Não te esqueças de que a solução para o problema que te angustia, está a caminho.

Nos tribunais da Divina Justiça, nenhum processo fica parado.

A tua petição, depois de examinada, será deferida de acordo com os teus méritos.

Não te aflijas, antecipando-te às providências que haverão de ser tomadas em favor de tua paz.

Nem agraves a tua situação, tornando inócuas, quando te alcancem, as deliberações em andamento.

Saber esperar é tão importante quanto saber agir.

Toda decisão precipitada acaba sendo uma solução pela metade para o problema que se pretende resolver.

A solução que demora a surgir ainda não encontrou, disponíveis, os elementos que a favoreçam.


Irmão José/Carlos A. Baccelli
livro "Vigiai e Orai"











Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1. Disciplinar os próprios impulsos.

2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.

5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6. Evitar as conversações inúteis.

7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.

8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.







Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro
que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é,em muitos momentos, dolorosa...


Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
Mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo
que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda

São dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo

que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo
sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo
que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo

que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo
sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!






Desencanto

Também, Senhor, um dia, de alma ansiosa,
Num sonho todo amor, carícia e graça,
Quis encontrar a imagem cor-de-rosa
Da ventura que canta, sonha e passa.

E perquiri a estrada erma e escabrosa,
Perenemente sob a rude ameaça
Da amargura sem termos, angustiosa,
Entre os frios do pranto e da desgraça,

Até que um dia a dor, violentamente,
Fez nascer no meu cérebro demente
Os anelos de morte, cinza e nada.

E no inferno simbólico do Dante,
Vim reencontrar a lagrima triunfante,
Palpitando em minh’alma estraçalhada.


Autor: Hermes Fontes
(psicografia de Chico Xavier )

Estudos Doutrinários

quarta-feira, 12 de maio de 2021




Em Casa: Ninguém foge à Lei da Reencarnação.


ONTEM, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral.


HOJE, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.


ONTEM, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.


HOJE, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.


ONTEM, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes.


HOJE, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho-problema, o cálice amargo da redenção.


ONTEM, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.
HOJE, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.


ONTEM, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinquência.
HOJE, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos a permanência no curso infatigável da tolerância.


ONTEM, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando lhes o espírito, a punhaladas de ingratidão.


HOJE, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.


À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas.
Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos àqueles que te injuriam…


A humildade é a chave de nossa libertação.


E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.
* * *
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Da obra: Amor e Vida em Família.





 

CHICO XAVIER E O ANJO BOM!


Dois anos de surras incessantes.


Dois anos vivera o Chico junto da madrinha.


Numa tarde muito fria, quando entrou em colóquio com Dona Maria João de Deus, Chico implorou:


— Mamãe, se a senhora vem nos ver, porque não me retira daqui?


O Espírito carinhoso afagou-o e perguntou:


— Por que está você tão aflito? Tudo, no mundo, obedece a vontade de Deus.


— Mas a senhora sabe que nos faz muita falta…
A Mãezinha consolou-o e explicou:


— Não perca a paciência. Pedi a Jesus para enviar um anjo bom que tome conta de vocês todos.
E sempre que revia a progenitora, o menino indagava:


— Mamãe, quando é que o anjo chegará?


— Espere, meu filho! — era a resposta de sempre.


Decorridos dois meses, o Sr. João Cândido Xavier resolveu casar-se em segundas núpcias.


E Dona Cidália Batista, a segunda esposa, reclamou os filhos de Dona Maria João de Deus, que se achavam espalhados em casas diversas.


Foi assim que a nobre senhora mandou buscar também o Chico. Quando a criança voltou ao antigo lar contemplou a madrasta que lhe estendia as mãos.


Dona Cidália abraçou-o e beijou-o com ternura e perguntou:


— Meu Deus, onde estava este menino com a barriga deste jeito?


Chico, encorajado com o carinho dela, abraçou-a também, como o pássaro que sentia saudades do ninho perdido.
A madrasta bondosa fitou-o bem nos olhos e indagou:
— Você sabe quem sou, meu filho?


— Sei sim. A senhora é o anjo bom de que minha mãe já falou…


E, desde então, entre os dois, brilhou o amor puro com que o Chico seguiu a segunda mãe, até à morte.


(Do livro LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER, por Ramiro Gama)


Cartas inéditas de Allan Kardec revelam que ele tinha uma Filha

Hippolyte Léon Denizard Rivail (francês: [ʁivɑj]; Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec (francês: [kaʁdɛk]), notabilizou-se como o codificador[nota 1] do espiritismo (neologismo por ele criado). Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos cuja investigação costumava ser considerada inadequada. Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das “mesas girantes”, bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal do qual era estudioso. Apenas em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar tais reuniões.[carece de fontes] Durante este período, também tomou conhecimento da psicografia. Ele então teria tido contato com um “espírito familiar”, que supostamente teria passado a orientar os seus trabalhos. O pseudônimo “Allan Kardec” foi escolhido porque esta entidade teria revelado que ambos haviam vivido juntos, em uma vida passada, entre os druidas do povo celta, na região da Gália (atual França). A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação. — Allan Kardec Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção dos supostos espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científicos, filosóficos e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do homem.[carece de fontes] Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subsequentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas — Allan Kardec Tendo iniciado a publicação das obras de Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), Kardec fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. O Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eternos. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…

Expiação e Prova Coletivas

Expiação e Prova Coletivas Não há como negar. O surto do denominado “Coronavírus”, que, nos dias atuais, flagela a Humanidade encarnada, faz parte do contexto das expiações e das provas coletivas que o espírito em evolução necessita facear na Terra. Induzindo, assim, muitos espíritos ao resgate parcial de suas faltas pregressas, enseja, ao mesmo tempo, que muitos outros se entreguem à maior solidariedade, no indispensável combate ao egoísmo – o vício de maior virulência que, em todos os tempos, acomete o espírito na senda do aperfeiçoamento. Não obstante, o “Coronavírus”, infelizmente, sem ser o maior, é apenas mais um dos flagelos que, periodicamente, assolam a Humanidade, com o intuito de fazê-la avançar, tanto do ponto de vista individual quanto coletivo. Em “O Livro dos Espíritos”, na questão de número 737, Kardec indaga: – Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores? Resposta: – Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É necessário ver o fim, para se apreciar os resultados. Não julgais essas coisas senão do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais flagelos por causa dos prejuízos que vos causam, mas esses transtornos são frequentemente necessários, para fazerem que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos. Convém, porém, acrescentemos que o aproveitamento espiritual – moral e intelectual – de tais dificuldades é extremamente variável de pessoa para pessoa, de vez que muitos espíritos continuarão a necessitar de outras provações a fim de serem tocados em seu íntimo, deixando de viver no estado de exclusivismo social a que se entregam, incluindo a sua quase completa descrença concernente à existência de Deus e a imortalidade. Assim, sem desejar que a nossa palavra, neste momento de aflição, soe com pessimismo aos ouvidos de nossos irmãos na carne, não podemos deixar de consignar que, certamente, outros “estímulos” providenciais da Lei Divina haverão de surgir, nunca com o propósito de punir, mas sempre com o de educar. Aqueles que, indevidamente, se valerem das atuais circunstâncias de dor que vários países do mundo estão experimentando, certamente estarão agravando as suas faltas, e, com mais força, se candidatam ao expurgo planetário já em andamento. Não olvidemos que todo e qualquer obstáculo que somos chamados a enfrentar é uma avaliação pessoal com que a Lei nos examina por dentro, a fim de que a própria Lei não tenha que nos fornecer a menor explicação pelos reveses que, por nós mesmos, solicitamos através de nossas escolhas e atitudes, no passado e no presente. Assim como o maior incêndio, espontaneamente ou não, termina por se extinguir, com as cinzas se transformando em adubo natural para a reconstituição da floresta que dizimou, que, no tempo, haverá de ressurgir renovada, esperamos que, passada a crise de saúde pública que, nos dias que correm, se generaliza, os homens consigam rever os valores éticos que a desencadearam e, em relação ao futuro, se previnam, para que algo pior não lhes venha a suceder, sem que, a respeito, haja necessidade de se efetuar profecia alguma. Irmão José/Carlos A. Baccelli.

terça-feira, 5 de março de 2019

Consciência Espírita




07 - CONSCIÊNCIA ESPÍRITA
Cartas e Crônicas
(Ditada pelo Espírito Irmão X)


