Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

sábado, 23 de janeiro de 2016

Libertação Espíritual




Às vezes me preocupava o mecanismo das leis cármicas. Pensava eu que a série de ações e reações se estendesse em espirais infinitas pelo tempo a fora. E isso me parecia contrário à ideia que sempre formulei da justiça divina.

Se ontem, num momento infeliz de desvario, estrangulei um irmão, alguém teria que me estrangular no futuro, para que se cumprisse a lei. Mas, o novo crime haveria de gerar, fatalmente, uma nova reação, abrindo outro ciclo e assim por diante, “ad infinitum”. De mais a mais, não havia, também, a dureza do “olho por olho, dente por dente”?

Acontece, porém, que as leis divinas são muito mais sábias e perfeitas do que sonhamos. Ao descer até nós, vindo das mais elevadas esferas espirituais, o Divino Mestre nos trouxe a mensagem da verdade suprema da vida – o amor. E como Ele próprio dizia, não vinha destruir a lei, mas fazê-la cumprir. Não se alterava a substância dos postulados cármicos; ficavam eles, porém, esvaziados do seu conteúdo de inexorabilidade, para adquirirem o suave colorido da reparação.

Ensinava o Amigo Sublime que só uma atitude poderia quebrar o círculo vicioso: o amor. Na verdade, colocou tão alto o conceito e a prática do amor entre as criaturas, que fez disso a nota dominante, o tema, o “leit motiv” de toda a sua insuperável pregação. A certa altura da vida, com o poder de síntese e de acuidade de que era dotado, no mais alto grau, como se quisesse deixar, numa só ideia, toda a sabedoria da vida – disse simplesmente: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.” Já meditou o amigo leitor, com seriedade, na beleza e na profundidade daquela simples frase? Ela contém, não somente o mandamento supremo da lei – que séculos antes havia sido transmitido a Moisés –, como, também, a afirmação de que Ele, o Cristo, viera demonstrar e praticar a verdade do amor e não somente pregá-la. Aqueles que vivessem tal filosofia da vida estariam cumprindo a lei e seguindo os ensinos revelados pelos profetas através das idades.

Estava o Mestre oferecendo, a cada um de nós, os recursos necessários para que nós mesmos nos libertássemos das imposições do “olho por olho”.

Bastava amar. Quando nos pedissem para caminhar mil passos, caminhássemos mais dois mil por nossa conta. Se nos batessem em uma face, oferecêssemos a outra. Era lícito perdoar sete vezes? Perguntaram-lhe. Não sete, mas setenta vezes sete, foi a resposta.

Aí está o ponto onde se quebra a corrente cármica, se o desejarmos: na prática do amor e do perdão. Bem sabemos que é mais fácil falar que praticar, enquanto estivermos contidos pela nossa imperfeição, mas se perdoamos àquele que em nós feriu a lei e o ajudamos a recuperar-se, estaremos, por nossas próprias mãos, partindo o círculo de ferro. Se ainda não atingimos a perfeição moral de oferecer a outra face, caminhemos pelo menos a outra milha, os outros dois mil passos, para oferecer a nossa prece em favor daquele que nos ofendeu. Esse gesto talvez represente, nas telas infinitas do tempo, o progresso e a libertação de irmãos aos quais provavelmente devemos tantas outras reparações.

Graças a Deus, a despeito dos desacertos da época em que vivemos, há bastante beleza moral neste mundo. Muitos espíritos se deixaram impregnar de tal forma por esse perfume de amor e perdão, que imprimiram a marca de sua passagem na História.

Francisco de Assis, num transbordamento de amor incontido, pregava tanto aos homens como aos humildes seres da criação, procurando atrair todos para a luz. Tereza d’Ávila, em transportes de amor sublimado pelo Mestre, vivia entre este mundo e o outro. Joana d’Arc, sob a pressão desencadeada do poder terreno, não cessou de amar e perdoar. Gandhi, na fragilidade física, era um gigante de força espiritual e moral no seu amor pacifista pelos irmãos deserdados. Albert Schweitzer, mergulhado no coração da selva africana, cura, ensina, educa, ampara, sem outra paga que a satisfação de exercer o amor pelo ser humano.

