Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Saulo de Tarso às portas de Damasco



- Saulo!… Saulo!… Por que me persegues?
O moço tarsense não sabia que estava instintivamente de joelhos. Sem poder definir o que se passava, comprimiu o coração numa atitude desesperada. Incoercível sentimento de veneração apossou-se inteiramente dele. Que significava aquilo? De quem o vulto divino que entrevia no painel do firmamento aberto e cuja presença lhe inundava o coração precípite de emoções desconhecidas?
- Quem sois vós, Senhor?
Aureolado de uma doçura balsâmica e um tom de inconcebível doçura, o Senhor respondeu:
- Eu sou Jesus!…
Diante dos olhos tinha, agora, aquele Cristo magnânimo e incompreendido! … A história maravilhosa de sua ressurreição não era um recurso lendário para fortificar as energias do povo. Sim, ele, Saulo, via-o ali no esplendor de suas glórias divinas… Experimentou invencível vergonha do seu passado cruel. Uma torrente de lágrimas impetuosas lavava-lhe o coração…
Foi quando notou que Jesus se aproximava e, contemplando-o carinhosamente, o Mestre tocou-lhe os ombros com ternura, dizendo com inflexão paternal:
- Não recalcitres contra os aguilhões!…
O moço de Tarso soluçava. Ante a expressão doce e persuasiva do Messias Nazareno, considerava o tempo perdido em caminhos escabrosos e ingratos. Doravante necessitava reformar o patrimônio dos pensamentos mais íntimos; a visão de Jesus ressucitado, aos seus olhos mortais, renovava-lhe integralmente as concepções religiosas… Ele, Saulo, era a ovelha perdida no resvaladouro das teorias escaldantes e destruidoras. Jesus era o pastor amigo que se dignava fechar os olhos para os espinheiros ingratos a fim de salvá-lo carinhosamente. Num ápice o jovem rabino considerou a extensão daquele gesto de amor… Ali mesmo no santuário augusto do espírito, fez o protesto de entregar-se a Jesus para sempre. Recordou, de súbito, as provações rígidas e dolorosas. A idéia de um lar morrera com Abigail, sua falecida noiva. Sentia-se só e acabrunhado. Doravante, porém, entregar-se-ia ao Cristo, como simples escravo de seu amor. E tudo envidaria para provar-lhe que sabia compreender o seu sacrifício, amparando-o na senda escura das iniquidades humanas, naquele instante decisivo de seu destino. Banhado em pranto, como nunca lhe acontecera na vida, fez, ali mesmo, a sua primeira profissão de fé.
- Senhor, que quereis que eu faça?
Aquela alma resoluta, mesmo no transe de uma capitulação incondicional, humilhada e ferida em seus princípios mais estimáveis, dava mostras de sua nobreza e lealdade. Encontrando a revelação maior, em face do amor que Jesus lhe demonstrava solícito, Saulo de Tarso não escolhe tarefas para serví-lo, na renovação de seus esforços de homem. Entregando-se-lhe de alma e corpo, como se fora ínfimo servo, interroga com humildade o que desejava o Mestre da sua cooperação.

Paulo e Estêvão, Emmanuel – Chico Xavier

Lema de Paulo: Ama, Trabalha, Espera e Perdoa



Saulo de Tarso havia sido abandonado pelos amigos e pelo próprio pai após afirmar que era seguidor de Cristo Jesus. Estava só no mundo e pôs-se a dormir sob uma árvore. Em seguida, teve um sonho com a amada noiva, Abigail, que falecera meses antes…

“O ex-rabino (Saulo) desejaria prolongar a deliciosa visão para o resto da vida, manter-se junto dela para sempre; contudo, a entidade querida esboçava um gesto amoroso de adeus. Esforçou-se, então, por catalogar apressadamente suas necessidades espirituais, desejoso de ouvi-la relativamente aos problemas que o defrontavam. Ansioso de aproveitar as mínimas parcelas daquele glorioso, fugaz minuto, Saulo alinhava mentalmente grande número de perguntas. Que fazer para adquirir a compreensão perfeita dos desígnios do Cristo?

