Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sábado, 11 de abril de 2015

Requisitos essenciais à prática mediúnica, Parte 1





Livro Aos Médiuns com Carinho, Cap. 11 – Mensagem Recebida no Lar de Teresa pelo Espírito Aurélio.
Muitas coisas são fundamentais ao desenvolvimento da mediunidade, este dom tão delicado e complexo que os homens recebem sem lhe dar o valor devido.

Entre os requisitos essenciais podemos destacar:,

1. A disciplina mental;
2. O hábito da oração;
3. A perseverança no estudo;
4. O devotamento ao bem do próximo;
5. O cumprimento das tarefas encetadas;
6. A melhoria paulatina do ambiente psíquico através da vigilância;
7. A apuração da sensibiliddae pelo exercício da meditação e do recolhimento.
Poderíamos enumerar outros tantos, mas tentaremos esclarecer cada um desses itens, estudando-os convosco.

Displina Mental – é a condição de não deixarmos que o pensamento se disperse. As pessoas desorganizadas, isto é, aquelas cuja mente borboleteia por vários assuntos ao mesmo tempo, incapacitadas de levar um raciocínio até o fim, dificilmente poderão captar bem uma mensagem.
Como conseguir disciplina mental? Formando o hábito de refletir em torno de um assunto, observando o princípio, o meio e o fim do mesmo.
Exercita-se, tomando uma frase do Evangelho e tecendo em torno dela um raciocínio constante.
A reflexão, a meditação e a busca do raciocínio completo, arrumam a mente, abrem espaços para que a inspiração de mais Alto circule livremente, preenchendo as lacunas e impedindo as brechas por onde penetram sugestões inferiores.
Figuremos um quarto em desalinho. Quem quiser circular dentro dele, decerto tropeçará a cada momento. É o que acontece quando encontramos a mente indisciplinada.
A nossa idéia tropeça nas criações desarvoradas do Médium, impedindo a limpidez da mensagem.

Hábito da Oração – A oração é como uma antena que propicia a emissão e a recepção das forças espirituais. Pela oração, o Médium não apenas solicita, mas louva e agradece, segundo os ensinos dos Espíritos Benfeitores que ditaram a Codificação. Sendo assim, sem o hábito da oração, o médium se assemelha a um potente aparelho, mas incapacitado para um perfeito funcionamento por lhe faltarem os implementos indispensáveis.

Perseverança no Estudo – Médium sem estudo lembra alguém que se deslumbra com a beleza do mar e nele se lança, sem saber nadar. Existem muitos deslumbrados com a Mediunidade que, por não conhecerem seus complexos mecanismos, nem se adestrarem, convenientemente, terminam envolvidos nas armadilhas dos planos inferiores.
A força mediúnica é neutra como a eletricidade; Usá-la, convenientemente, depende de estudo específico, para que se evitem choques desnecessários.
Figuremos uma pessoa interessada no reparo de uma tomada elétrica. Se ela não se preocupa em aprender a lidar com os fios, não se lembra de desligar a chave correspondente ou não tem cuidado ao manipular a fita isolante, pode provovar um incêndio ou, no mínimo, receber choques desastrosos.
Formulamos esta imagem, porque já estamos prevendo que alguns companheiros lembrarão de Médiuns, que, sem nenhum conhecimento doutrinário, realizaram tarefas preciosas no campo da caridade. Mas lembramos que esses Médiuns, para conseguirem tais resultados, embora não sejam esclarecidos intelectualmente, em sua maioria são almas simples que trazem “desligadas as chaves do orgulho e da vaidade” e usam a fita isolante do “desinteresse pessoal”, com que conseguem então livrar as possíveis armadilhas dos planos inferiores a que nos referimos anteriormente.
De outras vezes, são almas que, trazendo em seus arquivos espirituais o necessário conhecimento, dispõem-se a servir junto às camadas mais humildes das comunidades. Entretanto, são logo reconhecidas pela sabedoria de seus conceitos e orientações, embora a singeleza das palavras.
Lembremos que Jesus nos advertiu que “conheceríamos a árvore pelos seus frutos e que a árvore boa não dá maus frutos e a árvore má não pode dar frutos bons“

Requisitos essenciais à prática mediúnica parte 2



Livro Aos Médiuns com Carinho, Cap. 11 – Mensagem Recebida no Lar de Teresa pelo Espírito Aurélio.
Continuando o artigo anterior, lembramos quais são tais requisitos e continuamos o estudo a partir do item 5.

