Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Como faço para não me aborrecer com as pessoas?





_"Mestre, queria lhe perguntar algo: como faço para não me aborrecer com as pessoas_?
_Algumas falam demais, outras são maldosas e invejosas_. _Algumas são indiferentes_. _Sinto ódio das que são mentirosas e sofro com as que caluniam_".
_"Viva como as flores", advertiu o mestre_. _"Mas como_? _Como é viver como as flores_?", _perguntou a jovem_.
_"Repare nestas flores" continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim_.
_"Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas_. _Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas_. _Não é sábio permitir que os erros e defeitos dos outros a impeçam de ser aquilo que Deus espera de você_".
_Precisamos entender que os defeitos deles, são deles e não seus_... _Se não são seus, não há razão para aborrecimentos_.
_Exercitar a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora_. _Isso é viver como as flores_.
_Você não precisa focar nos erros alheios, justificando assim sua insatisfação com a vida e as circunstâncias_.
_Tire a boa parte do adubo que chega até você_! _Seja uma flor cujo aroma é agradável aos que estão ao seu redor_. 
_Exale esse aroma_... 
_Não deixe que o seu foco esteja no adubo_...
🌻🌻
_Belíssima e sábia reflexão. Um exercício e desafio para todos nós_..

Maus Espíritos


MAUS ESPÍRITOS 

Explica Kardec que: "os maus espíritos não vão senão onde acham com o que satisfazerem a sua perversidade; para afastá-los, não basta pedir-lhes nem mesmo ordenar, é preciso despojar de nós o que os atrai. Os maus espíritos farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo; do mesmo modo que limpamos o corpo para evitar a bicheira, limpemos também a alma de suasimpurezas para evitar o ataque dos maus espíritos." Jesus quando expulsava o “demônio” aconselhava dizendo: “Vá, e não peques mais”; ou seja, “vá e não erre mais”, para não atrair novamente estes "demônios".
Há espíritos que nos perseguem para se vingar por algo que fizemos a ele no passado. Mas, os que nos perseguem sem ter este sentimento de vingança, apenas nos acompanham por afinidade de pensamento, gosto e modo de agir. Os maus espíritos apenas se aproveitam das nossas falhas morais para nos intuir a fazer algo não muito edificante. Enquanto que os bons espíritos se utilizam das nossas virtudes para nos intuir ao Bem. Mas lembremos que, a condição de "demônio" é transitória, passageira, porque Deus nos criou para a perfeição e lá chegaremos quer queiramos ou não, porque essa é a Sua vontade. O demônio de hoje será o anjo de amanhã, quando a vida lhe impuser penosas experiências de reajuste, através da reencarnação. Por isso, ORAI E VIGIAI. Oremos pedindo força para resistir às investidas desses espíritos e vigiemos nossos pensamentos, palavras e ações, são eles que os atrai.

Respeite a dor alheia





RESPEITE A DOR ALHEIA

Quando vejo pessoas comemorando a morte de alguém, fico querendo saber se elas são cristãs. Se a maioria é, me pergunto:
- O que ela aprendeu com o Cristo?
O ensinamento é para amarmos até nosso inimigo; para retribuirmos o mal com o bem; para perdoarmos os deslizes alheios setenta vezes sete vezes; é para nos colocarmos no lugar de quem sofre e fazer a ele o que gostaríamos que fizessem se estivéssemos no lugar dele; é para atirarmos pedra no pecador caso não tenhamos pecado, e a lista de ensinamentos é grande. Mas, que nos esquecemos de viver quando aparece a ocasião.
O que estamos fazendo dentro da nossa religião? Apenas cumprindo obrigação de frequentar? Questionemos nossas atitudes nas redes sociais, e em todos os lugares que frequentamos e nos perguntemos:
- O que estou fazendo, falando, comentando, compartilhando, postando, é cristão?
Alguém dirá:
- Mas fulano ou fulana fez isso ou aquilo. São pessoas más.
Emmanuel responderia o seguinte: "Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum: 'Que te importa a ti? Segue-me tu'."
Então, tem muita gente preocupada com o que os outros estão fazendo, sem se dar conta que há muita coisa a ser corrigida em si mesmo.
Se o outro não faz, faça você.
Se o outro está em erro, faça você o certo.
Preocupe-se com você.
Quem para no caminho para observar o erro alheio perde tempo na sua própria caminhada.
Pensemos sobre nossos atos. Está na hora de mudar para melhor. Brilhemos nossa luz... Coloquemos a candeia sobre o candeeiro... Sejamos o sal da Terra...