Diz você que não compreende o motivo de tanta autocensura nas comunicações dos espíritas desencarnados. Fulano, que deixou a melhor ficha de serviço, volta a escrever, declarando que não agiu entre os homens como deveria; sicrano, conhecido por elevado padrão de virtudes, regressa, por vários médiuns, a lastimar o tempo perdido... E você acentua, depois de interessantes apontamentos: “Tem-se a impressão de que os nossos confrades tornam, do Além, atormentados por terríveis complexos de culpa. Como explicar o fenômeno?” Creia, meu caro, que nutro pessoalmente pelos espíritas a mais enternecida admiração. Infatigáveis construtores do progresso, obreiros do Cristianismo Redivivo. Tanta liberdade, porém, receberam para a interpretação dos ensinamentos de Jesus que, sinceramente, não conheço neste mundo pessoas de fé mais favorecidos de raciocínio, ante os problemas da vida e do Universo. Carregando largos cabedais de conhecimento, é justo guardem eles a preocupação de realizar muito e sempre mais, a favor de tantos irmãos da Terra, detidos por ilusões e inibições no capítulo da crença. Conta-se que Allan Kardec, quando reunia os textos de que nasceria “O Livro dos Espíritos”, recolheu-se ao leito, certa noite, impressionado com um sonho de Lutero, de que tomara notícias. O grande reformador, em seu tempo, acalentava a convicção de haver estado no paraíso, colhendo informes em torno da felicidade celestial. Comovido, o codificador da Doutrina Espírita, durante o repouso, viu-se também fora do corpo, em singular desdobramento... Junto dele, identificou um enviado de Planos Sublimes que o transportou, de chofre, a nevoenta região, onde gemiam milhares de entidades em sofrimento estarrecedor. Soluços de aflição casavam-se a gritos de cólera, blasfêmias seguiam-se a gargalhadas de loucura. Atônito, Kardec lembrou os tiranos da História e inquiriu, espantado: - Jazem aqui os crucificadores de Jesus? - Nenhum deles – informou o guia solícito. – Conquanto responsáveis, desconheciam, na essência, o mal que praticavam. O próprio Mestre auxiliou-os a se desembaraçarem do remorso, conseguindo-lhes abençoadas reencarnações, em que se resgataram perante a Lei. - E os imperadores romanos? Decerto, padecerão nestes sítios aqueles mesmos suplícios que impuseram à Humanidade... - Nada disso. Homens da categoria de Tibério ou Calígula não possuíam a mínima noção de espiritualidade. Alguns deles, depois de estágios regenerativos na Terra, já se elevaram a 17 esferas superiores, enquanto que outros se demoram, até hoje, internados no campo físico, à beira da remissão. - Acaso, andarão presos nestes vales sombrios – tornou o visitante – os algozes dos cristãos, nos séculos primitivos do Evangelho? - De nenhum modo – replicou o lúcido acompanhante -, os carrascos dos seguidores de Jesus, nos dias apostólicos, eram homens e mulheres quase selvagens, apesar das tintas de civilização que ostentavam... Todos foram encaminhados à reencarnação, para adquirirem instrução e entendimento O codificador do Espiritismo pensou nos conquistadores da Antiguidade, Átila, Aníbal, Alarico I, Gengis Khan... Antes, todavia, que enunciasse nova pergunta, o mensageiro acrescentou, respondendo-lhe à consulta mental: - Não vagueiam, por aqui, os guerreiros que recordas... Eles nada saiam das realidades do espírito e, por isso, recolheram piedoso amparo, dirigidos para o renascimento carnal, entrando em lides expiatórias, conforme os débitos contraídos... - Então, dize-me – rogou Kardec, emocionado -, que sofredores são estes, cujos gemidos e imprecações me cortam a alma? E o orientador esclareceu, imperturbável: - Temos junto de nós os que estavam no mundo plenamente educado quanto aos imperativos do Bem e da Verdade, e que fugiram deliberadamente da Verdade e do Bem, especialmente os cristãos infiéis de todas as épocas, perfeitos conhecedores da lição e do exemplo do Cristo e que se entregaram ao mal, por livre vontade... Para eles, um novo berço na Terra é sempre mais difícil... Chocado com a inesperada observação, Kardec regressou ao corpo e, de imediato, levantouse e escreveu a pergunta que apresentaria, na noite próxima, ao exame dos mentores da obra em andamento e que figura como sendo a Questão número 642, de “O Livro dos Espíritos”: “Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?”, indagação esta a que os instrutores retorquiram: “Não; cumpre-lhe fazer o bem, no limite de suas forças, porquanto responderá por todo o mal que haja resultado de não haver praticado o bem.” Segundo é fácil de perceber, meu amigo, com princípios tão claros e tão lógicos, é natural que a consciência espírita, situada em confronto com as idéias dominantes nas religiões da maioria, seja muito diferente.

Lição das Trevas



01 - LIÇÃO DAS TREVAS

 No vale das trevas, delirava a legião de Espíritos infelizes. Rixas, obscenidades, doestos, baldões. Planejavam-se assaltos, maquinavam-se crimes. O Espírito Benfeitor penetrou a caverna, apaziguando e abençoando. Aqui, abraçava um desventurado, apartando-o da malta, de modo a entregá-lo, mais tarde, a equipes socorristas; mais adiante, aliviava com suave magnetismo a cabeça atormentada de entidades em desvario. O serviço assistencial seguia difícil, quando enfurecido mandante da crueldade, ao descobrilo, se aquietou em súbita acalmia e, impondo respeitosa serenidade a chusma de loucos, declinou-lhe a nobre condição. Que os companheiros rebelados se acomodassem, deixando livre passagem àquele que reconhecia por missionário do bem. - Conheces-me? - interrogou o recém-chegado, entra espantado e agradecido. - Sim - disse o rude empreiteiro da sombra -, eu era um doente na Terra e curaste meu corpo que a moléstia desfigurava. Lembro-me perfeitamente de teu cuidado ao lavar-me as feridas. Os circunstantes entraram na conversação de improviso e um deles, de dura carranca, apontou o visitador e clamou para o amigo: Que mais te fez este homem no mundo para que sejamos forçados à deferência? Deu-me teto e agasalho. Outro inquiriu: Que mais? Supriu minha casa de pão e roupa, libertando-nos, a mim e a família, da nudez e da fome. Outro ainda perguntou com ironia: Mais nada? 5 Muitas vezes, dividia comigo o que trazia na bolsa, entregando-me abençoado dinheiro para que a penúria não me arrasasse. Estabelecido o silêncio, o Espírito Benfeitor, encorajado pelo que ouvia, indagou com humildade: Meu irmão, nada fiz senão cumprir o dever que a fraternidade me impunha; entretanto, se te mostras tão generoso para comigo, em tuas manifestações de reconhecimento e de amor que reconheço não merecer, porque te entregas, assim, à obsessão e à delinqüência?! . O interpelado pareceu sensibilizar-se, meneou tristemente a cabeça e explicou: Em verdade, és bom e amparaste a minha vida, mas não me ensinaste a viver! Espíritas, irmãos! Cultivemos a divulgação da Doutrina Renovadora que nos esclarece e reúne! Com o pão do corpo, estendamos a luz da alma que nos habilite a aprender e compreender, raciocinar e servir.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Animismo





ANIMISMO

8. Como a Doutrina Espírita explica a interferência anímica no fenômeno mediúnico?
O processo de comunicação dá-se somente através da identificação do Espírito com o médium, perispírito a perispírito, cujas propriedades de expansibilidade e sensibilidade, entre outras, permitem a captação do pensamento, das sensações e das emoções, que se transmitem de uma para outra mente através do veículo sutil.

O médium é sempre um instrumento passivo, cuja educação moral e psíquica lhe concederá recursos hábeis para um intercâmbio correto. Nesse mister, inúmeros impedimentos se apresentam durante o fenômeno, que somente o exercício prolongado e bem dirigido consegue eliminar.

Dentre outros, vale citar as fixações mentais, os conflitos e os hábitos psicológicos do sensitivo, que ressumam do seu inconsciente e, durante o transe, assumem com vigor os controles da faculdade mediúnica, dando origem às ocorrências anímicas.

Em si mesmo, o animismo é ponte para o mediunismo, que a prática do intercâmbio termina por superar. Todavia, vale a pena ressaltar que no fenômeno anímico ocorrem os de natureza mediúnica, assim como nos mediúnicos sucedem aqueles de caráter anímico.

Qualquer artista, ao expressar-se, na música, sempre dependerá do instrumento de que se utilize. O som provirá do mecanismo utilizado, embora o virtuosismo proceda de quem o acione. O fenômeno puro e absoluto ainda não existe no mundo orgânico relativo…

Os valores intelectuais e morais do médium têm preponderância na ocorrência fenomênica, porquanto serão os seus conhecimentos, atuais ou passados, que vestirão as ideias transmitidas pelos desencarnados.
(VIVÊNCIA MEDIÚNICA, Cap. Complexidades do Fenômeno Mediúnico, Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco – LEAL)

9. Cite alguns fatores estimuladores do animismo e como erradicá-lo.
O cultivo de ideias desordenadas, as aspirações mal contidas, desequilibram, promovendo falsas informações. Os desbordos da imaginação geram impressões, produzem ideias que fazem supor procederem de intercâmbio mediúnico… Além desses, a inspiração de Entidades levianas coopera com eficiência para os exageros, as distonias.
(CELEIRO DE BÊNÇÃOS, Cap. 6, Joanna de Angelis/Divaldo P. Franco – LEAL)

10. Que pode fazer o médium para diminuir gradualmente as cores anímicas das suas passividades?
Indispensável muito cuidado, exame continuo dos problemas íntimos e acendrado zelo pelas letras espíritas, a fim de discernir com acerto e atuar com segurança.

