmo nível, então aí o
mal me faz mal. Agora, o mal pior não é aquele
que nos fazem, é o que nós fazemos, porque nos
torna pessoas más; daí, nós devemos encetar
todo esforço para nunca retribuir o mal com o
mal.
Quando alguém nos persiga, calunie e até minta,
acusando-nos por coisas que jamais passaram
por nossa mente, porque as mentes são muito
férteis e há um ângulo da psicologia, no capítulo
das patologias, a mentira, a pessoa sempre
mente e quando percebe que seu objetivo não
logrou, a pessoa cria coisas que não existem,
mas na mente dele acontecem; é o transtorno
psicológico: ele vê o que existe dentro de si; nós
não devemos reagir, devemos agir, deixar que o
tempo responda, porque a pessoa também vai
amadurecer, vai viver, vai aprender com a vida e
merece amor, porque amar a quem nos ama é
muito fácil, amar a quem nos hostiliza ou não
simpatiza conosco, esse é o grande desafio.

5 - Há um sol brilhando dentro de mim
Há um sol que brilha dentro de nós: é a presença
do amor, porque normalmente o sol brilha fora e
nós, que estamos no meio, projetamos sombra;
quando instalamos o sol do amor dentro de nós,
na crença, na beleza, nós nos tomamos uma
lâmpada que irradia em todas as direções.
Conclusão:
Então, a vida é bela, como diz Joanna de Ângelis;
eu nasci para amar, e a gente, quando nasce para
amar, tem sempre que fazer alguma coisa para
que o mundo se torne digno de ser amado. Eu
nasci para servir; então, estamos aqui com um
objetivo superior; o mal que me fazem não me faz
mal, porque toda vez que alguém pensa em mim
negativamente, isso deve constituir um estímulo
para que eu avance na direção do bem; e o sol
que brilha dentro de nós é a presença do amor.


(Fonte: Revista Visão Espírita, nº 17 - coluna
Diálogo Franco ) . Paz e luz



quinta-feira, 12 de março de 2015

Obsessão espiritual



Que é uma obsessão espiritual?
É o domínio que um espírito exerce sobre alguém.


Obsessão espiritual

Nas últimas décadas a obsessão espiritual vem grassando na Terra, cada vez mais e mais, causando perturbações e sofrimentos os mais variados.

Ela é, certamente, uma doença, só que é doença da alma, ou melhor, a nossa alma é que favorece as condições necessárias para as obsessões poderem se instalar.

Mas, o que é uma obsessão? É o domínio que um espírito exerce sobre alguém. Esse domínio ocorre em variados graus, desde os mais leves até aqueles que vão da fascinação à subjugação, podendo chegar à possessão.

Conforme explica Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, “A obsessão é uma ação permanente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo”.

É uma ação permanente e não esporádica, em que o espírito perseguidor permanece junto ao obsidiado, usando todos os recursos que conhece e dos quais consegue lançar mão, para alcançar o que pretende.

A ação obsessiva é exercida por um espírito que, nessa ação, está sendo mau; não é exercida por um espírito bom, ou mesmo por um “sofredor”, porque é uma ação maléfica, visando geralmente vingança.



PERGUNTA FREQÜENTE

Um espírito pode ser eternamente mau?


Quando se fala em espíritos maus não se quer dizer que eles o sejam eternamente, ou que já tenham sido criados assim. Eles não são diferentes de nós, apenas seguiram por caminhos em desacordo com as leis cósmicas descendo moralmente aos mais diversos níveis. Há obsessores que agem com maldade apenas em relação aos objetos do seu ódio. Outros sentem verdadeiro prazer em serem maus e há mesmo aqueles terrivelmente perversos, cruéis, verdadeiros monstros de maldade e perversões de toda natureza. São os que muitos classificam como Demônios, Satanás, Diabo etc.


Mas o espírito nunca regride em sua evolução. Os valores adquiridos permanecem latentes em seu inconsciente, e suas quedas morais são temporárias, mesmo que durem milênios.

Muitos espíritos, ao alcançarem um grau mediano de evolução através das experiências reencarnatórias no bojo do tempo, quando se lhes começa a despertar a consciência divina, chamando-os para o Alto, preferem as atrações inferiores, mergulhando fundo nas paixões. E, nesse impasse entre os ditames da consciência e suas escolhas, tratam de abafar os chamamentos superiores, isolando-se da essência de seus próprios espíritos, que é luz de Deus. É como se envolvessem a consciência num energismo de negação, abafando-a. Mas todos eles, dos maus aos piores, um dia se cansarão da própria maldade, retomando o caminho da evolução. Deus não iria criar seres que pudessem, para sempre, votar-se ao mal.

Há inúmeras narrativas de espíritos sobre episódios em que algum desses terríveis “medalhões do mal” acaba abandonando as regiões inferiores, decidido a mudar de vida, passando a preparar-se para nova reencarnação que, certamente, será muito sofrida, mas representa o passo inicial em sua retomada evolutiva. Nesses casos geralmente há a atuação de alguém que lhe é muito caro, como por exemplo, alguém que fora sua mãe na Terra, e que desce de regiões de luz e harmonia para convencer aquele ser amado a mudar de rumo.

Já os espíritos que alcançaram maior grau de evolução, cujas consciências já se encontram harmonizadas com o esplendor das leis divinas, esses não mais se sentem atraídos pelos chamamentos inferiores, porque já eliminaram de si mesmos todos os resíduos da natureza animalizada. Aquela lenda sobre o Anjo que sentia inveja e tinha a ambição de assemelhar-se a Deus e por isso foi lançado ao inferno, tem simbolismos diferentes, porque um ser espiritual tão elevado não cai. A ambição, a inveja, o ódio, o egoísmo e assemelhados, são valores negativos que somente vigoram nas faixas primárias da evolução.


PERGUNTA FREQÜENTE

Por que algum espírito se põe a obsidiar uma pessoa reencarnada?


As obsessões quase sempre acontecem por questões de vingança, e podemos mesmo dizer que os obsessores são nossos cobradores. Eles estão nos cobrando algum mal que lhes fizemos, geralmente, em vidas passadas.

Também existem casos de obsessão por espíritos que foram abortados. Vendo frustrados os seus ideais de retornarem à Terra, através da reencarnação, procuram vingar-se das mulheres que lhes deram acolhida, mas em seguida os expulsaram de seus ventres.

Inúmeros processos obsessivos também têm início em condutas viciosas, ou que estejam em conflito com valores morais, porque nestes casos os semelhantes se atraem.

Há ainda os casos de obsessão encomendados em “terreiros” que trabalham para o mal.


PERGUNTA FREQÜENTE

Como pode alguém contrair uma obsessão através da sua conduta?


Nas atividades mediúnicas e também na bibliografia psicografada, encontram-se inúmeras narrativas sobre pessoas que freqüentavam ambientes de baixo nível moral-espiritual, como por exemplo, lupanares, onde atraíam espíritos viciados em sexo que passavam a acompanhá-los, induzindo-os à luxúria e à devassidão, a fim de poderem locupletar-se com as energias sexuais degeneradas que eram geradas nesses atos.

Da mesma forma com relação aos mais diversos vícios, e até mesmo a condutas desonestas ou outras que ferem a ética cósmica.

Todos nós temos as companhias espirituais que atraímos através das nossas atitudes e ações.


PERGUNTA FREQÜENTE

Que é possível fazer-se para “curar” uma obsessão?


Em qualquer processo de obsessão o remédio está numa conduta assentada na ética cósmica; está na reforma interior. Também é importante procurar um centro espírita, para receber passes e orientações, e para que o espírito obsessor possa ser devidamente assistido em trabalhos específicos. Os centros espíritas são instituições onde melhor se conhece esses assuntos e onde se trabalha sistematicamente para ajudar em situações como essas.

Mas a cura depende principalmente do obsidiado, do esforço que faça pelo próprio crescimento e iluminação. Quando consegue desenvolver amor em seus sentimentos, transformando-o numa constante em suas atitudes, com isso estará elevando a própria freqüência vibratória, fugindo á sintonia que tinha com o espírito obsessor. Isto é muito importante porque essas perseguições espirituais movidas por sentimentos de vingança mostram que o perseguido de hoje é o algoz de ontem, ou seja, tem uma dívida kármica que precisa resgatar. Nestes casos a melhor forma de resgate está em conseguir o perdão do obsessor e ajudá-lo a encontrar o caminho para seu próprio crescimento espiritual. Para isso, os centros espíritas ajudam muito com os trabalhos de desobsessão, que são realizados com muito amor.

Quando algum espírito perseguidor, ou mesmo alguma entidade de baixíssima condição espiritual é envolvido nas vibrações de amor do grupo, observa-se nele grandes mudanças.

Um médium vidente presente aos trabalhos pode observar como essas mudanças são radicais. Um espírito de baixa vibração geralmente é visto pelos videntes com aparência feia e até mesmo horrível, e vestido ou envolvido em roupagens escuras, mal-cheirosas e de desagradável aspecto. Mas, quando recebe a vibração de amor do grupo e do médium que o incorpora, algo nele começa a se desintegrar. Então, o doutrinador conversa com ele, levando-o a ver que assim está prejudicando a si mesmo, atrasando a própria evolução. Procura levá-lo a perdoar e a se afastar de quem está perseguindo. Os espíritos benfeitores, responsáveis pelo trabalho, também usam inúmeros outros recursos, tais como trazer algum espírito que foi muito querido ao obsessor, para tentar convencê-lo a perdoar e abandonar a perseguição. Assim, com o desenrolar dos trabalhos até a sua aparência vai se modificando para melhor.


PERGUNTA FREQÜENTE

Para desmanchar “trabalhos de terreiro”, que é preciso? Procurar o Espiritismo?


O Espiritismo não lida de forma direta com nada relacionado a macumbas ou outros “trabalhos de terreiro”, mas ajuda e ensina como agir nos casos de perseguições espirituais de qualquer natureza.

Essas perseguições, na verdade, só nos alcançam quando encontram pontos de sintonia em nossa intimidade.

Assim, se procuramos vivenciar os valores da alma, em sua profundidade, estamos mudando nossa sintonia e ficando fora do alcance de tais perseguições.