Proteção energética na reforma íntima







PROTEÇÃO ENERGÉTICA NA REFORMA ÍNTIMA


"Se tendes amor, possuís tudo o que há de desejável na Terra, possuís preciosíssima pérola, que nem os acontecimentos, nem as maldades dos que vos odeiem e persigam poderão arrebatar.
Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar [...]."
Um espírito protetor (Bordéus, 1861).
O Evangelho segundo o espiritismo, capítulo 8, item 19.

Quando uma casa vai ser reformada, procura-se tomar várias precauções para que a desordem temporária não afete a segurança e o bem-estar dos moradores e operários. A reforma íntima igualmente solicita prevenção e cuidados de todos nós para que os movimentos emocionais não fragilizem a nossa proteção energética e mental.

Muitos seguidores do espiritismo, ao assumirem cumplicidade com sua melhoria moral, expõem-se ao domínio da raiva dilacerante. Esses espíritos sentem raiva por serem quem são e fazem-se adversários de si próprios, entrando em conflitos e desgastando-se em profundas frustrações por não conquistarem suas intenções de progresso tanto quanto gostariam. Exigem de si mais do que aquilo que dão conta, criando um clima de terrorismo emocional.

Essa conduta favorece uma vulnerabilidade às influências tóxicas da vida, perturbando a vitalidade da aura e dos corpos espirituais sutis. Agir dessa maneira consigo mesmo é como fazer uma reforma na casa sem as precauções contra riscos de acidentes, descuidando de planejar e prevenir possíveis dissabores e acontecimentos infelizes.

O que torna uma estrutura energética e mental frágil e acessível às influências espirituais ou ambientais vem de dentro da própria pessoa, na forma inadequada com que ela se organiza internamente. O nosso maior inimigo, portanto, está em nossa própria vida interior, concretizando-se em nossas maneiras de lidar com o que acontece na vida psíquica e emocional. Dependendo da forma como encaramos os acontecimentos, fragilizamos nossa proteção energética e possibilitamos laços espirituais parasitários.

Entretanto, por uma questão cultural, muitos companheiros da doutrina, habituados a examinar a vida emocional sob a perspectiva das interferências espirituais, deslocam esse foco de ordem emocional para o terreno das obsessões, supondo-se vítimas de nocivas atuações de espíritos do mal. Essa forma de exame foi responsável por desenvolver em vários grupamentos doutrinários uma supervalorização da atuação dos obsessores e um ofuscamento do entendimento sobre os mecanismos dos sentimentos e pensamentos no comportamento humano. Os que "estão fora" só se tornam fatores agressores quando nós próprios descuidamos de nossa parte no processo de harmonia interior e proteção.

Uma reforma íntima à luz do amor não só orienta o rumo a seguir mas também deve determinar os cuidados necessários de defesa nessa grandiosa e lenta jornada transformadora.

Temos dentro de nós o mais poderoso escudo emocional de proteção e segurança pessoal, e ele se chama autoamor. Acolher amorosamente a nós mesmos é como tecer uma manta energética que nos assegura bem-estr, saúde, alegria e prosperidade e imuniza-nos contra as mais diversas formas de exploração de forças, favorecendo a ordem na vida interior durante o processo de aprimoramento.

Seria muito oportuno que as casas de espiritismo cristão se devotassem ao estudo sério das principais emoções gestoras de contaminações, explorações, invasões e ataques parasitários que formam os quadros de obsessão complexa e especializada para educar seus médiuns, trabalhadores e simpatizantes a entenderem que somos os únicos responsáveis por aquilo que nos acontece.

Existem também diversas condutas na vida que são condições fecundas para instalação das vinculações espirituais, energéticas e mentais saudáveis e libertadoras.

No intuito de colaborar com essa iniciativa de gestar conteúdos reflexivos, façamos uma pequena lista de exercícios e aprendizados emocionais importantes na tarefa de melhoramento espiritual a fim de que evitemos tropeços, desgastes e desordens que possam nos deixar vulneráveis energética e mentalmente nos aprendizados da reforma íntima:

>> Evitar as expectativas muito elevadas. Elas costumam ser a causa principal da presença da mágoa, e uma pessoa magoada é forte candidata a ingerir os venenos da decepção, do ódio e da tristeza, estados íntimos favoráveis às agressões energéticas. Podemos esperar o melhor, mas com aceitação e perdão quando não conseguirmos atingir as metas que tanto almejamos.