Nem tudo que ocorre na esfera mental significa fenômeno mediúnico. Se não deves recear em excesso o animismo, não convém descurar cuidados. Problemas intrincados da personalidade surgem como expressões mediúnicas a cada instante e se exteriorizam, produzindo lamentáveis desequilíbrios.

Distonias psíquicas exalam miasmas morbíficos que produzem imagens perturbadoras no campo mental e se externam em descontrole.

Estuda e estuda-te.

Evita a frivolidade e arma-te de siso, no mister relevante da mediunidade. Cada ser vincula-se a um programa redentor, graças às causas a que se imana pelo impositivo da reencarnação.

Interferências espirituais sucedem, sim, mas, não amiúde como pretendem a leviandade e a insensatez dos que se comprazem em transferir responsabilidades.

Revisa opiniões, conotações, exames e resguarda-te na discrição. Mediunidade é patrimônio inestimável, faculdade delicada pela qual ocorrem fenômenos sutis, expressivos e vigorosos e só procedem do Alto quando em clima de alta responsabilidade.

Nesse sentido, não descuides das ocorrências provindas de interferências anímicas, dos desejos fortemente acalentados, das impressões indesejáveis e desconexas que ressumam, engendrando comunicações inexatas.

Acalma a mente e harmoniza o “mundo interior.”
(CELEIRO DE BÊNÇÃOS, Cap. 6, Joanna de Angelis/Divaldo P. Franco – LEAL)

O Suicida do Trem





Divaldo Franco

Eu nunca me esquecerei que um dia havia lido num jornal acerca de um suicídio terrível, que me impactou: um homem jogou-se sobre a linha férrea, sob os vagões da locomotiva e foi triturado. E o jornal, com todo o estardalhaço, contava a tragédia, dizendo que aquele era um pai de dez filhos, um operário modesto.

Aquilo me impressionou tanto que resolvi orar por esse homem. Tenho uma cadernetinha para anotar nomes de pessoas necessitadas. Eu vou orando por elas e, de vez em quando, digo: se este aqui já evoluiu, vou dar o seu lugar para outro; não posso fazer mais.

Assim, coloquei-lhe o nome na minha caderneta de preces especiais – as preces que faço pela madrugada. Da minha janela eu vejo uma estrela e acompanho o seu ciclo; então, fico orando, olhando para ela, conversando. Somos muito amigos, já faz muitos anos. Ela é paciente, sempre aparece no mesmo lugar e desaparece no outro.

Comecei a orar por esse homem desconhecido. Fazia a minha prece, intercedia, dava uma de advogado, e dizia: Meu Jesus, quem se mata (como dizia minha mãe) “não está com o juízo no lugar”. Vai ver que ele nem quis se matar; foram as circunstâncias. Orava e pedia, dedicando-lhe mais de cinco minutos (e eu tenho uma fila bem grande), mas esse era especial.

Passaram-se quase quinze anos e eu orando por ele diariamente, onde quer que estivesse. Um dia, eu tive um problema que me fez sofrer muito. Nessa noite cheguei à janela para conversar com a minha estrela e não pude orar. Não estava em condições de interceder pelos outros.

Encontrava-me com uma grande vontade de chorar; mas, sou muito difícil de fazê-lo por fora, aprendi a chorar por dentro. Fico aflito, experimento a dor, e as lágrimas não saem. (Eu tenho uma grande inveja de quem chora aquelas lágrimas enormes, volumosas, que não consigo verter). Daí a pouco a emoção foi-me tomando e, quando me dei conta, chorava.

Nesse ínterim, entrou um Espírito e me perguntou: Por que você está chorando? Ah! Meu irmão – respondi – hoje estou com muita vontade de chorar, porque sofro um problema grave e, como não tenho a quem me queixar, porquanto eu vivo para consolar os outros, não lhes posso contar os meus sofrimentos. Além do mais, não tenho esse direito; aprendi a não reclamar e não me estou queixando.

O Espírito retrucou: Divaldo, e seu eu lhe pedir para que você não chore, o que é que você fará? Hoje nem me peça. Porque é o único dia que eu consegui fazê-lo. Deixe-me chorar! Não faça isto, pediu. Se você chorar eu também chorarei muito.

Mas por que você vai chorar? perguntei-lhe: Porque eu gosto muito de você. Eu amo muito a você e amo por amor. Como é natural, fiquei muito contente com o que ele me dizia.

Você me inspira muita ternura – prosseguiu – e o amo por gratidão. Há muitos anos eu me joguei embaixo das rodas de um trem. E não há como definir a sensação da eterna tragédia. Eu ouvia o trem apitar, via-o crescer ao meu encontro e sentia-lhe as rodas me triturando, sem terminar nunca e sem nunca morrer. Quando acabava de passar, quando eu ia respirar, escutava o apito e começava tudo outra vez, eternamente.

Até que um dia escutei alguém chamar pelo meu nome. Fê-lo com tanto amor, que aquilo me aliviou por um segundo, pois o sofrimento logo voltou. Mais tarde, novamente, ouvi alguém chamar por mim. Passei a ter interregnos em que alguém me chamava, eu conseguia respirar, para aguentar aquele morrer que nunca morria e não sei lhe dizer o tempo que passou.

Transcorreu muito tempo mesmo, até o momento em que deixei de ouvir o apito do trem, para escutar a pessoa que me chamava. Dei-me conta, então, que a morte não me matara e que alguém pedia a Deus por mim. Lembrei-me de Deus, de minha mãe, que já havia morrido. Comecei a refletir que eu não tinha o direito de ter feito aquilo, passei a ouvir alguém dizendo: “Ele não fez por mal. Ele não quis matar-se.” Até que um dia esta força foi tão grande que me atraiu; aí eu vi você nesta janela, chamando por mim.

Eu perguntei – continuou o Espírito – quem é? Quem está pedindo a Deus por mim, com tanto carinho, com tanta misericórdia? Mamãe surgiu e esclareceu-me: “É uma alma que ora pelos desgraçados. Comovi-me, chorei muito e a partir daí passei a vir aqui, sempre que você me chamava pelo nome. (Note que eu nunca o vira, face às diferenças vibratórias.)

Quando adquiri a consciência total – prosseguiu ele – já se haviam passado mais de catorze anos. Lembrei-me de minha família e fui à minha casa. Encontrei a esposa blasfemando, injuriando-me:

“Aquele desgraçado desertou, reduzindo-nos à mais terrível miséria. A minha filha é hoje uma perdida, porque não teve comida e nem paz e foi-se vender para tê-los. Meu filho é um bandido, porque teve um pai egoísta, que se matou para não enfrentar a responsabilidade. Deixando-nos, ele nos reduziu a esse estado.”

Senti-lhe o ódio terrível. Depois, fui atraído à minha filha, num destes lugares miseráveis, onde ela estava exposta como mercadoria. Fui visitar meu filho na cadeia.

Divaldo – falou-me emocionado – aí eu comecei a somar às “dores físicas” a dor moral, dos danos que o meu suicídio trouxe. Porque o suicida não responde só pelo gesto, pelo ato da autodestruição, mas, também, por toda uma onda de efeitos que decorrem do seu ato insensato, sendo tudo isto lançado a seu débito na lei de responsabilidades.

Além de você, mais ninguém orava, ninguém tinha dó de mim, só você, um estranho. Então hoje, que você está sofrendo, eu lhe venho pedir: em nome de todos nós, os infelizes, não sofra! Porque se você entristecer, o que será de nós, os que somos permanentemente tristes? Se você agora chora, que será de nós, que estamos aprendendo a sorrir com a sua alegria? Você não tem o direito de sofrer, pelo menos por nós, e por amor a nós, não sofra mais.

Aproximou-se, me deu um abraço, encostou a cabeça no meu ombro e chorou demoradamente. Doridamente, ele chorou. Igualmente emocionado, falei-lhe: Perdoe-me, mas eu não esperava comovê-lo.

São lágrimas de felicidade. Pela primeira vez, eu sou feliz, porque agora eu me posso reabilitar. Estou aprendendo a consolar alguém. E a primeira pessoa a quem eu consolo é você.