Conhecemos, pois, o caminho da recuperação, aquele que leva para o Alto. É preciso rogar forças para que saibamos segui-lo; pedir a Jesus que nos amplie a capacidade de amar e compreender. Não que essa atitude seja de passividade inútil. Não. Amar, no mais puro sentido, é um programa de ação, é um roteiro de lutas, porque implica, em primeiro lugar, o combate ao nosso comodismo através dos milênios. Esse egoísmo cego talvez fosse necessário quando, na meia luz da consciência que despontava em nosso ser, nos distantes períodos encarnatórios, ainda não sabíamos que a vida continua depois da morte. Vivíamos, então, agarrados ferozmente ao corpo físico e às coisas da matéria, e por ela lutávamos, matávamos e roubávamos. Hoje não. Iluminados pela verdade superior, sabemos que o corpo é mero instrumento – e dos mais nobres – de trabalho e de evolução e, por estranho que pareça, quanto mais trabalhamos para os outros, mais realizamos para nós mesmos. Vemos, assim, que o egoísmo se sublimou numa forma superior de sentimento, pois que, por amor a nós mesmos e ao nosso progresso espiritual, somos levados a amar os outros. Então, isto tudo não é belo e maravilhosamente perfeito?

E quando dizemos que o amor é um programa de trabalho e de luta é porque temos que exercê-lo ativamente, esclarecendo, pelejando contra o erro, ajudando aos que precisam de ajuda, tolerando, enfim, porque essa é a lei que nos oferece a chave da libertação.

João Marcus

MARCUS, João. "Candeias na noite escura". Pseudônimo de Hermínio C. Miranda. Rio de Janeiro. 1992. Cap. 4.

Não é difícil ser alegre...



Hoje venho falar-te sobre a alegria... Da alegria espontânea ao ver um pássaro entoando seu canto, de ver o por do sol na hora em que o dia se despede dando lugar para a noite, de abraçar e ser abraçado... Venho te falar, meu Irmão, das pequenas alegrias, alegrias essas, quase banais... Dessa alegria que se instala nos corações dos que aprendem a viver sem as exigências do mundo externo, porém, de acordo com seu mundo interior.


A alegria da qual falo é totalmente independente de fatos materiais, pois, é alimentada, tão somente, pelo Amor Maior. Desse modo, aquele que ama, independentemente das dificuldades, dos problemas e dores vivenciadas, tem alegria de viver. Aliás, nunca conheci alguém que amasse sem ter alegria, pois, amor e alegria andam sempre de mãos dadas.

A alegria genuína é encontrada facilmente na criança cujos olhos espelham sua alma ainda pura, inocente, humilde, sem rancores, críticas, julgamentos ou ódio. E então, ao constatar essa pureza nos olhos dos infantes, lembro uma passagem do Evangelho que menciona as palavras de Jesus no momento em que vê seus apóstolos afastando as crianças para que ela não O incomodasse. Disse Ele:

"Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais, porque o Reino dos Céus é daqueles que são como elas". (Mateus, 19, 13-14)

Em outra ocasião, os discípulos perguntaram a Jesus quem seria o maior no reino dos céus. Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles dizendo:

"Com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus. Portanto, todo aquele que se tornar humilde, como esta criança, será o maior no Reino dos céus."... ( Mateus, 18, 3-4)

Vivemos a procura da felicidade e quando a encontramos constatamos que ela não está fora de nós e sim em nosso interior. O Reino dos Céus, muitos ainda não entenderam que está dentro de nós. Por isso passam a vida toda correndo atrás de alegrias fúteis e momentâneas que não trazem a felicidade duradoura. Bem por isso, aqueles que ainda não adentraram no Reino dos Céus não podem entender porque alguém que sofreu uma grande perda seja ela moral ou material continua a ter alegria. A alegria aqui abordada independe de fatores externos e materiais. É como um fogo que ilumina e aquece nossa alma. É a presença de Deus dentro de nós, independentemente de termos uma religião ou um deus.

Por isso, meu Irmão, precisamos atender o que Jesus nos pede, ou seja, que nos tornemos como as crianças... Coração de criança, alma de criança que desconhece a hipocrisia, a mentira, o orgulho, o ódio, e tantas outras deficiências psicológicas que fecham o caminho para o desenvolvimento espiritual.

Perdoando-nos pelos erros cometidos e amando-nos incondicionalmente voltaremos a ter nossa alma pura e limpa como no tempo de criança. Só então teremos a alegria aqui apregoada.
Com amor,

Irmão Savas

Cura da Alma




À medida que se multiplicam os novos paradigmas a respeito do ser humano como realidade espiritual que é, sustentados em fatos robustos, surgem valiosas terapias nas áreas alternativas, objetivando a libertação do sofrimento, da angústia, do medo, dos desequilíbrios de toda ordem.

Felizmente, todas elas têm por meta a conquista de um ser integral, que supere os limites e as constrições que remanescem do seu passado espiritual, aprofundando a sonda da investigação nas causas profundas, que lhe jazem no ser, viajor de inúmeras existências corporais, nas quais se comprometeu perante a própria e a Consciência Cósmica.

Enquanto não se identifique com o erro e dele se conscientize, assumindo o compromisso de regularização pelo amor, pelo bem, permanecerão os fatores de perturbação ou os degenerativos de difícil superação.