>> Ter um olhar educativo para os conflitos. Necessitamos interpretar os conflitos como sintoma íntimo de que temos algo essencial a resolver pelo nosso bem. Estados de conflitos íntimos persistentes são geradores de angústia, a emoção que alerta para a existência da desorganização interna, que, por sua vez, é uma torneira totalmente aberta para a queda repentina de vitalidade. O conflito é a mola de propulsão para avançarmos na direção da nossa melhoria e amadurecimento.

>> Aceitar que ninguém consegue ter controle sobre tudo na vida. O esforço neurótico de controlar é um exaustor de energia da serenidade e um produtor de medos incontroláveis. A vida é um fluxo que nos convida a sincronizar nossa mente com o ritmo dos acontecimentos e da realidade.

>> Observar a irritação com um novo olhar. Quando a irritação surge na vida emocional, ela está emitindo um recado do coração que diz mais ou menos assim: "Você está ultrapassando seus limites, algo está em desacordo com suas necessidades. Observe, reflita e corrija o que está acontecendo." A irritação é um curto-circuito no sistema defensivo descompensando seu equilíbrio de forças na aura, e os caminhos energéticos da existência só serão abertos quando houver a substituição das frases indicadoras de ausência nos limites: "tenho que...", "deveria ter...", por essas outras formas libertadoras: "eu escolhi...", "eu necessito...", "eu quero...". A inconsciência de limites promove exaustão de energia vital, fundamental para o equilíbrio do sistema nervoso. Respeito aos limites é um processo de educação de nossas forças e habilidades que alinham nossa mente ao equilíbrio e à serenidade.

>> Evitar fixação prolongada nos aspectos sombrios. Ao destacarmos os aspectos desagradáveis que carregamos ou aqueles que fazem parte da personalidade das pessoas com quem convivemos, fortalecemos esses traços em nós ou passamos a carregar as mesmas dores e necessidades das pessoas que criticamos, instaurando-se o clima da descrença, do pessimismo e da animosidade. O exercício de olhar a vida de uma forma mais otimista e destacar o luminoso na vida e nas pessoas é uma atitude imunizadora em nosso favor, metabolizando fluidos elevados responsáveis pela serenidade na vida psíquica.

Esses cuidados, e muitos outros que poderemos movimentar na caminhada espiritual de crescimento, são atitudes de amor para conosco. São preventivos contra repercussões desfavoráveis de nossas necessidades morais.

Como assevera nossa referência de apoio: "Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar [...]". Esse lugar onde os vermes da maldade e a ferrugem da acomodação não podem atingir chama-se paz íntima, resultado inevitável de quem vibra nas faixas luminosas do autoamor.

Ermance Dufaux (Espírito)
Médium Wanderley Oliveira
Obra Emoções que Curam
Série Harmonia Interior