O Semeador de Estrelas
Suely Caldas Schubert – Divaldo Franco

Leia o livreto editado pela FEB e entre nesta campanha em defesa da VIDA: Livreto Suicídio

domingo, 8 de julho de 2018




A ARTE DE VIVER JUNTO


Conta uma lenda dos índios Sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:
– Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse-lhes :
– Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!
Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
– E agora, o que faremos? - os jovens perguntaram.
– Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros.
A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do voo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
Então, o velho disse:
– Jamais se esqueçam do que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Reclamações




Aprendamos a evitar reclamações para não agravar dificuldades.
— o —
Perante situações em que a corrigenda se faça realmente necessária, entregue as circunstâncias aos responsáveis pela orientação delas, que sabem quando e como intervir.
— o —
Se você achou o ponto nevrálgico de alguma crise, terá encontrado o lugar onde o proveito geral lhe pede auxílio.
— o —
Procurando retificar algum erro, vale mais o seu conhecimento do bem que o seu conhecimento do mal.
— o —
Resguardando a harmonia de todos, imagine- se na condição da pessoa em que você pretende colocar o seu problema.
— o —
Reflita nas tribulações que provavelmente es-tará atravessando a criatura a quem você deseja apresentar a sua crítica.
— o —
A sua reclamação não lhe trará vantagem alguma.
— o — -
Azedume para com as pessoas das quais você espera cooperação e serviço é o modo mais seguro de preveni-las contra o seu próprio interesse.
— o —
Qualquer pessoa, quando cultive a paz, pode retirar-se em paz do lugar, onde se julgue em desarmonia ou desapreço.
— o —
Experimente desculpar sempre, porquanto aquilo que nos parece falha nos outros, pode surgir por falha igualmente em nós e, em se tratando de desculpar, se hoje podemos dar, chegará sempre para cada um de nós o dia de receber.




Autor: André Luiz

Médium: Chico Xavier

Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.



“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”. – Paulo. I CORINTIOS 12:4.

Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
Quem administra, mais freqüentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
O forte, mais facilmente, pode ser generoso, a todo instante.
O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasiões.
O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa-vontade.
O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos.
Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos, e a vontade Divina te aproveitará.

Do livro: Fonte Viva
Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

terça-feira, 25 de julho de 2017

Longinus reencarna como D.Pedro II





  1. LONGINUS REENCARNA COMO D. PEDRO II

Definitivamente proclamada a independência do Brasil, o guia espiritual do Brasil, Ismael, leva a Jesus o relato de todas as conquistas verificadas, solicitando o amparo do seu coração compassivo e misericordioso para a organização política e social do Brasil.
Corriam os primeiros messes de 1824, encontrando-se a emancipação do pais mais ou menos consolidada perante a metrópole portuguesa. Os estadistas topavam com dificuldades para a organização estatal da terra do Cruzeiro. A constituição, depois de calorosos debates e dos famosos incidentes dos Andradas, incidentes que haviam terminado com a dissolução da Assembleia Constituinte e com o exílio desses notáveis brasileiros, só fora aclamada e jurada, justamente naquela época , a 25 de março de 1824. Nesse dia, findava a mais difícil de todas as etapas da independência e o coração inquieto do primeiro imperador podia gabar-se de haver refletido, muitas vezes, naqueles dias turbulentos, os ditames dos emissários invisíveis, que revestiram as suas energias de novas claridades, para o formal desempenho da sua tarefa nos primeiros anos de liberdade da pátria.

Recebendo as confidencias de Ismael, que apelava para a sua misericórdia infinita, considerou o Senhor a necessidade de polarizar as atividades do Brasil num centro de exemplos e de virtudes, para modelo geral de todos. Assim, Jesus chamou Longinus à sua presença, e falou com bondade:
- Longinus, entre as nações do orbe terrestre, organizei o Brasil como coração do mundo. Minha assistência misericordiosa tem velado constantemente pelos seus destinos e, inspirado a Ismael e seus companheiros do Infinito, consegui evitar que a pilhagem das nações ricas e poderosas fragmentasse o seu vasto território, cuja configuração geográfica representa o órgão do sentimento no planeta, como um coração que deverá pulsar pela paz indestrutível e pela solidariedade coletiva e cuja evolução terá de dispensar, logicamente, a presença continua dos meus emissários para a solução dos seus problemas de ordem geral. Bem sabes que os povos tem a sua maioridade, como os indivíduos, e se bem não os percam de vista os gênios tutelares do mundo espiritual, faz-se mister se lhes outorgue toda a liberdade de ação, a fim de aferirmos o aproveitamento das lições que lhes foram prodigalizadas. Sente-se o teu coração com a necessária fortaleza para cumprir uma grande missão na Pátria do Evangelho?”
- Senhor – respondeu Longinus, num misto de expectativa angustiosa e de refletida esperança – bem conheceis o meu elevado propósito de aprender as vossas lições divinas e de servir à causa das vossas verdades sublimes, na face triste da Terra. Muitas existências de dor tenho voluntariamente experimentado, para gravar no íntimo do meu espírito a compreensão do vosso amor infinito, que não pude entender ao pé da cruz dos vossos martírios no Calvário, em razão dos espinhos da vaidade e da impenitência, que sufocam, naquele tempo, a minha alma. Assim, é com indizível alegria, Senhor, que receberei vossa incumbência para trabalhar na terra generosa, onde se encontra a árvore magnânima da vossa inesgotável misericórdia. Seja qual for o gênero de serviço que me forem confiados, acolherei as vossas determinações como um sagrado ministério.
- Pois bem – redarguiu Jesus com grande piedade – essa missão, se for bem cumprida por ti, constituirá a tua última romagem pelo planeta escuro da dor e do esquecimento. A tua tarefa será daquelas que requerem o máximo de renúncias e devotamentos. Serás imperador do Brasil, até que ele atinja a sua perfeita maioridade, como nação. Concentrarás o poder e a autoridade para beneficiar a todos os seus filhos. Não é preciso encarecer aos teus olhos a delicadeza e sublimidade desse mandato, porque os reis terrestres, quando bem compenetrados das suas elevadas obrigações diante das leis divinas, sentem nas suas efêmeras um peso maior que o das algemas dos forçados. A autoridade, como a riqueza, é um patrimônio terrível para os espíritos dos seus grandes deveres. Dos teus esforços se exigirá de meio século de lutas e dedicações permanentes. Inspirarei as tuas atividades; mas, considera sempre a responsabilidade que permanecerá nas tuas mãos. Ampara os fracos e os desvalidos, corrige as leis despóticas e inaugura um novo período de progresso moral para o povo das terras do Cruzeiro. Institui, por toda parte do continente, o regime do respeito e da paz, e lembra-te da prudência e da fraternidade que deverá manter o país nas suas relações com as nacionalidades vizinhas. Nas lutas internacionais, guarda a tua espada na bainha e espera o pronunciamento da minha justiça, que surgirá sempre, no momento oportuno. Fisicamente consideradas, todas as nações constituem o patrimônio comum da humanidade e, se algum dia for o Brasil menosprezado, saberei providenciar para que sejam devidamente restabelecidos os princípios da justiça e da fraternidade universal. Procura aliviar os padecimentos daqueles que sofrem nos martírios do cativeiro, cuja abolição se verificará nos últimos tempos do teu reinado. Tuas lides terminarão ao fim deste século, e não deves esperar a gratidão dos teus contemporâneos; ao fim delas, serás alijado da tua posição por aqueles mesmos a quem proporcionares os elementos de cultura e liberdade. As mãos aduladoras, que buscarem a proteção das tuas, voltarão aos teus palácios transitórios, para assinar o decreto da tua expulsão do solo abençoado, onde semearás o respeito e a honra, o amor e o dever, com lágrimas redentoras dos teus sacrifícios. Contudo, amparar-te-ei o coração nos angustiosos transes do teu último resgate, no planeta das sombras. Nos dias da amargura final, minha luz descerá sobre os teus cabelos brancos, santificando a tua morte. Conserva as tuas esperanças na minha misericórdia, porque se observares as minhas recomendações, não cairá uma gota de sangue no instante amargo em que experimentares o teu coração igualmente trespassado pelo gládio da ingratidão. A posteridade, porém, saberá descobrir as marcas dos teus passos na Terra, para se firmar no roteiro da paz e da missão evangélica do Brasil.

Longinus recebeu com humildade a designação de Jesus, implorando o socorro de suas inspirações divinas para a grande tarefa do trono.
Ele nasceria no ramo enfermo da família dos Braganças; mas, todas as enfermidades tem na alma as suas raízes profundas.
Foi assim que Longinus preparou a sua volta à Terra, depois de outras existências tecidas de abnegações edificantes em favor da humanidade, e, no dia 2 de dezembro de 1825, no Rio de janeiro, nascia de Dona Leopoldina, esposa de D. Pedro, aquele que seria no Brasil o grande imperador e que, na expressão dos seus próprios adversários, seria “o maior de todos os republicanos de sua pátria.”
No fim da sua vida, D. Pedro II, que já houvera perdido a esposa, que estava abandonado, esquecido, num modesto quarto de hotel, longe da pátria e dos amigos protegidos pelo boníssimo monarca. Mas tudo isso não conseguia “turva-lhe a majestática serenidade de ânimo” e apenas levou-o a mandar buscar do Brasil um caixotinho de terra, talvez da mesma terra da sua vivenda em Petrópolis; só a uns dois ou três amigos íntimos revelou o motivo daquela encomenda, que era: repousar a cabeça depois de morto! Sendo este o conteúdo do seu belíssimo e perfeito soneto: Terra do Brasil.