1. A disciplina mental;
2. O hábito da oração;
3. A perseverança no estudo;
4. O devotamento ao bem do próximo;
5. O cumprimento das tarefas encetadas;
6. A melhoria paulatina do ambiente psíquico através da vigilância;
7. A apuração da sensibiliddae pelo exercício da meditação e do recolhimento.
Devotamento ao bem do próximo – o desenvolvimento dos bens mediúnicos só se justifica, quando os mesmos são postos a serviço do Bem. Se desviados dos rumos da luz e da paz, transformam-se em fonte de perturbação, gerando pesadas responsabilidades para os Médiuns desavisados. Os efeitos destes desvios só Deus sabe como e quando serão reparados…

Cumprimento das tarefas encetadas – de um modo geral, quando o Médium inicia uma tarefa o faz repleto de entusiasmo e, por isso mesmo, guarda ansiedade quanto aos resultados. Faz-se mister compreender, no entanto, que a tarefa mediúnica é, antes de tudo, um preocesso de reeducação do Médium.
Na concentração para a doação fluídica, na disciplina mental para a psicografia ou na preparação para a psicofonia caridosa junto aos Espíritos enfermos, encontrará ele motivos para seu crescimento espiritual.
É importante lembrar que cada um dos Espíritos socorridos receberá os benefícios de acordo com sua capacidade de entendimento e seus méritos, por isso que, medir os resultados da tarefa realizada é algo que não deve preocupar o tarefeiro da Mediunidade.
Servir e passar!
Servir com perseverança e entregar os resultados ao Pai, que é o Supremo Doador de todas as Bênçãos.
Iniciar a tarefa, aprimorá-la e aprimorar-se através dela é o caminho a ser seguido.

Melhoria paulatina do ambiente psíquico através da vigilância – o ambiente psíquico do Médium é de fundamental importância no desempenho das tarefas para as quais for chamado. Isso porque, de um modo geral, essas tarefas são definidas levando-se em consideração o que ele é, o que ele sente, e o que ele é capaz de realizar em seu dia-a-dia.
Se ele é equilibrado, sente amor e tudo realiza com o cunho da boa vontade, seu ambiente psíquico, observado pelos benfeitores, poderá lhe proporcionar tarefas de mais responsabilidade junto a estes, tanto quanto aos Espíritos sofredores, os quais, em contato com as suas vibrações elevadas, serão altamente beneficiados em termos de pacificação, arrependimento e perdão.
Não ignoramos as dificuldades do Médium para manter seu ambiente psíquico em condições ideais, entretanto, a vigilância e a oração são forças que ele deverá manter sempre vivas, auxiliando-o na conquista de seu aperfeiçoamento moral e espiritual.
Quem ousaria trazer jóias em cofre, permanentemente, aberto?
A vigilância e a oração são as chaves que cerram a nossa mente e o nosso coração aos assaltos do mal seja qual for a forma sob a qual se apresentem.
“Guardai-vos dos cães“, recomenda Paulo em sua epísola aos Filipenses (3:2).
Melhorar paulatinamente o seu ambiente íntimo é dever de todo Médium que deseja servir com proveito, onde se encontre.

Apuração da sensibilidade pelo exercício da meditação e do recolhimento – os cinco sentidos que todo homem porta o colocam em contato com o mundo físico. Quanto mais apurados, mais servem para a realização dos objetivos a serem alcançados na vida. Uma visão e uma audição perfeitas propiciam possibilidades infinitas em quaisquer áreas de atividades materiais. A Mediunidade é o sexto sentido, permitindo à criatura humana o contato com o mundo espiritual. Mantê-lo em perfeito estado proporciona a possibilidade de o homem alcançar mais altos ideais de progresso no campo da espiritualidade.
Para tanto é necessário que o Médium exercite, através da meditação e do recolhimento, a apuração de sua sensibilidade, caminhando para a conquista da Mediunidade gloriosa. Assim, como devemos estar atentos quanto ao perfeito funcionamento de nossos sentidos físicos, buscando o médico e a medicação necessários para conservá-los de molde a sustentar o nosso relacionamento com o mundo, as pessoas e todas as coisas que nos cercam, também deveremos estar atentos ao perfeito funcionamento de nossos canais mediúnicos.
É dever do Médium, através do recolhimento, reabastecer sua alma, fortalecer seu Espírito, suavizar sua emoção e, através da meditação tranquila e persistente, sobre tudo o que lê, observar detalhes, marcando as lições novas. Importante, que se envolva pela prece em fluidos mais finos, em vibrações mais elevadas, que caracterizam os Espíritos Superiores.
Utilizando tais meios, ele expulsará os clichês negativos ou inócuos, fixará aqueles que a leitura cria em sua tela mental e, igualmente, assimilará as visões epirituais, as revelações, as intuições que o mundo espiritual lhe proporcionará.
Como vemos, queridos irmãos, o desenvolvimento de nossa Mediunidade, exigindo-nos uma postura de disciplina e vigilância, é um meio eficiente de nos fazer crescer para Deus.
Valorizemos este dom divino – talento que nos é emprestado pela Misericórdia do Pai – e trabalhemos por multiplicá-la porque ele é a porta de acesso às riquezas do Reino de Deus.