- Ama! – respondeu Abigail espontaneamente.

Mas como proceder de modo a enriquecermos na virtude divina? Jesus aconselha o amor aos próprios inimigos. Entretanto, considerava quão difícil deveria ser semelhante realização. Penoso testemunhar dedicação, sem o real entendimento dos outros. Como fazer para que a alma alcançasse tão elevada expressão de esforço com Jesus-Cristo?

- Trabalha! – esclareceu a noiva amada, sorrindo bondosamente.

Abigail tinha razão. Era necessário realizar a obra do aperfeiçoamento interior. Desejava ardentemente fazê-lo. Para isso insulara-se no deserto, por mais de mil dias consecutivos. Todavia, voltando ao ambiente do esforço coletivo, em cooperação com antigos companheiros, acalentava sadias esperanças que se converteram em dolorosas perplexidades. Que providência adotar contra o desânimo destruidor?

-Espera! – disse ela, ainda num gesto de terna solicitude, como quem desejava esclarecer que a alma deve estar pronta a atender ao programa divino em qualquer circunstância, extreme de caprichos pessoais.

Ouvindo-a, Saulo considerou que a esperança fora sempre a companheira dos seus dias mais ásperos. Saberia aguardar o porvir com as bênçãos do Altíssimo. Confiaria na sua miserircódia. Não desdenharia as oportunidades do serviço redentor. Mas… os homens? Em toda parte medrava a confusão nos espíritos. Reconhecia que, de fato, a concordância geral em torno dos ensinamentos do Mestre Divino representava uma realização das mais difíceis, no desdobramento do evangelho; mas, além disso, as criaturas pareciam igualmente desinteressadas da verdade e da luz. … Como conciliar as grandiosas lições do Evangelho com a indiferença dos homens?
Abigail apertou-lhe as mãos com mais ternura a indicar as despedidas, e acentuou docemente:

-Perdoa!…

Em seguida, seu vulto luminoso pareceu diluir-se como se fosse feito de fragmentos de aurora.

Experimentando uma paz até então desconhecida, Saulo acreditou que renascia naquele momento para uma existência muito diversa. Singular serenidade tocava-lhe o espírito. Uma compreensão diferente felicitava-o para o reinício da jornada no mundo. Guardaria o lema de Abigail, para sempre. O amor, o trabalho, a esperança e o perdão seriam seus companheiros inseparáveis. Cheio de dedicação por todos os seres, aguardaria as oportunidades que Jesus lhe concedesse, abstendo-se de provocar situações, e, nesse ponto, saberia tolerar a ignorância ou a fraqueza alheias, ciente de que também ele carregava um passado condenável, que, nada obstante, merecera a compaixão do Cristo.

Paulo e Estêvão, Emmanuel – Chico Xavier

Durante o sono




Durante o repouso físico, nossos Espíritos procuram ou são levados aos ambientes com os quais se mantenham afinizados, junto de entidades que comungam das mesmas inclinações e desejos.

Se somos dotados de sentimentos nobres, buscaremos ou seremos levados a lugares tais. Se somos envolvidos por sentimentos inferiores, encontraremos os lugares igualmente inferiorizados que nos recebem como convidados e nos quais teremos sempre a companhia adequada ao que buscamos.

E não faltam, nas regiões astrais, nas dimensões espirituais que renteiam a superfície da Terra, os ambientes degenerados nos quais os Espíritos de igual teor se permitem as mesmas emoções baixas dos mais baixos níveis da animalidade irracional.

Tanto quanto a Terra está povoada de lugares conhecidos como boates ou “inferninhos”, nome sugestivo que se refere ao tipo de vibrações ali desenvolvidas, o ambiente que lhe é imediatamente sucessivo na dimensão fluídica do mundo invisível também guarda extrema similaridade aos mais inferiores ideais do ser humano, não faltando, também, as correspondentes boates e “inferninhos”, sempre visitados por criaturas ainda mais degeneradas do que aquelas que frequentam tais lugares na Terra.