A cura real somente ocorrerá do interior para o exterior, do cerne para a sua forma transitória.

Nesse sentido, a cura tem início quando o paciente se ama e passa a amar o seu próximo.

O processo de recuperação tem o seu curso, quando esse indivíduo consciente se liberta das paixões primitivas, alcançando a mente e o coração aos nobres anseios e lutas de autoaprimoramento.

Mesmo na área das terapias acadêmicas tradicionais, a cura orgânica, psíquica ou emocional sempre se apresenta susceptível de recidiva, caso não haja uma profunda mudança de hábitos mentais e comportamentais da criatura, que permanecerá vulnerável, sem defesas imunológicas.
A Psiconeuroimunologia demonstra que cada um é, na área da saúde, aquilo que pensa e quanto se faz a si mesmo.

Assim, a cura é um processo profundo de integração da pessoa nos programas superiores da vida.


Toda cura procede de Deus. Como Deus é Amor, eis que o amor é essencial no mecanismo da saúde.

O amor sempre está aberto à compaixão. Não se pode ser compadecido, olvidando-se da solidariedade.

Desse modo, curar ou curar-se é forma de contribuir para o bem-estar do próximo.

A solidariedade abarca todos os seres sencientes, inclusive a Natureza nas suas variadas manifestações. Nessa amplitude do sentimento surge a necessidade da integração de cada um no organismo geral, sem a perda da sua individualidade.

Curar é participar com elevado sentimento de compreensão das debilidades alheias.

Essa compreensão expressa-se como tolerância, que ajuda sem reprochar e sem revolver feridas.

Curar é tolerar tudo e todos, avançando no rumo da paz.

A paz resulta do equilíbrio entre a razão e o sentimento, o que se faz e como se faz, sempre edificando.
E para consegui-lo, é indispensável orar.

Curar é, portanto, mergulhar no oceano da oração, de onde procedem a inspiração e a coragem para prosseguir no esforço de crescimento espiritual.

As curas verdadeiras resultam da decisão superior de encontrar-se e localizar-se, cada qual no contexto do equilíbrio que vige no Universo.

Nem sempre será a cura a falta de doença ou a ausência do medo, porém, ela se caracterizará pela confiança e pela ação enobrecida, que superarão os obstáculos, liberando o ser do primarismo que nele se demora, expresso nas mazelas que conduz das reencarnações infelizes.

Curar é liberar-se do ego inferior e alar-se ao Eu profundo, espiritual, sua realidade legítima.


Sempre que Jesus curava, envolvia o paciente em sucessivas ondas de amor, e por sabê-lo eterno, necessitado de novas e contínuas viagens carnais iluminativas, recomendava, conciso: - (...); não peques mais, para que não te suceda coisa pior.

O indivíduo íntegro não se utiliza de expedientes arbitrários, astuciosos, a fim de conseguir alcançar as metas que ambiciona.

O uso dos recursos desonestos gera problemas mais complexos do que aqueles que se propõe solucionar.

A pessoa que desdenha a integridade moral sofre instabilidade emocional, insegurança, receios contínuos, sob a expectativa de ver-se desmascarada. Interiormente experimenta contínua insatisfação, que decorre das ambições desmedidas e que espera atingir de forma irregular.

Jesus preferiu a morte infamante ao conluio com as forças dominantes do Seu tempo, que esmagavam o povo, responsáveis pela miséria em sua multiface.

Desejando estar bem contigo, portanto, com a vida, tudo quanto procures fazer, realiza-o nobremente. O que não conseguires de forma regular, não te preocupes, pois que não te fará falta.

Cada um recebe de acordo com o merecimento da necessidade da evolução.

Assim, desenvolve os valores morais, objetivando a Imortalidade, na qual te encontras mergulhado, e Deus estará contigo nessa grandiosa tarefa.

do livro "Desperte e Seja Feliz"
por Joanna de Ângelis e Divaldo P. Franco

Os Médicos da Espíritualidade





A Doutrina Espírita revela que os Espíritos ocupam-se, na Espiritualidade, das mesmas atividades que eles desempenhavam em vida. A causa primeira desta preocupação estaria no condicionamento imposto ao Espírito pela sua experiência na matéria.

Depois, se for uma entidade esclarecida, pela sua própria vontade em servir dentro do campo de seus conhecimentos.

A Revista Espírita, ano de 1865, é muito instrutiva nesse assunto. No mês de março, ela narra o episódio onde ocorrera o desencarne do Dr. Antoine Demeure, um médico com quem Allan Kardec tivera contato.

Em mensagens na Revista, a entidade fala de suas condições no mundo espiritual, revelando que continuava cuidando de enfermos, exercendo suas ocupações de médico.