O Devotado Médium



Livro Loucura e Obsessão, Cap. 22, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.

Mediunidade sem sacrifício e ministério do bem sem renúncia, são adornos da vaidade ou atividade desportiva na área da fé espírita. Como a maioria dos médiuns ainda prefere a bajulação dos distraídos e se permitem a competição pelos destaques entre os iludidos, vemos os companheiros dedicados padecendo sobrecargas pesadas que, inobstante, promove-os, espiritualmente, a cometimentos felizes o futuro.
A mediunidade, conforme sabemos, exige exercício disciplinado, sintonia com as Esferas Superiores, meditação constante, isto é, vida íntima ativa e bem direcionada, ao lado do conhecimento do seu mecanismo e estrutura, de modo a tornar-se faculdade superior da e para a vida.
Quem, portanto, se candidate ao seu ministério, disponha-se, adredemente, ao sacrifício e aos silêncios homéricos ante os acusadores gratuitos e adversários espontâneos que, além dos inimigos do Bem, são os invejosos, os competidores malogrados e os censuradores habituais…
O tempo que seria gasto na defesa deverá ser aplicado na perseverança do trabalho e na auto-iluminação, compreendendo e desculpando os seus opositores, sabendo que tal lhe acontece porque, além de ser devedor, necessita desses estímulos, sem os quais, talvez, parasse a meio do caminho.
Quantos indivíduos que, por motivos fúteis, deixam de cumprir com os deveres assumidos? No campo da mediunidade espírita, quantos trabalhadores que se omitem, que desertam ou que faltam ao dever sob pretextos irrelevantes? E não são poucos os adeptos que desanimam ante os resultados mediúnicos, que lhes parecem tardar, sem o esforço contínuo que lhes assinale o Espírito de serviço ou a dedicação que lhes caracterize a atividade.

Mediunismo



O Espírito Klaus esclarece o irmão José Lázaro a respeito das novas obras mediúnicas que têm chegado à Terra a respeito da Transição Planetária…

— Caro amigo, nesse processo de transição planetária, há uma intervenção “mais direta” – digo uma interversão positiva – de espíritos pertencentes a outros mundos em favor da Terra?

Utilizando-se da fraqueza que lhe é peculiar, respondeu-me:

— Esteja sempre atento em relação ao que envia via mediúnica para os encarnados. Comumente, estão sempre desejosos de novas revelações do plano espiritual e se esquecem do que é mais premente, a própria evolução.

Não é por outro motivo que as obras literárias mediúnicas – pelo menos as sérias – antes de “irem daqui para lá”, passam por análise de nossos superiores.

Diante do comentário de Klaus, emendei outra questão, antes mesmo que ele respondesse a primeira pergunta:

— Os nossos irmãos encarnados, com base no que o senhor afirma, podem crer que, do lado de cá da vida também, há uma preocupação com a pureza doutrinária?

— Caro amigo, os espíritas em particular, infelizmente, distorceram o real significado dessa expressão. Via de regra, em vez da expressão pureza doutrinária contribuir no que tange à organização do movimento espírita, acabou se tomando sinônimo de celeumas.

No que diz respeito especificamente ao movimento espírita, nossos irmãos espiritistas caíram na armadilha das inteligências do mal. Temos observado, com tristeza, uma espécie de cisão no movimento espírita. De um lado os que repelem com ênfase as chamadas novas metodologias, considerando tudo que é “supostamente” novo como algo antidoutrinário. De outro lado, os espíritas mais ousados, com novos métodos de trabalho e que acabam considerando os mais ortodoxos como sendo espíritas ultrapassados.