Depois, alquebrado pela moléstia e pela velhice, expulso da pátria como um réprobo, privado de tudo quanto amava, no modestíssimo Hotel Bedford, à rua de l’Arcade, 17, em paris, faleceu o ex-imperador do Brasil a 5 de dezembro de 1891. Suas derradeiras palavras foram estas: “Nunca me esqueci do Brasil. Morro pensando nele. Deus o proteja.”
Fonte: Livro – Brasil, Coração do Mundo – Pátria do Evangelho. Pelo espírito Humberto de Campos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro – Chico Xavier D. Pedro II e o Brasil. De Walter José Faé

domingo, 18 de junho de 2017

Umbanda e Samaritanos





Umbanda e Samaritanos

Espíritos que se denominam Índios, Caboclos,
Pretos Velhos podem trabalhar como Samaritanos?

Em primeiro lugar vamos lembrar que a Doutrina Espírita é Pluri-espírita, admite-se todos os tipos de espíritos e para trabalhostodos aqueles espíritos que estejam comprometidos com o bem e com a luz.

O Espiritismo não utiliza a separação dos espíritos por nomes que os identificam pela cor ou pelo grau evolutivo, mas dentro da Doutrina Umbandista os espíritos são divididos (organizados), em falanges, seja falange de índios, falanges de ex-escravos, falanges de guardiões, Africanos, etc.

Todos são bem vindos nas reuniões, desde que estejam comprometidos com o bem, se o irmão desejar se denominar de Caboclo Tupi, ele assim poderá ser chamado, sendo que os participantes das reuniões não devem tomar a liberdade para tratar-se com o guia como igual, levando a eles assuntos de interesses materiais (falar de relacionamentos, empregos, etc)
Vamos nos recordar que falamos dos espíritos socorristas de maneira geral, os denominados “Samaritanos” que, com certeza,se quiserem, podem se plasmar como índios ou como qualquer forma que acharem necessário ou conveniente.

Os trabalhadores denominados exus, podem também se manifestar, só que, nos trabalhos do Espiritismo eles devem se identificar com seus nomes sem utilizar apelidos como é bastante comum vê-los se denominando. Temos relatos que, no mundo espiritual eles necessitam dessa maneira para a defesa ou mesmo para transitarem por planos inferiores a serviço dos espíritos superiores.

Veremos um trecho do livro Aruanda, psicografado pelo médium Robson Pinheiro através de Ângelo Inácio: "Há muitos espíritos que na terra tiveram experiências na carreira militar ou em algum outra função que lhes propiciasse o desenvolvimento de certas qualidades necessárias a um guardião.

Do outro lado, serão aproveitados como tal. Oferece-se ao espírito a oportunidade de continuar, no mundo extrafísico, trabalhando naquilo que sabe e, desse modo, aperfeiçoar seu conhecimento e ganhar mais experiência." Sendo assim, esses são espíritos que tiveram experiência militar (na maioria dos casos) e que hoje continuam a trabalhar em prol da evolução.

O Espírito pode se plasmar da maneira que mais gostar, dependendo de sua capacidade. Emmanuel por exemplo se plasmava com vestes romanas, a querida mentora de Divaldo, Joanna de Ângelis se plasma com as vestes de freira. E assim os espíritos se utilizam de suas formas para a evolução e o progresso do nosso planeta. Aqui vai uma história que tenho certeza que irão gostar:

Certa vez, um homem foi a procura da cura de sua filha e buscou um núcleo de umbanda. Chegando lá, o homem que tinha posses e dinheiro foi atendido por um médium de cor negra que estava atendendo sobre influência de um espíritos denominando-se Preto Velho. O humilde espírito falou que a doença de sua filha era reação de vidas passadas e que ele deveria aceitar isso como uma oportunidade de evolução tanto para ele quanto para o espírito de sua filha.

O Homem não querendo acreditar no que aquela entidade havia lhe dito ele saiu inconformado criticando: Como pode! um analfabeto, burro, pobre, de pés no chão falando assim comigo!Como pode ter se recusado a curar minha filha! Sua insatisfação com a resposta foi tanta que procurou o médium mais famoso do Brasil – Chico Xavier. Lá encontrou filas intermináveis para poder ao menos dar um abraço no humilde Chico.

Chegando ao aconchego da reunião Espírita um espírito se manifestou através de outro médium que estava na mesa junto ao grupo. O Homem foi falar com o espírito e o espírito já veio com resposta: Porque você vem me procurar mais uma vez? Sem entender nada o homem falou: mas como, eu nunca te procurei! E o espírito não demorou muito e continuou:

você não se lembra de quando foi procurar uma resposta para a doença da sua filha lá naquele centro de umbanda com aquele homenzinho humilde? Eu estou aqui novamente. O homem ficou abismado, enquanto isso, Chico Xavier que ouvia a tudo somente balançava a cabeça confirmando o que o espírito estava falando.

E no término da reunião, Chico transmitiu uma linda mensagem e falou o nome do espírito que havia lhe passado tal mensagem;“A mensagem foi dada pelo irmão Pai João que é um amigo da casa e um espírito de muita luz que trabalha de forma humilde de um preto velho”.

É bom lembrar algumas frases: “Toda forma de servir é uma bênção. O bem que fizeres em algum lugar, será teu advogado em toda parte”. Lembremos também que, os espíritos que se apresentam na Umbanda como pretos velhos ou caboclos são amigos nossos que também se apresentam em reuniões mediúnicas dentro de centros espíritas.

Respeitemos a todos os nossos irmãos que trabalham na Umbanda, que eles recebam muita luz, e que os espíritos que se apresentam na umbanda que nos iluminem juntamente a todos os trabalhadores, samaritanos e médicos espirituais.

Temas abordados sob a ótica espírita respeitando todas as filosofias e crenças, sem o intuito de confundir a cabeça daqueles que estão começando no espiritismo.

Grupo de estudo amigos de Chico Xavier
Fonte: Casa Espírita Paz e Luz Francisco de Assis

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Moléstia da Alma











Não podemos simplesmente anular o passado, mais podemos reformulá-lo e redirecioná-lo para a luz.

Sei que a fogueira da aflição queima junto a seu peito e você sente estranha aura ao redor de sua mente. Enquanto você não assumir a responsabilidade por tudo o que lhe está acontecendo, não encontrará a verdadeira cura para sua alma. Não se deve criar um mundo de explicações falsas, culpando os espíritos pela infelicidade e desarmonia vivenciadas. Isso é distorcer o real sentido dos acontecimentos, sob pena de nada aprender sobre si mesmo. Aceitar a total responsabilidade por sua vida é a forma mais fácil de resolver essas dificuldades íntimas, mas certamente é uma tarefa que não se realiza da noite para o dia. A auto-responsabilidade e o significado verdadeiro das coisas submetem-se mutuamente; são itens existenciais inseparáveis.

Obsessão é a moléstia da alma. Quando você compreender a simultaneidade que existe entre as influências espirituais negativas e seus atos e pensamentos íntimos, mais rapidamente dissolverá o elo existente entre eles. A lei da compensação se perpetua até que o homem tenha resolvido suas ações equivocadas e se engajado no legitimo fluxo das leis universais. Para cada conduta ou atitude errada a natureza solicita uma contra-ação que a equilibre.

Na vida estamos tecendo uma malha existencial. A cada nova situação se interligam os fios que começamos a utilizar nas experiências anteriores. Não podemos simplesmente anular o passado, mais podemos reformulá-lo e redirecioná-lo para a luz.

O percurso de um novo dia é, inevitavelmente, influenciado pelas experiências e ações dos dias precedentes.

A aflição para você tem sabor de eternidade, mas em breve, poderá desaparecer. Basta procurar nos princípios espíritas os apontamentos lógicos e a exata orientação de que necessita para se libertar do desequilíbrio mental/emocional – causa primaria de sua obsessão. As reuniões mediúnicas auxiliarão em muito a higienizar e restaurar a atmosfera fluídica de sua aura, contaminada por energias deletérias ali armazenadas. Provavelmente, serão afastadas as entidades que atuam no seu dia-a-dia; abandonando suas limitações, elas ou outras companhias desagradáveis poderão retornar.

Sua mente guarda, zelosamente, fatos, informações idéia e conceitos. Sua memória é o registro fiel de tudo quanto ocorreu com você através dos tempos, tanto no corpo físico como fora dele. Você cria a própria realidade com sua mente. Na verdade, você “veste” as emoções e os pensamentos dos espíritos e coopera na assimilação das sensações aflitivas lançadas sobre seu corpo astral. Você é um canal de expressão, e em sua intimidade, estão todas as matrizes de seus desarranjos. Suas emoções são semelhantes as fases da lua: ora “crescente”, ora “minguante”. Não se esqueça também de que você é o único responsável pelas forças negativas que sugam suas energias e tentam dominar sua casa mental. Não existe fatalidade em sua vida, apenas atração e repulsão, conforme afinidade.