Nos ambientes da dimensão vibratória inferior, as almas que para lá são atraídas ou que os buscam como exercício do prazer viciado, se apresentam conforme o estado de desequilíbrio mental e emocional, o que as transforma, muitas vezes, em seres grotescos e deformados, exalando atmosfera pestilenta que produziria sensações de repulsa no mais vicioso dos frequentadores encarnados desse tipo de diversão nas noites da Terra.

Boa parte das entidades, no entanto, vivendo na atmosfera mental que lhes é própria, cristalizada nas formas-pensamento com as quais se vê a si mesma, não se incomoda com os que lhe são circunstantes, uma vez que se trata de seres hipnotizados pelos vícios, sendo-lhes suficiente a imagem mental que fazem, muitos deles incapazes de se verem na expressão real de suas formas degeneradas.

Ficam no mesmo ambiente e, às vezes, sequer se percebem ou se enxergam, buscando fixarem-se apenas na companhia daquele entes que levaram consigo até ali para os momentos de envolvimento íntimo e licenciosidade, os homens e mulheres encarnados que se acham projetados no mundo espiritual por causa do sono físico.

E nesses ambientes permissivos, desenvolvem-se os processos de hipnose viciosa, de interferência na vontade, de desenvolvimento de tendências sexuais conflitantes, de desajustamentos íntimos, de quedas morais, de traições afetivas, sempre tendo como motivação, a prática da sexualidade promíscua, a infelicidade afetiva, a carência, a cobiça, a sensualidade dos pensamentos, a vaidade, com a finalidade da simples aventura ou visando a produção das reações estranhas quando o encarnado regresse ao corpo carnal, ao amanhecer de um novo dia.

Se cada um dos leitores tivesse ideia do que pode lhes acontecer durante uma noite de sono mal preparada, a maioria certamente se recusaria a dormir, preferindo levar uma vida de zumbis a arriscar-se nas aventuras assustadoras quando o padrão de pensamentos e sentimentos de nosso Espírito se sintoniza com as baixas camadas vibratórias do mundo.

Estas notícias têm a finalidade de informar que, se cada um desejar outro tipo de ambiente, bastará acessar os mecanismos internos de uma vida elevada, vivenciada nas vinte e quatro horas de cada dia e, certamente, outra será a receptividade que cada um de nós terá ao despertarmos espiritualmente do lado de lá, durante o sono físico.

Saber disciplinar-se é o grande segredo para melhor viver todas as experiências da vida. Conhecer as leis do Espírito representa a sábia escolha para aqueles que não queiram se assustar com a surpresa estarrecedora que terão ao abrirem os olhos do Espírito e terem que gritar, assustados:

- COMO É QUE EU VIM PARAR AQUI?

Livro Despedindo-se da Terra, cap. 8, Espírito Lúcius – psicografia de André Luiz Ruiz.

Não é problema meu…




Lucas, 10, 25-37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
31 E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
32 E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
35 E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.

Amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o seu coração e com todas as suas forças representa o compromisso do filho grato em relação ao Pai Generoso. Quem Ama a Deus dessa forma, não se ocupa em ferir seus semelhantes, em prejudicá-los nos negócios, em tomar o que não lhe pertence, em cobrar mais do que deve, em atuar de maneira clandestina e oculta em prejuízo de quem quer que seja. Isso já seria suficiente para iluminar a alma de todos os filhos conscientes e garantir-lhes a Salvação. No entanto, Jesus agrega que esse Amor ao Pai deve ser dirigido ao nosso semelhante da mesma forma como nos amamos. E para não haver dúvida na compreensão sobre quem é o nosso próximo, o Diretor da Escola Terrena compara os diversos comportamentos diante de um sofredor.