— Estão ambos equivocados, não é mesmo?

— É um paradoxo esse tipo de rivalidade no movimento espírita. Vivemos um momento singular da evolução do orbe terrestre, em que os espíritos superiores nos conclamam à união. E muitos espíritas permanecem “duelando” para tentarem provar que estão com a razão.

Entre os espíritas mais conservadores e os mais modernos – se é que posso me expressar assim – creio que estão com razão aqueles que:

- Analisando com honestidade as próprias mazelas, não se animam a rebater críticas que venham a receber;

- Fazem aparte que lhes cabe, compreendendo que cada um faz o que pode, dentro do grau de maturidade que tenha alcançado;

- Procuram amar incondicionalmente, fazendo uso da indulgência, da compreensão e do perdão;

- Estão sempre prontos a servir na seara do Cristo.

O resto é “briga de egos”, desejo de chamar atenção para si, prepotência, arrogância. Contendas que têm como sentimento básico o orgulho.

- O senhor afirmou que os espíritos superiores analisam cuidadosamente as obras literárias escritas por autores desencarnados, antes que os mesmo as enviem para a Terra. O senhor usou a expressão “pelo menos as obras sérias”. Isso significa que há muitos obras mediúnicas que não são sérias?

- Não podemos analisar a questão apenas sob a ótica religiosa. Tudo o que os escritores encarnados colocam no papel, originalmente, parte daqui para lá. Ou seja, a mente do escritor encarnado sintoniza com um espírito na mesma faixa vibratória e juntos dão origem a escritos nem sempre nobres. Livros que estimulam a descrença em Deus, livretos de piadas deprimentes, livros que apresentam propostas esdrúxulas. Sem falar ainda das letras degradantes de algumas músicas e marchas de carnaval. Notadamente, não são obras literárias serias.

— E em relação ao livro religioso, mais especificamente o livro espírita?

— Muitos espíritos reencarnam com a tarefa do livro, seja mediúnico ou não. Via de regra, estão vinculados a equipes de espíritos que elaboram uma programação, incluindo quantidade de livros que deverão ser escritos e qual a proposta dos livros.

Contudo, muitos médiuns de psicografia e escritores (que também são médiuns) no decorrer da encarnação, podem “fugir” à programação preestabelecida.

— E por que fariam isso?

— Invariavelmente, os motivos são:

DINHEIRO: Quando as cifras são colocadas acima do ideal, tudo está perdido. Muitos médiuns, depois de um tempo, notando que o livro pode lhes proporcionar certas facilidades financeiras, acabam priorizando “valores materiais” em detrimento da colaboração espiritual em benefício das massas. Vendem livros bem mais caros e acabam se comprometendo;

PRESSA: Nada na natureza acontece de uma hora para a outra. Tudo é fruto de esforço, trabalho e perseverança. Muitos médiuns, por pressa e consequentemente despreparo, começam antes do tempo previsto pela espiritualidade. Não desejam passar pelas fases de burilamento do espírito. Querem escrever e lançar livro a todo custo. Fatalmente, acabam por abortar a tarefa, uma vez que ainda não estavam preparados para a mesma. Escrever ou psicografar livros não é tão-somente colocar no papel as ideias e divulgá-las ao povo. É sobretudo estar “preparado” para o preço deste trabalho.

DESEJO DE APARECER: Aqui entra em cena a vaidade. Por causa dela, muitos médiuns querem escrever apenas sobre novidades, desejam ser interpretes de novas revelações. Querem escrever o que até o presente momento nenhum médium escreveu. Pura arrogância. Não que isso não aconteça. As verdades da vida espiritual aos poucos vão se desdobrando aos encarnados. Destarte, muitos médiuns em muitas obras mediúnicas trazem aos encarnados certas verdades ainda não citadas em nenhum livro. Não obstante, essa não deve ser a preocupação precípua do médium (fazer revelações). Mesmo porque muitas supostas revelações, nada mais são que verdades muito antigas, agora apresentadas com uma “roupagem” mais atual.

Por exemplo muitos livros na atualidade, falam da alteridade, da chamada inteligência mediúnica, dos universos paralelos, etc… Assuntos que não são exatamente “novos”, mas adaptados para facilitar a compreensão.