Também é certo que muitas vezes elas nos atingem, porque ainda guardamos em nossa consciência profunda algum "lixo" acumulado em vidas passadas. Por isso, muitas pessoas boas se tornam vítimas de macumbas, obsessões, inveja e assemelhados.

Mas mesmo nesses casos, se fizermos uma verdadeira reforma em nosso interior, passando a vivenciar o perdão pleno, a fraternidade, e outros valores éticos, fazendo do amor universal o nosso alicerce de vida; se buscarmos Deus, em oração, com certeza minimizaremos quaisquer efeitos negativos de tais perseguições, e até mesmo, podemos acabar com elas.

Também ocorre muito amiúde pensarmos que alguém nos botou macumba, quando essa macumba foi feita por nós próprios, pelos nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações em desacordo com as leis cósmicas.

Em quaisquer casos, no entanto, é importante procurar um centro espírita para receber passes, que representam poderosa ajuda, além das palestras explicativas ou de teor evangélico, que ajudam na elevação da nossa freqüência vibratória.





A cura da obsessão depende principalmente do obsedado,
do esforço que faça pelo próprio crescimento e iluminação.
Quando consegue desenvolver amor em seus sentimentos,
 transformando-o numa constante em suas atitudes, estará
elevando a própria freqüência vibratória, fugindo á
sintonia que tinha com o espírito obsessor.






Também o "passe" é importante, pela transfusão energética
e limpeza do campo magnético da pessoa necessitada.
É ministrado nos centros espíritas por pessoas preparadas
para esse mister, que se utilizam das mãos para essa
ação, que representa um gesto de amor.
Nesses casos há sempre a assistência de espíritos
competentes na manipulação de energias.

Sempre que alguém te ofender,
ou quando estiveres em presença, nas proximidades,
ou mesmo apenas pensando na pessoa que te magoa ou
com a qual antipatizas, faz o seguinte exercício:
“Respira fundo, buscando relaxar.

Procura encher o coração com amor e diga mentalmente:
“Quero que tu, Fulano, estejas em paz.
Quero que estejas bem, com saúde e prosperidade.
Que Deus te abençoe, e te faça feliz”.
Isto te fará infinito bem.

AGENDA MÍNIMA para evoluir





A evolução é lenta, caminha no compasso da natureza, mas a própria natureza tem seus ciclos e nossa humanidade está justamente vivenciando a fase de transição de um ciclo para outro.

É algo semelhante ao que acontece com a borboleta, após longo período no casulo, gestando sua metamorfose. Um dia sai completamente modificada, abre as asas e, bela e leve, irradiando alegria, parte para nova etapa.



O mesmo ocorre conosco. Se estivemos encasulados ao longo dos séculos ou milênios, em gestação evolutiva, podemos fazer agora um esforço maior para promovermos nosso “nascimento cósmico”, como seres melhorados. Podemos também permanecer no casulo, aguardando nova primavera nos ciclos do tempo. Só depende de nós.

E não se pense que pelo fato de sermos espíritas, detendo conhecimentos mais avançados, estejamos num degrau superior, porque como disse o espírito Ermance Dufaux “Espiritismo na cabeça é informação, no coração é transformação”. E é bom observar que essa transformação não acontece, ou então ocorre de forma excessivamente lenta, se não lhe dermos prioridade.

Até agora nos meios espíritas vem-se priorizando o estudo doutrinário, que é importante, mas peso maior tem em nossa evolução a vivência dos conteúdos espíritas, que são muito simples e estão ao alcance de qualquer intelecto, por mais pobre que seja.

Enquanto isso os espíritos continuam enfatizando, sempre com maior insistência, quanto à nossa mais premente necessidade nesta fase de transição, a transformação interior.

Mas por que não conseguimos realizá-la, quanto desejaríamos?

Essa transformação interna é tão difícil, por sermos o resultado de milenares elaborações no bojo do tempo e das reencar-nações, que para se conseguir resultados apreciáveis é necessário:

a) dar-lhe absoluta prioridade;

b) ter um programa evolutivo fácil e objetivo.

Então, no bojo de muitas reflexões e ajuda dos irmãos maiores, fomos conseguindo anotar idéias e conclusões, construindo este programa evolutivo muito simples e de fácil aplicação.

Reflexão básica.

É fácil observar como, em nosso esforço evolutivo, vimos desperdiçando forças em ações esporádicas e dispersas, que não conseguem realmente realizar a reforma ou as transformações interiores necessárias, desestimulando nossas pretensões evolutivas.

Mas se nos fixarmos numa agenda com poucos pontos essenciais, adotando-a como meta, como roteiro a ser seguido, priorizando esforços nesse sentido, fica muito mais fácil e produtivo alavancar essa reforma.

Neste opúsculo, mesmo limitado pelo pouco alcance de nossa visão espiritual, estamos propondo uma agenda mínima de ações e atitudes que ajudarão sobremodo nossa evolução espiritual.

Se adotarmos esta agenda e priorizarmos sua implementação em nossas vidas estaremos desenvolvendo, de forma mais rápida e intensa, nossos valores latentes, acendendo nossa luz, enfim, realizando a nossa reforma interna.

Tal esforço é imprescindível se quisermos compartilhar conscientemente da grande transição do nosso planeta, de “provas e expiações” para o “mundo de regeneração” de que falam os espíritos.

Em mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro-RJ, falando sobre essa transição, o espírito Joana de Angelis diz:
“Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. (...) Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem. (...) A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto. (...) Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.”

Não acha que tais advertências são por demais sérias para deixarmos nossa vidinha continuar a “correr solta”, podendo acabar nos levando a reencarnar em algum mundo primitivo, ou em algum povo dos mais atrasados do nosso planeta, até acordarmos para as reais necessidades do nosso espírito imortal?

Esta Agenda Mínima, oferta dos amigos espirituais, vem ajudar sobremaneira aqueles que realmente estão querendo transformar intenções em atitudes.

Um dos seus diferenciais é que ela prioriza a ação evolutiva a partir dos estados de espírito. Isto é muitíssimo mais fácil do que ficar vigiando cada pensamento, palavra, sentimento e ação. Apenas praticar ações virtuosas é algo superficial, não muda estruturas, mas desenvolver estados de espírito é trabalhar os valores correspondentes, em sua profundidade.

Outro diferencial é o fato dela resumir todo um processo evolutivo - que demandaria um número infinito de ações - em apenas cinco pontos. Quatro são estados de espírito e um é atributo da mente.

OBSERVAÇÃO: Nesta nova edição, estamos retirando dois dos pontos complementares, o compromisso e as atitudes, por entender que já estão implícitos no processo de crescimento interior, não precisando ser citados.

Afetividade

Sendo o amor o maior dos valores da alma, o primeiro ponto a ser considerado é a afetividade, caminho que nos leva a ele.

As manifestações do amor são tão infinitas, desde as mais primárias até às mais elevadas, que fogem ao nosso entendimento. Na verdade sabemos teorizá-lo, mas não o conhecemos em sua plenitude.

Sabemos, no entanto, que nossos pensamentos, palavras, sentimentos e ações são fortemente influenciados pelos nossos estados de espírito, pelo nosso “clima interior”. Assim, cuidando desse “clima”, estaremos facilitando sobremaneira a vivência de atitudes mais condizentes com o conhecimento espiritual que já alcançamos e com o nosso momento evolutivo.

Num seminário sobre perdão e auto-perdão o médium e orador espírita Divaldo P. Franco disse:

“Dois físicos quânticos de renome estabeleceram que quando nós amamos, produzimos moléculas, micro-partículas que podem ser semelhantes a fótons e vitalizam-nos a corrente sanguínea, e quando odiamos, quando nutrimos raiva ou mágoa, geramos micro-partículas semelhantes ao elétron, e elas destroem nosso sistema imunológico, e nós adoecemos”.

Informou ainda Divaldo que o Dr. Mark Cleland, da universidade de Harvard, diz que os derivados do amor produzem linfócitos que sustentam a vida, e que o otimismo nos ajuda a viver.

Vemos então que, desenvolver amor nos sentimentos e vivenciá-lo, não reflete apenas um ensinamento de natureza religiosa, mas também a própria ciência do bem viver.

Nos últimos anos inúmeras pesquisas científicas vêm demonstrando a eficiência de valores como o amor e o perdão na geração de saúde e bem-estar. Percebemos então como os ensinamentos de Jesus, sob a ótica dessas descobertas e constatações científicas, assumem novas feições. Já podemos começar a deixar de vê-lo apenas pelas vias do misticismo, como o mártir da cruz ou o fundador de religiões, pois Ele agora nos surge na condição de cientista cósmico, de Mestre que veio nos ensinar a perfeita ciência do bem-viver. Suas lições já podem deixar de representar aqueles chavões com cheiro de obrigação religiosa ou caminho para a colônia espiritual Nosso Lar, surgindo em toda a sua plenitude como verdades que, obedecidas, promovem o bem-estar da criatura e o seu crescimento como ser cósmico e eterno.

Perdoar, amar, ser fraterno, pacífico, mais que preceitos religiosos são fatores de saúde física e psíquica, porque geram energia psíquica positiva, de boa qualidade. São também fatores de prosperidade material, até o ponto em que a programação reencarnatória permita, porque a pessoa que se habitua a desenvolver vibrações de elevado teor gera uma presença agradável, que lhe abre muitas portas.

Na verdade, há dentro de nós um universo de conhecimentos a serem buscados, de capacidades, aptidões e possibilidades infinitas que poderão nos conduzir a patamares evolutivos mais compatíveis com as características de um mundo de regeneração.

Apresentamos, assim, a afetividade como o primeiro ponto, o primeiro valor a ser considerado nesta agenda mínima, não só pelos atributos já identificados, mas também por fornecer conteúdo ou alicerce para os demais valores crescerem e se firmarem.

Mas como desenvolvê-la, já que isto é tão difícil?

O primeiro passo está em exercitá-la continuamente visando criar condiciona-mento. Quando conseguirmos estar sempre atentos para gerar afetividade, esse valor começará a fazer parte do nosso psiquismo e emoções. A grande dificuldade, no entanto, está em nos lembrarmos sempre desse propósito.