O Câncer na visão espirita







O CÂNCER NA VISÃO ESPÍRITA

Desde tempos imemoriáveis, a melhor medicina sempre foi a preventiva. O grande alquimista Paracelso insistia: "Não se deve tratar a doença; deve-se tratar a saúde". Podemos dizer que, o melhor meio para não se apanhar uma doença, consiste em se manter saudável. Ou seja, proteger o sistema imunológico, de forma a bloquear qualquer germe ou vírus que tentar invadir nosso organismo. Pode-se pensar que seja fácil atingir tal objetivo, através de uma boa dieta, escolhendo alimentos de baixo valor de colesterol, reduzindo o consumo de carne, abstendo-se de consumir açúcar, realizando exercícios físicos, enfim, submetendo-se a tudo aquilo que uma propaganda insistente nos propõe. Mas como explicar, nesse caso, o elevadíssimo número de pessoas que seguiram rigorosamente tais instruções, julgando estar assim protegidas contra os perigos das doenças para um dia, descobrir que seu organismo estava sendo minado pelo câncer? André Luiz conta, através da psicografia de Chico Xavier que um Espírito ao preparava-se para reencarnar, pediu para seu novo corpo físico uma úlcera que apareceria em sua madureza física e que não deveria encontrar cura até sua desencarnação, para que ele pudesse ressarcir um assassinato que cometeu ao esfaquear um homem (que estava na sua madureza física) na região do estômago. Como vemos, mesmo que este Espírito cuide de sua saúde durante toda sua juventude, não fugirá da úlcera “moral” que “ele pediu”. ENTÃO, CÂNCER É UMA ENFERMIDADE CÁRMICA? A experiência diz que sim. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações. O CÂNCER SERIA ENTÃO O RESULTADO DE UM COMPORTAMENTO DESAJUSTADO, EM VIDAS ANTERIORES? Nem sempre. A causa pode estar nesta existência. Um exemplo: as estatísticas demonstram grande incidência de câncer no pulmão, em pessoas que fumam. Há elementos cancerígenos nas substâncias que compõem o cigarro. Quem fuma, portanto, é sério candidato a esse mal. Será o seu carma. Há uma charge ilustrativa, em que um cigarro diz para o fumante: "Hoje você me acende. Amanhã eu o apagarei!" Certíssimo! ESTÁ DEMONSTRADO QUE OS FUMANTES PASSIVOS, PESSOAS QUE CONVIVEM COM FUMANTES, TAMBÉM PODEM TER CÂNCER. COMO EXPLICAR ESSA SITUAÇÃO? ENão há inocentes na Terra, um planeta de provas e expiações. O fumante passivo que venha a contrair câncer tem comprometimentos do passado que justificam seu problema. Aliás, o simples fato de aqui vivermos significa que merecemos (ou necessitamos) tudo o que aqui possa nos acontecer. Se não merecêssemos, estaríamos morando em mundos mais saudáveis. ISSO ISENTA DE RESPONSABILIDADE O FUMANTE QUE POLUI O AMBIENTE, SITUANDO-O COMO INSTRUMENTO DE RESGATE PARA ALGUÉM? Ao contrário, apenas o compromete mais. Deus não necessita do concurso humano para exercitar a justiça. Além de responder pelos desajustes que provoca em si mesmo, responderá por prejuízos causados ao meio ambiente e às pessoas. A MEDICINA VEM DESENVOLVENDO TÉCNICAS PARA A CURA DO CÂNCER. CONCEBE-SE QUE DENTRO DE ALGUMAS DÉCADAS SERÁ POSSÍVEL A CURA RADICAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES. COMO FICARÃO AQUELES QUE ESTÃO SE REAJUSTANDO PERANTE AS LEIS DIVINAS A PARTIR DE UM CARCIOMA? A medicina vem fazendo grandes progressos, mas está longe de erradicar a doença. Males são superados; outros surgem, nos domínios da sexualidade, a sífilis era um flagelo, decorrente da promiscuidade. Hoje é a AIDS. A dor, a grande mestra, que tem na enfermidade um de seus aguilhões, continuará a nos corrigir, até que aprendamos a respeitar as leis divinas. A PESSOA QUE SOFRE BASTANTE, VITIMADA POR UM CÂNCER, RESGATOU SEUS DÉBITOS, HABILITANDO-SE A UM FUTURO FELIZ NA ESPIRITUALIDADE? A doença elimina as sombras do passado, mas não ilumina o futuro. Este depende de nossas ações, da maneira como enfrentamos problemas e enfermidades. Quando o nosso comportamento diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro glorioso. COMO FUNCIONA ISSO? Se o paciente tem câncer, suas dores implicarão em sofrimento para a família. Tudo bem. Faz parte das experiências humanas. Mas, dependendo da maneira como enfrentar seu problema, poderá gerar aflições bem maiores para todos, o que acontece com o paciente revoltado, inconformado, agressivo. Se humilde e resignado, a família lidará melhor com a situação. Pacientes assim (resignados) estão "zerando o carma".

Observação de J. Raul Teixeira: A dor, a luta, o resgate, o acerto de contas também nos impõe aprendizados. Muitos entram no caminho das expiações e não consegue expiar. Não é o fato de estarmos sofrendo que diz que já resgatamos. O que diz se já resgatamos ou não é o modo como estamos sofrendo. Há criaturas que sofrem revoltadas, biliosas, de mal com Deus, aborrecidas com a vida e quem passa pelo seu caminho é alvo de seu fígado estragado. Lógico que esta pessoa não dará conta do processo expiatório.
Como está no livro “Transição Planetária”: “Antes, porém, de chegar esse momento (de transição), a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os CÂNCERES, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)

COMPILAÇÃO DE RUDYMARA

Disse padre Léo ao padre Fábio de Melo: "Meu filho, eu nunca pedi a Deus que me curasse do meu câncer, porque seria muito injusto eu plantar limão e querer colher outra coisa. Eu fumei a vida inteira. Então, eu peço a Ele que me ensine a morrer do jeito certo. Se eu não faço minha parte, eu me pergunto: será que é honesto eu pedir que Deus faça a parte Dele? Ele já fez a parte Dele nos dando a vida, precisamos fazer a nossa parte cuidando dela!"
.........GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

Irmão X - Os três crivos





Irmão X, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, narra um fato ao qual deu o título de Os Três Crivos. Conta-nos ele que certo homem aproximou-se de Sócrates, dizendo ter algo grave a lhe contar. O prudente sábio perguntou ao interlocutor se já havia passado o assunto pelos três crivos. “Quais crivos?”, perguntou espantado o homem. “Primeiro”, disse o filósofo, “o crivo da verdade: tem certeza da veracidade do quer comunicar?”