Em síntese, é isso.

Livro Então Virá o Fim…, cap. 2, Espíritos José Lázaro e Klaus – psicografia de Agnaldo Paviani.


Justificando desacertos



Não saia dos vossos lábios nenhuma palavra inconveniente, mas, na hora oportuna, a que for boa para edificação, que comunique graça aos que a ouvirem (Efésios, 4:29.)
Paulo de Tarso agiu com absoluta justeza quando aconselhou seus companheiros de Éfeso: “Não saia dos vossos lábios nenhuma palavra inconveniente”. As palavras possuem um caráter sagrado. Há muitas criaturas que as utilizam modificando-lhes o verdadeiro sentido e alterando-lhes os traços essenciais. Nossas expressões apresentam qualidade superior quando precedem conceitos, ideias e planos sublimes da vida.

Todavia, “na hora oportuna, a que for boa para edificação, que comunique graça aos que a ouvirem”. Em nossas conversações podemos manifestar as mais altas aspirações de religiosidade; portanto, devemos nos servir dela utilizando o verbo que edifica e esclarece todos em nossa volta.

Tudo que não se entende, tudo que não se quer admitir tudo aquilo que se quer negar, é justificado, de modo repetitivo por meio de um antigo chavão: “É a vontade de Deus!”.

Em outras palavras, reiteramos constantemente essa frase estereotipada que, por ser usada de forma maquinal e indiscriminada, perde totalmente seu valor de expressão, tornando-se vã. Por sinal, este é um dos mandamentos das antigas escrituras: “Não pronunciarás em vão o nome de teu Deus”1.

Utilizamo-la para não assumir compromissos de mudança e, igualmente, como álibis filosóficos, evasivas cármicas ou auto-absolvição quando não queremos ser responsabilizados por atos e atitudes.

A expressão “É a vontade de Deus!” quase sempre é empregada para abonar nossos disparates, para dar explicações capengas para os nossos comportamentos inadequados ou para validar decisões equivocadas e precipitadas.

Essa frase feita é uma “salvação auspiciosa” que supostamente tudo cura: “Foi Deus que quis assim!”. E nós nos perguntamos: “Foi mesmo?”.

Todos temos tendência para fugir da realidade, desviando a mente para outros entretenimentos. O escapismo vige em nossos meios sociais e religiosos.

Ignoramos as relações dos seres vivos entre si ou com os meios orgânico e inorgânico com os quais interagem; por isso S destruímos matas e florestas, poluímos as águas do Planeta, H contaminamos a atmosfera com gases letais. m E, como consequência, grandes calamidades acontecem: secas horríveis, estiagens, ventanias devastadoras, ciclones destruidores, excesso de chuvas, subidas de maré, desabamentos causados por grandes enchentes. E depois repetimos tranquilos e inconscientes: “Não temos nada a ver com isso; é a vontade de Deus”, ou mesmo, “Tudo isso faz parte deste mundo de provas e expiações”.

Não somos moralizados, somos moralistas. Nossa concepção de moral é separada da singularidade dos indivíduos, ignora a distinção e a complexidade de cada ocasião e é baseada em preceitos tradicionais e preconceituosos.

A verdadeira ética considera as diferenças e as mudanças contínuas dos seres, e não se fecha numa visão unilateral; legitima, acima de tudo, o bem comum e os valores universais. Por estarmos distanciados da ética, não conseguimos avaliar com justiça e honestidade o que acontece ao nosso redor.

No entanto, quando indivíduos agem desonestamente, em benefício próprio ou de outrem, espoliando instituições e pessoas humildes, lesando o patrimônio público e privado, ficamos surpresos e perplexos e declaramos: “A lei divina os fará resgatar individual ou coletivamente”. Também nessa frase está implícita a vã utilização do nome de Deus.

Somos incapazes de tomar decisões sozinhos, o que nos leva a transferir nossas responsabilidades a um parceiro afetivo ou a outros familiares. Manipulamos as pessoas, fazemos complôs ou tramas secretas, superprotegemos filhos, mimando-os, e vivemos dependurados em relacionamentos passionais.