Numa carta vinda de Montauban, publicada pelo Codificador, há uma narrativa sobre um trabalho de cura orgânica feito pelo espírito do Dr. Demeure durante uma sessão mediúnica.

Nela, ocorre a cura instantânea de uma grave entorse que incomodava uma médium vidente.

Na mesma Revista Espírita, número de setembro, no artigo ''Cura de uma Fratura'', o médico, com a ajuda de uma grande equipe de Espíritos, aparece novamente curando a fratura do antebraço da mesma paciente.

Esta prova, acompanhada de instruções de Allan Kardec, demonstra que alguns médicos desencarnados, homens de bem, continuam na Espiritualidade a se ocupar das tarefas que faziam na Terra, ajudando e curando pessoas doentes.

Publicaremos abaixo, a título de instrução, o texto da Revista Espírita citada, número de abril, que trata da entorse da médium vidente.

Poder Curativo do Magnetismo Espiritual
Espírito do Dr. Demeure

O Espírito do bom pai Demeure, vindo engrossar o número de nossos amigos invisíveis, que nos cuidam da moral e do físico, quis manifestar-se desde os primeiros dias por um benefício. A notícia de sua morte ainda não era conhecida dos nossos irmãos de Montauban quando ele empreendeu espontânea e diretamente a cura de um deles por meio do magnetismo espiritual, apenas pela ação fluídica.

Vedes, que ele não perdia tempo e continuava como Espírito, assim como dizeis, sua obra de alívio da humanidade sofredora. Entretanto, há aqui uma importante distinção a fazer. Certos Espíritos continuam dados às suas ocupações terrenas, sem consciência de seu estado, sempre se julgando vivos. É próprio dos Espíritos pouco adiantados, ao passo que o sr. Demeure se reconheceu imediatamente e age voluntariamente como Espírito, com a consciência de, nesse estado, ter maior força.

Tínhamos ocultado a morte do sr. Demeure à sra. G..., médium vidente e sonâmbula muito lúcida, para poupar sua extrema sensibilidade. E o bom doutor, percebendo nosso ponto de vista, sem dúvida tinha evitado manifestar-se a ela. A 10 de fevereiro último, estávamos reunidos a convite de nossos guias que, diziam eles, queriam aliviar a sra. G... de uma entorse de que sofria cruelmente desde a véspera.

Não sabíamos mais que isto, e estávamos longe de esperar a surpresa que nos preparavam. Apenas caída em sonambulismo, a dama soltou gritos lancinantes, mostrando o pé.

Eis o que se passava: - A Sra. G... via um Espírito curvado sobre sua perna, mas as suas feições ficavam ocultas; operava fricções e massagens, fazendo de vez em quando uma fração longitudinal sobre a parte doente, absolutamente como teria feito um médico. A operação era tão dolorosa que a paciente por vezes vociferava e fazia movimentos desordenados. Mas a crise não teve longa duração; ao cabo de dez minutos todo o traço de entorse havia desaparecido. Não mais inflamação, o pé tinha tomado sua aparência normal; a sra. G... estava curada.

Quando se pensa que para curar completamente uma afecção desse gênero, os mais dotados magnetizadores, os mais exercitados, sem falar da medicina oficial, que disto não cura, é necessário um tratamento cuja duração nunca é de menos de trinta e seis horas, consagrando três sessões de atendimento.
Essa pode ser considerada uma cura instantânea, com tanto mais razão, como diz o próprio Espírito numa comunicação que se encontra a seguir, que era de sua parte uma primeira experiência feita visando uma aplicação posterior, em caso de êxito.

Entretanto, o Espírito continuava desconhecido da médium e persistia em não mostrar suas feições; dava mesmo a impressão de querer fugir, quando de um pulo, nossa doente, que minutos antes não podia dar um passo, se lança no meio da sala para apertar a mão do seu médico espiritual. Neste momento a sra. G... solta um grito e cai extenuada: acabara de reconhecer o sr. Demeure no Espírito curador. Durante a síncope recebeu os cuidados dedicados de vários Espíritos simpáticos.

Enfim, readquirida a lucidez sonambúlica, conversou com os Espíritos, trocando fortes apertos de mão, principalmente com o Espírito do doutor, que respondia a seus testemunhos de afeição, penetrando-a de um fluido reparador. Não é uma cena empolgante e dramática, na qual parecia serem vistas todas as personagens representando seu papel na vida humana? Não é uma prova entre mil que os Espíritos são seres reais, tendo um corpo e agindo como faziam na terra?