Na esfera física como na espiritual só se percebe a age como um espaço delimitado, quer dizer, cada pessoa atua segundo seu grau de consciência ou em consonância à sua faixa vibratória.

Na esquina da vida, você é pedinte que suplica a esmola da paz. Mas lembre-se igualmente uma usina de forças, recebendo, doando, e assimilando o magnetismo de outros seres, encarnados ou não.

Os espíritos desequilibrados que estão a seu redor apenas exploram suas fraquezas. Buscam pontos vulneráveis, envolvendo-o negativamente em seu baixo padrão vibracional. Portanto, ninguém tem o poder de transformar sua mente, a não ser que você ceda diante da perturbação. Quando você diz que é um ser humano bom, que nunca faz mal a ninguém, acredita estar vivendo um ato de injustiça. Porventura, já se perguntou: faço mal a mim mesmo?

Será que respeito meus direitos pessoais? Considero minhas necessidades tão importantes quanto as dos outros? Para você se livrar das agressões dessas entidades, procure encontrar a área da sua vida que esta mais insegura e fragilizada. Reforce-a inicie um trabalho interior.

Desfaça a necessidade de querer dos outros o que deve providenciar por si mesmo. Isso o aproximará da libertação. Pouco a pouco, a aflição que lhe atormenta os sentidos esvairá, e experimentará uma força nova que brotará do seu interior, equilibrando seus sentimentos descompensados.

Lourdes Catherine – do Livro: Conviver e Melhorar – Francisco do Espírito Santo Neto

terça-feira, 30 de maio de 2017

Conduta Mediúnica






Existem muitos médiuns que acham que é só dentro do Centro Espírita que eles exercem a sua mediunidade. Grande engano, meus Irmãos! Somos médiuns durante as 24 horas do dia.

Os Espíritos sofredores são muitos. Somos assediados a todo momento por eles: em casa, no trabalho, na rua, em todos os lugares. Muitas vezes, com uma simples oração, mentalmente poderemos aliviar-lhes o coração. O médium é um farol no escuro do oceano, e é por essa luz, que muitas vezes, os sofredores são atraídos. Daí a importância do medianeiro estar sempre atento e vigilante. É fundamental lembrar-se do “orai e vigiai” que Jesus tanto nos ensinou.

O Plano Maior, em certos casos, autoriza as Entidades que foram doutrinadas durante os trabalhos mediúnicos na Centro Espírita, a acompanharem os médiuns e, ficarem com eles por um determinado tempo, para observarem e verificarem se tudo aquilo que falam dentro do Centro, eles realmente praticam no seu dia a dia?

Portanto, é muito importante que busquemos, a todo instante, o nosso aprimoramento moral e o nosso estudo constante.

Aquele que não deseja educar-se, não serve para servir. E a Doutrina Espírita é bem clara nesse aspecto: “Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento e instruí-vos, eis o segundo”.

E, aqui, meus queridos Irmãos eu apresento um trabalho, no qual meu maior mérito é a sua organização, de onde extraí textos de livros dos mais diversos autores, com a intenção de incentivar os Espiritas-Cristãos a continuarem a estudar a mediunidade, para que possamos melhor servir ao Plano Espiritual.

Conquistando a mansuetude

Se estamos reencarnados no planeta Terra, é porque ainda temos muitos débitos, muitas correções a serem feitas em nosso interior e com as pessoas que nos rodeiam.

Para isto, há necessidade de muito esforço próprio e a vontade consciente para o crescimento espiritual.

Quanto mais vamos subindo nesta escalada de aprimoramento moral, parece que “provas” são colocadas em nosso caminho para ver se realmente aprendemos a lição. Muitas vezes somos “tentados” para ver se queremos realmente seguir esta vereda.

Nascemos em família, onde muitas vezes, temos problemas de relacionamento com determinadas pessoas; em nosso ambiente de trabalho, há um clima de competição com a pura intenção de aumentar a produção da empresa; na rua, estamos sujeitos aos imprevistos do transito tumultuado e violento; e muitas vezes, nós entramos em sintonia com essas vibrações e ficamos totalmente desequilibrados, tendo, a partir daí, um comportamento nada condizente com tudo aquilo que estudamos, e que foi pregado pelo Cristo.

Geralmente reclamamos que as pessoas não nos entendem por mais benfeitorias que lhes fazemos, contudo, Deus as colocou em nosso caminho para que possamos aceitá-las e aprender a arte do convívio em harmonia, não criticando, não culpando, não revidando, incentivando, perdoando, e resignando, para que sejamos humildes e Caridosos.

Quando alguém lhe desferir alguma injúria, uma ofensa ou um ato de desamor, ore por ela, e a imagine envolta em luz, intuindo-a à prática de atos de Amor e Solidariedade. Daí veremos, através desta prática constante, que uma Paz interior irá brotar dentro de nós. Sentiremo-nos mais leves e conquistando a nossa mansuetude.”

O médium deve sempre perdoar

A mediunidade tem muitas glórias a oferecer, mas não as glórias do mundo terreno.

O íntimo contentamento que provém dela é o de podermos ser caridosos sem ostentação e vislumbres.

Adverte-nos o bom senso de que o silencio é o melhor ambiente para o esquecimento do mal.

O médium que for vítima da maledicência não deve remoer ressentimentos, para não entrar na faixa do perseguidor.

Quando oprimido e perseguido, deve procurar no Evangelho os bons exemplos:Quando alguém bater em tua face, oferece-lhe também a outra.

Quando o médium for ferido em sua sensibilidade, deve preparar-se novamente para outras etapas, pois quando estas vierem, já estará firme para o esquecimento de todas as ofensas. Eis aí o perdão que liberta todas as tentações que têm origem nas sombras.

Não devemos perder a fé, porque a confiança nos poderes de Deus nos torna maiores diante de todas as investidas do mal e nos fortalece para que consigamos livrarmo-nos das emboscadas dos adversários da Luz.

Nas edificações espirituais ligadas a área mediúnica, alguns requisitos são exigidos:

— disciplina e confiança em Deus;

— constância na execução das tarefas;

— aquisição contínua de novos conhecimentos.

— Esforço demanda tempo, realização não se improvisa.

— O obreiro da mediunidade não deve almejar realização superiores de um dia para outro, nem fenômenos que vislumbram e encantam.

— É fundamental educar a alma, corrigir a mente, para que o coração se esclareça.

Passividade na obra: DIVERSIDADE DE CARISMAS

Herminio C. Miranda nos relata que existem Centros Espíritas que impõem um rígido padrão de comportamento mediúnico, e muitas vezes, “regras” inibidoras: o médium tem que ficar imóvel, olhos fechados, mãos juntas e abandonadas sobre a mesa, manter o tom de voz sereno (sem elevação, nenhuma forma de movimentação do corpo, dos membros e da cabeça.

Hermínio Miranda acha que deve haver uma certa naturalidade e espontaneidade na manifestação, afinal, o médium não é nenhum robô, que filtra sentimentos e emoções da Entidade comunicante.

E nos relata ainda: E, permitindo que o Espírito manifestante pudesse expressar-se convenientemente, dizer enfim ao que veio e expor sua situação a fim de que pudesse ser atendido ou, pelo menos, compreendido nos seus propósitos.

Se ele vem indignado por alguma razão e isto é quase que a norma em trabalhos dessa natureza - como obrigá-lo a falar serenamente, com voz educada, em tom frio e controlado?

Somos nós, encarnados, capazes de tal proeza?

Não elevamos a voz e mudamos o tom nos momentos de irritação e paciência?

Como exigir procedimento diferente do manifestante e do médium?

Afinal de contas, se a manifestação ficar contida na rigidez de tais parâmetros, acaba inibida e se torna inexpressiva, quando não inautêntica de tão deformada. Em tais situações é como se o médium ficasse na posição de mero assistente de uma cena de exaltação e a descrevesse friamente, em voz monótona e emocionalmente distante dos problemas que lhe são trazidos.

É preciso considerar, no entanto, que ali está uma pessoa angustiada por pressões intimas das mais graves e aflitivas, muitas vezes em real estado de desespero, que vem em busca de socorro para seus problemas, ainda que não o admita conscientemente.

Não é uma vaga e despersonalizada Entidade, urna abstração mas um Espírito que se manifesta. É um Ser humano vivo, sofrido, desarvorado, que está precisando falar com alguém que o ouça, que sinta seu problema pessoal, que o ajude a sair da crise, por alguns momentos, o abrigo de um coração fraterno, O médium frio e com todos os freios aplicados, tal manifestação não consegue transmitir a angústia que vai naquela alma.