Em decorrência disso, podemos sofrer sérios desarranjos emocionais e/ou psicológicos, bem como lançar mão das mais diversas viciações como forma de compensar a pressão do desequilíbrio interno. No entanto, quando isso ocorre, tratamos o problema como se não tivéssemos absolutamente nada a ver. com ele. Alegamos: “É a lei divina agindo, são cobranças do passado delituoso, atraindo obsessores e outros Espíritos infelizes”. Isso para não dizer: “É a vontade de Deus!”.

Escolhemos nos consorciar precipitadamente ou agimos impensadamente quando firmamos um vínculo conjugal. No amor romântico, formamos ideias, imagens e devaneio servindo-nos de descrições fantasiosas e sonhadoras, e, quando elegemos alguém como par, dizemos: “Encontrei minha alma gêmea”.

Depois de algum tempo (meses ou anos) de relacionamento diário, quando cessa a fase do doce encanto e aparecem as arestas e os desencontros, logo invalidamos a primeira afirmativa: “Não era não minha metade eterna, mas um ‘débito do passado’ ”.

Quando declaramos que o parceiro afetivo é “alma gêmea”, pressupomos ser uma indicação da vontade de Deus, mas, quando afirmamos que a relação conjugal é “débito do passado”, julgamos ser uma imposição da vontade de Deus.

Assim, tudo fica fora do nosso âmbito de ação e continuamos desconsiderando nossa capacidade de agir e decidir, não admitindo nenhuma responsabilidade sobre nossas escolhas. A responsabilidade por pensar, optar e determinar não é um processo automático.

Não somos marionetes movidas por meio de cordéis e manuseadas ocultamente por forças misteriosas e fora de nosso alcance. Estamos sempre escolhendo onde, como e com quem viver.

Precisamos lembrar que livre-arbítrio significa capacidade de pensar e agir. Vontade é sinônimo de arbítrio – um poder de ação essencial em nossa vida.

Somos insensatos se não assumimos responsabilidade pela própria vida. Aceitar nossos erros é sinal de amadurecimento interior; negá-los, ou justificá-los ilusoriamente como “vontade de Deus”, é infantilidade espiritual.

“Não saia dos vossos lábios nenhuma palavra inconveniente”. Frases e expressões podem preceder concepções e ideias que nos permitem entender ou distorcer a realidade.

Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver, cap. 20, Espírito Hammed – psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto.

Abramos o Entendimento




Nos nossos tempos de discórdias e lutas políticas e religiosas, em que a Ciência e a ortodoxia estão em guerra, quiseram demonstrar aos homens de boa vontade, de todas as opiniões, de todos os campos, de todas as crenças, assim como a todos os pensadores verdadeiramente livres e do largo descortina, que há um terreno neutro, o do Espiritualismo experimental, onde nos podemos encontrar, dando-nos mutuamente as mãos. Não mais dogmas! Não mais mistérios! Abramos o entendimento a todos os sopros do espírito, bebamos em todas as fontes do passado e do presente. Digamos que em todas as doutrinas há parcelas da verdade; nenhuma, porém, encerra completamente, porque a verdade, em sua plenitude, é mais vasta do que o espírito humano.
É somente no acordo das boas vontades, nos corações sinceros, nos espíritos livres e desinteressados que se realizarão a harmonia do pensamento e a conquista da maior soma de verdade assimilável para o homem da Terra, no atual período histórico.
Dia virá em que todos hão de compreender que não há antítese entre a Ciência e a verdadeira Religião. Há apenas mal entendidos. A antítese se dá entre a Ciência e ortodoxia, o que nos é provado pelas recentes descobertas da Ciência, que nos aproximam sensivelmente das doutrinas sagradas do Oriente e da Gália, no que diz respeito à unidade do mundo e à evolução da vida. Por isso é que podemos afirmar que, prosseguindo a sua marcha paralela na grande estrada dos séculos, a Ciência e a crença virão forçosamente a encontrar-se um dia, pois que indênticos são ambos os alvos que acabarão por se penetrar reciprocamente. A Ciência será análise; a Religião virá a ser a síntese. Nelas unificar-se-ão o mundo dos fatos e o mundo das causas, os dois termos da inteligência humana vincular-se-ão, rasgar-se-á o vel do Invisível; a obra divina aparecerá a todos os olhares em seu majestoso esplendor!