Estávamos felizes por encontrarmos o nosso amigo espiritualizado, com excelente coração e sua delicada solicitude. Em vida, ele tinha sido médico da médium; conhecia sua extrema sensibilidade e a tinha conduzido como se fosse sua filha. Esta prova de identidade dada àqueles a quem o Espírito amava não é tocante e apta para fazer encarar a vida futura sob seu aspecto mais consolador? Eis a comunicação recebida do Sr. Demeure, no dia seguinte a essa sessão:

''Meus bons amigos, estou ao vosso lado e vos amo sempre como no passado. Que felicidade poder comunicar-me com os que me são caros! Como fui feliz, ontem à noite, por me tornar útil e aliviar nossa cara médium vidente. É uma experiência que me servirá e que porei em prática no futuro, sempre que se apresentar uma ocasião favorável. Hoje seu filho está muito doente, mas espero que logo o curaremos.

Tudo isso lhe dará coragem para perseverar no estudo do desenvolvimento de sua faculdade. (O filho da Sra. G... realmente foi curado de uma angina inflamatória, com medicação homeopática, ordenada pelo Espírito).

Daqui a algum tempo poderemos fornecer-vos ocasião de testemunhar fenômenos que ainda não conheceis, e que serão de grande utilidade para a ciência espírita. Serei feliz em poder contribuir a essas manifestações, que teria tanto prazer em ver quando vivo. Mas, graças a Deus, hoje as assisto de maneira muito particular e que me prova evidentemente a verdade do que se passa entre vós. Crede, meus bons amigos, que sinto sempre um verdadeiro prazer em me tornar útil aos meus semelhantes e os ajudar a propagar estas belas verdades que devem mudar o mundo, trazendo-o a melhores sentimentos. Adeus, amigos; até à vista''. - Antoine Demeure.

No livro "Evolução em Dois Mundos", página 213, encontra-se uma questão respondida pelo espírito André Luiz, onde comenta a ação da Medicina no mundo dos Espíritos.

Pergunta - Quais os principais métodos usados na Espiritualidade para o tratamento das lesões do corpo espiritual?

Resposta - Na Espiritualidade, os servidores da medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares.

Aí os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes da nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuram".

Nos círculos espirituais próximos da Terra acontecem atividades médicas similares às que se observam nos hospitais terrenos.

Ora, se o perispírito de um desencarnado pode ser examinado e tratado no plano espiritual, obviamente o de um encarnado também o pode. Não há nada que impeça um médico desencarnado de fazê-lo.

Pelo menos é o que se compreende quando se leva em consideração a afirmativa de Allan Kardec de que o perispírito não fica encerrado no corpo, como que aprisionado em uma caixa. Está aberto ao mundo espiritual que lhe tem fácil acesso.

Inúmeras observações mediúnicas feitas na história do Movimento Espírita mostram muitas curas de doenças físicas realizadas por médiuns curadores, auxiliados por Espíritos cirurgiões.

Nestes trabalhos, os Espíritos operadores falam dessas curas, como se tivessem realizado "cirurgias", ou seja, as operações espirituais.

O Sagrado Livro da Vida


O SAGRADO LIVRO DA VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER


Quem somos nós, Espíritos habitantes deste orbe, senão pequenos focos de inteligência dando ainda os primeiros passos no caminho da entendimento das razões divinas? Queridos filhos, sejais unidos no espírito do verdadeiro Cristianismo. E não se pode compreendê-lo sem a humildade a que tanto referiram os luminosos Espíritos que ditaram a Codificação. Na simplicidade podereis inquirir os ensinamentos, facilitando vossa reflexão em redor dos fenômenos que constituem a vida.


Não podeis deixar vos envolver pela soberba, que nos tempos últimos passou a ser uma constante no comportamento de jovens, crianças e até dos mais idosos. O orgulho está exacerbado pela ascendência do materialismo. Jesus não cessou de combater o germe nefasto da conduta exclusivista, que leva a sociedade à desagregação e a torna vítima de inúmeras doenças de ordem moral e ainda de reflexos a gerar anomalias nos corpos físicos. Perscrutai o vosso mundo olhando-o como um corpo constituído de diversos membros. Verificai como o futuro do homem está cada vez mais incerto.


Não podereis sustentar este estado de coisas para sempre e já colheis na atualidade o fruto amargo do comportamento desregrado. Vede como se multiplicam os canceres. Observai como a epidemia da AIDS alastra-se por toda a parte. Verificai como ocorre um recrudescimento de enfermidades, que haviam sido erradicadas em passado próximo. E, diante de tantos dissabores, como se comporta o homem? Pensa em melhorar-se moralmente? Pensa em buscar nos ensinamentos divinos a resposta para tantas dores? Não, absolutamente. O desejo humano é o de gozar os prazeres materiais da melhor maneira possível. Vede como atua a conduta do ser diante do flagelo que se esparrama através da sexualidade desregrada e do uso das drogas injetáveis.