É um bloco de gelo através do qual não circulam as emoções do manifestante, a pungência de seu apelo, a ânsia que ele experimenta em busca de amor e compreensão. Nenhum problema é maior, - naquele instante, para o manifestante do que o seu, nenhuma dor mais aguda do que a sua.

A manifestação deve realmente ser disciplinada sem grandes ruídos, sem palavras descontroladas e de baixo calão, mas deve, além de tudo, ser feita com naturalidade e espontaneidade, dando oportunidade para a Entidade manifestar o seu lado psicológico e emocional.

Teoria e prática

“Tanto os livros da Codificação Espírita, como os demais autores responsáveis, insistem em algumas constantes que não podem ser desatendidas, sem grave prejuízo para o trabalho mediúnico que se programa: a primeira delas é o estudo teórico constante das questões pertinentes, em paralelo, com experimentação.

Em seu livro “The Univerty of Spiritualism”, Harry Boddington, é incisivo neste ponto ao escrever: “Tais considerações demonstram a insensatez de tentar, primeiro, desenvolver a mediunidade e, depois estudar o ABC do assunto (-) -

A recusa do estudo prévio do assunto nasce da tola noção de que a mente muito cultivada é um empecilho à manifestação dos Espíritos Essa gente diz candidamente que jamais lê coisa alguma. É esta teimosa ignorância que mantém o baixo conceito do Espiritismo”.

Ressaltando que o livro se destina ao contexto espiritualista inglês e tem mais de 100 anos de publicação é preciso admitir que ele não deixa de ter fortes razões para assim enfatizar este aspecto. Mesmo porque, como assinala mais adiante, o trato com os Espíritos demonstra precisamente o contrário do que pensam os despreparados manipuladores da mediunidade: quanto melhor o cérebro, melhor o instrumento mediúnico.

Isto porque os Espíritos manifestantes trabalham de preferência com o material armazenado no inconsciente do médium, ou seja, com os recursos que ele possui e que coloca à disposição do manifestante. Quanto melhor a qualidade e a variedade dos conhecimentos do médium, mais fácil e de melhor nível serão as comunicações.

O que leva a complicação e até obsessões graves é entregar-se cegamente à experimentação sem apoio, sem orientações e sem estudo.

Muitos afirmam, orgulhosamente, que não precisam estudar porque aprendem com os próprios Espíritos. Não é bem assim. Sem dúvida, o prolongado e disciplinado intercâmbio com os Espíritos de mais elevada condição evolutiva, como no caso do nosso querido Chico Xavier, contribui de maneira ponderável para o aprimoramento moral e intelectual do médium responsável mas são os Espíritos os primeiros e mais insistentes em recomendar ao médium que leia, estude, observe, medite, pergunte a quem saiba, permaneça vigilante e ore com frequência para manter o que amigos nossos costumam chamar de teto espiritual.“

Disciplina e responsabilidade

O principal obstáculo na fase inicial do treinamento está na ânsia prematura de obter mensagens reveladoras antes de um claro entendimento do processo e de suas dificuldades. Há tarefas no aprendizado que competem nitidamente ao médium realizar e ele não deve sobrecarregar os Espíritos manifestantes, seus Mentores ou Guias com obrigações e esforços de sua responsabilidade pessoal; mesmo porque em geral os primeiros Espíritos que se aproximam de um médium iniciante são os de mais baixa condição, como assinalou os textos confiáveis de Kardec e de seus continuadores.

O médium é que terá de esforçar-se por adotar uma disciplina pessoal que possibilite a aproximação de seus amigos espirituais. (...)

A tarefa do médium é explorar o universo do pensamento. O médium precisa manter desobstruídos os canais psíquicos por onde circulam suas ideias para que por esses mesmos canais e com esse mesmo material psíquico, utilizando-se de sua energia mediúnica, possam os Espíritos igualmente fazer circular suas idéias.

Mediunidade é pois uma transfusão de pensamentos, mesmo quando se trata de energia destinada à produção de efeitos de vez que é o pensamento e a vontade dos Espíritos que as direcionam.

Por outro lado, o médium é um Ser que franqueou o acesso da sua intimidade aos seres invisíveis desencarnados. Se ele adota atitudes de descaso, indiferença e preguiça, estará chamando para sua convivência Espíritos semelhantes.

A mediunidade é um instrumento de trabalho, não para uso e gozo pessoal, mas para servir. (...)

A mediunidade é uma responsabilidade, um compromisso, uma tarefa a realizar. Longe de ser um ônus insuportável, é um privilégio concedido para servir ao próximo e, consequentemente, importante fator de aceleramento do nosso próprio ritmo evolutivo.
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O médium precisa aprender também a dominar seus impulsos emocionais, a fim de que a mensagem que passa por ele, vinda de alguém no Plano Espiritual e destinada a alguém no plano da matéria, não se contamine com as suas próprias paixões e desacertos íntimos.

Ele terá de ser como o lápis bem apontado, com o grafite na consistência própria, na cor certa, ou o aparelho de som dotado de dispositivos de alta fidelidade para que a boa gravação não seja reproduzida com distorções, zumbidos e estáticas que a tornem irreconhecível.

Deve se esforçar para que a mesma qualidade de som existente na gravação-fonte seja a que se reproduz nos alto-falantes, com toda a fidelidade e autenticidade possíveis. (...)

Na mediunidade, não há disputa de campeonatos nem medalhas de ouro ao vencedor, porque não há vencedores, no sentido de que um médium possa suplantar outros.

Na mediunidade, ganha aquele que serve na obscuridade, modestamente, com devotamento e honestidade. Quando ouço falar que alguém é um “grande médium”, fico logo de pé no freio. Existem grandes médiuns?

Mediunidade é grandeza?

Muita gente avalia os médiuns pelos fenômenos espetaculares que podem produzir ou pela ampla variedade de faculdades que exibem. Quanto a mim, não é isso que busco num médium. Ele, ou ela, pode até de dispor de ampla faixa de sensibilidades - que isto não é defeito mas prefiro aquele que, embora dotado de faculdades várias, dedica-se modestamente a uma ou duas, para exercer bem e com dedicação. (...)

Como instrumento de comunicação o médium tanto pode veicular mensagens aceitáveis e autênticas, como inaceitáveis e falsas, dependendo das condições que oferece. Não deve ser endeusado, no primeiro caso, nem crucificado no segundo. Seria o mesmo que destruir o telefone porque acabamos de receber, por ele, uma notícia falsa, ou elogiá-lo porque acaba de nos trazer uma alegria.

Ao mesmo tempo, não há como perder de vista o fato de que o médium é um Ser humano, que pode falhar por ser endeusado, e pode embotar-se ou perder-se quando, em vez de socorrido, for arrasado porque a sua comunicação é considerado inaceitável.

A posição do médium A mediunidade é dom generalizado em todas as criaturas a espera de educação e disciplina. Sem certas regras orientadas pelo Cristo, ela é apenas um instrumento de satisfação pessoal ou meio de vida na pauta dos negócios...

A posição do sensitivo ante sua mediunidade é que sua língua deve perder a força de ferir, suas mãos a força de revidar e suas idéias a força de contrariar as Leis de Deus. Todos os médiuns são testados por meios variados. Por onde que não se espera é que o inimigo chega.

O defeito que insistimos em apontar nos outros é o que temos com mais saliência. Se tiveres que chorar por alguém que errou, chora por ti mesmo. Se tiveres que alterar a voz com irmãos que julgaste incursos em erro, altera a voz contigo mesmo.

Se tiveres de anunciar alguma virtude que não possuis, fala das qualidades dos companheiros e dos esforços que eles fazem para melhorar. A posição do médium no lugar em que for chamado a trabalhar é a de servir de instrumento para o bem em todas as direções da vida...

Quando vamos trabalhar na caridade, recebemos de Deus uma cota de luz divina, mas não podemos esquecer que tal cota é para ser doada, e se ela transforma fielmente no que nós desejamos que ela seja, torna-se uma carta com endereço certo. Eis a posição do médium diante da consciência.

Educação Mediúnica


— Médium algum se perderá nas vielas do desequilíbrio se estabelecer para si mesmo um programa de renovação. Exercício e renúncia. Muita paciência ante as incompreensões que lhe surgem no caminho. Capacidade de perdoar, por maior que seja a ofensa.

— O jugo é suave e o fardo é leve para o companheiro da mediunidade que se apoie no estudo, no trabalho, na oração constante, na humildade.

— Médiuns sérios atraem Espíritos sérios; médiuns levianos atraem Espíritos levianos. O medianeiro que se não ajusta aos princípios morais pode ser vitimado pela ação do mundo espiritual inferior.