Para solucionar essa questão pode-se utilizar alguns recursos, inclusive lançar mão de benefícios da tecnologia, tais como:

1 – Programar o celular, o computador, ou um relógio para emitir algum som a cada meia hora e, sempre que escutá-lo, desenvolver um estado interior de afetividade.

2 – Colocar pequenos lembretes em alguns locais. Com um pouco de criatividade consegue-se isto facilmente.

3 – Adquirir um bracelete, um colar ou algo semelhante para, ao percebê-lo ou senti-lo, lembrar-se de exercitar afetividade.

Pode-se também estabelecer determinados momentos para exercitá-la, tais como, durante o banho e as refeições, à hora de dormir e antes de levantar. São momentos em que ocorre maior desligamento do corre-corre do cotidiano, facilitando a introjeção de amorosidade nos sentimentos.

Durante o banho pode-se mentalizar a energia da água a lavar também os resíduos energéticos negativos aderidos ao corpo espiritual. Em seguida desenvolver um sentimento de afeto pelos pés, as pernas, os quadris, lembrando o quanto eles são importantes. Da mesma forma, visitar com muito carinho o abdômen e o tórax com seus órgãos internos, e assim por diante até amar todo o corpo, conscientemente. Depois, sentir amor pela própria alma, pelo espírito, por todo o ser.

E assim, envolvidos nessas vibrações de luz, direcionar essa sublime emoção para o ambiente em torno; levá-la mentalmente a se espalhar em todas as direções, envolvendo nessa vibração tudo e todos, sem qualquer restrição.

Outra forma muito importante para desenvolver amorosidade é olhar para alguém e envolvê-lo numa vibração de afeto, de carinho. Isto podemos fazer sempre, em todos os momentos em que houver pessoas ao alcance da nossa visão. Mas não devem ser apenas os seres humanos os objetos da nossa afetividade e, sim, tudo que vive e até mesmo os inanimados, porque o amor é um poder que se irradia, sem escolher alvo.

Se prestarmos atenção, podemos perceber quão infinitas vezes em nosso cotidiano podemos desenvolver afetividade. Por exemplo, quando vemos uma pessoa feia ou desagradável é natural nos colocarmos internamente em posição superior a ela. Mas se a olharmos com olhar afetivo, pensando nas imensas dificuldades que deve enfrentar por causa da sua condição, lhe enviaremos uma vibração de simpatia, de fortaleza, de soerguimento.

Da mesma forma, ao nos depararmos com um tipo mau, repugnante ou facínora. Pelo olhar afetivo veremos que seu espírito é da mesma essência que o nosso, e que ele apenas está vivenciando fases primárias em suas experiências evolutivas, em patamares ainda degradantes, mas que um dia sua luz interior irá iluminá-lo por completo, assim como acontecerá também com nós outros. Então lhe enviaremos uma vibração de afeto e de indução ao bem.

Quando conseguirmos perceber as profundas implicações no uso da afetividade em nosso cotidiano, tornando-a atitude predominante, poderemos também observar como o nosso interior mudou, iluminou-se.

Sente-se afeto em várias modalidades:

a) por si mesmo;

b) por pessoas que correspondem a esse sentimento na mesma medida. Esse é o afeto das trocas, portanto, egoísta;

c) por pessoas ou alguma comunidade eletiva, como por exemplo, a religiosa. Esse ainda é um afeto egoísta, porque existe em razão de trocas;

d) por tudo e todos de forma indiscriminada, assim como as águas de uma fonte que jorram, sem pedir nada em troca. Esse é um afeto não egoísta. É abrir o coração para uma terna vibração, que traz em seu bojo a alegria. É olhar com carinho para o cachorro “vira-latas”, abandonado, sarnento, como se estivesse vendo algo muito precioso.

Quando assumimos um estado de espírito afetivo, nos tornamos pessoas mais brandas, pacificadoras, propensas à alteridade e com mais facilidade para desenvolver a humildade.

A afetividade relaxa.

Alteridade

O segundo ponto é a alteridade, palavra que só agora começa a se tornar mais conhecida, principalmente nos meios espíritas.

De forma resumida podemos dizer que ela representa o respeito que devemos ter para com todos, além da disposição para aceitar e aprender com os que são e pensam diferente de nós. É também a construção da fraternidade apesar das divergências, respeitando-as e procurando aprender com as diferentes opiniões. Mas vivenciar o valor da alteridade não significa deixar de discutir, debater, questionar. A discussão, o debate e o questionamento são saudáveis quando se respeita o outro e a sua maneira de ser e de pensar.

A alteridade nos ajuda a abrir caminhos para uma compreensão mais elevada sobre tudo. É o mais importante mecanismo para o crescimento do homem como ser social, que pode levá-lo a interagir pacífica e beneficamente com tudo que o cerca. É, sem dúvida, o veículo capaz de conduzir a humanidade para a tão esperada nova era.

A postura alteritária nos leva a ver todos com bons olhos, lembrando as palavras de Jesus: “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas.” (Mateus 6:22 e 23)

A pessoa que vivencia a alteridade passa a ser mais fraterna em todos os sentidos, deixando de criticar, julgar, agredir... E esse tipo de atitudes deixa o ser em paz consigo mesmo, com a humanidade, com a vida.

Aí você poderá contestar dizendo que isto torna a criatura alienada. Mas há grande diferença entre analisar – com vistas ao próprio aprendizado e também no intuito de ajudar, caso seja viável – e julgar ou criticar. As posturas de julgamento e crítica geralmente denotam uma idéia de superioridade, porque ao criticarmos o outro estamos querendo diminuí-lo, para que a nossa “grandeza” fique mais visível. Com tais atitudes, que têm como combustível o orgulho e a vaidade, estamos enviando uma vibração negativa ao objeto da nossa crítica, seja ele uma pessoa, uma instituição ou uma nação, já que as instituições e as nações são formadas por pessoas.

Por exemplo, você vê alguém caminhando sobre a grama de uma praça para encurtar caminho e pensa: “Que criatura mais sem educação!”.

Nesse ato de criticar intimamente a atitude daquela pessoa, você está gerando uma vibração negativa, ou seja, “energia psíquica” de teor negativo. Parte dessa energia fica em você mesmo, seu gerador, e outra parte alcança a pessoa que pisou a grama para cortar caminho. Por outro lado, se registrar o ato errado, mas respeitando a diferença do outro não criticá-lo, estará fazendo um bem a si mesmo e deixando de fazer mal a outrem. Mas digamos que, agindo com alteridade e com afeto, você entende que deve falar-lhe, alertando-o para o erro que está cometendo, fá-lo-á então de forma a não humilhá-lo, encontrando a melhor maneira de ser, junto àquela pessoa, uma presença benéfica. Mas se esse alerta for inviável, poderá enviar-lhe uma vibração fraterna junto com a idéia de que não se deve pisar a grama, para que esse tipo de vibração, alcançando o alvo, possa induzi-lo a não mais praticar esse tipo de ações, atuar sobre ele como fator indutor.

Desenvolvendo a alteridade, respeitando completamente a maneira de ser dos outros em seus erros, equívocos e até mesmo em suas maldades, lembrando que todos somos seres em diferentes faixas evolutivas, tornamo-nos mais leves, mais de bem com a vida, mais alegres e também mais saudáveis. E se entendermos e vivenciarmos verdadeiramente a alteridade e a afetividade, faremos uma prece pelos que estamos observando em erro e lhes direcionaremos vibrações positivas, indutoras de ações mais corretas.

Mas há um ponto importante a ser percebido em sua totalidade e de forma não distorcida. Diz respeito à crítica. Como o ser humano, ou grande parte da humanidade, tem a tendência de pular de um extremo para o outro, é bem provável que muitos, ao abraçarem as idéias da alteridade, caiam nesses extremos e passem a adotar a omissão ou a conivência como sendo posicionamentos alteritários.

Ocorre que exercer a faculdade da crítica faz parte do crescimento do ser humano. Só que há dois tipos de crítica, uma é saudável, a outra não.

Na crítica saudável observamos, analisamos, buscando entender os porquês, confrontando tudo com o que sabemos e o que entendemos que seja o melhor e o mais correto, sempre na intenção do aprendizado e visando roteirizar para nós próprios os melhores modelos. Podemos também realizar essas análises, visando de alguma forma colaborar para que sejam corrigidos ou minimizados os erros que vamos encontrando em nossas apreciações. Se acrescermos a esse tipo de crítica os valores da afetividade, havemos sempre de encontrar a melhor maneira de ajudar, de ser presenças benéficas onde estivermos, nem que essa ajuda se dê tão somente através de uma prece ou de uma vibração positiva. Isto equivale a uma atmosfera interna de boa vontade, de olhar tudo e a todos com bons olhos, a desenvolver uma vibração positiva. Isto é benéfico para quem age dessa forma, para os que o circundam e também interfere ou interage de forma positiva com as próprias circunstâncias.

Na crítica saudável podemos dialogar com tranqüilidade, debater nossos pontos de vista, trocar idéias, estar abertos para aprender com os outros, enfim, participar ativamente das situações, sempre visando o bem geral.

No tipo de crítica não-saudável, desenvolvemos uma ambiência interna pesada, do contra, sempre dispostos a encontrar erros em torno de nós. Posturas assim são geradoras de energismo pesado, desagregador, além de fomentar orgulho e vaidade em quem as vivencia.

Também é digno de nota o fato de que nos meios espíritas é muito fácil desenvolvermos um estado de crítica negativa com relação às religiões e a outros saberes, tendo em vista o universo de conhecimentos transcendentais que o Espiritismo nos proporciona. Esse tipo de procedimento é também gerador de orgulho. Mas uma postura alteritária é niveladora, ajudando a eliminar o orgulho, por nos propiciar entendimentos mais amplos, pelos quais podemos perceber a importância de todos os demais saberes, filosofias e religiões na evolução da humanidade.

Outro dia, quando fazia a caminhada matinal, ao passar diante de um condomínio em construção, um homem – vigia noturno da obra – lia a Bíblia para uma mulher.