Que procuram? Razão para a gênese de anormalidades tão profundas? Não. Mesmo diante dessa enfermidade dantesca, o homem quer apenas saber como preservar-se da contaminação. E os governos, perante a insanidade comportamental dos viciados, a título de contenção epidêmica, promovem campanhas que os ajudam a afundarem no charco insalubre dos desvarios morais. Distribuem a mancheias as chamadas “camisinhas” e seringas, para que os pobres infelizes continuem se matando espiritualmente, sem o saberem. Tudo é permitido, desde que haja cuidados em se preservar a carne. E o Espírito? Alguém preocupa-se com a chama que de verdade constitui o ser?


Os que estimulam as campanhas publicitárias na mídia do vosso mundo, empurrando jovens e criaturas em vias de perdição para o abismo do sofrimento, não possuem qualquer noção do que seja a existência do Espírito. Preferem admitir as costumeiras e limitadas concepções religiosas que há tanto tempo escravizam esta humanidade, mantendo-a na condição de inferioridade que a tem caracterizado entre as muitas moradas existentes na casa do Pai Santíssimo.

Filhos, já não podeis mais deixar-vos enganar. A vós, irmãos espíritas, foi dado o tesouro da sabedoria. Muitos, nos tempos derradeiros, têm se desviado da fé verdadeira, dando ouvidos a instruções de desencarnados vaidosos, dominados pelo falso saber das escolas terrenas. No mundo invisível há quem tenha diplomas, mas que durante a vida, nada fez para honrar a profissão que abraçou. Espíritos pseudo-sábios que entre vós têm divulgado doutrinas, que não são conforme as lições do Senhor, a quem amamos.


Viveis num tempo de grande confusão. O movimento espírita encontra-se estagnado, envolvido por concepções religiosas irracionais. E, na ausência do progresso, no pouco estudo, na inexistência de pesquisas feitas nos laboratórios das salas mediúnicas, outro não poderia ser o destino senão a profunda desarmonia e inoperância que se observa. Pensa-se muito em quantidade de adeptos do Espiritismo. Mas de que adianta serdes milhões de seguidores, mas de equivocados seguidores? Não seria mais proveitoso se fossem apenas algumas centenas, centenas de dedicados servidores, a exemplo dos Apóstolos? Pensai nisso com urgência. O tempo se consome, como a chama que faz desaparecer a vela.

O mundo está a caminho da tribulação a que se referiam os profetas e mesmo nosso Senhor em seu discurso profético. Estareis preparados para as lutas? Para as provas que virão? Meditai. Abandonai a idéia de que sois milhões entre os homens, pois quando vier o tempo, será reduzido o número de gente a testificar a verdade. Mas quem perseverar estará na graça do Pai Celeste. Uni-vos pela similitude de vossas idéias e pelo desejo do servir. Chegada é a hora de ajuntarem-se em espírito de entendimento. A preocupação é em torno do que acontece hoje e do que está por vir nos próximos anos. Não vos deixeis, caríssimos filhos, envolverdes pela leviandade que se cultiva em todos os cantos do mundo, com o nome de liberdade.

Vós espíritas, tendes em mão a chave da libertação e não podeis deixar de utilizá-la no melhoramento de vossas almas. Não podeis dispensar a influência salutar dos benfeitores que em nome do Alto, aproximam-se dos grupos sérios e dos seguidores de boa-vontade, para dar-lhes sustento e inspirar-lhes pensamentos felizes. Bendizei ao Pai Eterno pela bênção de vos receber entre as inteligências iluminadas de sua Bendita Seara e dar-lhes o direito de serem tratados como discípulos. Fazei, pois, por merece-lo. Estaremos dando-vos assistência nesse e nos momentos futuros, para que se cumpra o que está escrito no Sagrado Livro da Vida.

Paz, harmonia e benemerência a todos vós, filhos do Altíssimo.
Abençoa-vos, humilde e servil,
Bezerra
Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Chico Xavier


Câncer Moral

  
CÂNCER MORAL
DIVALDO PEREIRA FRANCO


O mau-humor sistemático - vício de comportamento emocional - gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral.


Desconcertando a razão, açula as tendências negativas que devem ser combatidas, fomentando a maledicência e a indisposição de ânimo.
Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo como resultados demorados ou nenhuns.
Todas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações.

O azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido.
Atiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo.
Muitas formas de canceres têm sua gênese no comportamento moral insano, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças.
O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.
Exteriorização do egoísmo doentio, aplica-se à inglória tarefa de perseguir os que discordam da sua atitude infeliz, espalhando a inquietação com que se arma de forças para prosseguir na insânia que agasalha.