— A falta de estudo, evangélico e doutrinário constitui sério escolho na prática da mediunidade. O médium deve ler, estudar, refletir, assimilar e viver as edificantes lições do Evangelho e do Espiritismo, a fim de que possa oferecer aos Espíritos comunicantes os elementos necessários a uma proveitosa comunicação. O médium estudioso, além disso, é instrumento dócil, maleável, acessível. Tem sempre uma boa roupagem para vestir a idéias a ele transmitidas. O que não estuda, nem se renova, cria dificuldades à transmissão da mensagem, favorecendo a desconexão.

— A educação mediúnica, por sinônimo de desenvolvimento mediúnico, deve ser iniciada no devido tempo, na época apropriada, isto é, ao se verificar a espontânea eclosão da faculdade. Não devemos “querer” o desenvolvimento mediúnico, mas “amparar” a faculdade que surge, pelo estudo e pelo trabalho, pela oração e pela prática do bem. Forçar a eclosão da mediunidade, ou o seu desenvolvimento, significa abrir as portas do animismo, com sérios inconvenientes para o equilíbrio, a segurança e a produtividade do medianeiro. A educação mediúnica deve ser, em qualquer circunstância, espontânea, natural, suave, sem qualquer tipo de violência externa e interna.

— Educação mediúnica pede tempo e trabalho, estudo e abnegação. Não acontece de um dia para outro. Médium inquieto, apressado em transmitir boas comunicações antes do necessário preparo, é candidato em potencial ao desequilíbrio.

— O médium disciplinado obterá ótimos frutos em sua tarefa, levando em consideração o seguinte:

* lugar e hora certos para o trabalho;

* assiduidade e pontualidade;

* respeito à codificação e apreço aos Instrutores Espirituais. O médium prudente analisa, examina sugestões dos companheiros encarnados, aceitando-as se justas e sensatas O médium vaidoso comporta-se como dono da verdade. É sistematicamente refratário a advertência e conselhos. A discrição é fator básico para o êxito fluídico conhecer problemas pela mediunidade ou por relatos íntimos e revelá-los, é falta de caridade.

— A ausência de trabalho é grave escolho da mediunidade, isso porque a ferramenta mediúnica exige utilização constante, ação contínua, não somente pela necessidade de aprimoramento das antenas psíquicas, como também pelo imperativo da conquista do sentimento do amor.

O trabalho assegura a assistência superior, protege o médium contra o assédio e o domínio de Entidades menos felizes, constroem preciosas amizades nos planos físicos e subjetivos. Harmonia fluídica, amor e confiança, destreza psíquica e apuro vibracional representam o somatório da atividade mediúnica exercida da disciplina do trabalho.

O hábito da prece O hábito da prece mantém o médium em estado de vigilância, imprescindível ao bom êxito de sua tarefa. Através da oração isolamo-nos das influências negativas, sintonizando-nos com as forças espirituais que iluminam. A prece não nos isenta das provas, mas dá-nos forças para suportá-las.

Nos momentos de dificuldade e sacrifício, vamos lembrar de orar para Nosso Pai. A oração é um santo remédio para os nossos males. Não é só nas horas de aflição é que devemos recorrer a esse recurso maravilhoso. Ela deve ser feita todos os dias. Pela manhã, agradecendo pelo descanso de nosso corpo físico, e pedir proteção para mais um dia de trabalho aqui na Terra. Ao anoitecer, antes de dormir, agradecendo pelo dia que tivemos, e pedindo para que nosso Espírito possa estar com nossos Amigos Espirituais, buscando novos esclarecimentos para nosso aprimoramento espiritual.

Lamentamos que muitas pessoas Só recorrem à oração para pedir a conquista de bens materiais. Conquistas essas que são perecíveis com o tempo. Devemos pedir sim, uma boa saúde para o nosso corpo físico, para que possamos ter a força e a energia necessária para cumprir com grande sucesso o que nos foi planejado pelo Plano Espiritual.

Devemos pedir a proteção os bons conselhos e a inspiração de nossos Guias Protetores para a resolução de nossos problemas em que, por ventura, estejamos atravessando. Mas, devemos orar não só para pedir, mas também para agradecer pelas nossas conquistas do dia a dia e pelas dádivas recebidas.

Podemos orar para emitir vibrações positivas para daqueles entes queridos que estejam doentes ou em dificuldades. Devemos orar, também, e isto mostra a nossa grandeza e elevação de nossa alma, para os nossos inimigos e por todos aqueles que nos desejam o mal.

Vamos perdoar-lhes cada ato infeliz e impensado que tenha sido desferido contra nós. Vamos mostrar-lhes o nosso carinho, o nosso Amor, a nossa tolerância e pedir à Deus para que façam rever seus gestos, suas posturas. E que as Entidades Benevolentes possam iluminá-los para a prática de atos mais elevados. Lembrem-se: a oração é uma benção Divina. Podemos recorrer a todos os instantes.

A oração é um ato de Amor, um elo de ligação entre o Plano Espiritual e o Terreno. Para orar, não há necessidade de palavras decoradas ditas sem nenhum sentimento. Mais valem dez palavras expressas com amor e devoção...

Muitos falam que não sabem rezar. Basta humildemente, com suas próprias palavras, com uma devoção muito grande, acreditando naquilo que está sendo pedido, ser concretizado.

Vamos lembrar o que o Nosso Mestre Jesus nos disse:

“Pedi e se vos dará”.
Acima de tudo, devemos orar com muita fé!

“Informação”: Revista Espírita Mensal - Ano XXXIII N° 387 Dezembro 2008. Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” - Correspondência: Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

sábado, 15 de abril de 2017

Ser Médium é BOM ou RUIM?


André Luiz acompanhou o missionário Alexandre para observar algumas demonstrações de desenvolvimento mediúnico em um Centro Espírita.
Instantes depois, os primeiros encarnados deram entrada no recinto. André observava a conversa, onde três deles mostravam desânimo, pois tentavam à algum tempo desenvolver a mediunidade sem resultado algum.
Foi iniciada a sessão de desenvolvimento, onde 18 pessoas mantinham-se em expectativa.
Alexandre explica a André Luiz que tal desenvolvimento requer: disciplina, educação, esforço e perseverança. Então, passaram a observar 3 pessoas: O primeiro foi um rapaz que queria psicografar. Então, Alexandre pede para André Luiz observar o aparelho genital do rapaz, e explicou que ali havia bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferiores. Sem contar o contato com entidades grosseiras, que se afinavam com as predileções dele.
Passaram, então, a observar o segundo, um senhor de bigode, que demonstrava dificuldade para sustentar o pensamento com relativa calma. Foi concluído que este deveria usar alcoólicos em quantidade regular. O aparelho gastrintestinal encontrava-se totalmente ensopado em aguardente, e invadia os escaninhos do estômago, e começava a afetar o esôfago e a influenciar o bolo fecal. O fígado estava enorme, o baço apresentava anomalias estranhas . . . Então, Alexandre esclareceu dizendo que, André Luiz estava examinando as anormalidades menores.
Depois, passaram a observar a terceira, uma senhora idosa, que era candidata ao desenvolvimento da mediunidade de incorporação. Viu-se então, uma fraquíssima luz que emanava de sua organização mental. O estômago estava dilatado horrivelmente e os intestinos pareciam sofrer estranhas alterações. O fígado estava aumentado. O aparelho digestivo estava cheio de pastas de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa. Enfim, ali estava uma pobre senhora desviada nos excessos de alimentação.
Alexandre concluiu:
– O Espiritismo cristão é a revivescência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo, e a mediunidade constitui um de seus fundamentos vivos. A mediunidade, porém, não é exclusiva dos chamados “médiuns”. Todas as criaturas a possuem, porquanto significa percepção espiritual, que deve ser incentivada em nós mesmos. Não bastará, entretanto, perceber. É imprescindível santificar essa faculdade, convertendo-a no ministério ativo do bem.
A maioria dos candidatos ao desenvolvimento dessa natureza, contudo, não se dispõe aos serviços preliminares de limpeza do vaso receptivo. Dividem, inexoravelmente, a matéria e o espírito, localizando-os em campos opostos, quando nós, estudantes da Verdade, ainda não conseguimos identificar rigorosamente as fronteiras entre uma e outro, integrados na certeza de que toda a organização universal se baseia em vibrações puras. Inegavelmente, meu amigo André, não desejamos transformar o mundo em cemitério de tristeza e desolação. Atender a santificada missão do sexo, no seu plano respeitável, usar um aperitivo comum, fazer a boa refeição, de modo algum significa desvios espirituais; no entanto, os excessos representam desperdícios lamentáveis de força, os quais retêm a alma nos círculos inferiores. Ora, para os que se trancafiam nos cárceres de sombra, não é fácil desenvolver percepções avançadas. Não se pode cogitar de mediunidade construtiva, sem o equilíbrio construtivo dos aprendizes, na sublime ciência do bem-viver.

Do Livro: Missionários da Luz, capítulo 3
André Luiz (Espírito), psicografia de Francisco Cândido Xavier (médium)

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