Meu primeiro impulso foi pensar: “Um evangélico querendo converter alguém, logo cedo”. Mas, lembrando-me da alteridade, mudei meu estado de espírito com relação àquela situação e iniciei um discurso de censura para comigo mesma. Logo em seguida, porém, recordei-me das lições que venho aprendendo com esta Agenda Mínima, enquanto a vou escrevendo. Então, ao invés da auto-censura, preferi “olhar” a cena com uma visão diferente, e fiquei comovida com o que vi: uma pessoa pobre, certamente sem instrução, ocupando-se em repassar a outrem os ensinamentos de Jesus, quando poderia estar comentando o crime da véspera que ainda circulava na mídia e na boca do povo.

Olhei-os então com outros olhos e enviei-lhes uma vibração afetuosa. Segui caminho, sentindo-me feliz, desse tipo de felicidade que sentimos quando olhamos o outro com afeto, com alteridade e com humildade.

Assim, por tudo que podemos observar em nós e em torno de nós, é possível perceber a importância da alteridade em todos os relacionamentos. Nos meios espíritas ela se torna uma postura de vanguarda, sinalizando um modelo de convívio para o novo tempo, o mundo de regeneração.

A afetividade e a alteridade também são importantes para a paz. Ver os outros com olhar alteritário minimiza quaisquer razões para a violência. Vê-los com olhar afetivo dilui as vibrações agressivas e desfaz impulsos violentos.

O escritor e palestrante espírita Alkíndar de Oliveira, pinçou algumas observações do espírito Ermance Dufaux, do livro Reforma Íntima sem Martírio, psicografado por Wanderley S. Oliveira, nas quais vale a pena refletir:

“Aprender a discordar sem gostar menos, de nossos companheiros.”

“Aceitar cada pessoa como é, procurando entender os “porquês” dos incômodos que sentimos com esse ou aquele coração.”

“Pensar sempre com bondade sobre quaisquer pessoas, em quaisquer situações.”

“Ajuizar, com isenção de ânimo, o valor das idéias alheias.”

“Onde houver duas ou mais pessoas reunidas... ali estará o conflito. Cabe a nós aprender a administrar os conflitos interpessoais e isto só será possível se tivermos alteridade.”

E que viva o amor, em todas as suas manifestações.

Humildade

O terceiro ponto é a humildade.

Mas que é exatamente humildade? É fazermo-nos pequenos, menores do que somos na realidade? É minimizar nossos valores?

Certamente, não.

A humildade é uma percepção clara da nossa real condição. Nem para mais, nem para menos.

Se for para mais nos levará ao orgulho, porque a idéia de sermos mais evoluídos do que nossa realidade acarreta envaidecimento, já que, pela nossa pouca evolução, estamos ainda muito predispostos a cair nessa ilusão.

Se forçarmos nossa percepção para menos, isto nos levará a uma situação irreal e à diminuição da nossa auto-estima, o que é prejudicial para nossa vida e evolução.

Mas como podemos encontrar nossa real condição? Aprofundando o auto-conhecimento.

Mas é preciso ter cuidado porque geralmente ao mergulharmos em nossa intimidade nessa busca, temos como foco, mesmo inconsciente, encontrar valores ainda não descobertos.

Hoje, pela manhã, ao fazer a caminhada diária, tive ocasião de entender essa questão por um ângulo diferente.

Numa prece pedi a Deus e aos espíritos benfeitores que me ajudassem a me tornar humilde, a conhecer minha realidade mais íntima, a fim de que esse conhecimento me ajudasse nesse desiderato.

Pus-me então a refletir, percebendo que um amigo espiritual conduzia minhas reflexões e, assim, na busca à minha realidade, comecei por fazer um questionamento.

Se nunca tivesse tido orientação, assistência e participação espiritual em minhas ações e na condução da minha vida, como eu seria ou estaria agora?

Era uma questão difícil, mas importante. E como entremostrava um universo excessivamente vasto, achei melhor fixar-me apenas na minha vida como espírita.

Voltei então atrás no tempo, desde os primeiros passos neste caminho, perguntando-me sempre como teria sido se os espíritos não me tivessem auxiliado, orientado e conduzido?

Dessas perguntas restou um saldo que certamente estava bem abaixo do esperado.

Percebi então que não seria, na minha realidade, o que hoje “estou”, e nesse caminhar rememorativo cheguei ao momento em que comecei a atuar na divulgação do Espiritismo ao público externo: coluna no jornal, programa no rádio, peças teatrais, livros e muitas outras atividades que se foram desdobrando ante meu olhar interior. Mas esse olhar já era diferente. Ao perguntar-me como teria sido se não tivesse recebido assistência espiritual em cada etapa, em cada momento... só encontrava o vazio. Não havia respostas.

Fui trazendo à memória a forma como todas essas ações começaram e percebi com absoluta clareza que mãos invisíveis sempre conduziram absolutamente tudo.

Tudo que tenho escrito, todas as iniciativas, tudo sempre começou e continuou pela ação deles. Até mesmo isto que estou escrevendo agora, foi-me intuído por eles. Nada do que fiz e faço é de minha exclusiva lavra. Na verdade, sou apenas a mão que executa.

Como segundo passo, comecei a imaginar como eu seria hoje, não tivesse sido “levada” para este caminho. Talvez fosse uma dona-de-casa unicamente preocupada com os afazeres domésticos e as conversas com as vizinhas, dissecando a vida dos outros, ou detalhando os acidentes, crimes e fofocas ocorridos mais recentemente. Talvez fosse uma profissional inteiramente tomada pelas atividades e a luta pela sobrevivência. Provavelmente estaria enfrentado situações as mais amargurosas e sofridas, em difíceis resgates, sem poder contar com o apoio e amparo dos amigos espirituais. Em qualquer dessas situações eu me via como uma pessoa absolutamente insignificante. Pior ainda, ao pensar que sem a assistência dos amigos espirituais, quem sabe poderia ter-me tornado alguém de presença negativa, maléfica.

Que terrível “virada”!

Já olhava os transeuntes percebendo-me abaixo de todos, sem qualquer valor. Senti então, não exatamente humildade, mas uma terrível sensação de inferioridade e de impotência, e o desânimo começou a se instalar.

Mas antes que se instalasse e, certamente com ajuda do benfeitor espiritual, lembrei-me de um dos pontos desta Agenda, o equilíbrio.

Se analisasse com equilíbrio, entenderia que em todo esse andamento da minha vida como espírita houve também minha participação, embora mínima:

a) deixei que me conduzissem, agindo com o valor da “boa vontade”;

b) assumi o compromisso firmado antes da minha reencarnação, procurando fazer a minha parte;

c) esforcei-me por me conectar com o “mais alto” através da prece, das atitudes e ações, dentro da minha limitada evolução e, apesar das quedas e tropeços, não desisti;

d) tenho procurado ser a “mão que executa”, mesmo sem ter sempre executado da melhor maneira.

Com essas observações já deu para respirar mais aliviada, mas a “queda na realidade” foi extremamente marcante.

Acredito que daqui em diante, se meus pensamentos convergirem para o que “estou”, olharei para mim mesma procurando imaginar como seria e como estaria, não fosse a assistência e ajuda dos benfeitores espirituais. Assim poderei ver a minha realidade, a minha verdadeira condição, e isto me ajudará a caminhar no rumo da humildade e, no lugar do orgulho, começar a construir um espaço para a gratidão, com profunda admiração pelo grandioso valor, o amor, que leva tantos a acolherem e a ajudarem tantos outros de forma absolutamente desinteressada. (A referência é aos espíritos benfeitores.)

Quando “caímos na realidade” percebemos que não há razões para nos sentirmos engrandecidos por nossas constatações distorcidas, pelos elogios recebidos ou por quaisquer outras razões. Tudo em nossas vidas será motivo de gratidão àqueles que nos assistem e motivação para buscarmos cada vez mais nosso crescimento interior.

Mas esse mergulho em nossa realidade apresenta também outro desdobramento, o nosso grau de evolução espiritual, aquilo que SOMOS, não o que aparentamos ser.

Esse “aparentar” é muito bem explicado pelo espírito Ermance Dufaux, no livro Reforma Íntima sem Martírio, quando fala nas inúmeras máscaras que usamos num processo de “santificação de adorno”, quando diz:

“Percebe-se que esse tipo de “santificação” está no nosso exterior, como mera vestimenta ou adorno a ser mostrado aos outros, principalmente aos companheiros da seara, por receio de sermos por eles julgados e tidos como “maus espíritas”, ou seja, de cairmos no conceito da comunidade em que estamos inseridos. Mas lembremos que Jesus enfatizou muito essa questão das aparências e a própria lógica nos diz que ela não tem qualquer consistência. Ao contrário, é muito prejudicial à nossa evolução porque nos leva, ao longo do tempo, a acreditar que realmente somos o que aparentamos, engano que nos custará muitas dores, tristezas e arrependimento após ingressarmos no reino da verdade pelas portas da desencarnação.”

Ermance e outros espíritos falam muito sobre as grandes decepções e sofrimentos de espíritas em seu retorno ao mundo espiritual, quando em contato mais profundo com sua própria realidade, por causa desse “aparentar ser o que na realidade não se é”.

E essa realidade é fácil de constatar quando nos colocamos de atalaia junto a nós mesmos, ou como ouvidor junto à nossa fala, perguntando-nos sempre as causas profundas de tais pensamentos, palavras, atitudes e ações. Com isso podemos perceber, quando nas linhas da verdade, o quanto de enganos ainda há em nós e quanto camuflamos as nossas razões mais íntimas. Percebemos a nossa tendência em nos mostrar aos outros visando sua aprovação e elogios, porque isto faz bem ao nosso ego.

Mas a pessoa mais evoluída não se compraz com a admiração alheia. Não busca nem precisa dos “altares” e das platéias que nós outros ainda buscamos. Da mesma forma não se ocupa em contabilizar os próprios valores e qualidades, que para ela são naturais, fazem parte do seu ser.

O fato de nos atribuirmos alguma superioridade espiritual já nos informa sobre o nosso real nível evolutivo.

A humildade também leva a quem já vivencia esse valor a assumir postura de aprendiz, mesmo que tenha galgado posições de destaque, por descobrir que o muito que acredita saber e ser, nada é em relação ao que ainda precisa aprender e ser.