Reveste-te de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos.
Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob o beneplácito da vontade acomodada.
Oscilantes nos estados dalma, mudam de um para outro episódio de revolta com facilidade, sem qualquer motivo justificável, como se motivo houvesse que justifique a vigência desse verdugo do homem.

Vigia as nascentes dos teus sentimentos e luta com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau-humor.
Policia o verbo rude e ácido, mantendo a dignidade interior e poupando-te ao pugilato das ofensas, decorrente do azedume freqüente.
Não olvides da gratidão, nas tuas crises de indisposição...
O amanhã é incerto.


Aquele a quem hoje magoas será a porta onde buscarás apoio amanhã.
Conquista o título de pacífico ou faze-te pacificador.
Todo agressor torna-se antipático e asfixia-se na psicosfera morbífica que produz.
O Evangelho é lição de otimismo sem limite e o Espiritismo que o atualiza para o homem contemporâneo convida à transformação moral contínua, sem termo, em prol da edificação interior do adepto que se lhe candidata ao ministério.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Receita de Paz

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

São muitos os que querem se curar de seus problemas espirituais



INFELIZMENTE, SÃO MUITOS OS QUE QUEREM SE CURAR DE SEUS PROBLEMAS ESPIRITUAIS PELA LEI DO MENOR ESFORÇO, E O PIOR É QUE ENCONTRAM CENTROS ESPÍRITAS MAL ORIENTADOS QUE SE PROPÕEM A FAZÊ-LO.
Ora, a rigor, ninguém se cura de qualquer processo obsessivo apenas e tão somente doutrinando o pobre do espírito obsessor, como se ele fosse a sua única causa. Quase todos os que padecem de dificuldades dessa natureza, consentindo na influência negativa dos desencarnados sobre a sua vida, não querem nada com o trabalho sério – querem ser curados através de um tratamento de passes, da evocação dos espíritos que, supostamente, os estejam atormentando, enfim, de algum expediente espiritual em que não tenham que modificar pensamentos e hábitos, deixando o comodismo em que se encontram vivendo!

Outros, não raro, acabam trocando a frequência a Centros Espíritos que se concentram nas atividades de estudo e caridade, para frequentarem Centros “especializados” em desobsessão, como se, em essência, todo Centro Espírita não se habilitasse a tanto.

Deixemos algo bem claro: nenhum Centro Espírita cura a obsessão de quem não se dispõem a se envolver no processo de sua própria cura, empreendendo esforços no campo da renovação íntima.

Através da doutrinação, os obsessores que se afastam, sem que o obsidiado procure se fortalecer espiritualmente, apenas cedem espaço à chegada de outros. Isto foi dito pelo próprio Cristo, em Mateus, capítulo 12, versículos 43 a 45: “Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. Por isso diz:

Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.”

O que Jesus fala a respeito do espírito voltar e encontrar a casa “vazia, varrida e ornamentada” é clara referência à casa mental que o antigo “inquilino” espiritual volta a ocupar, como se continuasse preparada para ele, de vez que não fez questão de receber “morador” mais digno...

O que, de fato, cura obsessão é vassoura na mão! O resto, vocês me desculpem, é balela, e propaganda enganosa de Centros e médiuns que não conhecem a Doutrina!

A mesma coisa é o tão propalado desenvolvimento mediúnico, que todo mundo acha que pode obter sentando-se, confortavelmente, ao redor de uma mesa...

Os espíritas precisam deixar de ser enganados por essas coisas, porque desenvolvimento mediúnico é pedreira! Ou seja: significa passar mão de uma marreta e se dispor a quebrar pedras – a vida inteira!

A uma senhora obsidiada, de nome Gertrudes, que os espíritos faziam sair correndo pelo pasto, jogavam no chão, enfim, pintavam e bordavam com a coitada, Chico Xavier disse, certa vez: - Trabalha, Gertrudes! Trabalha, Gertrudes! Mas trabalha até você cair no chão, porque o dia em que você cair no chão de tanto trabalhar, o espírito obsessor larga você!...

Vejamos que, por três vezes, Chico recomendou que ela trabalhasse... na Caridade! Quer dizer: fazer sopa, costurar para os pobres, visitar os doentes, dar banho neles, ser voluntária numa creche, num lar de idosos, enfim, ocupar a cabeça e as mãos em tarefas que pudessem produzir o bem dos semelhantes!

Acontece, porém, que isto é muito pouca gente que quer, e justamente por isto aqui segue o meu prognóstico para o problema obsessivo que incomoda tantos irmãos e irmãs no mundo: enquanto assim não se dispuserem a servir, não encontrarão a cura real!...

INÁCIO FERREIRA.

Uberaba – MG, 07 de outubro de 2013.