O Sacerdote (ministro da religião) e o Levita (ministro das leis) conheciam as escrituras, mas desprezavam os deveres daí decorrentes, por causa de seu egoísmo e orgulho. Perdidos pelos defeitos do mundo, se fizeram cegos ao sofrimento do irmão, esquecendo-se de que ao referir-se à palavra “próximo”, Jesus não demonstrava quem é que necessitava de ajuda, mas, sim, quem se encontrava na condição de oferecê-la.

Certamente que é fácil observar, nos aflitos, os próximos que necessitam. Todavia, é muito difícil que aquele que esteja na condição de oferecer algo se veja como o próximo do que sofre.

- Isso é problema da prefeitura…

- Eu já pago meus impostos, o governo que resolva…

- Chamem os bombeiros, eles é que têm o dever de resolver isso, afinal, são pagos pra fazer estas coisas…

- Eu não sou médico nem farmácia pra aliviar a dor ou fornecer remédios…

- O problema da fome do mundo tem que ser resolvido pelos ricos da Terra…

Todas estas são frases que muitas pessoas falam porque, fugindo da condição evangélica de se reconhecerem como PRÓXIMOS daqueles que estão aflitos, não querem ter o trabalho de Amar.

Alguém bate à porta pedindo o socorro de um prato de comida, depois que você terminou de lavar toda a louça e guardar tudo nos armários…:

- passe mais tarde, agora não tenho nada…

Algum infeliz que pede a sua atenção ao telefone para um desabafo…:

- Ah! Pelo amor de Deus, justo agora que me deitei um pouquinho pra descansar… diga que não estou…

Algum amigo doente esperando por sua visita no leito de dor do hospital:

- Amanhã eu vou… hoje estou cheio de compromissos… e quem sabe até lá ele já voltou para casa…

Como é fácil a pessoa reconhecer o próximo que sofre…

Mas como é difícil aprender a lição de se reconhecer como O PRÓXIMO daquele que sofre.

Livro Herdeiros do Novo Mundo, cap. 43, Espírito Lúcius – psicografia de André Luiz Ruiz.

A luta contra o orgulho e o egoísmo




Dentre todos os desafios do ser humano, as lutas contra o orgulho e o egoísmo são as mais ferozes e as que sempre contaram com o menor número de vitoriosos. Sendo a matriz de, praticamente, todos os outros defeitos de caráter, estes dois defeitos costumam ser estimulados em uma sociedade que os cultiva desde muitos séculos, transportando-os de geração a geração através dos ensinamentos e exemplos dos mais velhos.

Poder-se-ia dizer que os males da Humanidade são decorrência da existência dessas duas debilidades da personalidade que, na equivocada interpretação de seus defensores, são vistos, o primeiro, como virtude própria de quem é superior e o segundo, como imposição da sobrevivência. Na sucessão das gerações, os mais antigos transmitem aos mais novos tais conceitos, enraizados desde a convivência da família, passando por todas as áreas do relacionamento humano nas relações sociais, nas competições profissionais, nas realizações do personalismo, na conquista de posições de realce ou bens graças a condutas ególatras que garantam a ascensão do indivíduo no contexto da comunidade, tornando-o falsamente superior e alimentando seu orgulho.

Irmãos siameses, orgulho e egoísmo se ligam um ao outro e ambos lutam para que nada os ameace.

Por isso, o orgulho pede o respeito dos outros, e o egoísmo trabalha para conquistar as coisas materiais, esquecendo o direito e as necessidades dos demais. O orgulhoso encara a derrocada material como algo inaceitável, tudo fazendo para que mantenha a pose, o realce e a importância diante das pessoas. Quando o orgulho é atacado ou se vê abatido pelas circunstâncias, o egoísmo entra em campo no esforço de tudo fazer para sustentar e reerguer o “irmão” desconsiderado. Cega o humano invigilante e o transforma numa máquina agressiva, determinada a reconquistar o antigo brilho para, logo a seguir, vingar-se dos que o ridicularizaram, aos quais passa a tomar por inimigos.

Então, em uma sociedade onde tais defeitos são parte da cultura de seus membros, encarados mais como virtudes, a procura por pessoas que os combatesse no dia-a-dia é tarefa bastante árdua.