E assim, após todas essas reflexões, análises e constatações acabamos por perceber que estivemos caminhando sobre saltos muito altos, ou mesmo, sobre “pernas de pau”, e ao nos olharmos no espelho víamo-nos numa condição bem mais elevada que a realidade.

Esse é um momento único, que poderá decidir nosso processo evolutivo. É o momento em que, face a face com nós mesmos, podemos começar a crescer sobre as próprias bases, sem máscaras, sem ilusões.

Mas também é um momento que acarreta certo perigo, porque podemos não aceitar nossa real posição e acabar construindo novas e mais pesadas máscaras. Da mesma forma pode também surgir o desânimo ou gerar-se baixa auto-estima.

Por tudo isso é necessário preparar bem o coração e a mente, e, acima de tudo, buscar ajuda divina para esses momentos tão importantes nos nossos processos evolutivos. E então, após todas as constatações, quando, mais que perceber, começamos a “sentir” a nossa pequenez, passamos também a nos sentir mais leves e mais livres.

Outro ponto importante é nos aprofundarmos nessa busca interior sem o intuito de nos criticar, censurar ou baixar a auto-estima em razão das coisas negativas que formos encontrando. Devemos, sim, devassar nosso íntimo, assim como um cirurgião, a procura daquilo que nos faz mal, perdoando-nos mediante a compreensão de que somos ainda pré-adolescentes espirituais, com direito de errar, mas a caminho do nosso crescimento.

Chico Xavier se comparava a um burro de carga, ou outros qualificativos que o diminuíam. Certamente foram posturas extremas que ele apresentava visando ajudar os leitores em seu combate ao orgulho, “puxando a corda da humildade” ao extremo, para ver se assim ajudava um pouco mais.

Mas o equilíbrio (outro ponto desta agenda) nos informa que, se buscarmos a nossa realidade mais profunda, sem distorções, não precisamos adotar tais posturas.

E assim, percebendo sempre que a nossa essência espiritual é “luz de Deus” ainda oculta sob a nossa imaturidade, nossa pouca idade sideral, e que somos todos iguais, embora em diferentes trechos do caminho evolutivo, será mais fácil desenvolver a humildade verdadeira. E essa humildade não será um peso a nos diminuir, a nos comprimir em nossos baixos patamares evolutivos, mas um vislumbrar de alegrias divinais a nos irmanar com todos. Nem acima, nem abaixo, mas iguais, como flores a vicejarem sob os raios do divino SOL.

Mas há uma pergunta importante: como fica nossa situação - médiuns, dirigentes, palestrantes, escritores e demais líderes ou formadores de opinião - quando, “sob o aplauso da platéia”, nos vemos alçados a patamares irreais? Nessas condições, reconhecendo nossa realidade íntima, não condizente com aquela que os outros vêem, podemos entender que não devemos decepcionar a “platéia”, por temer que essa decepção possa recair sobre a mensagem de que somos portadores.

Que fazer? Como agir nessas situações?

Eis uma difícil questão.

Para não “decepcionar a platéia” é fundamental deixar sempre claro que a mensagem que conduzimos não é exatamente nossa, os méritos não são nossos, pois somos apenas porta-vozes, ou as mãos que materializam a obra.

Isto não será difícil quando nós mesmos estivermos convencidos dessa realidade.

Valorizar a mensagem, sim, colocando o mensageiro no lugar que lhe cabe. Deixar bem claro que somos tão falíveis quanto os demais, e que importa refletir no teor da mensagem, sem ocupar-se com aquele que a traz.

Só se decepciona quem se iludiu.

Além disso, é fundamental empenharmo-nos verdadeiramente em nossa reforma interior, buscando primeiro conhecer melhor a nós mesmos, a nossa realidade íntima e oculta, para em seguida darmos andamento mais acelerado a essa reconstrução e posterior crescimento.

Certamente é necessário também abandonar aquelas posturas de “santidade de adorno”, arrancar as máscaras e permitir que os outros nos vejam como somos. Será um verdadeiro “quebrar paradigmas”. Talvez a “platéia” se decepcione, mas terá oportunidade de aprender a desenvolver percepções mais equilibradas, a não confundir o santo com o milagre e entender que a evolução pede transparência.

Mostrar com sinceridade nosso íntimo, com suas sombras e luzes, toca muito mais do que muitas palavras elaboradas. Aproxima-nos dos outros, e essa aproximação possibilita entrelaçar esforços, somar ideais de evolução para crescer em conjunto. É muito mais fácil que crescer sozinho. Apoiando-nos uns nos outros, com sinceridade e igualdade, podemos alcançar mais facilmente nossas metas evolutivas, sem recear julgamentos humanos, nem discriminações.

Essa opção certamente é bem difícil, mas de que vale caminhar sobre altares ou por caminhos mais fáceis quando encarnados, para depois sofrer decepções e as mais diferentes dificuldades no mundo espiritual, além de precisar recomeçar tudo em futuras encarnações? E aqui cabe lembrar aquela conhecida exortação de Jesus: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta que leva à perdição”.

Convém lembrar também que essas reflexões não se restringem apenas aos formadores de opinião ostensivos. Toda pessoa sempre exerce influência, em algum grau, sobre outras pessoas.

Contentamento

O quarto ponto desta agenda também representa um estado de espírito. É o contentamento.

É importante, é fundamental, desenvolver os valores que nos tornam pessoas melhores, presenças benéficas. Mas como ficamos em nossa intimidade? O que fica faltando para alcançarmos a plenitude? Onde ela se encontra? Certamente está no coroamento dos valores da alma, no contentamento, que é a nossa vibração de vida.

Pense numa pessoa afetuosa, alteritária, que já tenha adquirido os valores da humildade, mas triste, desalentada, arrastando sua cruz vida afora. É como um pássaro de uma só asa. Como levantar vôo para novas conquistas espirituais, quando falta essa seiva de vida, o contentamento?

Os seres espirituais de elevada condição irradiam alegria. A sua presença infunde inusitado júbilo nas pessoas que possuem maior sensibilidade. È uma sensação maravilhosa de plenitude. Tudo se transforma em infinito contentamento, em puro júbilo que vibra em cada célula e em cada neurônio. É como se ficássemos “cheios de Deus”.

O contentamento, na verdade, é uma elevada aquisição que podemos ir conquistando passo a passo, aproveitando todos os momentos para senti-lo, desenvolvendo-o em nossa intimidade.

Há estados de espírito como a depressão, a tristeza e o desamor, que chamaria de falsos, por não se harmonizarem com a verdadeira natureza do ser e da vida. A natureza vibra a alegria de viver em sons, movimentos e formas. Por isso não devemos deixar prosperar estados de espírito falsos. Nos casos de depressão profunda é importante procurar ajuda na medicina, por se tratar de algo que foge ao controle da própria pessoa.

Um estado de espírito prazeroso pode ser desenvolvido. Podemos nos condicionar ao júbilo. Certamente não será fácil a quem já se habituou, até mesmo ao longo de várias encarnações, a carregar os pesos da vida nas costas.

Há pessoas sofredoras, com graves deficiências físicas, passando necessidades materiais de toda sorte, sofrendo humilhações, mas que se mostram sempre alegres, de bem com a vida. Também há outras que receberam da vida tudo que alguém pode desejar, mas são carrancudas, mal-humoradas, e vivem a se queixar.

As condições materiais certamente podem influenciar nossos estados de espírito, mas só até certo ponto. Num documentário sobre a felicidade, o Globo Repórter mostrou uma mulher muito pobre que trabalhava como ascensorista e mantinha sozinha a família com dois ou três filhos e mais um neto por chegar. Estava sempre sorridente e dizia-se muito feliz.

Se prestarmos atenção iremos sempre encontrar pessoas que “vivem no sub-solo da vida” mas estão sempre alegres.

É muitíssimo importante adotar o contentamento como estado de espírito eletivo. Basta exercitar-se em cultivá-lo, ficando atento para sempre “ver” o lado bom e belo da vida, desde as pequenas até às grandes coisas.

A alegria nos torna plenos, quando vibra alicerçado na afetividade, na alteridade e com humildade de alma. Diz o espírito Miramez que ela reveste todas as virtudes de luz.

Se não se quiser classificar o contentamento como virtude, certamente ele representa uma “vitamina espiritual”, um elixir de vida, ajudando a torná-la plena.

Equilíbrio

Ao quinto ponto (último) desta agenda mínima chamamos de complementar, porque complementa todas as outras, dando-lhes um eixo. Também não é estado de espírito, mas atributo da mente. Trata-se do equilíbrio, um dos mais importantes valores do ser racional, já que possibilita maior número de acertos e evita muitas quedas. É irmão gêmeo da sabedoria.

A todo instante nos vemos a braços com escolhas, decisões e conflitos, desde os mais graves, até aos mais corriqueiros. Eles ocorrem não apenas em nossa vida de relação com o mundo exterior, mas também em nossa intimidade, no desenrolar do pensamento, nas emoções e nos sentimentos. Então, para que erremos menos, o equilíbrio deve estar sempre presente. Diríamos mesmo que já deve estar atuante até mesmo no nascedouro dos pensamentos, como alicerce de sabedoria para nossas vidas.

Vemos então a importância de buscá-lo em nossos processos evolutivos, para não cairmos nas muitas dificuldades e sofrimentos que a sua ausência pode provocar.

Nos pontos apresentados até agora o equilíbrio deve sempre estar presente.

Na afetividade, norteando os envolvimentos de forma a não transformá-la em algemas, ou em dependência de qualquer natureza.

Na alteridade é fundamental para orientar nossas reflexões, debates ou discussões com serenidade, isenção de ânimo e maturidade, possibilitando gerar as mais acertadas conclusões.

Na humildade é o suporte necessário para não cairmos nos extremos, sempre prejudiciais.

No contentamento evita exageros e falsas exibições.

Em todos os atos e passos do nosso existir, portanto, o equilíbrio é valor fundamental, porque nos proporciona um alicerce necessário ao correto entendimento de tudo. Representa a maturidade despontando em quem o possui.