O interlocutor disse que não, pois só ouvira dizer. Sócrates continuou perguntando se ele já havia passado o assunto pelo crivo da bondade e o homem negou argumentando que de bom nada havia. Diante disso, o sábio recorreu ao terceiro crivo, o da utilidade e, prontamente, o interlocutor disse que de útil, também, nada havia. “Bem, rematou o filósofo num sorriso, se o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem edificação para nós”...

Nessa pequena história, parece-nos muito claro o ensinamento de Jesus: “Quem tem ouvidos de ouvir, ouça”. Todos, indistintamente, aguardamos ouvir os chamamentos de Jesus. Esperamos que vozes celestiais nos chegassem aos ouvidos convocando-nos para, em nome do Mestre, realizar grandes obras. É justo esperar, mas será que não precisaríamos antes melhorar nossa audição para ouvir os chamamentos?

Emmanuel, na lição 72 do livro Palavras de Vida Eterna, nos lembra que analisar, refletir e ponderar é modalidades do ato de ouvir, pois que necessitamos estar atentos e dispostos a identificar o sentimento das vozes, bem como as sugestões e situações que as rodeiam. Mas, por que precisamos ter esse cuidado? Porque somente após aprendermos a ouvir com atenção, analisar o que se ouviu, a refletir sobre as palavras ditas, os sentimentos que as moveram e a ponderar sobre a sua utilidade - para o nosso crescimento e o dos outros - é que poderemos falar de modo edificante na estrada evolutiva que ora trilhamos.

O Orientador Espiritual nos lembra que quem ouve, aprende, e quem fala doutrina. O primeiro, retém, e o segundo, espalham, e somente aquele que guarda, na experiência que renova, pode espalhar com êxito. Todos nós, em experiência planetária, nascemos com uma função definida, pouco importando que seja simples ou complexa. Para Deus, qualquer que seja sua importância, estará sempre ligada à nossa necessidade individual de aprimoramento. Nós, por não entendermos os desígnios divinos, é que não aceitamos essa condição. Julgamo-nos merecedores de tarefas mais importantes, de maior destaque, sem nos atermos ao fato de que, muitas vezes, sequer conseguimos realizar as pequenas tarefas diárias que nos são confiadas, ou pelas quais nos responsabilizamos.

Apenas falando pode ser que abandonemos o trabalho no meio. Entretanto, se começarmos realmente a ouvir sempre e mais, com certeza, atingirá, e de forma serena, os fins aos quais nos destinamos. 
Quando falamos em ouvir os chamamentos de Jesus é necessário nos lembrarmos do seguinte: no Cristianismo, o chamamento do Mestre tem um significado bem específico, ou seja, o apelo do Cristo ao ministério religioso. Todavia, à luz do Espiritismo, ele é muito mais amplo, pois que, em cada situação da nossa existência, estejamos encarnados ou desencarnados, podemos registrá-los.

Senão, vejamos: no seio familiar ele surge através dos problemas difíceis que necessitamos solucionar, após ouvir, com serenidade e isenção de ânimos, as partes envolvidas; diante do companheiro desconhecido que nos solicita cooperação; à frente do adversário que pede tolerância e entendimento, nos conclamando ao perdão com o esquecimento do ato ofensivo; junto ao enfermo a nos solicitar a assistência amorosa, seja no trato das feridas físicas ou espirituais; e na atitude de bondade e compreensão que nos roga a criança, exigindo de nós cuidados maiores diante da fragilidade dessa planta que necessita das mãos fortes do adulto para não fenecer.

Somos todos discípulos de Jesus, precisando ouvi-Lo, dando testemunhos da nossa fidelidade aos ensinamentos que deixou, procurando segui-Lo onde estejamos e como estejamos na certeza de que, somente através do exercício constante no bem, estaremos atendendo ao chamamento do Divino Amigo, porque teremos então ouvidos de ouvir.

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