Madre Tereza de Calcutá







COM DEZOITO ANOS ENTROU PARA A CASA DAS IRMÃS DE NOSSA SENHORA DO LORETO. CRIOU A CONGREGAÇÃO MISSIONÁRIAS DA CARIDADE. DEDICOU TODA SUA VIDA AOS POBRES.


Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) foi uma missionária católica albanesa. Logo cedo descobriu sua vocação religiosa. Com dezoito anos entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. Criou a Congregação Missionárias da Caridade. Dedicou toda sua vida aos pobres. Em 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Foi Beatificada pela igreja católica em 2003. Agnes Gonxha Bojaxhiu (1910-1997) nasceu no dia 26 de agosto na Albânia. Foi educada numa escola pública da atual Croácia. Ingressou na Congregação Mariana. Com o consentimento dos pais, entrou no dia 29 de Setembro de 1928 para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, em Dublin, Irlanda. O seu sonho era a Índia, onde faria um trabalho missionário com os pobres. Em 24 de maio de 1931, fez votos de pobreza, castidade e obediência, recebendo o nome de Teresa.

Da Irlanda, partiu para Índia. Foi enviada para Darjeeling, local onde as Irmãs de Loreto possuíam um colégio. De Darjeeling a Irmã Teresa foi para Calcutá onde passa a ensinar História e Geografia no Colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora do Loreto, em Calcutá. Mais tarde foi nomeada Diretora.

Em setembro de 1946 durante uma viagem de trem, ouviu um chamado interior que a fez decidir abandonar o noviciado e se dedicar aos necessitados. Depois de apresentar seu plano, recebeu a autorização do Papa Pio XII, no dia 12 de Abril de 1948. Embora deixando a congregação de Nossa Senhora de Loreto, a Irmã Teresa continuava religiosa sob a obediência do arcebispo de Calcutá. Só em 08 de Agosto de 1948 ela deixou o colégio de Santa Maria.

Madre Teresa dirigiu-se para Patna, para fazer um breve curso de enfermagem. Em 21 de dezembro obtém a nacionalidade indiana. Data que reuniu um grupo de cinco crianças, num bairro pobre e começou a dar aula.

Pouco a pouco, o grupo foi aumentando. Dez dias depois eram cerca de cinquenta crianças. Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, a Irmã Teresa usava um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Ia de abrigo em abrigo levando, mais que donativos, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho.

Em 19 de março de 1949, as vocações começaram a surgir entre as suas antigas alunas do colégio. A primeira foi Shubashini. Filha de uma rica família, disposta a colocar sua vida ao serviço dos pobres. Outras voluntárias foram se juntando ao trabalho missionário. Mais tarde chamadas de "Missionárias da Caridade". Em 1949, a constituição da irmandade, começou a ser redigida.

A Congregação de Madre Teresa, foi aprovada pela Santa Sé em 07 de outubro de 1950. Em agosto de 1952, é aberto o lar infantil Sishi Bavan (Casa da Esperança) e inaugurado o "Lar para Moribundos", em Kalighat, auxiliando pobres, doentes e famintos. A partir dessa data, a sua Congregação começa a expandir-se pela Índia e por várias partes do mundo.

Madre Teresa de Calcutá recebe o Prêmio Nobel da Paz, em outubro de 1979. Nesse mesmo ano, João Paulo II recebe a Madre, em audiência privada e a nomeia "embaixadora" do Papa em todas as nações. Muitas universidades lhe conferiram o título "Honoris Causa". E em 1980, recebe a ordem "Distinguished Public Service Award" nos EUA. Em 1983, estando em Roma, sofre o primeiro grave ataque do coração. Tinha 73 anos.

Em setembro de 1985, é reeleita Superiora das Missionárias da Caridade.

Nesse mesmo ano, recebe do Presidente Reagan, na Casa Branca, a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração do país. Em agosto de 1987, vai à União Soviética e é condecorada com a Medalha de ouro do Comitê Soviético da Paz. Em agosto de 1989, realiza um dos seus sonhos, abrir uma casa na sua Albânia, sua terra natal. Em setembro de 1989, sofre o seu segundo ataque do coração e recebe um marca-passo. Em 1990, pede ao Papa para ser substituída no seu cargo, mas volta a ser reeleita por mais seis anos, até 1996.

Madre Teresa de Calcutá morre no dia 05 de setembro de 1997, depois de sofrer uma parada cardíaca. Seu corpo foi transladado ao Estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, celebrou a Missa de corpo presente. O mesmo veículo que, em 1948, transportara o corpo do Mahatma Gandhi foi utilizado para realizar o cortejo fúnebre da "Mãe dos pobres". Em outubro de 2003 Madre Teresa de Calcutá é beatificada pelo Papa João Paulo II.

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