Resumo

A Agenda Mínima para evoluir é um programa cujo diferencial é a priorização da ação evolutiva a partir dos estados de espírito, que são o fundamento de todos os nossos movimentos de vida. Cuidando desse “clima interior” estaremos facilitando sobremaneira a vivência de atitudes mais condizentes com o conhecimento espiritual que já alcançamos e com o nosso momento evolutivo.

Outro diferencial é o fato dela resumir todo o processo de crescimento interior, que demandaria um numero infinito de ações, em apenas cinco pontos: quatro representam estados de espírito e um é atributo da mente.

Afetividade – Sendo o amor o maior dos valores da alma, o primeiro ponto a ser considerado é a afetividade. Quando nos habituarmos a vivenciá-la, estaremos dando o mais importante dos passos no rumo do amor e da nossa evolução espiritual.

Alteridade – Resumidamente, podemos dizer que ela representa o respeito que devemos ter para com todos, além da disposição para aceitar e aprender com os que são e pensam diferente de nós. É também a construção da fraternidade apesar das divergências, respeitando-as e procurando aprender com as diferentes opiniões. Mas não significa deixar de discutir, debater, questionar. A discussão, o debate e o questionamento são saudáveis quando se respeita o outro, a sua maneira de ser e de pensar. É, sem dúvida, o veículo que ajudará a conduzir a humanidade para a tão esperada nova era.

Humildade - É uma percepção clara da nossa real condição. Nem para mais, nem para menos.

Se for para mais, nos levará ao orgulho, porque pensar que somos mais evoluídos do que nossa realidade, acarreta envaidecimento. Pela nossa pouca evolução, estamos ainda muito predispostos a cair nessa ilusão.

Se forçarmos nossa percepção para menos, isto nos levará a uma situação irreal e à diminuição da nossa auto-estima, o que é prejudicial para nossa vida e evolução.

Contentamento – É importantíssimo desenvolver os valores que nos tornam pessoas melhores, presenças benéficas. E quanto a nós? O que fica faltando para alcançarmos a plenitude? Certamente ela está no coroamento dos valores da alma, no contentamento, que é nossa vibração de vida.

Equilíbrio - Complementa todos os outros, dando-lhes um eixo. Não é estado de espírito, mas atributo da mente e um dos mais importantes valores do ser racional, já que possibilita maior número de acertos e evita muitas quedas. É irmão gêmeo da sabedoria.

Nos pontos apresentados o equilíbrio deve sempre estar presente:

Na afetividade, norteando os envolvimentos de forma a não transformá-la em algemas, ou em dependência de qualquer natureza.

Na alteridade é fundamental para orientar nossas reflexões, debates ou discussões com serenidade, isenção de ânimo e maturidade, possibilitando gerar as mais acertadas conclusões.

Na humildade é o suporte necessário para não cairmos nos extremos, sempre prejudiciais.

No contentamento evita exageros e falsas exibições.

Em todos os atos e passos do nosso existir o equilíbrio é valor fundamental, por nos proporcionar um alicerce necessário ao correto entendimento de tudo. Representa a maturidade despontando em quem o possui.

Agora, companheiro de ideal, só está faltando você decidir-se a iniciar um programa evolutivo, dando-lhe total prioridade.

Verá, com os resultados obtidos, que realmente... VALE A PENA.





Esta é uma agenda mínima que resume todo o processo
evolutivo em apenas poucos pontos, indo à raiz, ao alicerce, ou seja, 
prioriza a ação evolutiva a partir dos estados de espírito
que são o fundamento de todos os nossos
movimentos de vida.


Desfrutar os bons momentos, falar neles,
contá-los a outras pessoas, relembrá-los equivale a
gerar “memória” positiva, antidepressiva.

Quanto aos sofrimentos, problemas ou dificuldades
não se prenda a eles, não os prenda a si.
Tente resolvê-los da melhor maneira,
mas não permita que eles grudem em você.

Procure sorrir sempre e passar para os outros uma vibração
otimista para que eles se contagiem e a devolvam a você,
ajudando-o a manter um estado de espírito positivo.

Por que é tão importante crescer interiormente?



Se nos habituarmos a
pensar em nossos desafetos,
enviando-lhes um comando
mental de luz, harmonia e
amor,estaremos ajudando
a sua e a nossa evolução.



Por que é tão importante crescer interiormente?

Podemos apontar três causas primordiais:

a) A possibilidade de reprovação no exame final do atual ciclo evolutivo da Terra, com o conseqüente retrocesso para um grau inferior.

É fácil perceber que estamos vivenciando uma fase de transição: de “provas e expiações” para “mundo de regeneração”; e desde a codificação do Espiritismo, os espíritos vêm informando que essa mudança de grau implicará no exílio de todos aqueles que estejam atravancando a evolução moral e espiritual da humanidade. Assim, se queremos continuar na Terra, é imperioso nos ocuparmos mais intensamente com nossa própria evolução.

b) O bem-estar interior, que só se consolida mediante esse crescimento.

c) A felicidade que só pode existir verdadeiramente e em profundidade, quando o sofrimento na Terra estiver em patamares facilmente suportáveis, porque uma pessoa não pode ser de fato feliz vendo-o à sua volta.

Mas será que é possível acabar com o sofrimento na Terra? ao menos aquele que é causado pelo próprio homem, por sua ganância, orgulho e desamor?

Os caminhos de Deus são incompreensíveis para nós, mas se os espíritos responsáveis afirmam que o mundo irá mudar de grau, devemos acreditar. Certamente isto dependerá, em grande parte, dos esforços do próprio ser humano.

Então, vamos em frente, procurando fazer a nossa parte, essa que cabe a cada um, individualmente.

Há muito que cada qual pode fazer, é só querer, e a forma mais simples está no exemplo que possa dar, em explicações e exortações para a vivência da ética e da fraternidade, sempre que for possível e conveniente. Está também e, principalmente, em sua vida interior, nos valores da alma a se manifestarem em estados de espírito e nas atitudes, desenvolvendo energias positivas, luminosas. Essa é uma grandiosa colaboração para melhorar os ambientes psíquicos da Terra, com reflexos no comportamento das pessoas.

Ainda sobre a importância do crescimento interior, convém lembrar que, se as condições externas são importantes para o nosso bem-estar, as internas o são muito mais. Isto acontece porque as externas modificam-se, são transitórias. Num momento podemos estar muito bem, com saúde, família, profissão e recursos materiais, tudo em harmonia com os nossos desejos. Mas não há qualquer garantia de que isso não possa mudar de um instante para outro. Num segundo milhões de pessoas vêem suas vidas e felicidade destroçadas, caindo do topo do bem-estar, no abismo dos sofrimentos.

Já as condições internas mais maduras, mais bem desenvolvidas, são a nossa âncora segura nos momentos difíceis e a garantia de bem-estar nas horas leves; são geradoras de saúde e equilíbrio físico, além de balizas que sinalizam e definem nossas programações de vida para os futuros anos e próximas encarnações.
Você concorda, então, que é realmente importante cuidar do interior com todo empenho?

Disse um espírito sábio: “As nossas ações são escritas que fazemos no tempo que passa, e essa mesma escrita um dia volta pelos mecanismos do próprio tempo, nos confortando ou nos cobrando o reparo do mal que fizemos”.
Como seriam esses mecanismos?

Desde a Antigüidade, sábios e iniciados já os explicavam. Inúmeras escolas filosóficas e religiosas as conhecem, tais como a Ordem Rosacruz, a Teosofia e outras. Nos meados do século XIX, os espíritos que responderam perguntas de Allan Kardec sobre os mais variados e importantes temas explicaram com incrível lógica esses mecanismos e, nas últimas décadas, inúmeros espíritos, por médiuns de grande credibilidade, vêm dando mais e mais detalhes.

Dessas explicações, podemos extrair o seguinte:

Os mecanismos em referência representam os caminhos e meios pelos quais é aplicada a lei cósmica de causa e efeito e sua aplicação é supervisionada por seres espirituais de alta hierarquia. Todos os nossos atos, emoções e palavras que contrariam as leis divinas geram um energismo pesado, por destoarem da harmonia cósmica. Essa energia de teor negativo vai se acumulando em nosso inconsciente.

Ocorre que, nas profundezas do nosso espírito, também fulguram as leis de Deus e, do conflito entre o que determinam essas leis e a realidade da nossa vivência, nasce o remorso, que nem sempre chega à zona consciente, ou seja, nosso inconsciente pode estar em chamas sem que disso tenhamos consciência. Mas esse remorso gera reflexos em nosso psiquismo, afetando o sistema energético e, por essa via, o organismo físico. É assim uma espécie de drenagem dessas toxinas psíquicas para o corpo.

Entretanto, os efeitos mais pesados geralmente se manifestam após a morte, no mundo espiritual, e nas futuras encarnações, produzindo anomalias as mais diversas no feto, quando não, zonas de fragilidade no corpo espiritual, que podem desenvolver enfermidades as mais variadas no corpo carnal, ao longo da vida. Ocorrem também como desequilíbrios mentais e psicológicos dos mais diversos, até fobias que nos afligem com maior ou menor intensidade.

Portanto as doenças, principalmente aquelas como o câncer, a tuberculose, a hanseníase e outras assemelhadas, são geralmente o resultado da drenagem dessas toxinas psíquicas do inconsciente e/ou do corpo espiritual para o carnal. A maioria das pessoas, pelo seu viver em desacordo com as leis maiores, continua gerando mais e mais energias incompatíveis com sua idade sideral. Assim, em vez de se libertarem, estão dando continuidade ao seu carma.

Mas não é só isso. Esse energismo degenerado, vibrando nas profundezas do ser, atrai situações compatíveis com sua vitalidade e características. Por exemplo: alguém vivencia a violência, matando, ferindo, agredindo... Em futuras encarnações, mesmo que já tenha resgatado aquelas faltas, aquele energismo violento que ainda vibra em seu inconsciente e que ainda não foi transmutado ou completamente eliminado, tem a propriedade de atrair a violência. Isto explica porque tantas pessoas pacíficas sofrem agressões e violências aparentemente injustificáveis.