Livro O Problema do Ser do Destino e da Dor, Parte 1, Cap. 2 – León Denis

A Evolução da Alma, por León Denis



A alma, dissemos, vem de Deus, é, em nós, o princípio da inteligência e da vida. Essência misteriosa, escapa à análise, como tudo quanto dimana do Absoluto. Criada por amor, criada para amar, tão mesquinha que pode ser encerrada numa forma acanhada e frágil, tão grande que, com um impulso do seu pensamento, abrange o Infinito, a alma é uma partícula da essência divina projetada no mundo material.
Desde a hora em que caiu na matéria, qual foi o caminho que seguiu para remontar até ao ponto atual da sua carreira? Precisou de passar vias escuras, revestir formas, anumar organismos que deixava ao sair de cada existência, como se faz com um vestuário inútil. Todos estes corpos de carne pereceram, o sopro dos destinos dispersou-lhes as cinzas, mas a alma persiste e permanece na sua perpetuidade, prossegue sua marcha ascendente, percorre as inumeráveis estações da sua viagem e dirige-se para um fim grande e apetecível, um fim que é a perfeição.
A alma contém, no estado virtual, todos os gérmens dos seus desenvolvimentos futuros. É destinada a conhecer, adquirir e possuir tudo. Como, pois, poderia ela conseguir tudo isso numa única existência? A vida é curta, e longe está da perfeição! Poderia a alma, numa vida única, desenvolver o seu entendimento, esclarecer a razão, fortificar a consciência, assimilar todos os elementos da sabedoria, da santidade, do gênio? Para realizar os seus fins, tem de percorrer, no tempo e no espaço, um campo sem limites. É passando por inúmeras transformações, no fim de milhares de séculos, que o mineral grosseiro se converte em diamante puro, refratando mil cintilações. Sucede o mesmo com a alma humana.
O objetivo da evolução, a razão de ser da vida não é a felicidade terrestre, como muitos erradamente crêem, mas o aperfeiçoamento de cada um de nós, e esse aperfeiçoamento devemos realizar por meio do trabalho, do esforço, de todas as alternativas da alegria e da dor, até que nos tenhamos desenvolvido completamente e elevado ao estado celeste. Se há na Terra menos alegria que sofrimento, é que este é o instrumento por excelência da educação e do progresso, um estimulante para o ser, que, sem ele, ficaria retardado nas vias da sensualidade. A dor, física e moral, forma a nossa experiência. A sabedoria é o prêmio.
Pouco a pouco, a alma se eleva e, conforme vai subindo, nela se vai acumulando uma soma sempre crescente de saber e virtude; sente-se mais estreitamente ligada aos seus semelhantes; comunica mais intimamente com o seu meio social e planetário. Elevando-se cada vez mais, não tarda a ligar-se por laços pujantes às sociedades do Espaço e depois do Ser Universal.
Assim, a vida do ser consciente é uma vida de solidariedade e liberdade. Livre dentro dos limites que lhe assinalam as leis eternas, faz-se arquiteto do seu destino. O seu adiantamento é obra sua. Nenhuma fatalidade o oprime, salvo a dos próprios atos, cujas consequências nele recaem; mas não pode desenvolver-se e medrar senão na vida coletiva com o recurso de cada um e em proveito de todos. Quanto mais sobe, tanto mais se sente viver e sofrer em todos e por todos. Na necessidade de elevar a si mesmo, atrai a si, para fazê-los chegar ao estado espiritual, todos os seres humanos que povoam os mundos onde viveram. Quer fazer por eles o que por ele fizeram seus irmãos mais velhos, os grandes Espíritos que o guiaram na sua marcha.
A lei de justiça requer que, por sua vez, sejam emancipadas, libertadas da vida inferior todas as almas. Todo ser que chega à plenitude da consciência deve trabalhar para preparar aos seus irmãos uma vida suportável, um estado social que só comporte a soma de males inevitáveis. Esses males, necessários ao funcionamento da lei de educação geral, nunca deixaram de existir em nosso mundo, representam uma das condições da vida terrestre. A matéria é o obstáculo útil; provoca o esforço e desenvolve a vontade; contribui para a ascensão dos seres, impondo-lhes necessidades que os obrigam a trabalhar. Como, sem a dor, havíamos de conhecer a alegria; sem a sombra, apreciar a luz; sem a privação, saborear o bem adquirido, a satisfação alcançada? Eis aqui a razão por que encontramos dificuldades de toda sorte em nós e em volta de nós.

Livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Parte 1, Cap. 9 – León Denis.

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