Livro Herdeiros do Novo Mundo, cap. 34, Espírito Lúcius – psicografia de André Luiz Ruiz.


Faixa da Conversação



Quando abrires a boca para início de conversação, é providencial que não te esqueças de analisar, com Jesus, o que vais falar aos outros, porque o que semeares na mente do teu próximo colherás com abundância, de formas variadas. Esta é a lei: recebemos o que damos.
Devemos ser permanentes na arte da autoeducação e da voz. A maneira de falar é, pois, o juiz do orador. O costume de pronunciar palavras lapidadas na ternura, na cordialidade, na brandura e respeito, leva-nos ao ponto alto do amor, de sorte que os anjos respondem a esse esforço, por vezes com presença espíritual inesquecível. É o céu vindo a nós, por termos aberto as portas do coração.
Quem conhece um pouco sobre a palavra e a fisionomia, lê por fora o que somos por dentro, mesmo que façamos todo esforço possível para esconder a realidade. Cabe-nos anunciar que é impossível esconder o que se passa em nosso íntimo, pois a faixa de sintonia da mente com o corpo é completa. Quando os pensamentos estão desajustados, o físico entra em decadência. Quando o corpo está enfermo, a mente se desequilibra.
É inciativa de ouro procurarmos os dois tratamentos, do corpo e da mente. E podes fazer muito, quando dispões de boa vontade. Se ainda não conseguiste educar os teus pensamentos, se as tuas ideias estão desarmonizadas, começa com a disciplina das conversações e vai fazendo como se estivesses subindo uma escada, até alcançares os altiplanos da mente. Aí, então, poderás subir e descer nesse trabalho de ajuste e conserto da tua própria personalidade.
Cada criatura tem um nível de conversação, e já assentou as bases dos assuntos nos moldes escolhidos por influência do meio e pelo que atingiu na escala de elevação almejada. Compete à alma desdobrar-se em esforço maior, buscando mais além, por ter chegado o tempo de quem pretende iluminar-se.
Já tiveste a oportunidade de observar a maravilha da natureza em uma cachoeira, na profusão de água que beneficia as coisas e os homens? Pois bem, a tua boca pode ser como a cachoeira, o veículo do manancial existente em ti, com propriedades maiores. E pode ser uma profusão de fluidos espirituais, ajudando a humanidade, sem exclusão de uma só pessoa, plantas ou animais, e até mesmo da natureza, que está nos despertando para tal. Ao abrires as comportas dos lábios nunca te esqueças de que irás oferecer água aos sedentos, e do tipo de líquido que deve ser dado aos que choram e sofrem de sede espiritual. Cuidando bem dessa fonte, ela se tornará como aquela que Jesus fez nascer no coração da samaritana, ao lado do poço de Jacó, noticiada por João, no capítulo quatro, versículo quatorze: “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”. E acrescenta adiante: “Quem crer em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. – anotado pelo mesmo apóstolo, no capítulo sete, versículo trinta e oito.
Nós outros devemos proceder qual a samaritana: pedir ao Senhor que desperte em nós essa fonte que já trazemos no coração por bênçãos de Deus, e que nos ajude a mantê-la como suprimento inesgotável para a vida eterna… Para tanto, temos de lutar um pouco. O Senhor, verdadeiramente, nos ajuda mais do que pensamos. No entanto, os primeiros passos haverão de ser nossos. Andemos logo, que os caminhos ficarão mais curtos. Tornemos a andar, que nos aproximaremos da meta. Esforcemo-nos de novo, que a glória nos banhará com a luz do próprio esforço.
Saiamos da faixa das conversações inferiores, para o dinâmico nivelamento das palavras divinas, que encantam, disciplinam e educam, quando Deus nos usa como mestres e alunos, sem nos desligar de todos os nossos irmãos em Cristo Jesus. E, depois, dirás com alegria: “como é bom falar, vibrando a língua na faixa da luz”!

Livro Horizontes da Fala, cap. 15, Espírito Mirames – psicografia de João Nunes Maia.

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