Com esse tipo de conhecimentos, começamos a compreender o acerto, a sabedoria e a justiça das leis cósmicas, a entender o quanto é perfeito esse mecanismo que “dá a cada um segundo as suas obras”, ou seja, a lei de causa e efeito, porque prescinde de juízes e advogados, já que o julgamento, a condenação e a execução da pena estão dentro de nós mesmos, monitorados pela grande lei.
Vemos assim que o bem-estar e a felicidade relativa que podemos usufruir só dependem de nós, das nossas posturas na vida.

Vemos então que o nosso viver em desacordo com as leis cósmicas nos leva a sofrimentos durante a vida aqui na terra, e no mundo espiritual, após a morte, podendo refletir-se em nossas futuras encarnações.

Além disso, essas leis cósmicas, que são as leis de Deus, ou leis naturais, prevêem a evolução de tudo. Tudo evolui, e quando estacionamos em nossa ascensão evolutiva, ficamos para trás, ou seja, continuamos numa faixa de sofrimentos desnecessários.

O crescimento interior é caminho para o equilíbrio e o bem-viver.

Crescer interiormente equivale a:

a) desenvolver valores como o amor fraterno, o perdão, o altruísmo, a ética, a alteridade, a responsabilidade, a paciência, a humildade, a honestidade, etc.;

b) adquirir equilíbrio mental, psíquico e emocional;

c) conquistar o bom relacionamento consigo mesmo e com os outros;

d) desenvolver estados de espírito positivos;

e) liberar-se de traumas, fobias, medos, ansiedades, frustrações...

f) desenvolver sabedoria.

Quase todos temos um “espinho”, na forma daquela pessoa que parece ter nascido para nos aborrecer. Essa presença, ou mesmo, apenas a lembrança de sua existência, quando nela pensamos, produz em nosso psiquismo uma ambiência de baixo teor vibratório, cheia de azedume, mágoa ou rancor. E então ficamos lembrando seus aspectos negativos, analisando e lamentando suas ações e atitudes, ou pensando qual seria a melhor resposta que lhe daríamos em tal ou qual situação. Isto gera energia negativa que após deixar em nós seus primeiros resíduos, segue no fluxo do pensamento atingindo o alvo, no caso, o nosso desafeto.

Atitudes assim, geram “carma negativo” para nós, porque esse mau juízo, falso ou verdadeiro, que fazemos a respeito do nosso desafeto irá afetá-lo, podendo induzi-lo a maus, ou ainda piores, caminhos.

Se, por outro lado, nos habituamos a pensar no desafeto, enviando-lhe um comando mental de luz, harmonia e amor, estamos ajudando sua evolução.

Crescer interiormente também equivale a assumir maiores responsabilidades para com o próximo e com a coletividade.





Todos os nossos atos, emoções e palavras que
contrariam as leis divinas geram um energismo
pesado,por destoarem da harmonia cósmica,
e essa energia de teor negativo vai se
acumulando em nosso inconsciente.

Ocorre que nas profundezas do nosso espírito,
também fulguram as leis de Deus e, do conflito
entre o que determinam essas leis e a realidade da
nossa vivência, nasce o remorso, que nem sempre
chega à zona consciente, ou seja, nosso
inconsciente pode estar em chamas sem que disso
tenhamos consciência.
Mas esse remorso gera reflexos em nosso
psiquismo, afetando o sistema energético e,
por essa via, o organismo físico.







Os problemas da vida podem ser comparados
a um barbante cheio de nós que é preciso
desmanchar, deixando-o liso.
Se você começar a dar puxões nesse barbante só vai apertar cada vez mais esses nós, não é verdade?
Mas se passar a desmanchá-los pacientemente, um
por um, logo terá todos desatados e o barbante liso.
Com os problemas é a mesma coisa.
Se ficamos nervosos, irritados, agressivos, só
conseguimos piorar a situação.
Mas se nos munimos de paciência e começamos a
trabalhar com fé, sabedoria e equilíbrio logo
teremos conseguido solucioná-los.






Doenças Mentais



As causas ou origens das deficiências mentais sob
o ponto de vista médico e espírita.



A questão das doenças mentais á luz do conhecimento espírita, está bem explicada na seguinte entrevista, via Internet, com o médico Dr. Ricardo di Bernardi, membro do Instituto de Cultura Espírita de Santa Catarina.

1 - O que são, e quais são as deficiências mentais?

RDB- São significativas dificuldades de desenvolver raciocínios, organizar idéias, manifestar sentimentos ou a aparente impossibilidade de expressar sentimentos e raciocínios. São inúmeras!!! Poderemos detalhar mais adiante

2 - O que são e quais são os transtornos mentais?

RDB- Considero que são dificuldades súbitas ou secundárias a outros fatores, de expressar pensamentos e sentimentos. São inúmeros, dependendo da personalidade de cada pessoa, portanto, das peculiaridades de cada indivíduo.

3 - Qual a origem destes transtornos sob a ótica da medicina tradicional e sob a ótica espírita ?

Dr. Ricardo - Não consigo raciocinar nem entender as deficiências mentais ou transtornos sem incluir o raciocínio espírita , mas, poderia dizer que surgem quando um indivíduo sente-se agredido por um fator externo o qual bloqueia seu raciocínio ou sua sensibilidade psíquica. É muito comum que um fato tenha ocorrido muitos anos atrás, na infância por exemplo, e um fato novo ,muitas vezes simples e sem gravidade, seja associado, até inconscientemente, com fatos anteriores trazendo à tona questões antigas.

4 - Do ponto de vista espiritual, onde e quando se originam?

RDB- A origem é sempre espiritual, pois o cérebro não pensa, quem pensa é o espírito. O cérebro retransmite o que pensamos. O cérebro, também , não produz sentimentos, apenas reproduz sentimentos da alma. Nossos arquivos perispirituais contém registros de inúmeras encarnações que muitas vezes jazem adormecidos a espera do estímulo para serem corrigidos, burilados e reorganizados de forma equilibrada. Todo o raciocínio acima ,da medicina tradicional, é aceito pela visão espírita, apenas é ampliado pelo conhecimento do espírito. E, isto vale para todas as questões nesta área.

5 - Sob o ponto de vista médico e espírita, quais as causas ou origens das deficiências mentais?

RDB - Existem do ponto de vista médico:

- As que se manifestam pelo encontro de genes do pai e da mãe , genes que trazem determinação para defeitos ou doenças ;

- As que se manifestam por erros na separação ou distribuição de cromossomos no óvulo e ou espermatozóide;

- As congênitas ou seja as que aparentemente surgem por problemas durante a gestação como provocadas pela rubéola e outras doenças;

- As que se manifestam por traumas de parto, como por exemplo falta de oxigenação cerebral, determinando paralisia cerebral etc.

- As adquiridas após o nascimento, ocasionadas por :

a) acidentes graves;

b) infecções que afetam o sistema nervoso central tipo encefalites e outras:

c) desequilíbrios hormonais como doenças da tireóide e outras,

d) intoxicações graves por venenos ,

e) Senilidade ou seja envelhecimento do sistema nervoso central .

f) Doenças Degenerativas do cérebro , como Alzeimer. g) Acidentes Vasculares cerebrais ,AVC ( derrames, tromboses cerebrais ).

g) E muitas outras ...

Na visão espírita, o corpo espiritual, (corpo astral, psicossoma, perispírito...) traz , de outras encarnações, alterações energéticas ou desequilíbrios que vibram em uma determinada freqüência e ,por isto,sintonizam, favorecem, ou atraem estas situações de distúrbios mentais. Há , também, situações decorrentes da atual existência, assim: O espírito quando produz, constantemente, pensamentos ou expressa sentimentos de baixo nível ou seja , doentios, estes são veiculados pelo perispírito e manifestam-se no corpo gerando graves problemas e alterações no corpo físico modificando a expressão de idéias, pensamentos e sentimentos..

6 - Quais as finalidades ou objetivos espirituais das deficiências físicas e mentais? Débitos? Resgates?

As finalidades são, sempre, gerar benefícios, ou oportunidades de crescimento para o espírito.São conseqüências do automatismo da Lei Perfeita do Universo. Nunca são punições ou castigos. A LEI UNIVERSAL é automática. Deus é onipresente e, portanto, está dentro de nós. Quando o Mestre disse: "Vós sois deuses, Deus está em vós" , quis nos dizer : Deus não é um ser emocional e externo a nós, que tenha uma personalidade mutável... a Lei está escrita na nossa consciência , no nosso espírito. A LEI Universal ,não pune, não premia, não castiga e não perdoa, simplesmente é a LEI DE AMOR E JUSTIÇA... Como estamos mergulhados na Energia Divina, tudo que pensamos, sentimos ou fazemos retorna para nós, é a Lei de Ação e Reação. Automaticamente, há o retorno como há a liberdade em semear mas a obrigatoriedade ( automatismo) da colheita. No entanto, cabe-nos continuar a semear para colher ainda nesta vida melhoras importantes. Isto é o mais importante !

7 - Existe alguma deficiência mental e/ou física que não tenha causas espirituais ? Toda deficiência física e mental é decorrente da ação do espírito?

RDB -Somos espíritos encarnados, tudo que ocorre no corpo biológico decorre de fragilidades e tendências ( que podem ser amenizadas, tratadas ou evitadas ) do nosso corpo espiritual as quais, por sua vez, refletem as tendências e fragilidades da essência espiritual.Até mesmo acidentes ocorrem devido a predisposições espirituais do indivíduo. Predisposições não são fatos ou situações que são determinadas, repito, são tendências a serem evitadas ou tratadas. .Lembro que podem ser, também, predisposições ou atitudes do espírito tomadas na vida atual.

8 - Os transtornos mentais podem surgir subitamente em pessoas maduras?

RDB- Aparentemente sim, mas sabemos que os computadores do perispírito trazem não uma determinação mas uma fragilidade ou tendência neste sentido. A manifestação pode ser evitada conforme seu modo de vida ou conforme as atitudes desta pessoa ou poderão não ser evitadas conforme seu modo de agir nesta encarnação..

9 - As deficiências e ou transtornos mentais manifestam-se em estágios? É possível alguém ser portador de uma deficiência mental de manifestação tão sutil que permite o ser desfrutar de uma vida normal ? Elas podem ser hereditárias?Podem aparecer em fases da vida, de um momento para o outro? Quais os motivos?

RDB- Há uma autoprogramação nos nossos "computadores" perispirituais no sentido de que o indivíduo expresse uma tendência ou dificuldade na época mais adequada para a eliminação do corpo espiritual dessa deficiência.. Tudo que fizemos em vidas anteriores está nos nossos arquivos. somos constituídos de trilhões de núcleos de energia .Tudo que somos , inclusive as questões que ainda não superamos constituem-se em registros ou núcleos de energia. Tais núcleos pulsam, irradiam vibrações que partem da profundidade do nosso espírito e atingem nosso corpo. Como continuamos pensando e emitindo sentimentos, estamos refazendo nosso destino e portanto com pensamentos de amor e harmonia neutralizando alguns núcleos, higienizando outros ou mantendo-os, e até estimulando novos registros. Problemas eclodem em certas épocas da vida dependendo das tendências anteriores, e das atitudes atuais. Há também registros que se exteriorizam na faixa etária correspondente a mesma idade que ocorreram no passado.É a nova oportunidade de refazermos o que fizemos de forma equivocada.

10 - No âmbito do perispírito, como podemos entender as deficiências físicas e mentais? São sempre provas?

RDB- Não , são muitas vezes oportunidades que pedimos pra desenvolver novas habilidades, novas percepções ,novas sensibilidades. Um grande missionário entre cegos solicitou que antes deste trabalho pudesse reencarnar como cego para associar todo seu amor e sabedoria a experiência de, também, ter sido cego. Associar teoria, amor, sabedoria e vivência prática.

11 - Os processos obsessivos prolongados podem resultar em danos mentais permanentes?

Sim, podem. Lembremos, no entanto, que esta história tem antecedentes. Ninguém está sendo obsediado sem uma longa história anterior que precisa ser detalhada, conhecida , analisada com amor e sabedoria.

12 - Explique a síndrome de Down.

RDB- Dá um livro bem grande... São espíritos que estão,por amor, tendo uma oportunidade de drenarem algumas deficiências perispirituais para o novo corpo físico. Estão se libertando de deficiências no corpo espiritual através desta drenagem. Cada caso é um caso específico. Seus pais ou afins que convivem, tem um histórico que os une e uma oportunidade de crescimento. Nunca devemos pensar em castigo nem punição esta é uma idéia distorcida e de influência judaico-cristã medieval. Exemplificando na síndrome de Down (= Mongolismo) como o fenômeno ocorre: Um espírito possui lesões no corpo astral , ao sintonizar as suas vibrações com a psicosfera materna, e com o chakra genésico materno, o seu magnetismo perispiritual determina, automaticamente, que a ovulação se faça de forma patológica. O óvulo ao ser formado ao invés de conter 1 cromossomo de cada par, ( numero haplóide) levará um dos pares colados,( o par número 21 irá em número diplóide) não se separam na meiose ou seja no processo em que o óvulo divide cada par em sua metade (daí meio = meiose ) seus cromossomos. Antes de ser fecundado, este óvulo é envolvido pelas vibrações do espírito reencarnante refletindo o distúrbio perispiritual. As vibrações do óvulo , que correspondem as vibrações do espírito, atrairá o espermatozóide cujos genes estão na freqüência vibratória do merecimento ou necessidades evolutivas do espírito.Assim se oportuniza sejam drenadas os desequilíbrios energéticos para o corpo físico, visando libertar o corpo astral de campos energéticos ainda não harmonizados.

13 - Há sofrimento para o portador de deficiência física ou mental acentuada,que não pode usar o livre arbítrio e é dependente integral de terceiros, ?

RDB- Depende de cada espírito, não se pode generalizar um conceito para todos os casos. Na realidade , o que importa é que está sendo muito beneficiado. Alguns (não todos!) podem estar nesta condição para serem protegidos de grandes equipes de perseguidores espirituais que o deixavam desesperado, outros estão , por amor, se exercitando para outras vidas, outros ainda drenando defeitos do perispírito, e outros se propondo a auxiliar os pais a vencerem dificuldades etc...

14 - Os filhos de mães dependentes químicos podem ser afetados em sua gênese fisio-psíquica e apresentarem deficiência mental ao nascer?

RDB - Sim. Ambos estariam entrelaçados por provas e expiações comuns.

15 - Qual a situação do deficiente mental durante o sono físico? Seu espírito emancipa-se do corpo físico? Ele tem percepção de sua situação atual? Ele goza de lucidez? Mantém a deficiência mental ou liberta-se dela?

RDB - É variável. Às vezes é importante que ele fique preso ao corpo biológico para sua proteção dos obsessores, ás vezes se emancipa e retorna a consciência de seus conhecimentos, pois sua passagem aqui é para fins de experiência que solicitou. Às vezes é um espírito violento e, igualmente aos não-deficientes que são violentos, ao se libertar do corpo buscam companhias espirituais trevosas. Vejam , depende de cada caso. Não é possível generalizar.

16 - Os deficientes mentais comunicam-se com o mundo espiritual?

RDB - Sim. Pela emancipação da alma no sono, pela sintonia e influência dos protetores, pela sintonia e influência dos obsessores.

17 - Como ocorrem suas vivências espirituais e emocionais? Como é a percepção deles destes fenômenos?

RDB - Depende de cada caso. Alguns buscam ou são levados durante o sono às colônias de tratamento na espiritualidade, outros guardam percepções de encontros em outras regiões, outros ainda, registram no seu espírito-perispírito e cérebro novas intuições ou estímulos para despertar pensamentos e sentimentos.

18 - Ao desencarnar, o deficiente físico ou mental leva consigo, em seu perispírito, a deficiência experimentada na última existência?

RDB - A curto prazo, alguns sim, outros não.

A médio e longo prazo depende da mudança do padrão vibratório mental ou seja da natureza do seu pensamento e sentimento

No seu futuro imediato ou longínquo, todos serão não-deficientes .

19 - Uma encarnação é suficiente para curar uma deficiência mental grave?

RDB - Depende da mudança íntima do espírito.

20 - Como entender a evolução do espírito perante a deficiência física e mental?

RDB- Cada indivíduo tem um histórico:

Em alguns, o desequilíbrio, conseqüência do passado, está sendo reequilibrado através da drenagem no corpo físico. É uma oportunidade, dada pela Lei de Amor ,para que o espírito não permaneça no estágio de desequilíbrio;

Para outros é como um momento de repouso mental visando aliviar suas angústias ou seu desespero.

21 - Nas famílias onde há portadores de deficiências físicas e mentais, é sempre prova para os pais de filhos portadores ou apenas para o reencarnante?

RDB- Geralmente todos ESTÃO envolvidos por um passado em comum. Lembro que este envolvimento pode ser, também, por amor, ou por se oferecerem pra auxiliar , mas não há o "acaso" simplesmente.

22 - Como podemos entender o caso de uma pessoa normal, que manifesta uma deficiência mental após ser vítima de um acidente, e fica tolhida do uso de seu livre arbítrio, já na idade adulta? Isto também é prova?

RDB- Já havia nos arquivos do seu corpo espiritual regiões em desarmonia que não foram trabalhadas e, permanecendo em baixa vibração, atraíram ou sintonizaram fatores ambientais que levaram ao acidente. Trata-se de uma conseqüência. Sempre será um aprendizado.

23 - O espírito que reencarnará com deficiência mental recebe antecipadamente auxílio daqueles que serão seus pais?

RDB- Alguns sim, se os pais tem condições.

Outros tem pais que não possuem equilíbrio ou condições para tal, os protetores espirituais fazem este trabalho.

24 - Quais os aspectos do tratamento e da conduta do indivíduo que merecem maior ênfase, no caso dos transtornos mentais?

RDB- Disposição, na sua essência ,para Reforma Íntima.

25 - Existe algum processo fisiopsíquico que permita a restauração do psicossoma de um deficiente mental? Como funcionaria?

RDB- Sim. Há casos de desencarnados que tratamos nas nossas sessões espíritas. Iniciamos esta restauração,( tive a ousadia de criar o verbete perispiritoplastia para este processo) A maioria deles continua o processo nos hospitais da espiritualidade.

Funciona pela impregnação perispiritual no enfermo de energias dos presentes, ectoplasma, energias da natureza e auxílio dos mentores espirituais.Não é infalível, não depende só de nós, sobretudo depende da fruta estar madura para ser colhida. Mas é preciso existir quem possa colhê-la .

26 - Quais as terapêuticas médica e espiritual indicada para o caso das deficiências mentais? E para os transtornos mentais?

RDB- Depende do cada tipo, melhor é associar várias frentes ou tratamento multidisciplinar com o espiritual.

Psicológico ( espírita melhor ainda )

Médico Homeopático

Médico Clínico

Médico Psiquiátrico

Sessões de Desobsessão

Tratamento e apoio aos familiares

Serviço Social de Caso e de Grupo com Assistente social .

Educação

Educação Espírita

Reunião Semanal de Harmonização no Lar

27 - A terapêutica do passe pode auxiliar no tratamento de cura das deficiências mentais? E no caso dos transtornos mentais?

RDB- Sim, a transfusão de energias pode auxiliar em qualquer situação. Como sempre, depende de sintonia, ambiente adequado, conhecimento melhor do problema e dedicação

28 - Quais as recomendações práticas, ao paciente e aos familiares, para lidar com as deficiências físicas e mentais e com os transtornos mentais?

RDB - Daria um livro bem grande... Resumindo: AMOR

29 - Qual a importância da convivência social para os portadores de deficiências mentais e transtornos mentais? (educação escolar, trabalho, esporte, etc.)

Aprendizado constante, exercício constante, renovação constante, oportunidade constante.

30 - A Casa Espírita, através da Doutrina Espírita poderia evangelizar os portadores de deficiência e/ou transtorno mentais?

RDB - Sim, porém, com trabalhos adequados e especializados.



O sentimento fraterno tem o poder de relaxar,
eliminar estresse e possibilitar melhor circulação de
energias no organismo.
Equivale a saúde e bem-estar...

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